Cita√ß√Ķes sobre Patriotismo

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Frases sobre patriotismo, poemas sobre patriotismo e outras cita√ß√Ķes sobre patriotismo para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Diz-me a Verdade acerca do Amor

Há quem diga que o amor é um rapazinho,
E quem diga que ele é um pássaro;
H√° quem diga que faz o mundo girar,
E quem diga que é um absurdo,
E quando perguntei ao meu vizinho,
Que tinha ar de quem sabia,
A sua mulher zangou-se mesmo muito,
E disse que isso n√£o servia para nada.

Ser√° parecido com uns pijamas,
Ou com o presunto num hotel de abstinência?
O seu odor faz lembrar o dos lamas,
Ou tem um cheiro agrad√°vel?
√Č √°spero ao tacto como uma sebe espinhosa
Ou é fofo como um edredão de penas?
√Č cortante ou muito polido nos seus bordos?
Ah, diz-me a verdade acerca do amor.

Os nossos livros de história fazem-lhe referências
Em curtas notas crípticas,
√Č um assunto de conversa muito vulgar
Nos transatl√Ęnticos;
Descobri que o assunto era mencionado
Em relatos de suicidas,
E até o vi escrevinhado
Nas costas dos guias ferrovi√°rios.

Uiva como um c√£o de Als√°cia esfomeado,
Ou ribomba como uma banda militar?
Poderá alguém fazer uma imitação perfeita
Com um serrote ou um Steinway de concerto?

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Moral Convencional e Moral Verdadeira

A respeitabilidade, a regularidade, a rotina Рtoda a disciplina de ferro forjada na moderna sociedade industrial Рatrofiaram o impulso artístico e aprisionaram o amor de forma tal que não mais pode ser generoso, livre e criador, tendo de ser ou furtivo ou pedante. Aplicou-se controle às coisas que mais deveriam ser livres, enquanto a inveja, a crueldade e o ódio se espraiam à vontade com as bençãos de quase toda a bisparia. O nosso equipamento instintivo consiste em duas partes Рuma que tende a beneficiar a nossa própria vida e a dos nossos descendentes, e outra que tende a atrapalhar a vida dos supostos rivais. Na primeira incluem-se a alegria de viver, o amor e a arte, que psicologicamente é uma consequência do amor. A segunda inclui competição, patriotismo e guerra. A moral convencional tudo faz para suprimir a primeira e incentivar a segunda. A moral verdadeira faria exactamente o contrário.
As nossas rela√ß√Ķes com os que amamos podem ser perfeitamente confiadas ao instinto; s√£o as nossas rela√ß√Ķes com aqueles que detestamos que deveriam ser postas sob o controle da raz√£o. No mundo moderno, aqueles que de facto detestamos s√£o grupos distantes, especialmente na√ß√Ķes estrangeiras. Concebemo-las no abstracto e engodamo-nos para crer que os nossos actos (na verdade manifesta√ß√Ķes de √≥dio) s√£o cometidos por amor √† justi√ßa ou outro motivo elevado.

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A Cobardia como Pilar da Civilização

Costuma-se jogar na cara dos marxistas, com a sua concep√ß√£o materialista da Hist√≥ria, que eles subestimam certas qualidades espirituais do homem que n√£o dependem de quanto ele ganhe ou deixe de ganhar. O argumento √© o de que essas qualidades colorem as aspira√ß√Ķes e actividades do homem civilizado tanto quanto s√£o coloridas pela sua condi√ß√£o material, tornando assim imposs√≠vel simplesmente
reduzir o homem a uma m√°quina econ√≥mica. Como exemplos, os antimarxistas citam o patriotismo, a piedade, o senso est√©tico e a vontade de conhecer Deus. Infelizmente, os exemplos s√£o mal escolhidos. Milh√Ķes de homens n√£o ligam para o patriotismo, a piedade ou o senso est√©tico, n√£o t√™m o menor interesse activo em conhecer Deus. Por que √© que os antimarxistas n√£o citam uma qualidade espiritual que seja verdadeiramente universal? Pois aqui vai uma. Refiro-me √† cobardia. De uma forma ou de outra, ela √© vis√≠vel em todo o ser humano; serve tamb√©m para separar o homem de todos os outros animais superiores. A cobardia, acredito, est√° na base de todo o sistema de castas e na forma√ß√£o de todas as sociedades organizadas, inclusive as mais democr√°ticas. Para escapar de ir √† guerra ele pr√≥prio, o campon√™s deva de m√£o beijada certos privil√©gios aos guerreiros ‚Äď e destes privil√©gios brotou toda a estrutura da civiliza√ß√£o.

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Patriotismo é a convicção de que o país da gente é superior a todos os demais, simplesmente porque ali nascemos.

Ser Português é Difícil

Os Portugueses t√™m algum medo de ser portugueses. Olhamos em nosso redor, para o nosso pa√≠s e para os outros e, como aquilo que vemos pode doer, temos medo, ou vergonha, ou ¬ęculpa de sermos portugueses¬Ľ. N√£o queremos ser primos desta pobreza, madrinhas desta mis√©ria, filhos desta fome, amigos desta amargura. Os Portugueses t√™m o defeito de querer pertencer ao maior e ao melhor pa√≠s do mundo. Se lhes perguntarmos ‚ÄúQual √© actualmente o melhor e o maior pa√≠s do mundo?‚ÄĚ, n√£o arranjam resposta. Nem dizem que √© a Uni√£o Sovi√©tica nem os Estados Unidos nem o Jap√£o nem a Fran√ßa nem o Reino Unido nem a Alemanha. Dizem s√≥, pesarosos como os kilogramas nos tempos em que tinham kapa: ¬ęPodia ter sido Portugal…¬Ľ E isto que vai salvando os Portugueses: t√™m vergonha, culpa, nojo, medo de serem portugueses mas ¬ętamb√©m n√£o v√£o ao ponto de quererem ser outra coisa¬Ľ.

Revela-se aqui o que n√≥s temos de mais insuport√°vel e de comovente: s√≥ nos custa sermos portugueses por n√£o sermos os melhores do mundo. E, se formos pensar, verificamos que o verdadeiro patriotismo n√£o √© aquele de quem diz ‚ÄúPortugal √© o melhor pa√≠s do mundo‚ÄĚ (esse √© simplesmente parvo ou parvamente simples),

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Um País de Canalhas

Pensar Portugal. N√≥s somos um pa√≠s de ¬ęelites¬Ľ, de indiv√≠duos isolados que de repente se p√Ķem a ser gente. N√≥s somos um pa√≠s de ¬ęher√≥is¬Ľ √† Carlyle, de excep√ß√Ķes, de singularidades, que t√™m tomado √†s costas o fardo da nossa hist√≥ria. N√≥s n√£o temos sequer n√ļcleos de grandes homens. Temos s√≥, de longe em longe, um original que se levanta sobre a canalhada e toma √† sua conta os destinos do pa√≠s. A canalhada cobre-os de insultos e de esc√°rnio, como √© da sua condi√ß√£o de canalha. Mas depois de mortos, p√Ķe-os ao peito por jact√Ęncia ou simplesmente ignora que tenham existido. N√≥s n√£o somos um pa√≠s de voca√ß√Ķes comuns, de consci√™ncia comum. A que fomos tendo foi-nos dada por empr√©stimo dos grandes homens para a ocasi√£o. Os nossos populistas √© que dizem que n√£o. Mas foi. A independ√™ncia foi Afonso Henriques, mas sem patriotismo que ainda n√£o existia. Aljubarrota foi Nuno √Ālvares. Os descobrimentos foi o Infante, mas porque o neg√≥cio era bom. O Iluminismo foi Verney e alguns outros, para ser deles todos s√≥ Pombal. O liberalismo foi Mouzinho e a Fran√ßa. A reac√ß√£o foi Salazar. O comunismo √© o Cunhal. Quanto √† sarrabulhada √© que √© uma data deles.

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O nacionalismo é a nossa forma de incesto, é a nossa idolatria, é a nossa insanidade. Patriotismo é o seu culto.

O militarismo √© uma esp√©cie de n√≥doa nas grandes realiza√ß√Ķes da civiliza√ß√£o moderna. Hero√≠smo encomendado, viol√™ncia regulamentada, patriotismo arrogante tornam vil e abomin√°vel qualquer guerra de agress√£o. Por minha parte preferia ser fuzilado a tomar parte numa luta desse tipo.

Algu√©m disse que o patriotismo √© o √ļltimo ref√ļgio do cobarde; aqueles que n√£o t√™m princ√≠pios morais normalmente enrolam-se numa bandeira, e esses bastardos falam sempre na pureza da ra√ßa.

Heroísmo no comando, violência sem sentido e toda detestável idiotice que é chamada de patriotismo Рeu odeio tudo isso de coração.

Patriotismo é sua convicção de que este país é superior a todos os outros países, porque você nasceu nele.

No mundo, apenas a religi√£o e o patriotismo podem fazer caminhar por muito tempo e para o mesmo fim a maioria dos cidad√£os.