Cita√ß√Ķes sobre Positivos

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Frases sobre positivos, poemas sobre positivos e outras cita√ß√Ķes sobre positivos para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A Natureza das Palavras

As palavras são parte da imaginação, isto é, tal como fingimos muitos conceitos na medida em que, vagamente, por alguma disposição do corpo, são compostos na memória, não se deve duvidar de que também as palavras, como a imaginação, podem ser a causa de muitos e grandes erros, se com elas não tivermos muita precaução. Acrescente-se que são formadas de acordo com o arbítrio e a compreensão do vulgo, de modo que não são senão sinais das coisas como se acham na imaginação, mas não como estão no intelecto.
O que claramente se v√™ pelo facto de que a todas as coisas que est√£o s√≥ no intelecto e n√£o na imagina√ß√£o puseram muitas vezes nomes negativos, como sejam, incorp√≥reo, infinito, etc., e tamb√©m muitas coisas que s√£o realmente afirmativas exprimem negativamente, e vice-versa, como s√£o incriado, independente, infinito, imortal, etc., porque, sem d√ļvida, muito mais facilmente imaginamos o contr√°rio disso, motivo pelo qual ocorreram antes aos primeiros homens e usaram nomes positivos. Muitas coisas afirmamos e negamos porque a natureza das palavras leva a afirm√°-lo ou neg√°-lo, mas n√£o a natureza das coisas; por isso, ignorando-a, facilmente tomar√≠amos algo falso por verdadeiro.

A uni√£o entre os p√≥los negativos e positivos chama-se amor. Ao suprir a parte insuficiente de um com a parte excedente do outro, os dois se completam ‚Äď eis o camino do amor. O ato divino realizado entre o deus Izanagi e a deusa Izanami constitui o caminho do amor. Marido e mulher se unem e se completam mutuamente. Maridos e mulheres, ajudem-se mutualmente!

A fun√ß√£o da juventude depende do lugar em que residem. Por exemplo: para que servem os rapazes e as mo√ßas da Am√©rica? Resposta: para consumirem maci√ßamente. E os corol√°rios desse tipo de consumo s√£o: comunica√ß√Ķes em massa, publicidade em massa. Narc√≥ticos em massa (sob a forma de televis√£o, tranquilizantes, pensamentos positivos e cigarro). Agora que a Europa tamb√©m ingressou na produ√ß√£o em massa, para que servir√£o os seus rapazes e mo√ßas? Para consumirem maci√ßamente, exatamente como a juventude da Am√©rica. [‚Ķ] O destino da mocidade deve ser apenas se desenvolver harmoniosamente e se transformar em adultos plenamente realizados.

Se os sentimentos são inerentes a estar aqui e ser humano, é necessário que, à partida, se procure os melhores, os positivos. Amar é um esforço intelectual. E quando se ama muito e só, sem espaços de sombra, transformamo-nos num sol. As plantas vivas dependem dessa estrela para chegarem à fotossíntese.

Da Existência de Deus

Os argumentos relativos ao problema da exist√™ncia de Deus t√™m sido viciados, quando positivos, pela circunst√Ęncia de frequentemente se querer demonstrar, n√£o a simples exist√™ncia de Deus, sen√£o a exist√™ncia de determinado Deus, isto √©, dum Deus com determinados atributos. Demonstrar que o universo √© efeito de uma causa √© uma coisa; demonstrar que o universo √© efeito de uma causa inteligente √© outra coisa; demonstrar que o universo √© efeito de uma causa inteligente e infinita √© outra coisa ainda; demonstrar que o universo √© efeito de uma causa inteligente, infinita e ben√©vola outra coisa mais. Importa, pois, ao discutirmos o problema da exist√™ncia de Deus, nos esclare√ßamos primeiro a n√≥s mesmos sobre, primeiro, o que entendemos por Deus; segundo, at√© onde √© poss√≠vel uma demonstra√ß√£o.
O conceito de Deus, reduzido √† sua abstra√ß√£o definidora, √© o conceito de um criador inteligente do mundo. O ser interior ou exterior a esse mundo, o ser infinitamente inteligente ou n√£o ‚ÄĒ s√£o conceitos atribut√°rios. Com maior for√ßa o s√£o os conceitos de bondade, e outros assim, que, como j√° notamos t√™m andado misturados com os fundamentais na discuss√£o deste problema.
Demonstrar a existência de Deus é, pois, demonstrar, (1) que o universo aparente tem uma causa que não está nesse universo aparente como aparente (2) que essa causa é inteligente,

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Podem ser encontrados aspectos positivos at√© nas situa√ß√Ķes negativas e √© poss√≠vel utilizar tudo isso como experi√™ncia para o futuro, seja como piloto, seja como homem.

D√ļvida e Cren√ßa

A d√ļvida √© um estado de insatisfa√ß√£o e inquietude do qual lutamos para nos desvencilhar e passar para um estado de cren√ßa, ao passo que este √© um estado calmo e satisfat√≥rio que n√£o desejamos evitar ou transformar numa cren√ßa em outra coisa. Pelo contr√°rio, n√≥s agarramo-nos tenazmente n√£o s√≥ ao acreditar, mas a acreditar precisamente naquilo em que acreditamos. Tanto a d√ļvida como a cren√ßa t√™m efeitos positivos sobre n√≥s, ainda que bem distintos. A cren√ßa n√£o nos faz agir prontamente, mas predisp√Ķe-nos a agir de uma certa maneira quando surge a ocasi√£o. A d√ļvida √© desprovida desse efeito activo, mas estimula-nos a investigar at√© que ela pr√≥pria seja aniquilada. (…) A irrita√ß√£o da d√ļvida provoca uma luta para alcan√ßar um estado de cren√ßa.

A Honra e a Glória

A honra possui, em certo sentido, um car√°cter negativo, a saber, em oposi√ß√£o √† gl√≥ria, que tem um car√°cter positivo. Pois a honra n√£o √© a opini√£o sobre as qualidades especiais pertencentes a um √ļnico sujeito, mas s√≥ sobre aquelas que, via de regra, deve-se pressupor que n√£o lhe faltem. Por conseguinte, ela s√≥ assevera que este sujeito n√£o √© nenhuma excep√ß√£o, enquanto a gl√≥ria afirma que ele o √©. A gl√≥ria, portanto, tem primeiro de ser conquistada; a honra, pelo contr√°rio, precisa apenas de n√£o ser perdida.

Sem Assunto Sério, Portam-se Como Cães e Gatos

Quando n√£o h√° assunto, um assunto positivo, s√©rio, os homens activos comportam-se entre si como c√£es e gatos, e come√ßam a discutir por uma quest√£o de princ√≠pios e de convic√ß√Ķes. Recriminam-se uns aos outros por n√£o compartilharem das mesmas cren√ßas, e o ofensivo declara ao parceiro que ele n√£o v√™ um palmo diante do nariz; e um ou outro que se mostra indiferente para com tudo menos para consigo; e alguns que se ocupam das leis municipais e gostariam de p√īr tudo sob a sua jurisdi√ß√£o. E assim sucessivamente. √Č insuport√°vel.

Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaix√£o decididamente conduz a melhor sa√ļde mental e a felicidade.

Um Calculador de Improbabilidades

O poeta é
um calculador de improbabilidades limita
a informação quantitativa fornecendo
reforçada informação estésica.
√Č uma m√°quina eta-er√≥tica em que as discrep√Ęncias
s√£o a fulgur√Ęncia da m√°quina.
A crueldade elegante da m√°quina resulta da
competição pirotécnica da circulação íntima
e fulgurante do seu maquinismo erótico.
A psicologia do maquinal sabe que basta
que se crie um pólo positivo para que o pólo
negativo surja
ou vice-versa
e as evolu√ß√Ķes telecin√©ticas pela for√ßa
das cat√°strofes desenvolvem suas faculdades
latentes ou absorvem-nas como a esponja absorve
as √°guas vari√°veis dos humores
que transforma em polaridade.
O maquinal eta-erótico está em astrogação
curso hipnótico dos polímeros.
Digo com precisão fenomenológica: o maquinal
circula em sua hiperesfera da maneira mais
excêntrica.
Digo e garanto:
o maquinal absolutamente absorve suas √°guas
variáveis e isso é o seu amplexo.
O maquinal eta-erótico é tu-eu.
O maquinal tu-eu
cuja tarefa árdua não é
definir a verdade est√° no meio da profus√£o
dos objectos
e considera o consumo a verdade deslocada
deslocação de grande tonelagem
laboriosa alfaiataria de eros
constante moribunda
e esse opróbrio dispersivo e vexável
indifere a vida esponjosa.

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Vista do √Ęngulo negativo, a vida √© uma m√ļtua importuna√ß√£o entre pessoas. Vista do √Ęngulo positivo, ela √© uma m√ļtua ajuda entre as pessoas. N√£o temas receber a ajuda dos outros. Em compensa√ß√£o, n√£o poupes esfor√ßos para ajudar os outros. Vista do √Ęngulo positivo, na vida s√≥ existe ajuda m√ļtua. E onde h√° ajuda m√ļtua existe o mundo de amor, o mundo de luz.

O esp√≠rito √© a intelig√™ncia concreta individualizada, tem a apar√™ncia e os gestos do g√©nio. Por isso √© que √© t√£o f√°cil confundir grande esp√≠rito com g√©nio positivo. O talento, por outro lado, est√° entre ambos e op√Ķe-se por natureza a ambos.

O Homem Deveria ser a Medida de Tudo

O homem deveria ser a medida de tudo. De facto, ele √© um estranho no mundo que criou. N√£o soube organizar este mundo para ele, porque n√£o possu√≠a um conhecimento positivo da sua pr√≥pria natureza. O enorme avan√ßo das ci√™ncias das coisas inanimadas em rela√ß√£o √†s dos seres vivos √©, portanto, um dos acontecimentos mais tr√°gicos da hist√≥ria da humanidade. O meio constru√≠do pela nossa intelig√™ncia e pelas nossas inten√ß√Ķes n√£o se ajusta √†s nossas dimens√Ķes nem √† nossa forma. N√£o nos serve. Sentimo-nos infelizes. Degeneramos moralmente e mentalmente.
S√£o precisamente os grupos e as na√ß√Ķes em que a civiliza√ß√£o industrial atingiu o apogeu que mais enfraquecem. Neles, o retorno √† barb√°rie √© mais r√°pido. Permanecem sem defesa perante o meio adverso que a ci√™ncia lhes forneceu. Na verdade, a nossa civiliza√ß√£o, tal como as que a antecederam, criou condi√ß√Ķes em que, por raz√Ķes que n√£o conhecemos exactamente, a pr√≥pria vida se torna imposs√≠vel. A inquieta√ß√£o e a infelicidade dos habitantes da nova cidade t√™m origem nas institui√ß√Ķes pol√≠ticas, econ√≥micas e sociais, mas sobretudo na sua pr√≥pria degrada√ß√£o. S√£o v√≠timas do atraso das ci√™ncias da vida em rela√ß√£o √†s da mat√©ria.

Vencer o Mundo da Vida Banal

De in√≠cio creio, como Schopenhauer, que um dos motivos mais fortes conduzindo √† arte e √† ci√™ncia √© o desejo de evas√£o da exist√™ncia terra a terra com a sua aspereza dolorosa e o seu desolado vazio, de liberta√ß√£o das peias dos pr√≥prios desejos eternamente vol√ļveis. √Č uma for√ßa impelindo os que a ela s√£o sens√≠veis a sair da exist√™ncia pessoal para o mundo da contempla√ß√£o e da compreens√£o objectiva; esse motivo √© semelhante √† atrac√ß√£o, que leva o habitante da cidade irresistivelmente a sair do seu ambiente barulhento e confuso e procurar a paisagem calma dos altos montes, onde o olhar se espraia pelo ar tranquilo e puro e acaricia as linhas calmas, que parecem ter sido criadas para a eternidade. A esse motivo negativo, por√©m, alia-se outro positivo. O homem procura formar para si, de qualquer modo adequado, uma imagem simples e clara do Mundo e vencer assim o mundo da vida banal tentando substitu√≠-lo, at√© certo grau, por essa mesma imagem. √Č o que faz o pintor, o poeta, o fil√≥sofo especulativo e o cientista da natureza, cada um √† sua maneira. √Č dessa imagem e da sua conforma√ß√£o que ele faz o centro da sua vida afectiva,

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Todos os Minutos S√£o Preciosos

Às vezes, quando me encontro com velhos amigos, lembro-me da rapidez com que o tempo passa. E isso faz-me pensar se temos utilizado o nosso tempo de forma adequada ou não. A utilização adequada do tempo é tão importante. Enquanto tivermos este corpo e especialmente este cérebro humano incrível, eu acho que cada minuto é algo precioso. O nosso dia-a-dia é muito vivido à base de esperança, embora não exista a garantia do nosso futuro. Não há garantia de que amanhã a esta hora estajamos aqui. Mas estamos sempre na expectativa de que isso aconteça, puramente na base da esperança. Por isso, precisamos de fazer o melhor uso possível do nosso tempo. Acredito que a utilização adequada do tempo é a seguinte: se você puder, esteja disponível para as outras pessoas, ou para outros seres sensíveis. Se não, pelo menos, abster-se de os prejudicar. Eu acho que esta é toda a base da minha filosofia.

Concluindo, precisamos de reflectir no que é realmente de valor na vida, o que dá sentido às nossas vidas, e definir as nossas prioridades com base nisso. O propósito da nossa vida precisa de ser positivo. Nós não nascemos com o propósito de causar problemas,

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A Divinização do Utilitário

O grande conflito de hoje, no dom√≠nio socioecon√≥mico, por exemplo, e contra a previs√£o de um Marx, n√£o √© o que op√Ķe o Capital e o Trabalho, mas o que comanda a m√°quina e o que a serve (Fran√ßois Perroux). Mas o efeito mais vis√≠vel, porque mais extenso, da sua compacta presen√ßa, √© o que degrada os sonhos ao tang√≠vel e utilit√°rio que define a vituperada ¬ęsociedade de consumo¬Ľ. N√£o √© assim o √ļtil ou utili¬≠t√°rio que se condena: √© a sua diviniza√ß√£o. O que surpreende no mundo de hoje n√£o √© a sedu√ß√£o da comodidade, mas que ela esgote todas as sedu√ß√Ķes; n√£o √© o sonho de ¬ęviver bem¬Ľ, mas que s√≥ se viva bem com esse sonho. Decerto o viver bem foi sempre um sonho de quem teve por sorte o viver mal. Mas a realiza√ß√£o em massa dessa ambi√ß√£o instaura-se em plena for√ßa como modelo. E n√£o apenas por ser uma realiza√ß√£o em massa, mas porque aos ¬ęrespons√°veis¬Ľ nenhum valor se imp√Ķe para a esse imporem. O utilitarismo √© um valor negativo; mas con¬≠verte-se em positivo pela negatividade de quem poderia recus√°¬≠-lo. O que nos ¬ęirrespons√°veis¬Ľ √© uma ambi√ß√£o em positivo, √© nos ¬ęrespons√°veis¬Ľ uma aceita√ß√£o em negativo,

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A Génese de um Poema

A maior parte dos escritores, sobretudo os poetas, preferem deixar supor que comp√Ķem numa esp√©cie de espl√™ndido frenesim, de ext√°tica intui√ß√£o; literalmente, gelar-se-iam de terror √† ideia de permitir ao p√ļblico que desse uma espreitadela por detr√°s da cena para ver os laboriosos e incertos partos do pensamento, os verdadeiros planos compreendidos s√≥ no √ļltimo minuto, os in√ļmeros balbucios de ideias que n√£o alcan√ßaram a maturidade da plena luz, as imagina√ß√Ķes plenamente amadurecidas e, no entanto, rejeitadas pelo desespero de as levar a cabo, as op√ß√Ķes e as rejei√ß√Ķes longamente ponderadas, as t√£o dif√≠ceis emendas e acrescentas, numa palavra, as rodas e as empenas, as m√°quinas para mudan√ßa de cen√°rio, as escadas e os al√ßap√Ķes, o vermelh√£o e os posti√ßos que em 99% dos casos constituem os acess√≥rios do histri√£o liter√°rio.
(…) No que a mim diz respeito, n√£o compartilho da repugn√Ęncia de que falei e nunca senti a m√≠nima dificuldade em rememorar a marcha progressiva de todas as minhas obras. Escolho O Corvo por ser a mais conhecida. Proponho-me demonstrar claramente que nenhum pormenor da sua composi√ß√£o se pode explicar pelo acaso ou pela intui√ß√£o, que a obra se desenvolveu, a par e passo, at√© √† sua conclus√£o com a precis√£o e o rigor l√≥gico de um problema matem√°tico.

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A enorme multiplicação de livros em todos os ramos do conhecimento é uma das maiores pragas desta era, porque é um sério obstáculo à aquisição de qualquer conhecimento positivo.