Passagens sobre Consequência

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Frases sobre consequ√™ncia, poemas sobre consequ√™ncia e outras passagens sobre consequ√™ncia para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Mesmo que algu√©m √† beira da morte suplique ‚ÄėSalvai-me, Senhor, e Vos pagarei a quantia que for necess√°ria‚Äô, Deus n√£o poder√° atender tal pedido, pois Ele n√£o Se move por dinheiro. Mas, quando a mente da pessoa desperta para a Verdade, a salva√ß√£o de Deus √© uma consequ√™ncia natural.

A Liberdade n√£o Existe na Natureza

A liberdade é uma simples ideia cuja realidade objectiva não pode ser evidenciada de nenhuma maneira segundo as leis da natureza, portanto em nenhuma experiência possível, que, em consequência, justamente porque jamais se pode colocar um exemplo sob ela, segundo alguma analogia, jamais pode ser compreendida nem mesmo apenas percebida.

Faça com que a sua mente aja decididamente e assuma as consequências. Nada de bom é feito neste mundo pela hesitação.

O trabalho não é virtude, nem honra; antes veria nele necessidade e condenação; é, como se sabe, consequência do pecado original.

A fome e as car√™ncias dos pa√≠ses mais pobres do mundo s√£o consequ√™ncia direta de guerras e altera√ß√Ķes clim√°ticas. √Č errado apresent√°-las como doen√ßas incur√°veis.

Como se passa da juventude √† maturidade? Quando come√ßamos a aceitar os nosso pr√≥prios limites. Tornamo-nos adultos quando nos relativizamos e tomamos consci√™ncia ¬ędaquilo que nos falta¬Ľ. Como √© belo sermos homens e mulheres! Que preciosa √© a nossa exist√™ncia! No entanto, h√° uma verdade que na hist√≥ria dos √ļltimos s√©culos o homem muitas vezes rejeitou, com tr√°gicas consequ√™ncias: a verdade dos seus limites.

Uma das consequ√™ncias do chamado ¬ębem-estar¬Ľ √© a de conduzir as pessoas a fecharem-se em si mesmas, tornando-as insens√≠veis √†s exig√™ncias dos outros. A realidade deve ser enfrentada com aquilo que √©, e muitas vezes faz-nos encontrar situa√ß√Ķes de necessidade urgente. √Č por isto que entre as obras de miseric√≥rdia se encontra a refer√™ncia √† fome e √† sede: dar de comer a quem tem fome e de beber a quem tem sede.

Saber Resolver Problemas

Há pessoas que têm dificuldade em identificar os seus problemas. Usando de uma grande capacidade de adaptação, vão-se habituando a que as coisas lhes estejam a correr menos bem, sem conseguirem perceber exactamente qual o ou os problemas que os apoquentam.
Mas também existe quem tenha tendência para pensar que o problema não é seu. Percebem que ele existe, identificam-no, mas comportam-se com alguma indiferença, como se o problema fosse dos outros, não assumindo a sua responsabilidade.
H√° ainda quem fique √† espera que os problemas se resolvam por si, ou que algu√©m lhos resolva. Embora consigam identific√°-los e reconhec√™-los como seus, parecem considerar que compete a outros ‚ÄĒ familiares, amigos, colegas ‚ÄĒ ou √† sociedade em geral resolv√™-los.
Assim como existe quem, em vez de se dedicar a procurar solução para os seus problemas, concentrando neles a sua atenção e canalizando para a sua resolução a energia possível, prefira desenvolver práticas místicas, pretendendo que uma ou várias entidades mais ou menos divinas façam o que afinal lhes compete a eles próprios fazer.

Um problema √© uma coisa dif√≠cil de compreender, explicar ou resolver. √Č tudo aquilo que resiste √† penetra√ß√£o da intelig√™ncia, constituindo uma inc√≥gnita ou dificuldade a resolver.

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A Ignor√Ęncia Propaga-se Mais R√°pidamente Que a Intelig√™ncia

Voltaire preferia a monarquia √† democracia; na primeira basta educar um homem, na segunda h√° necessidade de educar milh√Ķes – e o coveiro leva-os a todos antes que dez por cento concluam o curso. Raro percebemos as partidas que a limita√ß√£o da natalidade prega aos nossos argumentos. A minoria que consegue educar-se reduz o tamanho da fam√≠lia; a maioria sem tempo para se educar procria com abund√Ęncia; quase todos os componentes das novas gera√ß√Ķes prov√™m de fam√≠lias cujas rendas n√£o permitiram a educa√ß√£o da prole. Da√≠ a perp√©tua futilidade do liberalismo pol√≠tico; a propaga√ß√£o da intelig√™ncia n√£o est√° em compasso com a propaga√ß√£o dos ignorantes. Da√≠ ainda a decad√™ncia do protestantismo; uma religi√£o, do mesmo modo que um povo, n√£o vinga em consequ√™ncia das guerras que vence, sen√£o que dos filhos que gera.

O Excesso de Leitura

Acredito que entre os maiores espíritos alguma vez existentes, muitos não leram metade sequer do que lê qualquer sábio mediano dos nossos dias, e que sabiam infinitamente menos do que ele. Também acredito que mais do que um, dentre os nossos sábios mais vulgares, talvez pudesse ter sido um grande homem se não tivesse lido tudo.
O excesso de leitura comporta uma consequência nociva: gasta o sentido das palavras; os pensamentos só se exprimem pouco mais ou menos. A expressão só assenta na ideia como uma roupa folgada.

As Personagens dos Meus Livros

Claro que vivo com as personagens dos meus livros, embora as n√£o conhe√ßa. Nenhuma delas se encaixa, inteiramente, em pessoas que conheci. √Č verdade que, numa ou noutra pessoa que tenha conhecido, colhi e observei coisas naturalmente reflectidas em personagens do livro. Mas tal n√£o acontece imediatamente, quer dizer, n√£o as torna identific√°veis com as pessoas que andam por a√≠. Quem afirmar o contr√°rio d√°-me uma grande novidade. E se algu√©m se reconhece nelas tenho de atribuir tal facto a um exacerbado narcisismo, que me d√° vontade de rir. N√£o, n√£o sou contra nem a favor dos narcisistas. S√≥ que me parece que o narcisismo n√£o leva a grandes consequ√™ncias…

Liberdade, Estado, Igualdade e Fraternidade, s√£o as bases da Sociedade

Politicamente falando, não há mais do que um princípio Рa soberania do homem sobre si mesmo. Essa soberania de mim e sobre mim chama-se Liberdade. Onde duas ou mais destas soberanias se associam principia o Estado. Nesta asssociação, porém, não se dá abdicação de qualidade nenhuma. Cada soberania concede certa quantidade de si mesma para formar o direito comum, quantidade que não é maior para uns do que para os outros. Esta identidade de concessão que cada um faz a todos chama-se Igualdade. O direito comum não é mais do que a protecção de todos dividida pelo direito de cada um. Esta protecção de todos sobre cada um chama-se Fraternidade. O ponto de intersecção de todas estas soberanias que se agregam chama-se Sociedade.
Ora, sendo essa intersec√ß√£o uma jun√ß√£o, por consequ√™ncia esse ponto √© um n√≥. Daqui vem o que n√≥s chamamos la√ßo social. Dizem alguns ¬ęcontrato social¬Ľ, o que vem a ser o mesmo, visto que a palavra contrato √© etimologicamanete formada com a ideia de la√ßo. Vejamos agora o que √© a igualdade, pois se a liberdade √© o cume, a igualdade √© a base. A igualdade, cidad√£os, n√£o √© o nivelamento de toda a vegeta√ß√£o;

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O Amor como Factor Civilizador

As provas da psican√°lise demonstram que quase toda rela√ß√£o emocional √≠ntima entre duas pessoas que perdura por certo tempo ‚ÄĒ casamento, amizade, as rela√ß√Ķes entre pais e filhos ‚ÄĒ cont√©m um sedimento de sentimentos de avers√£o e hostilidade, o qual s√≥ escapa √† percep√ß√£o em consequ√™ncia da repress√£o. Isso acha-se menos disfar√ßado nas alterca√ß√Ķes comuns entre s√≥cios comerciais ou nos resmungos de um subordinado em rela√ß√£o ao seu superior. A mesma coisa acontece quando os homens se re√ļnem em unidades maiores. Cada vez que duas fam√≠lias se vinculam por matrim√≥nio, cada uma delas se julga superior ou de melhor nascimento do que a outra. De duas cidades vizinhas, cada uma √© a mais ciumenta rival da outra; cada pequeno cant√£o encara os outros com desprezo. Ra√ßas estreitamente aparentadas mant√™m-se a certa dist√Ęncia uma da outra: o alem√£o do sul n√£o pode suportar o alem√£o setentrional, o ingl√™s lan√ßa todo tipo de cal√ļnias sobre o escoc√™s, o espanhol despreza o portugu√™s. N√£o ficamos mais espantados que diferen√ßas maiores conduzam a uma repugn√Ęncia quase insuper√°vel, tal como a que o povo gaul√™s sente pelo alem√£o, o ariano pelo semita.
Quando essa hostilidade se dirige contra pessoas que de outra maneira s√£o amadas,

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Se Tudo quanto Existe…

Se tudo quanto existe
é lenta evolução,
longa transformação
sem Deus e sem mistério;
se tudo no Universo tem sentido
sem o sopro divino;
se o segredo da vida, a criação,
se explica pela ciência,
e a corrente vital
é também consequência;
se a humana consciência
√© simples equa√ß√£o…
‚ÄĒ que significa a voca√ß√£o do eterno,
que quer dizer a aspiração do Céu
e o terror do inferno?

E se acaso é o instinto a lei da vida,
se a verdade
é só necessidade
inexor√°vel, lenta, laboriosa,

que sábia explicação
tem esta fr√°gil, esta in√ļtil rosa?

Da √ćndole dos Homens

A √≠ndole √©, muitas vezes, ocultada; outras, subjugada; quase nunca extinta. A for√ßa faz a √≠ndole mais violenta, em repres√°lia; a doutrina e o discurso tornam-a menos importuna; somente o costume alcan√ßa alter√°-la e refre√°-la. √Äquele que busca vencer a sua pr√≥pria √≠ndole n√£o se deve propor tarefas nem muito grandes nem muito pequenas; as primeiras tornar-le-√£o desalentado ante os sucessivos fracassos; as outras, devido √†s repetidas vit√≥rias, tornar-le-√£o convencido. A princ√≠pio, deve-se adestrar com aux√≠lios, como o fazem os nadadores com bexigas ou corti√ßas; mas ao cabo de certo tempo, √© mister se adestre com desvantagens, como os dan√ßarinos com sapatos pesados. Chega-se a grande perfei√ß√£o quando a pr√°tica √© mais √°rdua do que o uso. Quando a √≠ndole √© pujante e, por consequ√™ncia, dif√≠cil de vencer, o primeiro passo ser√° resistir-lhe e deter-lhe os √≠mpetos a tempo, a exemplo daquele que, quando estava irado, repetia as vinte e quatro letras do alfabeto; em seguida, racion√°-la em quantidade, como o que, proibido de beber vinho, passou dos repetidos brindes a um trago nas refei√ß√Ķes; por fim, anul√°-la de todo.
Não erra o antigo preceito em recomendar que, para endireitar a índole, se a encurve até ao extremo contrário,

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Esteja disposto a suportar o que te sucede. A aceitação do que aconteceu é o primeiro passo para superar as consequências de qualquer adversidade.

O Acto de Produzir Levado ao Limite

Ao longo da vida, acontece muitas vezes que, em meio das nossas maiores certezas, notamos subitamente que estamos a ser v√≠timas de um erro e que fomos cativados por pessoas ou por coisas com as quais sonh√°mos uma rela√ß√£o que n√£o resiste ao olhar atento da vig√≠lia. E acontece tamb√©m que, apesar de tudo, n√£o somos capazes de nos desprender, como se f√īssemos retidos por uma for√ßa que nos parece inexplic√°vel. Mas por vezes atingimos uma consci√™ncia plena destas situa√ß√Ķes e compreendemos que, tanto quanto uma verdade, um erro pode motivar-nos e conduzir-nos a uma certa actividade.
E, como a ac√ß√£o comporta sempre decis√Ķes, um erro posto em ac√ß√£o pode muito bem dar origem a qualquer coisa de bom, se a efic√°cia desse fazer se estender at√© ao infinito. O acto de produzir √© sem d√ļvida o que temos de melhor, mas do que fica dito compreende-se que tamb√©m o acto de destruir n√£o deixa de ter consequ√™ncias ben√©ficas.

√Č consequ√™ncia pr√≥pria e natural da inveja, perseguir os presentes e estimar os passados, matar os vivos e celebrar os mortos.