Cita√ß√Ķes sobre Direito

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Frases sobre direito, poemas sobre direito e outras cita√ß√Ķes sobre direito para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A Doutrina Perfeita

Muitas vezes as pessoas dirigem-se a mim, dizendo: ¬ęvoc√™, que √© independente¬Ľ. N√£o sou assim; continuamente devo ceder a pequenas f√≥rmulas sofisticadas que corrompem, que d√£o um sentido inverso √† nossa orienta√ß√£o, que fazem com que a transpar√™ncia do cora√ß√£o se turve. Continuamente a nossa inseguran√ßa, o ego√≠smo, o esp√≠rito legalista, a mesquinhez, a vaidade, toda a esp√©cie de circunst√Ęncias que tomam o partido da vida como desfrute √† sensa√ß√£o se sobrep√Ķem √† luz interior. S√≥ a f√© √© independente. S√≥ ela est√° para al√©m do bem e do mal.

Estar para al√©m do bem e do mal aplica-se a Cristo. ¬ęPerdoa ao teu inimigo, oferece a outra face¬Ľ – disse Ele. N√£o √© um conselho para humilhados, n√£o √© um preceito para m√°rtires. Nisso aparece Cristo mal interpretado, a ponto de o cristianismo ter sido considerado uma religi√£o de escravos. Mas esquecemos que Cristo, como Homem, teve a experi√™ncia-limite, uma vis√£o do inconsciente absoluto, o que quer dizer que a sua consci√™ncia foi saturada, para al√©m do bem e do mal. Esse homem que perdoa ao seu inimigo n√£o o faz por contrariedade do seu instinto, por repara√ß√£o dos seus pecados; mas porque n√£o pode proceder de outra maneira.

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Somente obedecendo, somente tendo o orgulho humilde, mas sagrado, de obedecer, é que se conquista então o direito de comandar.

O Futuro é dos Virtuosos e dos Capazes

√Č preciso confessar, o presente √© dos ricos, e o futuro √© dos virtuosos e dos capazes. Homero ainda vive, e viver√° sempre; os recebedores de direitos, os publicanos, n√£o existem mais: existiram algum dia? A sua p√°tria, os seus nomes, s√£o conhecidos? Houve arrecadores de impostos na Gr√©cia? Que fim levaram essas personagens que desprezavam Homero, que s√≥ pensavam, na rua, em evit√°-lo, n√£o correspondiam √† sua sauda√ß√£o, ou o saudavam pelo nome, desdenhavam associ√°-lo √† sua mesa, olhavam-no como um home que n√£o era rico e fazia um livro?
O mesmo orgulho que faz elevar-se altivamente acima dos seus inferiores, faz rastejar vilmente diante dos que est√£o acima de si. √Č pr√≥prio deste v√≠cio, que n√£o se funda sobre o m√©rito pessoal nem sobre a virtude, e sim sobre as riquezas, cargos, cr√©dito, e sobre ci√™ncias v√£s, levar-nos igualmente a desprezar os que t√™m menos essa esp√©cie de bens do que n√≥s e a apreciar demais aqueles que t√™m uma medida que excede a nossa.

H√° almas sujas, amassadas com lama e sujidade, tomadas pelo desejo de ganho e interesse, como as belas almas o s√£o pelo da gl√≥ria e da virtude: capazes de uma √ļnica vol√ļpia,

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Aprendamos, Amor

Aprendamos, amor, com estes montes
Que, t√£o longe do mar, sabem o jeito
De banhar no azul dos horizontes.

Façamos o que é certo e de direito:
Dos desejos ocultos outras fontes
E desçamos ao mar do nosso leito.

Juízes Imparciais

Se quisermos ser ju√≠zes imparciais em qualquer circunst√Ęncia, devemos, antes de mais, ter em conta que ningu√©m est√° livre de culpa; o que est√° na origem da nossa indigna√ß√£o √© a ideia de que: ¬ęEu n√£o errei¬Ľ e ¬ęEu n√£o fiz nada¬Ľ. Pelo contr√°rio, tu recusas admitir os teus erros! Indignamo-nos quando somos castigados ou repreendidos, cometendo, simultaneamente, o erro de acrescentar aos crimes cometidos, a arrog√Ęncia e a obstina√ß√£o. Quem poder√° dizer que nunca infringiu a lei? E, se assim for, √© bem estreita inoc√™ncia ser bom perante a lei! Qu√£o mais vasta √© a regra do dever do que a regra do direito! Quantas obriga√ß√Ķes imp√Ķem a piedade, a humanidade, a bondade, a justi√ßa e a lealdade, que n√£o est√£o escritas em nenhuma t√°bua de leis!
Mas n√≥s n√£o podemos satisfazer-nos com aquela no√ß√£o de inoc√™ncia t√£o limitada: h√° erros que cometemos, outros que pensamos cometer, outros que desejamos cometer, outros que favorecemos; por vezes, somos inocentes por n√£o termos conseguido comet√™-los. Se tivermos isto em conta, somos mais justos para com os delinquentes, e mais persuasivos nas admoesta√ß√Ķes; em todo o caso, n√£o nos iremos contra os homens bons (de facto, contra quem n√£o nos sentiremos irados,

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Gostaria de dizer para você que viva como quem sabe que vai morrer um dia, e que morra como quem soube viver direito.

A Civilização e o Horror ao Vácuo

A expans√£o imperialista das grandes pot√™ncias √© um facto de crescimento, o transbordar natural√≠ssimo de um excesso de vidas e de uma sobra de riquezas em que a conquista dos povos se torna simples variante da conquista de mercados. As lutas armadas que da√≠ resultam, perdido o encanto antigo, transformam-se, paradoxalmente, na fei√ß√£o ruidosa e acidental da energia pac√≠fica e formid√°vel das ind√ļstrias. Nada dos velhos atributos rom√Ęnticos do passado ou da preocupa√ß√£o retr√≥grada do hero√≠smo. As pr√≥prias vit√≥rias perderam o significado antigo. S√£o at√© dispens√°veis. (…) Est√£o fora dos lances de g√©nio dos generais felizes e do fortuito dos combates. Vagas humanas desencadeadas pelas for√ßas acumuladas de longas culturas e do pr√≥prio g√©nio de ra√ßa, podem golpe√°-las √† vontade os advers√°rios que as combatem e batem debatendo-se, e que se afogam. N√£o param. N√£o podem parar. Impele-as o fatalismo da pr√≥pria for√ßa. Diante da fragilidade dos pa√≠ses fracos, ou das ra√ßas incompetentes, elas recordam, na hist√≥ria, aquele horror ao v√°cuo, com que os velhos naturalistas explicavam os movimentos irresist√≠veis da mat√©ria. Revelam quase um fen√īmeno f√≠sico. Por isso mesmo nesta expans√£o irreprim√≠vel, n√£o √© do direito, nem da Moral com as mais imponentes mai√ļsculas, nem de alguma das maravilhas metaf√≠sicas de outrora que lhes despontam obst√°culos.

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Quem sabe direito o que uma pessoa é? Antes sendo: julgamento é sempre defeituoso, porque o que a gente julga é o passado.

O direito constitucional brasileiro aboliu a pena de morte e a democracia do revólver avocou-a para o seu uso.

Criminosos s√£o uma pequena minoria em qualquer √©poca ou pa√≠s. E o dano que eles causaram √† humanidade √© infinitesimal quando comparado com os horrores ‚Äď o derramamento de sangue, as guerras, as perseguis√Ķes, a fome, as escraviza√ß√Ķes, as destrui√ß√Ķes em grande escala ‚Äď perpetradas pelos governos da humanidade. Potencialmente, o governo √© a mais perigosa amea√ßa aos direitos do homem: ele mantem o monop√≥lio do uso de for√ßa f√≠sica contra v√≠timas legalmente desarmadas. Quando irrestrito e ilimitado pelos direitos individuais, um governo √© o mais mortal inimigo do homem.

Indubitavelmente o povo tem direito ao poder, mas o que o povo quer não é o poder, e sim, antes de tudo, uma ordem estável.

A liberdade não é um direito do homem concedido pelo céu, e a liberdade de sonhar também não se adquire pelo nascimento: é uma capacidade que há que preservar, uma consciência, sobretudo porque os pesadelos não param de a perturbar.

Trova do Vento que Passa

Para António Portugal

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios n√£o me sossegam
levam sonhos deixam m√°goas.

Levam sonhos deixam m√°goas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no ch√£o.
Silêncio Рé tudo o que tem
quem vive na servid√£o.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento n√£o me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha p√°tria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi meu poema na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

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O Estilo é um Reflexo da Vida

Qual a causa que provoca, em certas √©pocas, a decad√™ncia geral do estilo ? De que modo sucede que uma certa tend√™ncia se forma nos esp√≠ritos e os leva √† pr√°tica de determinados defeitos, umas vezes uma verborreia desmesurada, outras uma linguagem sincopada quase √† maneira de can√ß√£o? Porque √© que umas vezes est√° na moda uma literatura altamente fantasiosa para l√° de toda a verosimilhan√ßa, e outras a escrita em frases abruptas e com segundo sentido em que temos de subentender mais do que elas dizem? Porque √© que nesta ou naquela √©poca se abusa sem restri√ß√Ķes do direito √† met√°fora? Eis o rol dos problemas que me p√Ķes. A raz√£o de tudo isto √© t√£o bem conhecida que os Gregos at√© fizeram dela um prov√©rbio: o estilo √© um reflexo da vida! De facto, assim como o modo de agir de cada pessoa se reflecte no modo como fala, tamb√©m sucede que o estilo liter√°rio imita os costumes da sociedade sempre que a moral p√ļblica √© contestada e a sociedade se entrega a sofisticados prazeres. A corrup√ß√£o do estilo demonstra plenamente o estado de dissolu√ß√£o social, caso, evidentemente, tal estilo n√£o seja apenas a pr√°tica de um ou outro autor,

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Direito: autoridade legítima para ser, fazer, ou ter; como o direito a ser rei, o direito a fazer mal ao próximo, o direito a ter sarampo, entre outros.

As Saudades Curtas

Tamb√©m as vers√Ķes-formiga dos maiores sentimentos t√™m tanto direito ao respeito como os le√Ķes e as impalas. At√© por serem muito mais numerosas e frequentes, como est√° a multid√£o de insectos para com a pequena minoria dos vertebrados.
A minha formiguinha emocional são as saudades curtas que eu tenho da Maria João. Plenas não posso ter, graças a ela e a Deus, porque são poucos os momentos em que ela não está comigo. Mesmo não sendo muitas, essas faltas, por muito felizmente pequenas e provocadas pela necessidade, são suficientes para incutir em mim a dor, nem que seja por cinco minutos apenas, de estar separado dela.
Parecem est√ļpidas as saudades curtas. S√£o certamente insens√≠veis e solipsistas, perante as saudades longas e profundas, que n√£o t√™m cura nem, por serem insol√ļveis, t√™m a esperan√ßa de, um dia, deixarem de existir.
São saudades de uma hora, de um almoço perdido, de uma tarde interrompida. Parecem irracionais e ingratas, estas saudades curtas, de que sofrem as pessoas apaixonadas e felizes ou infelizes.
Mas n√£o s√£o. Daqui a um X n√ļmero de horas, vou morrer. Daqui a um Y n√ļmero de horas, vai morrer a Maria Jo√£o. Morra quem morra,

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A Tua Import√Ęncia na Tua Vida

√Č fundamental reconheceres a tua import√Ęncia na tua vida. Por algum motivo nasceste, aprendeste a respirar e tiveste direito a um nome, nome esse que, em conjunto com as tuas caracter√≠sticas, te identificar√° eternamente como um ser individual, √ļnico e livre. Haver√° algo mais especial e precioso que isso? Estou em crer que n√£o; ainda assim, encontro muitas pessoas a quererem ser outras e outras ainda a querer acabar com elas pr√≥prias na esperan√ßa de, imediatamente, poderem vir a ser outro algu√©m. √Č o teu caso? Se for deve ser uma chatice, mas, tamb√©m, se n√£o te d√°s qualquer import√Ęncia, que import√Ęncia te darei eu? J√° calculaste o perigo em que incorres por pensar desta maneira? Em menos de nada, estar√°s sozinho ou rodeado de gente como tu, ausente e que meteu f√©rias no inferno para sempre. Bom, mas alegrem-se os cora√ß√Ķes porque acredito que n√£o lerias estas linhas iniciais se nada estivesse a borbulhar a√≠ dentro, se n√£o existisse, pelo menos, uma fugaz esperan√ßa e uma enorme vontade de mudar. Est√° atento, o passado s√≥ influencia o presente se mantiveres o mesmo comportamento, por isso liberta-te dessa dor por uns instantes e l√™ em voz alta a pr√≥xima frase tantas vezes quantas achares necess√°rio.

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