Passagens sobre Dificuldades

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Frases sobre dificuldades, poemas sobre dificuldades e outras passagens sobre dificuldades para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Divide as dificuldades que tenhas de examinar em tantas partes quantas for possível, para uma melhor solução.

Quando nos encontramos diante de uma criança, talvez tenhamos muitos problemas e muitas dificuldades, mas de imediato surge um sorriso dentro de nós: é porque nos encontramos diante da esperança. Cada criança é uma esperança!

Rezar pelos outros; rezar pelos que nos criam dificuldades, ou que t√™m modos agressivos na fam√≠lia. E rezar por aqueles que nos p√Ķem √† prova; √© dif√≠cil, mas fazemo-lo de vez em quando. E devemos faz√™-lo sempre.

H√° a ora√ß√£o da manh√£ e a da noite. Todavia, quando estamos sem f√īlego, assoberbados pelas dificuldades, pelos contratempos, pela fadiga, pode ser √ļtil repetir durante o dia uma breve ora√ß√£o. Por exemplo: ¬ęEu sou a presen√ßa de Deus. Senhor, enche-me de Ti.¬Ľ

Saber Resolver Problemas

Há pessoas que têm dificuldade em identificar os seus problemas. Usando de uma grande capacidade de adaptação, vão-se habituando a que as coisas lhes estejam a correr menos bem, sem conseguirem perceber exactamente qual o ou os problemas que os apoquentam.
Mas também existe quem tenha tendência para pensar que o problema não é seu. Percebem que ele existe, identificam-no, mas comportam-se com alguma indiferença, como se o problema fosse dos outros, não assumindo a sua responsabilidade.
H√° ainda quem fique √† espera que os problemas se resolvam por si, ou que algu√©m lhos resolva. Embora consigam identific√°-los e reconhec√™-los como seus, parecem considerar que compete a outros ‚ÄĒ familiares, amigos, colegas ‚ÄĒ ou √† sociedade em geral resolv√™-los.
Assim como existe quem, em vez de se dedicar a procurar solução para os seus problemas, concentrando neles a sua atenção e canalizando para a sua resolução a energia possível, prefira desenvolver práticas místicas, pretendendo que uma ou várias entidades mais ou menos divinas façam o que afinal lhes compete a eles próprios fazer.

Um problema √© uma coisa dif√≠cil de compreender, explicar ou resolver. √Č tudo aquilo que resiste √† penetra√ß√£o da intelig√™ncia, constituindo uma inc√≥gnita ou dificuldade a resolver.

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As Regras do Método

(…) em vez desse grande n√ļmero de preceitos que constituem a l√≥gica, julguei que me bastariam os quatro seguintes, contanto que tomasse a firme e constante resolu√ß√£o de n√£o deixar uma s√≥ vez de os observar.
O primeiro consistia em nunca aceitar como verdadeira qualquer coisa sem a conhecer evidentemente como tal; isto √©, evitar cuidadosamente a precipita√ß√£o e a preven√ß√£o; n√£o incluir nos meus ju√≠zos nada que se n√£o apresentasse t√£o clara e t√£o distintamente ao meu esp√≠rito, que n√£o tivesse nenhuma ocasi√£o para o p√īr em d√ļvida.
O segundo, dividir cada uma das dificuldades que tivesse de abordar no maior n√ļmero poss√≠vel de parcelas que fossem necess√°rias para melhor as resolver.
O terceiro, conduzir por ordem os meus pensamentos, começando pelos objectos mais simples e mais fáceis de conhecer, para subir pouco a pouco, gradualmente, até ao conhecimento dos mais compostos; e admitindo mesmo certa ordem entre aqueles que não se precedem naturalmente uns aos outros.
E o √ļltimo, fazer sempre enumera√ß√Ķes t√£o complexas e revis√Ķes t√£o gerais, que tivesse a certeza de nada omitir.

Aprender a Ler

Tive muita dificuldade em aprender a ler. N√£o me parecia l√≥gico que a letra ¬ęm¬Ľ se chamasse ¬ę√©me¬Ľ e, no entanto, com a vogal seguinte n√£o se dissesse ¬ę√©me¬Ľ e sim ¬ęma¬Ľ. Era-me imposs√≠vel ler assim. Por fim, quando cheguei ao Montessori, a professora n√£o me ensinou os nomes mas sim os sons das consoantes. Assim pude ler o primeiro livro que encontrei numa arca poeirenta da arrecada√ß√£o da casa. Estava descosido e incompleto, mas absorveu-me de uma forma t√£o intensa que o namorado da Sara, ao passar, deixou cair uma premoni√ß√£o aterradora: ¬ęCaramba!, este menino vai ser escritor¬Ľ.

Dito por ele, que vivia de escrever, causou-me uma grande impress√£o. Passaram v√°rios anos antes de saber que o livro era ¬ęAs Mil e Uma Noites¬Ľ. O conto de que mais gostei – um dos mais curtos e o mais simples que li ‚ÄĒ continuou a parecer-me o melhor para o resto da minha vida, embora agora n√£o esteja seguro de que fosse l√° que o li nem ningu√©m me tenha podido esclarecer. O conto √© este: um pescador prometeu a uma vizinha oferecer-lhe o primeiro peixe que pescasse se ela lhe emprestasse um chumbo para a sua rede e,

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O Homem Perfeito

A virtude subdivide-se em quatro aspectos: refrear os desejos, dominar o medo, tomar as decis√Ķes adequadas, dar a cada um o que lhe √© devido. Concebemos assim as no√ß√Ķes de temperan√ßa, de coragem, de prud√™ncia e de justi√ßa, cada qual comportando os seus deveres espec√≠ficos. A partir de qu√™, ent√£o, concebemos n√≥s a virtude? O que no-la revela √© a ordem por ela pr√≥pria estabelecida, o decoro, a firmeza de princ√≠pios, a total harmonia de todos os seus actos, a grandeza que a eleva acima de todas as conting√™ncias. A partir daqui concebemos o ideal de uma vida feliz, fluindo segundo um curso inalter√°vel, com total dom√≠nio sobre si mesma. E como √© que este ideal aparece aos nossos olhos? Vou dizer-te.
O homem perfeito, possuidor da virtude, nunca se queixa da fortuna, nunca aceita os acontecimentos de mau humor, pelo contr√°rio, convicto de ser um cidad√£o do universo, um soldado pronto a tudo, aceita as dificuldades como uma miss√£o que lhes √© confiada. N√£o se revolta ante as desgra√ßas como se elas fossem um mal originado pelo azar, mas como uma tarefa de que ele √© encarregado. ¬ęSuceda o que suceder¬Ľ, ‚ÄĒ diz ele ‚ÄĒ ¬ęo caso √© comigo;

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A Fraqueza Crónica de um Sistema Democrático de Governo

A fraqueza cr√≥nica de um sistema democr√°tico de governo, em oposi√ß√£o √† ocasional, parece ser proporcional ao grau da sua democratiza√ß√£o. Os mais poderosos e est√°veis estados democr√°ticos s√£o aqueles onde os princ√≠pios da democracia foram menos l√≥gica e consistentemente aplicados. Assim, um parlamento eleito segundo um sistema de representa√ß√£o proporcional √© um parlamento verdadeiramente democr√°tico. Mas √© tamb√©m, na mairoria dos casos, um instrumento n√£o de governo mas de anarquia. A representa√ß√£o proporcional garante que todos os sectores da opini√£o estar√£o representados na assembleia. √Č o ideal da democracia cumprido. Infelizmente, a multiplica√ß√£o de pequenos grupos dentro do parlamento torna imposs√≠vel a forma√ß√£o de um governo est√°vel e forte.
Nas assembleias proporcionalmente eleitas os governos têm geralmente de confiar numa maioria compósita. Têm de comprar o apoio de pequenos grupos com uma distribuição de favores mais ou menos corrupta, e como nunca conseguem dar o suficiente ficam sujeitos a ser derrotados em qualquer altura. A representação proporcional em itália conduziu ao fascismo através da anarquia. Causou grandes dificuldades práticas na Bélgica, e agora ameaça fazer o mesmo na Irlanda. Encontram-se governos democráticos estáveis em países onde as minorias, por muito grandes que sejam, não estão representadas, e onde nenhum candidato que não pertença a um dos grandes partidos terá a mais leve possibilidade de ser eleito.

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No meio da confusão, encontre a simplicidade. A partir da discórdia, encontre a harmonia. No meio da dificuldade reside a oportunidade.

A Actualidade Absorve o Romance

O esp√≠rito do romance √© o esp√≠rito da complexidade. Cada romance diz ao leitor: ¬ęAs coisas s√£o mais complicadas do que tu pensas¬Ľ. √Č a verdade eterna do romance mas que cada vez se faz menos ouvir na algazarra das respostas simples e r√°pidas que precedem a pergunta e a excluem. Para o esp√≠rito do nosso tempo √© ou Anna ou ent√£o Karenine quem tem raz√£o, e a velha sabedoria de Cervantes, que nos fala da dificuldade de saber e da inacess√≠vel verdade, parece inc√≥moda e in√ļtil.
O esp√≠rito do romance √© o esp√≠rito de continuidade: cada obra √© a resposta √†s obras precedentes, cada obra cont√©m toda a experi√™ncia anterior do romance. Mas o esp√≠rito do nosso tempo est√° fixado sobre a actualidade que √© t√£o expansiva, t√£o ampla, que empurra o passado do nosso horizonte e reduz o tempo ao √ļnico segundo presente. Inclu√≠do neste sistema, o romance j√° n√£o √© obra (coisa destinada a durar, a ligar o passado ao futuro) mas acontecimento da actualidade como outros acontecimentos, um gesto sem amanh√£.

A Crise do Idealismo

Cada vez ser√° menor a ¬ęelite¬Ľ que os possui [valores], perante o desvairo do nosso tempo em que a sede dos prazeres materiais e a dissolu√ß√£o dos costumes, apoiadas por uma organiza√ß√£o industrial ad hoc, corromperam a riqueza e as suas fontes, o trabalho e as suas aplica√ß√Ķes, a fam√≠lia e o seu valor social. H√° no Mundo uma grande crise do idealismo, do espiritualismo de virtudes c√≠vicas e morais, e n√£o parece que sem eles possamos vencer as dificuldades do nosso tempo. Sem rectificarmos a s√©rie de valores com que lidamos – valores econ√≥micos e morais – , sem outro conceito diverso da civiliza√ß√£o e do progresso humano, sem ao esp√≠rito ser dada primazia sobre a mat√©ria e √† moral sobre os instintos, a humanidade n√£o curar√° os seus males e nem sequer tirar√° lucro do seu sofrimento.

De espírito forte devem ser considerados, e com razão, os que, mesmo conhecendo claramente as dificuldades da situação e apreciando os prazeres da vida, justamente por isso não se retiram diante dos perigos.

Não cruze os braços diante de uma dificuldade, pois o maior homem do mundo morreu de braços abertos!

Para consolidar a democracia, a maior dificuldade est√° em aproximar eleitores e eleitos, separados pela brecha entre a realidade e as informa√ß√Ķes produzidas pela m√≠dia.

O trabalho persistente vence
tudo, e a miséria que urge nas dificuldades.