Citação de

Saber Resolver Problemas

Há pessoas que têm dificuldade em identificar os seus problemas. Usando de uma grande capacidade de adaptação, vão-se habituando a que as coisas lhes estejam a correr menos bem, sem conseguirem perceber exactamente qual o ou os problemas que os apoquentam.
Mas também existe quem tenha tendência para pensar que o problema não é seu. Percebem que ele existe, identificam-no, mas comportam-se com alguma indiferença, como se o problema fosse dos outros, não assumindo a sua responsabilidade.
H√° ainda quem fique √† espera que os problemas se resolvam por si, ou que algu√©m lhos resolva. Embora consigam identific√°-los e reconhec√™-los como seus, parecem considerar que compete a outros ‚ÄĒ familiares, amigos, colegas ‚ÄĒ ou √† sociedade em geral resolv√™-los.
Assim como existe quem, em vez de se dedicar a procurar solução para os seus problemas, concentrando neles a sua atenção e canalizando para a sua resolução a energia possível, prefira desenvolver práticas místicas, pretendendo que uma ou várias entidades mais ou menos divinas façam o que afinal lhes compete a eles próprios fazer.

Um problema √© uma coisa dif√≠cil de compreender, explicar ou resolver. √Č tudo aquilo que resiste √† penetra√ß√£o da intelig√™ncia, constituindo uma inc√≥gnita ou dificuldade a resolver. Mas √© uma quest√£o para ser ultrapassada. Como afirma o psiquiatra norte-americano M. Scott Peck, ¬ęn√£o podemos resolver os problemas sen√£o resolvendo-os.¬Ľ
Para que serve o indivíduo intimidar-se com os problemas que lhe surgem, assustando-se, desconcentrando-se, desmotivando-se, desanimando ou fugindo? Se existem, devem ser encarados de frente, com naturalidade e com responsabilidade.
Quando assim se procede, torna-se mais fácil a sua identificação, bem como das suas causas e consequências possíveis. A partir daí podem ser definidos os meios necessários para a sua resolução, a estratégia a aplicar para o conseguir e o plano de acção a desenvolver.
A tudo isso ser√° necess√°rio adicionar a forte vontade de resolver os problemas, que se traduzir√° numa atitude de grande concentra√ß√£o, dinamismo e persist√™ncia. E, ainda, o bem querer, a boa inten√ß√£o de encontrar solu√ß√Ķes sem prejudicar seja quem for, antes procurando o benef√≠cio pr√≥prio, das restantes entidades envolvidas e de todos.

O bem atrai o bem. Pensar o bem cria condi√ß√Ķes √† intui√ß√£o apropriada. Falar no bem desenvolve o ambiente prop√≠cio. Actuar por bem induz a resolu√ß√£o dos problemas. Assim se fortalece a autoconfian√ßa; assim se estabelece o ciclo virtuoso de fazer bem e √† primeira.
Os problemas passam ent√£o a ser olhados como algo que n√≥s n√£o soubemos evitar, oportunidades para corrigirmos erros ou defeitos, ocasi√Ķes favor√°veis para progredirmos atrav√©s da sua resolu√ß√£o. E parece ser na resolu√ß√£o dos problemas mais intrincados que o homem cresce, evolui, se aperfei√ßoa.
Sempre que resolvemos um problema, sentimo-nos satisfeitos, gratificados, capazes de resolver outro da mesma dimensão e até capazes de tentar a resolução de um algo maior. E à medida que nos exercitamos na resolução de problemas maiores, vamos conquistando o direito de os resolver, sempre e cada vez mais.

N√£o h√°, assim, raz√£o para deixar para amanh√£ aquilo que podemos fazer hoje, adiando a resolu√ß√£o dos nossos problemas. Pelo contr√°rio, ser√° bom sabermos esperar pelo momento oportuno da gratifica√ß√£o, nunca esquecendo que ¬ęn√£o podemos resolver os problemas da vida sen√£o resolvendo-os¬Ľ.
E tudo isto parece ser válido em termos individuais, mas também em termos colectivos. Não sendo de esperar que cada um de nós vá resolver os problemas de todos, tornar-se-á aconselhável que procuremos dar o nosso melhor contributo para a resolução dos problemas próximos e mesmo distantes, através do pensamento positivo, da palavra incentivadora e da atitude construtiva.