Cita√ß√Ķes sobre Psiquiatras

12 resultados
Frases sobre psiquiatras, poemas sobre psiquiatras e outras cita√ß√Ķes sobre psiquiatras para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Todo o Génio é um Degenerado

Sendo certo que todo o g√©nio √© um degenerado (nem superior, nem inferior, porque h√° s√≥ degenerados de uma esp√©cie, mau grado a absurda escapat√≥ria dos psiquiatras modern style), cert√≠ssimo √©, sem d√ļvida, que entre os g√©nios, os da intelig√™ncia assumem um relevo m√°ximo de degenera√ß√£o. Um chefe pol√≠tico, um grande general, s√£o, no que g√©nios, degenerados, porque s√£o desvios do tipo normal e originais na sua ac√ß√£o e na sua individualidade. Mas s√£o normais porque s√£o homens de ac√ß√£o, porque vivem no meio da vida, e n√£o se pode fazer isso sem uma certa adapta√ß√£o a ela. O mais revolucion√°rio dos g√©nios pol√≠ticos tem de se adpatar ao que quer destruir para o poder destruir. Tem de mergulhar na vida que quer substituir para poder agir sobre ela.
Não assim na esfera da inteligência e da emoção intelectualizada Рna da filosofia e na da arte, digo. Sobre ser original, o artista, o pensador é um inadaptado às formas normais da vida, por isso que nem age no sentido da actividade normal (porque é original), nem age no que age, age vulgarmente (porque, em lugar de ter uma acção vulgar, orienta a sua vida sobretudo para a sensação e para a inteligência e não para a acção,

Continue lendo…

Não é divertido ser artista. Beethoven, Van Gogh, todos eles: se tivessem psiquiatras nós não teríamos esses gênios.

Os Especialistas S√£o Muitos e Felizes

Um especialista é um homem que sabe qualquer coisa de uma coisa e nada de todas as coisas. De uma coisa não se pode saber senão qualquer coisa, porque o conhecimento humano é limitado. E, para perceber qualquer coisa seria preciso perceber todas as coisas, pois uma coisa é parte de todas as coisas. O especialista, pois, é um homem que não sabe nada e vive dessa ciência.

O especialista √© √ļtil apenas quando a sua especialidade √© t√£o restrita que n√£o tem import√Ęncia. Pode haver bons especialistas de pregar pregos; n√£o pode haver bons especialistas de constru√ß√£o de civiliza√ß√Ķes. H√° muito bons cavadores e nenhum bom psiquiatra.
O especialista é um homem que tem a opinião dos outros, embora sobre um só assunto. O especialista é incapaz de iniciativa. Por isso os especialistas são muitos e felizes.

√Ālvaro de

Basta umas Palavrinhas

Sentir-se amada, inclu√≠da, admirada, reconhecida, lembrada, toca as ra√≠zes da emo√ß√£o tanto de uma intelectual como de um iletrado, tanto de uma rainha como de um s√ļbdito. Nem mesmo um psiquiatra ou um paciente mutilado por uma psicose e controlado por pensamentos perturbadores escapa a essas necessidades vitais.

Basta umas palavrinhas para nos emocionarmos ou nos magoarmos. Um simples olhar √© o suficiente para ficarmos encantados ou dececionados. Um beijo pode ter mais impacto do que um grande pr√©mio. Um abra√ßo pode ser mais lembrado do que um aumento de ordenado. ¬ęEu aposto em ti! N√£o desistas, conta comigo!¬Ľ, ¬ęPodes superar-te!¬Ľ, pequenas frases como estas ditas em tempos dif√≠ceis tornam-se inesquec√≠veis, mudam rotas, renovam √Ęnimos. As nossas rea√ß√Ķes podem ser mais penetrantes do que um proj√©til.

Os psiquiatras sabem (às vezes) como trabalha o espírito doente, mas não como trabalha o espírito são.

√Č muito mais f√°cil desenvolver um Eu com “defeitos” estruturais: radical, extremista, automatizado, f√≥bico, obsessivo, t√≠mido, inseguro, omisso, dissimulador, intolerante, impulsivo, ansioso, hipersens√≠vel, insens√≠vel, controlador, punitivo, autopunitivo, com uma necessidade neur√≥tica de poder, de evid√™ncia social, de estar sempre certo. Quem n√£o tem alguns destes defeitos, ainda que minimamente? Que psiquiatra, psic√≥logo, m√©dico n√£o tem avarias no seu arcabou√ßo ps√≠quico? O problema n√£o √© t√™-las, mas reconhec√™-las. A quest√£o n√£o √© s√≥ reconhec√™-las, mas saber o que fazer com elas.

Se sou um cruel satirista pelo menos eu não sou um hipócrita: Eu nunca julgo o que outras pessoas fazem. Nem um político, nem um padre, eu nunca censuro o que os outros fazem. Nem um filósofo, um psiquiatra, eu nunca incomodo tentando analisar e resolver meus medos e neuroses.

Nada é Suficiente para se Morrer

– Nunca pensou escrever um romance?
– Sou um autor de folhetos, acho que interrogativos, e sobretudo um muito interrogativo leitor de perguntas. Mais nada.
– Basta para uma vida ?
– Nem sei se basta para uma verdadeira morte. Nada √© suficiente para se morrer. Ou √© suficiente cruzar os olhos com os de uma leoa materna. Ou brandir esse pequeno objecto el√©ctrico, embora seja t√£o pequeno e a noite por todos os lados do quarto pare√ßa intermin√°vel. Conheci um homem, um psiquiatra descontente ‚ÄĒ s√£o raros, os psiquiatras descontentes, conhe√ßo-os muito contentes a ganhar para enlouquecer as pessoas, rende tanto como a pol√≠tica, trata-se de pol√≠tica, a sinistra pol√≠tica dos tratamentos ‚ÄĒ, vivia numa ilha, este, descontente, adorava falar de estrelas, constela√ß√Ķes, sabia tudo, mas era, digamos, estelarmente irredut√≠vel: estava contra a ordem celeste. Mandou substituir o tecto do quarto de dormir por uma ab√≥bada com um sistema electr√≥nico de corpos celestes, deslocados, todos, relativamente √† estrutura natural, aut√≥nomos entre si. Ali era a lua nas suas fases e as Ursas e o Cruzeiro do Sul e a estrela Arcturus: um sistema de teclas permitia acender aquilo que se desejasse. O que vigorava era um c√©u dele,

Continue lendo…

A Mudança só se Dá na Continuidade

Dirigirmo-nos a algu√©m com a miss√£o de que se transforme noutro, √© irmos com a embaixada de que ele deixe de ser ele. Cada qual defende a sua personalidade, e s√≥ aceita uma mudan√ßa na sua maneira de pensar ou de sentir, na medida em que esta altera√ß√£o possa entrar na unidade do seu esp√≠rito e enredar-se na sua continuidade; na medida em que essa mudan√ßa se puder harmonizar e se conseguir integrar com tudo o resto da sua maneira de ser, pensar e sentir, e possa, por outro lado, enla√ßar-se nas suas recorda√ß√Ķes. Nem a um homem, nem a um povo – que, em certo sentido, tamb√©m √© um homem – se pode exigir uma mudan√ßa, que desfa√ßa a unidade e a continuidade da sua pessoa. Pode-se mud√°-lo muito, quase at√© por completo; mas sempre, dentro da continuidade.
√Č certo que, em certos indiv√≠duos, acontece aquilo a que se chama mudan√ßa de personalidade; mas isso √© um caso patol√≥gico, e √© como tal que os psiquiatras o estudam. Nessas altera√ß√Ķes de personalidade, a mem√≥ria, base da consci√™ncia, arruina-se por completo e, ao pobre paciente, s√≥ resta, como substracto de continuidade individual – j√° que n√£o pessoal -, o organismo f√≠sico.

Continue lendo…

Confessor ou Psiquiatra ?

H√° pessoas que procuram mais o psiquiatra que o confessor. J√° foi ao contr√°rio, e n√£o √© s√≥ quest√£o de moda. O psiquiatra procura desfazer as confus√Ķes, o confessor oferece a energia para as ultrapassar. O primeiro ajuda a olhar para a culpa, o segundo garante a gra√ßa de que √© poss√≠vel come√ßar de novo, mesmo com culpa. O assumir da culpa e o perdoar deviam andar juntos.

(

Saber Resolver Problemas

Há pessoas que têm dificuldade em identificar os seus problemas. Usando de uma grande capacidade de adaptação, vão-se habituando a que as coisas lhes estejam a correr menos bem, sem conseguirem perceber exactamente qual o ou os problemas que os apoquentam.
Mas também existe quem tenha tendência para pensar que o problema não é seu. Percebem que ele existe, identificam-no, mas comportam-se com alguma indiferença, como se o problema fosse dos outros, não assumindo a sua responsabilidade.
H√° ainda quem fique √† espera que os problemas se resolvam por si, ou que algu√©m lhos resolva. Embora consigam identific√°-los e reconhec√™-los como seus, parecem considerar que compete a outros ‚ÄĒ familiares, amigos, colegas ‚ÄĒ ou √† sociedade em geral resolv√™-los.
Assim como existe quem, em vez de se dedicar a procurar solução para os seus problemas, concentrando neles a sua atenção e canalizando para a sua resolução a energia possível, prefira desenvolver práticas místicas, pretendendo que uma ou várias entidades mais ou menos divinas façam o que afinal lhes compete a eles próprios fazer.

Um problema √© uma coisa dif√≠cil de compreender, explicar ou resolver. √Č tudo aquilo que resiste √† penetra√ß√£o da intelig√™ncia, constituindo uma inc√≥gnita ou dificuldade a resolver.

Continue lendo…

Os Loucos

H√° v√°rios tipos de louco.

O hitleriano, que barafusta.
O sol√≠cito, que dirige o tr√Ęnsito.
O maníaco fala-só.

O idiota que se baba,
explicado pelo psiquiatra gago.
O legat√°rio de outros,
o que nos governa.

O depressivo que salva
o mundo. Aqueles que o destroem.

E h√° sempre um
(o mais intrat√°vel) que n√£o desiste
e escreve versos.

N√£o gosto destes loucos.
(Torturados pela escurid√£o, pela morte?)
Gosto desta velha senhora
que ri, manso, pela rua, de felicidade.