Passagens sobre Dificuldades

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Frases sobre dificuldades, poemas sobre dificuldades e outras passagens sobre dificuldades para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A Natureza do Homem

A natureza est√° muitas vezes escondida, algumas vezes vencida, raramente extinta. A for√ßa torna a natureza mais violenta na reac√ß√£o; a doutrina e o discurso fazem a natureza menos exigente; mas s√≥ o h√°bito altera e subjuga a natureza. Aquele que deseja vencer a sua natureza, n√£o tente dar a si pr√≥prio tarefas muito grandes ou muito pequenas; porque as primeiras podem desanim√°-lo com frequentes frustra√ß√Ķes, e as segundas dar-lhe-√£o insignificantes progressos, apesar de serem bem sucedidas. No princ√≠pio, ir√° praticando com auxiliares, como os nadadores se socorrem de b√≥ias e coletes; mas, ao fim de algum tempo, dever√° realizar o treino entre dificuldades, como os dan√ßarinos fazem com os socos. Isto porque resulta sempre maior perfei√ß√£o quando o exerc√≠cio √© mais √°rduo do que a pr√°tica.
(…) N√£o √© m√° a antiga regra que mandava curvar a natureza at√© ao extremo oposto, para que ela se rectificasse; subentendendo-se, por√©m, que o extremo oposto n√£o seja o v√≠cio. O homem n√£o se deve for√ßar a um h√°bito com cont√≠nua persist√™ncia, mas com alguma interrup√ß√£o; porque a pausa refor√ßa a nova investida; e se o homem que n√£o √© perfeito estiver sempre a exercitar-se, ser√° t√£o perito nos seus erros como nas suas virtudes,

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Reivindico o Meu Direito Próprio de Pensar

Queixas-te de teres a√≠ falta de livros. N√£o interessa a quantidade, mas sim a qualidade: a leitura √© proveitosa se for met√≥dica, se apenas for variada torna-se um mero divertimento. Quem deseja chegar √† meta que se prop√īs deve seguir um s√≥ caminho, e n√£o vaguear por v√°rios: de outro modo n√£o viaja, deixa-se ir ao acaso.
(…) Confio, e muito, no pensamento dos grandes homens, mas reivindico o meu direito pr√≥prio de pensar. De resto eles n√£o nos legaram verdades acabadas, mas sim sujeitas √† investiga√ß√£o; e porventura teriam descoberto o essencial se n√£o tivessem investigado tamb√©m temas sup√©rfluos. Mas gastaram tempo imenso em jogos de palavras, em discuss√Ķes capciosas que agu√ßam inutilmente o engenho. Construimos argumentos tortuosos, empregamos termos de significa√ß√£o amb√≠gua, finalmente desatamos toda a trama. Temos assim tanto tempo livre? J√° sabemos como encarar a vida e a morte? O que devemos procurar, com todas as for√ßas, √© o modo de nos n√£o deixarmos enganar pelas coisas, e n√£o pelas palavras.
Para qu√™ analisar as diferen√ßas entre palavras sin√≥nimas, que n√£o causam dificuldade a ningu√©m a n√£o ser em discuss√Ķes de escola? As coisas enganam-nos: aprendamos a observ√°-las. Tomamos por bens coisas que o n√£o s√£o,

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A juventude de todo o mundo está a perder a capacidade de sonhar. Os jovens têm muitos desejos, mas poucos sonhos. Os desejos não resistem às dificuldades da vida, os sonhos são projectos de vida, sobrevivem ao caos.

O talento n√£o respeita tempo, dificuldade, dinheiro, ou pessoas – as quatro coisas para as quais os assuntos humanos se voltam mais persistentemente.

Sempre fui um pouco áspero, fechado, sempre tive dificuldade de receber amor. Na verdade, eu sempre precisei de afeto, só que antes eu não admitia.

A Promiscuidade Tira a Vontade

O que √© a experi√™ncia? Nada. √Č o n√ļmero dos donos que se teve. Cada amante √© uma coronhada. S√£o mais mil no conta-quil√≥metros. A experi√™ncia √© uma coisa que amarga e atrapalha. N√£o √© um motivo de orgulho. √Č uma coisa que se desculpa. A experi√™ncia √© um erro repetido e re-repetido at√© √† exaust√£o. Se √© dif√≠cil amar um enganador, mais dif√≠cil ainda √© amar um enganado.
Desengane-se de vez a rapaziada. Nenhuma mulher gosta de um homem ¬ęexperiente¬Ľ. O n√ļmero de amantes anteriores √© uma coisa que faz um bocadinho de nojo e um bocadinho de ci√ļme. O pudor que se exige √†s mulheres n√£o √© um conceito ultrapassado ‚ÄĒ √© uma excelente ideia. S√≥ que tamb√©m se devia aplicar aos homens. O pudor valoriza. 0 sexo √© uma coisa trivial. √Č por isso que temos de torn√°-lo especial. Ir para a cama com toda a gente √© pouco higi√©nico e dispersa as energias. Os seres castos, que se reprimem e se guardam, tornam-se tigres quando se libertam. E s√≥ se libertam quando vale a pena. A castidade √© que √© ¬ęsexy¬Ľ. Nos homens como nas mulheres. A promiscuidade tira a vontade.
Uma mulher gosta de conquistar n√£o o homem que j√° todas conquistaram,

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Encaminhamo-nos para uma Grave Crise

A situa√ß√£o econ√≥mica tem-se agravado e tender√° a agravar-se. Tendo causas estruturais, as dificuldades da economia n√£o podem ser vencidas por medidas atrav√©s das quais o governo procura fazer face aos mais agudos problemas de conjuntura. O afrouxamento do ritmo de desenvolvimento, a baixa da produ√ß√£o agr√≠cola, os d√©fices sempre crescentes, do com√©rcio externo, a inflac√ß√£o, a acentua√ß√£o do atraso relativo da economia portuguesa em rela√ß√£o √†s economias dos outros pa√≠ses europeus, mostram a incapacidade do regime para promover o aproveitamento dos recursos nacionais, o fracasso da ¬ęreconvers√£o agr√≠cola¬Ľ e a asfixia da economia portuguesa pela domina√ß√£o monopolista, pelas limita√ß√Ķes do mercado interno provocadas pela pol√≠tica de explora√ß√£o e mis√©ria das massas e pela subjuga√ß√£o ao imperialismo estrangeiro. (…) O processo de integra√ß√£o europeia, dado o atraso da economia portuguesa, agravar√° a situa√ß√£o.

Os monop√≥lios dominantes e o seu governo procuram sair das contradi√ß√Ķes e dificuldades, assegurar altos lucros, apressar a acumula√ß√£o, conseguir uma capacidade competitiva no mercado internacional: 1) intensificando ainda mais a explora√ß√£o da classe oper√°ria e das massas trabalhadoras; 2) aumentando os impostos; 3) dando curso √† subida dos pre√ßos; 4) apressando a centraliza√ß√£o e a concentra√ß√£o; 5) pondo de forma crescente os recursos do Estado ao servi√ßo dos monop√≥lios;

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Aquele que sempre mantém a mente flexível, consegue agarrar todas as oportunidades que lhe surgem. A água, devido a sua fluidez, se acomoda em qualquer recipiente; assim, os riachos e os rios, justamente por correrem em conformidade com o relevo, acabam vencendo as dificuldades ambientais e alcançam o oceano.

Os Verdadeiros Males

Vejo uma objec√ß√£o a qualquer esfor√ßo para melhorar a condi√ß√£o humana: √© que os homens s√£o talvez indignos dele. Mas repilo-a sem dificuldade: enquanto o sonho de Cal√≠gula se mantiver irrealiz√°vel e todo o g√©nero humano se n√£o reduzir a uma √ļnica cabe√ßa oferecida ao cutelo, teremos que o tolerar, conter e utilizar para os nossos fins; sem d√ļvida que o nosso interesse ser√° servi-lo. O meu processo baseava-se numa s√©rie de observa√ß√Ķes feitas desde h√° muito tempo em mim pr√≥prio: toda a explica√ß√£o l√ļcida me convenceu sempre, toda a delicadeza me conquistou, toda a felicidade me tornou moderado. E nunca prestei grande aten√ß√£o √†s pessoas bem intencionadas que dizem que a felicidade excita, que a liberdade enfraquece e que a humanidade corrompe aqueles sobre quem √© exercida. Pode ser: mas, no estado habitual do mundo, √© como recusar a alimenta√ß√£o necess√°ria a um homem emagrecido com receio de que alguns anos depois ele possa sofrer de superabund√Ęncia. Quando se tiver diminu√≠do o mais poss√≠vel as servid√Ķes in√ļteis, evitado as desgra√ßas desnecess√°rias, continuar√° a haver sempre, para manter vivas as virtudes her√≥icas do homem, a longa s√©rie de verdadeiros males, a morte, a velhice, as doen√ßas incur√°veis, o amor n√£o correspondido,

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Um pessimista é aquele que faz dificuldades de suas oportunidades; um otimista é aquele que faz oportunidades de suas dificuldades.

A Facilidade é Aborrecida em Tudo

O estimarem-se as coisas que n√£o t√™m valor, √© o mesmo que faz√™-las estim√°veis: o que se busca com √Ęnsia, n√£o √© o que se d√°, mas o que se nega; o que se permite aborrece, o que se recusa, atrai: o amor n√£o tem seta mais aguda, que aquela que se armou de proibi√ß√£o; no tomar, parece que h√° mais gentileza, que no aceitar; a dificuldade incita: muitas coisas n√£o t√™m outro merecimento, que o serem dificultosas; a resist√™ncia √© o que move a vontade; tudo o que se concede, √© sem sabor; a impugna√ß√£o faz a coisa consider√°vel, porque lhe d√° um ar de empresa, e de vit√≥ria: os mais altos montes s√£o os que se admiram, s√≥ porque custam a subir; a facilidade √© aborrecida em tudo; o lustre do argumento vem da contradi√ß√£o.