Passagens sobre Concentração

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Frases sobre concentra√ß√£o, poemas sobre concentra√ß√£o e outras passagens sobre concentra√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Somos a Resposta que Damos ao que Nos Acontece

Somos frágeis. A vida é dura. Não somos o que nos acontece.

H√° pesos que n√£o podemos rejeitar. Toda a revolta seria t√£o ilus√≥ria quanto in√ļtil. Mas n√£o devemos ficar pela simples resigna√ß√£o, √© preciso que assumamos esses pesos e os queiramos levar de vencidos. Que escolhamos ser quem somos, apesar deles. Com eles. Neles.

Somos a resposta que damos ao que nos acontece.

Temos de aceitar a indiferen√ßa e a incompreens√£o dos outros. As d√ļvidas e as contradi√ß√Ķes do mundo s√£o um peso acrescido, que devemos carregar junto √†s nossas pr√≥prias dores, falhas e fraquezas.

Depois, h√° ainda os pesos que os outros n√£o podem, ou n√£o querem, levar…

Os males pesam, sempre. Sejam os meus, os do mundo ou os dos que amo… h√° que aceit√°-los primeiro, para lhes fazer frente depois.

√Č essencial aceitar a fraqueza das nossas for√ßas. A imperman√™ncia de tudo o que temos. A fragilidade do que somos.

Por vezes, a cruz é o caminho.

√Č na dor que o verdadeiro amor se manifesta.

Tenho de me negar a mim mesmo se quero amar o outro.

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Saber Resolver Problemas

Há pessoas que têm dificuldade em identificar os seus problemas. Usando de uma grande capacidade de adaptação, vão-se habituando a que as coisas lhes estejam a correr menos bem, sem conseguirem perceber exactamente qual o ou os problemas que os apoquentam.
Mas também existe quem tenha tendência para pensar que o problema não é seu. Percebem que ele existe, identificam-no, mas comportam-se com alguma indiferença, como se o problema fosse dos outros, não assumindo a sua responsabilidade.
H√° ainda quem fique √† espera que os problemas se resolvam por si, ou que algu√©m lhos resolva. Embora consigam identific√°-los e reconhec√™-los como seus, parecem considerar que compete a outros ‚ÄĒ familiares, amigos, colegas ‚ÄĒ ou √† sociedade em geral resolv√™-los.
Assim como existe quem, em vez de se dedicar a procurar solução para os seus problemas, concentrando neles a sua atenção e canalizando para a sua resolução a energia possível, prefira desenvolver práticas místicas, pretendendo que uma ou várias entidades mais ou menos divinas façam o que afinal lhes compete a eles próprios fazer.

Um problema √© uma coisa dif√≠cil de compreender, explicar ou resolver. √Č tudo aquilo que resiste √† penetra√ß√£o da intelig√™ncia, constituindo uma inc√≥gnita ou dificuldade a resolver.

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Tento me concentrar numa daquelas sensa√ß√Ķes antigas como alegria ou f√© ou esperan√ßa. Mas s√≥ fico aqui parado, sem sentir nada, sem pedir nada, sem querer nada.

Cultiva a concentração, tempera a vontade, faz de ti uma força pensando, o mais intimamente possível, que és realmente uma força.

Comportamento Humano Condicionado

Muito do comportamento humano resulta de padr√Ķes de comportamento condicionado implantados no c√©rebro especialmente durante a inf√Ęncia. Estes podem persistir quase sem modifica√ß√£o, mas muito frequentemente v√£o-se adaptando gradualmente √†s mudan√ßas de ambiente. Por√©m, quanto mais velha a pessoa tanto menos facilmente pode improvisar novas respostas condicionadas a tais mudan√ßas; a tend√™ncia, ent√£o, √© fazer o ambiente ajustar-se √†s suas respostas cada vez mais previs√≠veis. Muito da nossa vida consiste na aplica√ß√£o inconsciente de padr√Ķes de reflexo condicionado adquiridos originalmente por estudo √°rduo. Exemplo claro √© a maneira como um motorista acumula in√ļmeras e variadas respostas condicionadas antes de ser capaz de conduzir um carro atrav√©s de uma rua cheia de gente sem prestar muita aten√ß√£o consciente ao processo ‚Äď o que muitas vezes se chama ¬ęconduzir automaticamente¬Ľ. Se passar depois para um campo aberto, o motorista mudar√° para um novo padr√£o de comportamento autom√°tico. De facto, o c√©rebro humano vive em constante adapta√ß√£o de modo reflexo √†s mudan√ßas de ambiente, embora as primeiras li√ß√Ķes em qualquer processo ‚Äď como o de conduzir um autom√≥vel ‚Äď possam exigir dif√≠ceis e at√© tediosos esfor√ßos de concentra√ß√£o.

Como Manipular um P√ļblico

Segundo uma lei conhecida, os homens, considerados colectivamente, s√£o mais est√ļpidos do que tomados individualmente. Numa conversa a dois, conv√©m que respeitemos o parceiro, mas essa regra de conduta j√° n√£o √© t√£o indispens√°vel num debate p√ļblico em que se trata de dispor as massas a nosso favor.

H√° uns anos, um pol√≠tico pagou a figurantes para o aplaudirem numa concentra√ß√£o. Como bom profissional, compreendera que uma claque, embora n√£o melhore o discurso, predisp√Ķe melhor os espectadores a descobrirem os seus m√©ritos. O mimetismo √© a mola principal para mover as massas no sentido do entusiasmo, do respeito ou do √≥dio. Mesmo perante um pequeno p√ļblico de trinta pessoas, h√° sempre algo de religioso que prov√©m da coagula√ß√£o dos sentimentos individuais em express√£o colectiva. No meio de um grupo, √© necess√°ria uma certa energia para pensar contra a maioria e coragem para exprimir abertamente essa opini√£o.
Os manipuladores de opinião ou, para utilizar uma palavra mais delicada, os comunicadores, sabem que, para conduzir mentalmente uma assembleia numa determinada direcção, é necessário começar por agir sobre os seus líderes. A primeira tarefa consiste em determinar quem são, apesar de eles próprios não o saberem. Um manipulador não tarda a distinguir o punhado de indivíduos em que pode apoiar-se para influenciar os outros.

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Civilização de Especialistas

A verdade √© que hoje vivemos numa civiliza√ß√£o de especialistas e que √© v√£o todo o empenho de que seja de outro modo. Sob pena de n√£o ser eficiente, o homem das artes, das ci√™ncias e das t√©cnicas tem de se especializar, para que domine aqueles segredos de bibliografia ou de pr√°tica, e para que obtenha os jeitos e a forte concentra√ß√£o de pensamento que se tornam necess√°rios para que se possa n√£o s√≥ manejar o que se herdou mas acrescentar patrim√≥nio para as gera√ß√Ķes futuras. E, se √© certo que por um lado o especialismo favorece aquela pregui√ßa de ser homem que tanto encontramos no mundo, permite ele, por outro lado, aproveitar em tarefas √ļteis indiv√≠duos que pouco brilhantes seriam no tratamento de conjuntos. O pre√ßo, por√©m, se tem naturalmente de pagar; paga-o o colectivo quando se queixa, e muito justamente, da falta de bons l√≠deres, de homens com uma larga vis√£o de conjunto, que saibam do trabalho de cada um o suficiente para o poderem dirigir e se tenham eles tornado especialistas na dif√≠cil arte de n√£o ter especialidade pr√≥pria sen√£o essa mesma do plano, da previs√£o e do animar na batalha as tropas que, na maior parte das vezes,

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Os Supermercados

Os supermercados s√£o os pal√°cios dos pobres. N√£o s√£o s√≥ os azarentos e os mal alojados, os que ao longo das gera√ß√Ķes foram reduzindo os gastos da imagina√ß√£o, que frequentam e, de certo modo, vivem o supermercado, as chamadas grandes superf√≠cies. As grandes superf√≠cies com a sua √°rea iluminada e sempre em festa; a concentra√ß√£o dos prazeres correntes, como a alimenta√ß√£o e a imagem oferecida pelo cinema, satisfazem as pequenas ambi√ß√Ķes do quotidiano. N√£o h√° euforia mas h√° um sentimento de parentesco face √†s limita√ß√Ķes de cada um. A chuva e o calor s√£o poupados aos passeantes; a comida ligeira confina com a dieta dos adolescentes; h√° uma emo√ß√£o pr√≥pria que paira nas naves das grandes superf√≠cies. S√£o as catedrais da conveni√™ncia, d√£o a ilus√£o de que o sol quando nasce √© para todos e que a cultura e a seguran√ßa est√£o ao alcance das pequenas bolsas. N√£o h√° pol√≠cia, h√° uma paz de transeunte que a cidade j√° n√£o oferece.

O Provincianismo Português (II)

Se fosse preciso usar de uma s√≥ palavra para com ela definir o estado presente da mentalidade portuguesa, a palavra seria “provincianismo”. Como todas as defini√ß√Ķes simples esta, que √© muito simples, precisa, depois de feita, de uma explica√ß√£o complexa. Darei essa explica√ß√£o em dois tempos: direi, primeiro, a que se aplica, isto √©, o que deveras se entende por mentalidade de qualquer pa√≠s, e portanto de Portugal; direi, depois, em que modo se aplica a essa mentalidade.
Por mentalidade de qualquer pa√≠s entende-se, sem d√ļvida, a mentalidade das tr√™s camadas, organicamente distintas, que constituem a sua vida mental ‚ÄĒ a camada baixa, a que √© uso chamar povo; a camada m√©dia, a que n√£o √© uso chamar nada, excepto, neste caso por engano, burguesia; e a camada alta, que vulgarmente se designa por escol, ou, traduzindo para estrangeiro, para melhor compreens√£o, por elite.
O que caracteriza a primeira camada mental é, aqui e em toda a parte, a incapacidade de reflectir. O povo, saiba ou não saiba ler, é incapaz de criticar o que lê ou lhe dizem. As suas ideias não são actos críticos, mas actos de fé ou de descrença, o que não implica, aliás,

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O amor é raro. O amor é uma concentração da atenção, e a concentração da atenção é muito difícil.

Uma Discuss√£o nesta Santa Terra Portuguesa Acaba sempre aos Berros

N√£o h√° maneira. Por mais boa vontade que tenham todos, uma discuss√£o nesta santa terra portuguesa acaba sempre aos berros e aos insultos. Ningu√©m √© capaz de expor as suas raz√Ķes sem a convic√ß√£o de que diz a √ļltima palavra. E a desgra√ßa √© que a esta presun√ß√£o do esp√≠rito se junta ainda a nossa velha tend√™ncia apost√≥lica, que onde sente um n√°ufrago tem de o salvar. O resultado √© tornar-se imposs√≠vel qualquer colabora√ß√£o nas ideias, o alargamento da cultura e de gosto, e dar-se uma tr√°gica concentra√ß√£o de tudo na mesquinhez do individual.

Como te Tens Lembrado Hoje de Mim?

O que tens tu feito, amor? Andar√°s, como segunda-feira, cavaleiro andante a flirtar √†s janelas das ruas do Alto do Pina, com damas de cem anos?… Cem anos, pelo menos… Eu creio mesmo que tu disseste mais alguns… Sempre est√°s uma prenda, um espertalh√£o… Tenho que te educar convenientemente e ensinar-te que damas de cem anos e mulheres que fazem queijadas, n√£o servem, ou pelo menos n√£o devem servir, a quem tem a suprema felicidade de possuir uma mulher como eu, que sou uma p√©rola, ou por outra: um colar de p√©rolas, como ontem gentilmente me chamaste… Est√°s de acordo, n√£o √© verdade?

A tua pequenina fera está há imenso tempo ansiosa que a chuva acabe, para deitar o focinhito fora do covil, ao menos por cinco minutos; mas não há meio, o diabo da chuva continua a cair sem piedade e daqui a pouco a ferazinha sai mesmo com chuva e tudo. Há tanto tempo que não saio! Em horas de concentração de consciência, eu ponho-me a pensar que nunca julguei capaz que um homem pudesse fazer da Miss América, como muita gente me chamava dantes, esta burguezinha pacata, que, detrás dos vidros duma janela, passa a vida a fazer rendas,

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Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso Рpara viver um grande amor.

Conselhos de Vida

1 РFaça o menos possível de confidências. Melhor não as fazer, mas, se fizer alguma, faça com que sejam falsas ou vagas.
2 РSonhe tão pouco quanto possível, excepto quando o objectivo directo do sonho seja um poema ou produto literário. Estude e trabalhe.
3 РTente e seja tão sóbrio quanto possível, antecipando a sobriedade do corpo com a sobriedade do espírito.
4 РSeja agradável apenas para agradar, e não para abrir a sua mente ou discutir abertamente com aqueles que estão presos à vida interior do espírito.
5 РCultive a concentração, tempere a vontade, torne-se uma força ao pensar de forma tão pessoal quanto possível, que na realidade você é uma força.
6 – Considere qu√£o poucos s√£o os amigos reais que tem, porque poucas pessoas est√£o aptas a serem amigas de algu√©m. Tente seduzir pelo conte√ļdo do seu sil√™ncio.
7 РAprenda a ser expedito nas pequenas coisas, nas coisas usuais da vida mundana, da vida em casa, de maneira que elas não o afastem de você.
8 – Organize a sua vida como um trabalho liter√°rio, tornando-a t√£o √ļnica quanto poss√≠vel.

Só Hoje

1. S√≥ hoje, vou ser feliz. Isto pressup√Ķe que o que Abraham Lincoln disse √© verdadeiro: ¬ęA maioria das pessoas √© feliz na medida em que resolve s√™-lo.¬Ľ A felicidade est√° dentro de n√≥s, n√£o √© uma quest√£o exterior.

2. Só hoje, vou tentar adaptar-me às coisas como elas são e não tentar adaptar tudo aos meus próprios desejos. Vou aceitar a minha família, o meu trabalho e a minha sorte tal como são e adaptar-me a eles.

3. Só hoje, vou cuidar do meu corpo. Vou exercitá-lo, cuidar dele, nutri-lo, não abusar dele nem negligenciá-lo, para que seja uma máquina perfeita ao meu dispor.

4. S√≥ hoje, vou tentar fortalecer a minha mente. Vou aprender alguma coisa √ļtil. N√£o vou ser um pregui√ßoso mental. Vou ler alguma coisa que exija esfor√ßo, racioc√≠nio e concentra√ß√£o.

5. Só hoje, vou exercitar a minha mente de três maneiras: vou fazer bem a alguém sem essa pessoa descobrir. Vou fazer pelo menos duas coisas que não quero fazer, como sugere William James, só para me exercitar.

6. Só hoje, vou ser agradável. Vou apresentar-me o melhor que puder, vestir-me o mais correctamente possível,

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As idéias, quando escritas, adquirem mais força. Também os planos, quando traçados no papel, tornam-se mais minuciosos e precisos. Escrevendo as idéias, concentra-se a mente; faz-se análise e concentração mental ao mesmo tempo.

A Mente Precisa de Ser Desafiada Todos os Dias

A mente, muito mais do que o corpo, precisa de ser desafiada todos os dias. Se poss√≠vel com treinos bi ou tridi√°rios. Sair da cama sem identificar a raz√£o pela qual acordamos maldispostos, passar horas a julgar este e aquele sem conhecer verdadeiramente ningu√©m ou a contestar o emprego que n√≥s pr√≥prios escolhemos e ir para a cama enjoados com o dia que tivemos, s√£o raz√Ķes mais do que suficientes para nos questionarmos. A soma de n√£o sei quantos dias assim, e acredita que se n√£o for o teu caso √© a situa√ß√£o da maioria das pessoas, resultar√° indubitavelmente em estados depressivos e de enfermidade precoce. N√£o podes continuar a aceitar a dor sem que fa√ßas nada para a curar e √© por isso, por desejar profundamente o teu reencontro contigo e com a tua verdadeira realidade, que te grito: ¬ęH√Ā SOLU√á√ÉO!!!¬Ľ E a solu√ß√£o passa por identificares o artista que h√° em ti, pois treinar a mente √© meramente uma arte. At√© se atingir o estatuto de comandante da nossa vida e a t√£o pretendida velocidade cruzeiro naquele que √© o oceano da nossa mente √© necess√°rio um alt√≠ssimo n√≠vel de concentra√ß√£o e criatividade. Precisas de estar sempre alerta e altamente focado no que a tua mente te sugere para depois,

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