Passagens sobre Procura

527 resultados
Frases sobre procura, poemas sobre procura e outras passagens sobre procura para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Anseio

Oh, quem me dera embalado
Nesse berço vaporoso,
Nuvens do c√©u azulado…
Onde os meus olhos repouso
J√° de tanto olhar cansado!

De tanto olhar à procura
De um bem que o fosse deveras;
De uma paz, de uma ventura
Dessas venturas sinceras,
Se as pode haver sem mistura.

Mas h√°, sem d√ļvida: creio
Neste desejo entranh√°vel!
H√°-de haver um rosto, um seio
De amor e gozo inef√°vel
Donde mesmo este amor veio!

Este amor que a vós me prende,
Nuvens do céu azulado!
E a v√≥s, l√Ęmpadas que acende
Depois do Sol apagado
Quem… de Quem tudo depende!

Joga Todo o Teu Ser na Breve Ideia

Joga todo o teu ser na breve ideia
que incerta entre o corrente te procura
pra l√° do que banal te prende e enleia
e pelo destac√°-la emerge pura.

Fazê-lo é dar-lhe já o que perdura.
Porque a banalidade que a medeia
como à pedra vulgar por entre a areia
esquece o que em tom√°-la a rareia.

Ser homem é escolher o que o oriente
e ser-lhe o mais a margem que lhe mente.

Psican√°lise e Arte

As cria√ß√Ķes, obras de arte, s√£o imagin√°rias satisfa√ß√Ķes de desejos inconscientes, do mesmo modo que os sonhos, e, tanto como eles, s√£o, no fundo, compromissos, dado que se v√™em for√ßadas a evitar um conflito aberto com as for√ßas de repress√£o. Todavia, diferem dos conte√ļdos narcisistas, associais, dos sonhos, na medida em que s√£o destinadas a despertar o inteesse noutras pessoas e s√£o capazes de evocar e satisfazer os mesmos desejos que nelas se encontram inconscientes. √Ä parte isto, fazem uso do prazer perceptivo da beleza formal, aquilo a que chamei um pr√©mio-est√≠mulo. Aquilo que a psican√°lise foi capaz de fazer consistiu em captar as rela√ß√Ķes entre as impress√Ķes da vida do artista, as suas experi√™ncias causais e as suas obras e, a partir delas, reconstruir a sua constitui√ß√£o e os impulsos que se movem dentro dele. N√£o se deve julgar que o salaz que procura uma obra de arte se anule pelo conhecimento obtido pela an√°lise. A este respeito √© poss√≠vel que o profano espere acaso demasiado da an√°lise, mas deve advertir-se que ela n√£o esclarece os dois problemas que s√£o, provavelmente, os mais interessantes para ele: n√£o esclarece quanto √† natureza dos dotes do artista, nem pode explicar os meios de que o artista se serve para trabalhar a t√©cnica art√≠stica.

Continue lendo…

A solid√£o √© o fundo √ļltimo da condi√ß√£o humana. O homem √© o √ļnico ser que se sente s√≥ e que procura um outro.

Se algu√©m procura a sa√ļde, pergunta-lhe primeiro se est√° disposto a evitar no futuro as causas da doen√ßa; em caso contr√°rio, abst√©m-te de o ajudar.

O Homem n√£o Foge da Dor

Não é verdade que o homem procure o prazer e fuja da dor. São de tomar em conta os preconceitos contra os quais invisto. O prazer e a dor são consequências, fenómenos concomitantes. O que o homem quer, o que a menor partícula de um organismo vivo quer, é o aumento de poder: é em consequência do esforço em consegui-lo que o prazer e a dor se efectivam; é por causa dessa mesma vontade que a resistência a ela é procurada, o que indica a busca de alguma coisa que manifeste oposição.
A dor, sendo entrave √† vontade de poder do homem, √© portanto um acontecimento normal – a componente normal de qualquer fen√≥meno org√Ęnico. E o homem n√£o procura evit√°-la, pois tem necessidade dela, j√° que qualquer vit√≥ria implica uma resist√™ncia vencida.
Tome-se como exemplo o mais simples dos casos, o da nutrição de um organismo primário; quando o protoplasma estende os pseudópodes para encontrar resistências, não é impulsionado pela fome, mas pela vontade de poder; acima de tudo, ele intenta vencer, apropriar-se do vencido, incorporá-lo a si. O que se designa por nutrição é pois um fenómeno consecutivo, uma aplicação da vontade original de devir mais forte.

Continue lendo…

Sem qualquer excep√ß√£o, homens e mulheres de todas as idades, de todas as culturas, de todos os graus de instru√ß√£o e de todos os n√≠veis econ√≥micos t√™m emo√ß√Ķes, est√£o atentos √†s emo√ß√Ķes dos outros, cultivam passatempos que manipulam as suas pr√≥prias emo√ß√Ķes, e governam as suas vidas, em grande parte, pela procura de uma emo√ß√£o, a felicidade, e pelo evitar das emo√ß√Ķes desagrad√°veis. √Ä primeira vista, n√£o existe nada de caracteristicamente humano nas emo√ß√Ķes, uma vez que √© bem claro que os animais tamb√©m t√™m emo√ß√Ķes. No entanto, h√° qualquer coisa de muito caracter√≠stico no modo como as emo√ß√Ķes est√£o ligadas √†s ideias, aos valores, aos princ√≠pios e aos ju√≠zos complexos que s√≥ os seres humanos podem ter , sendo nessa liga√ß√£o que reside a nossa ideia bem leg√≠tima de que a emo√ß√£o humana √© especial. A emo√ß√£o humana n√£o se reduz ao prazer sexual ou ao pavor de r√©pteis. Tem a ver, igualmente, com o horror de testemunhar o sofrimento e com a satisfa√ß√£o de ver cumprida a justi√ßa.

A Má Consciência como Inibição dos Instintos

A m√° consci√™ncia √© para mim o estado m√≥rbido em que devia ter ca√≠do o homem quando sofreu a transforma√ß√£o mais radical que alguma vez houve, a que nele se produziu quando se viu acorrentado √† argola da sociedade e da paz. √Ä maneira dos peixes obrigados a adaptarem-se a viver em terra, estes semianimais, acostumados √† vida selvagem, √† guerra, √†s correrias e aventuras, viram-se obrigados de repente a renunciar a todos os seus nobres instintos. For√ßavam-nos a irem pelo seu p√©, a ¬ęlevarem-se a si mesmos¬Ľ, quando at√© ent√£o os havia levado a √°gua: esmagava-os um peso enorme. Sentiam-se inaptos para as fun√ß√Ķes mais simples; neste mundo novo e desconhecido n√£o tinham os seus antigos guias estes instintos reguladores, inconscientemente fal√≠veis; viam-se reduzidos a pensar, a deduzir, a calcular, a combinar causas e efeitos. Infelizes! Viam-se reduzidos √† sua ¬ęconsci√™ncia¬Ľ, ao seu √≥rg√£o mais fraco e mais coxo! Creio que nunca houve na terra desgra√ßa t√£o grande, mal-estar t√£o horr√≠vel!
Acrescente-se a isto que os antigos instintos n√£o haviam renunciado de vez √†s suas exig√™ncias. Mas era dif√≠cil e ami√ļde imposs√≠vel satisfaz√™-las; era preciso procurar satisfa√ß√Ķes novas e subterr√Ęneas. Os instintos sob a enorme for√ßa repressiva, volvem para dentro,

Continue lendo…

Aprender hist√≥ria quer dizer procurar e encontrar as for√ßas que conduzem √†s causas das a√ß√Ķes do que vemos como acontecimentos hist√≥ricos.

O Princípio da Simpatia e Antipatia

O princípio da simpatia e antipatia tende ao máximo a pecar por severidade excessiva. Tende ele a aplicar castigo em muitos casos em que é injusto fazê-lo, e, em casos em que se justifica uma punição, a aplicar severidade maior do que a merecida. Não existe acto algum imaginável, por mais trivial e por menos censurável que seja, que o princípio da simpatia e antipatia não encontre algum motivo para punir. Quer se trate de diferenças de gosto, quer se trate de diferenças de opinião, sempre se encontra motivo para punir. Não existe nenhum desacordo, por mais trivial que seja, que a perseverança não consiga transformar num incidente sério. Cada qual se torna, aos olhos do seu semelhante, um inimigo e, se a lei o permitir, um criminoso. Este é um dos aspectos sob os quais a espécie humana se distingue Рpara seu desabono Рdos animais.
Por princ√≠pio de simpatia e antipatia entendo o princ√≠pio que aprova ou desaprova certas ac√ß√Ķes, n√£o na medida em que estas tendem a aumentar ou a diminuir a felicidade da parte interessada, mas simplesmente pelo facto de que algu√©m se sente disposto a aprov√°-las ou reprov√°-las.Os partid√°rios deste princ√≠pio mant√™m que a aprova√ß√£o ou a reprova√ß√£o constituem uma raz√£o suficiente em si mesma,

Continue lendo…

Que Todos os Dias Sejam Dias de Amor

Jo√£o Brand√£o pergunta, prop√Ķe e decreta:
Se h√° o Dia dos Namorados, por que n√£o haver o Dia dos Amorosos, o Dia dos Amadores, o Dia dos Amantes? Com todo o fogo desta √ļltima palavra, que circula entre o carnal e o sublime?
E o Dia dos Amantes Exemplares e o Dia dos Amantes Plat√īnicos, que tamb√©m s√£o exemplares √† sua maneira, e dizem at√© que mais?
Por que não instituir, ó psicólogos, ó sociólogos, ó lojistas e publicitários, o Dia do Amor?
O Dia de Fazê-lo, o Dia de Agradecer-lhe, o de Meditá-lo em tudo que encerra de mistério e grandeza, o Dia de Amá-lo? Pois o Amor se desperdiça ou é incompreendido até por aqueles que amam e não sabem, pobrezinhos, como é essencial amar o Amor.
E mais o Dia do Amor Tranq√ľilo, t√£o raro e vestido de linho alvo, o Dia do Amor Violento, o Dia do Amor Que N√£o Ousava Dizer o Seu Nome Mas Agora Ousa, na arrebenta√ß√£o geral do s√©culo?
Amor Complicado pede o seu Dia, n√£o para tornar-se pedestre, mas para requintar em sua complica√ß√£o cheia de v√īos fora do hor√°rio e da visibilidade. Amor √† Primeira Vista,

Continue lendo…

Reinstalar a Solidariedade Humana

Os valores da solidariedade humana que outrora estimularam a nossa demanda de uma sociedade humana parecem ter sido substitu√≠dos, ou estar amea√ßados, por um materialismo grosseiro e a procura de fins sociais de gratifica√ß√£o instant√Ęnea. Um dos desafios do nosso tempo, sem ser beato ou moralista, √© reinstalar na consci√™ncia do nosso povo esse sentido de solidariedade humana, de estarmos no mundo uns para os outros, e por causa e por meio dos outros.

Por mais estranho que isso possa parecer, as pessoas raramente mostram tanto entusiasmo como quando eles est√£o √† procura da prova de uma hist√≥ria fantasma – a alma re√ļne todo o tipo de coisas para o seu seio esfomeado.

O Silêncio não Existe

O sil√™ncio n√£o existe porque √© o constante rumor de uma inexist√™ncia. O que se ouve, para al√©m do movimento da cidade, √© o mon√≥tono murm√ļrio do nada. Apenas sombra de nada, quem nele procura um apelo ou uma resposta n√£o os encontra ou encontra um sinal negativo. Nada diz esse murm√ļrio nulo, que √© o eco inalter√°vel do vazio do mundo, mas quem o ouve sente a radicalidade da sua nega√ß√£o como se a cada momento nos dissesse: N√£o h√°.

Intragável é Estar Parado

Intragável é estar parado. Não mudar. Aguentar. Sobreviver. Permanecer. Mesmo que seja pouco, mesmo que seja insuficiente. Manter tudo como está apenas para não correr o risco de ficar pior. Intragável é não perdoar, não ilibar. E só criticar, só apontar, só atacar. E não criar, não refazer, não imaginar. Intragável é não acreditar. Intragável é o que não é maravilhoso, o que não é delicioso, o que não é fantástico, monumental, abençoado, miraculoso, espantoso. Intragável é acordar para o dia a recusar o dia, a não querer o dia, a não apetecer o dia, a não pensar nas mil e uma maneiras de o tornar inesquecível. Deixar estar. Não mexer, não querer a ferida se for através da ferida que se chega à cura. Ser cauteloso, prevenido. Intragável é o que não é exagerado, o que não é desproporcionado, o que não parece incomportável. Se não parece incomportável, é insuportável. Não quero. Não admito. Não me admito. Intragável é repetir. Hoje como réplica exacta de ontem e como réplica exacta de amanhã. As mesmas coisas, as mesmas palavras, os mesmos actos, os mesmos movimentos. Sempre igual. Sempre o mesmo. Intragável é continuar por continuar, andar por andar, viver por viver.

Continue lendo…

A Amizade Ideal

Nada √© mais agrad√°vel √† alma do que uma amizade terna e fiel. √Č bom encontrarmos cora√ß√Ķes atenciosos, aos quais podes confiar todos os teus segredos sem perigo, cujas consci√™ncias receias menos do que a tua, cujas palavras suavizam as tuas inquieta√ß√Ķes, cujos conselhos facilitam as tuas decis√Ķes, cuja alegria dissipa a tua tristeza, cuja simples apari√ß√£o te deixa radiante! Tanto quanto for poss√≠vel, devemos escolher aqueles que est√£o livres de afec√ß√Ķes: de facto, os v√≠cios rastejam, passam de pessoa para pessoa com a proximidade e qualquer contacto com eles pode ser prejudicial.
Tal como numa epidemia, devemos ter o cuidado de não nos aproximarmos das pessoas afectadas, porque correremos perigo só de respirarmos perto delas, também, em relação aos amigos, devemos ter o cuidado de escolher aqueles que estão menos corrompidos: a doença começa quando se misturam os homens saudáveis com os doentes. Não estou, com isto, a exigir-te que procures e sigas apenas o sábio: de facto, onde encontrarás um homem destes, que procuro há tanto tempo? Procura o menos mau, antes de procurares o óptimo.
(…) Evitemos, sobretudo, os temperamentos tristes, que se lamentam de tudo e n√£o deixam escapar uma √ļnica ocasi√£o de se queixarem.

Continue lendo…

Para começar a amar-se, esteja consciente do que sente, sem julgamento nem rejeição. A testemunha silenciosa, ou o Eu superior, é o observador interior, e trazer esta presença à sua fome emocional contribuirá para curar naturalmente esta mágoa. Pode parecer-lhe estranho que o facto de estar consciente sem emitir julgamentos possa curar a sua carência de amor, mas esta consciência é intrinsecamente tolerante, reconfortante e compassiva. Esta aceitação incondicional é realmente o amor que a sua fome emocional procura para se saciar.