Cita√ß√Ķes sobre Pecadores

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Frases sobre pecadores, poemas sobre pecadores e outras cita√ß√Ķes sobre pecadores para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

As dificuldades destroem alguns homens mas fazem outros. Nenhum machado é suficientemente afiado para cortar a alma de um pecador que continua a tentar, armado com a esperança de que no fim se levantará.

Se fazeis o bem aos que vo-lo fazem, que graça alcançais? Até mesmo os pecadores agem assim

Se fazeis o bem aos que vo-lo fazem, que graça alcançais? Até mesmo os pecadores agem assim.

Há duas espécies de homens: os justos, que se julgam pecadores e os pecadores que se crêem justos.

N√£o invejes o sucesso do pecador, pois ignoras qual ser√° o seu fim

N√£o invejes o sucesso do pecador, pois ignoras qual ser√° o seu fim.

Maldade Eterna

√Č dif√≠cil, a vida do pecador. Deus fez este mundo, mas n√£o o fez a contento de todos, pois n√£o?
N√£o me parece que ele estivesse a pensar muito em mim.
Pois, disse o velho. Mas em que é que as ideias de um homem o ajudam? Que mundos viu ele que preferia a este?
Consigo imaginar lugares melhores e melhores costumes.
E vossemecê consegue fazê-los existir?
N√£o.
N√£o. √Č um mist√©rio. Um homem v√™-se em palpos de aranha para entender a pr√≥pria mente porque s√≥ tem a pr√≥pria mente para entend√™-la. Pode entender o pr√≥prio cora√ß√£o, mas n√£o quer. E faz muito bem. O melhor √© nem espreitar l√° para dentro. N√£o √© o cora√ß√£o de uma criatura que esteja no caminho que Deus lhe tra√ßou. Encontra-se ruindade na mais mesquinha das criaturas, mas quando Deus criou o homem tinha o diabo √† sua ilharga. Uma criatura capaz de tudo, capaz de criar uma m√°quina e uma m√°quina para criar a m√°quina. E maldade que se perpetua sozinha durante um milhar de anos, sem ser preciso aliment√°-la. Vossemec√™ acredita nisso?
N√£o sei.
Pois acredite.

Não te Arruínes, Alma, Enriquece

Centro da minha terra pecadora,
alma gasta da própria rebeldia,
porque tremes l√° dentro se por fora
vais caiando as paredes de alegria?

Para quê tanto luxo na morada
arruinada, arrendada a curto prazo?
Herdam de ti os vermes? Na jornada
do corpo te consomes ao acaso?

Não te arruínes, alma, enriquece:
vende as horas de escória e desperdício
e compra a eternidade que mereces,

sem piedade do servo ao teu serviço.
Devora a Morte e o que de nós terá,
que morta a Morte nada morrer√°.

Tradução de Carlos de Oliveira

Vós Outros! que Dizeis que o Amor é um Suplício

Vós outros! que dizeis que o Amor é um suplício,
Que a flor da Decepção se abre em todo o Prazer,
Que aconselhais à Alma o mosteiro, e o cilício,
Pois nada pode consolar-nos de viver:

Ponde os olhos em mim, neste celeste Amor
Que me vai desdobrando e alumiando o caminho,
Mesmo quando o alto Céu, sem frescura e sem cor,
Tem as engelhas de algum velho pergaminho…

Vede como eu quero viver, por merecê-la,
Eu que sou pecador, a ela longínqua Estrela!
No esforço de ser bom, branco como um altar:

De modo que a minha Alma, enfim, fique t√£o crente,
Que se possa casar à sua estreitamente,
Como um floco de neve a um raio de luar!

A morte é a coisa mais justa do mundo. Nunca ninguém ficou de fora. O mundo leva toda a gente Рo bondoso, o cruel, os pecadores. Fora isso, não existe nada que seja justo no mundo.

Toda a História humana atesta, que a felicidade para o Homem Рo insaciável pecador! Рdesde que Eva comeu a maçã, depende em grande parte do jantar

Livro de Horas

Aqui, diante de mim,
Eu, pecador, me confesso
De ser assim como sou.
Me confesso o bom e o mau
Que v√£o ao leme da nau
Nesta deriva em que vou.

Me confesso
Possesso
De virtudes teologais,
Que são três,
E dos pecados mortais,
Que s√£o sete,
Quando a terra n√£o repete
Que s√£o mais.

Me confesso
O dono das minhas horas.
O das facadas cegas e raivosas,
E o das ternuras l√ļcidas e mansas.
E de ser de qualquer modo
Andanças
Do mesmo todo.

Me confesso de ser charco
E luar de charco, à mistura.
De ser a corda do arco
Que atira setas acima
E abaixo da minha altura.

Me confesso de ser tudo
Que possa nascer em mim.
De ter raízes no chão
Desta minha condição.
Me confesso de Abel e de Caim.

Me confesso de ser Homem.
De ser um anjo caído
Do tal Céu que Deus governa;
De ser um monstro saído
Do buraco mais fundo da caverna.

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Nós Somos Vida das Gentes

Sempre é morto quem do arado
h√°-de viver.

Nós somos vida das gentes,
e morte de nossas vidas;
a tiranos pacientes
que a unhas e a dentes
nos têm as almas roídas.
Pera que é parouvelar?
Que queira ser pecador
o lavrador,
n√£o tem tempo nem lugar
nem somente d’alimpar
as gotas do seu suor.

N’ergueija bradam co’ele,
porque assoviou a um c√£o;
e logo excomunh√£o na pele,
o fidalgo, maçar nele,
at√° o mais triste rasc√£o.
Se n√£o levam torta a m√£o,
n√£o lhe acham nenhum dereito.
Muito atribulados s√£o!
Cada um pela o vil√£o
per seu jeito.

Trago a prepósito isto,
perque veio a bem de fala.
Manifesto est√° e visto
que o bento Jesu Cristo
deve ser homem de gala.
E é rezão que nos valha
neste ser√£o glorioso,
que √© gram ref√ļgio sem falha.
Isto me faz forçoso,
e n√£o estou temeroso
nemigalha.

(excerto)

O Juízo Final

Chegou o miserável milionário no céu e, impacientemente, esperou a sua vez de ser julgado. Introduziram-no numa sala, noutra sala, noutra sala, até que se viu frente a uma luz ofuscante, na qual pouco a pouco foi dintinguindo a figura santa do pai dos Homens. Em voz tonitroante este, tendo à direita, Pedro, e, à esquerda, uma figura que ele não conhecia, julgou sumariamente dois outros pecadores que estavam à sua frente. E, afinal, dirigiu-se a ele:
РQue fez você de bom na sua vida ?
– Bem, eu nasci, cresci, amei, casei, tive filhos, vivi.
РOra Рdisse o Senhor Рisso são actos sociais e biológicos a que você estava destinado. Quero saber que bondade específica e determinada você teve para com o seu semelhante.
– Bem – disse o milion√°rio – eu criei ind√ļstrias, comprei fazendas, dei emprego a muita gente, melhorei as condi√ß√Ķes sociais de muita gente.
– N√£o, isso n√£o serve – disse o Todo-Poderoso – essas ac√ß√Ķes estavam impl√≠citas ao acto de voc√™ enriquecer. Voc√™ as praticou porque precisava viver melhor. N√£o foram intrinsecamente boas ac√ß√Ķes, desprendidas, n√£o servem.
O milionário escarafunchou o cérebro e não encontrou nada.

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Santos √ďleos

Com os santos óleos de que vens ungido
Podes andar no mundo sem receio.
Quem veio para a Luz, por certo veio
Para ser valoroso e ser temido.

Que tudo é embalde, tudo em vão, perdido
Quando se traz esse divino anseio,
Esse doce tranporte ou doce enleio
Que deixa tudo e tudo confundido.

A Alma que comop a vela chega ao porto
Sente o melhor, consolador conforto
E a asa nas asas dos Arcanjos toca…

Os santos óleos são a luz guiadora
Que vigia por ti na pecadora
Terra e o teu mundo celestial evoca

Pensas Tu, Bela Anarda, Que Os Poetas

Pensas tu, bela Anarda, que os poetas
Vivem d’ar, de perfumes, d’ambrosia?
Que vagando por mares d’harmonia
São melhores que as próprias borboletas?

N√£o creias que eles sejam t√£o patetas.
Isso é bom, muito bom mas em poesia,
S√£o contos com que a velha o sono cria
No menino que engorda a comer petas!

Talvez mesmo que algum desses brejeiros
Te diga que assim é, que os dessa gente
Não são lá dos heróis mais verdadeiros.

Eu que sou pecador, – que indiferente
N√£o me julgo ao que toca aos meus parceiros,
Julgo um beijo sem fim cousa excelente.