Passagens sobre Provação

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Frases sobre prova√ß√£o, poemas sobre prova√ß√£o e outras passagens sobre prova√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

O paradoxo fundamental do universo, aquele que inclui as galáxias e as antigaláxias, ser ele pensamento que a si próprio se pensa; para provar mais: que não tem sujeito pensador.

A natureza tem perfei√ß√Ķes para demonstrar que √© a imagem de Deus e imperfei√ß√Ķes para provar que s√≥ √© uma imagem.

Uma nação não nasce de uma ideia nobre, embora esteja preparada para provar a sua nobreza em qualquer conjectura adversa aos seus direitos de justiça.

Lágrimas Tristes Tomarão Vingança

Se somente hora alguma em vós piedade
De t√£o longo tormento se sentira,
Amor sofrera, mal que eu me partira
De vossos olhos, minha saudade.

Apartei-me de vós, mas a vontade,
Que por o natural na alma vos tira,
Me faz crer que esta ausência é de mentira;
Porém venho a provar que é de verdade.

Ir-me-ei, Senhora; e neste apartamento
Lágrimas tristes tomarão vingança
Nos olhos de quem fostes mantimento.

Desta arte darei vida a meu tormento,
Que, enfim, cá me achará minha lembrança
Sepultado no vosso esquecimento.

Sentes, Pensas e Sabes que Pensas e Sentes

Dizes-me: tu és mais alguma cousa
Que uma pedra ou uma planta.
Dizes-me: sentes, pensas e sabes
Que pensas e sentes.
Ent√£o as pedras escrevem versos?
Então as plantas têm idéias sobre o mundo?

Sim: há diferença.
Mas não é a diferença que encontras;
Porque o ter consciência não me obriga a ter teorias sobre as cousas:
Só me obriga a ser consciente.

Se sou mais que uma pedra ou uma planta? N√£o sei.
Sou diferente. Não sei o que é mais ou menos.

Ter consciência é mais que ter cor?
Pode ser e pode n√£o ser.
Sei que é diferente apenas.
Ninguém pode provar que é mais que só diferente.

Sei que a pedra é a real, e que a planta existe.
Sei isto porque elas existem.
Sei isto porque os meus sentidos mo mostram.
Sei que sou real também.
Sei isto porque os meus sentidos mo mostram,
Embora com menos clareza que me mostram a pedra e a planta.
N√£o sei mais nada.

Sim, escrevo versos, e a pedra n√£o escreve versos.

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A Subjectividade do Amor-Próprio

Um mendigo dos arredores de Madrid esmolava nobremente. Disse-lhe um transeunte:
– O senhor n√£o tem vergonha de se dedicar a mister t√£o infame, quando podia trabalhar?
– Senhor, – respondeu o pedinte – estou-lhe a pedir dinheiro e n√£o conselhos. – E com toda a dignidade castelhana virou-lhe as costas.
Era um mendigo soberbo. Um nada lhe feria a vaidade. Pedia esmola por amor de si mesmo, e por amor de si mesmo n√£o suportava reprimendas.
Viajando pela √ćndia, topou um mission√°rio com um faquir carregado de cadeias, nu como um macaco, deitado sobre o ventre e deixando-se chicotear em resgate dos pecados de seus patr√≠cios hindus, que lhe davam algumas moedas do pa√≠s.
– Que ren√ļncia de si pr√≥prio! – dizia um dos espectadores.
– Ren√ļncia de mim pr√≥prio? – retorquiu o faquir. – Ficai sabendo que n√£o me deixo a√ßoitar neste mundo sen√£o para vos retribuir no outro. Quando fordes cavalo e eu cavaleiro.
Tiveram pois plena raz√£o os que disseram ser o amor de n√≥s mesmos a base de todos as nossas ac√ß√Ķes – na √ćndia, na Espanha como em toda a terra habit√°vel. Sup√©rfluo √© provar aos homens que t√™m rosto.

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O car√°ter n√£o pode ser desenvolvido na facilidade e na tranquilidade. Somente atrav√©s da experi√™ncia de prova√ß√Ķes e sofrimento pode a alma ser refor√ßada, a ambi√ß√£o inspirada, e o sucesso conseguido.

Versos A Um C√£o

Que for√ßa pode, adstricta a ambri√Ķes informes,
Tua garganta est√ļpida arrancar
Do segredo da célula ovular
Para latir nas solid√Ķes enormes?!

Esta obnóxia inconsciência, em que tu dormes,
Suficientíssima é, para provar
A incógnita alma, avoenga e elementar
Dos teus antepassados vermiformes.

C√£o! – Alma de inferior rapsodo errante!
Resigna-a, ampara-a, arrima-a, afaga-a, acode-a
A escala dos latidos ancestrais. . .

E irá assim, pelos séculos, adiante,
Latindo a esquisitíssima prosódia
Da ang√ļstia heredit√°ria dos seus pais!

Em toda a filosofia humana, em toda a ciência, há sempre uma ideia fundamental Рvariável segundo os sistemas e as ciências Рque nos esquecemos de provar.

O homem para perseverar a despeito das prova√ß√Ķes e ter esperan√ßa de chegar √† meta precisa de

O homem para perseverar a despeito das prova√ß√Ķes e ter esperan√ßa de chegar √† meta precisa de ter confian√ßa.

Nada √© pequeno no amor. Quem espera as grandes ocasi√Ķes para provar a sua ternura n√£o sabe amar.

A pedra preciosa não pode ser polida sem fricção, nem o homem aperfeiçoado sem provação

O tempo √© um rio… e os livros s√£o como barcos. Muitos volumes come√ßam a descer a correnteza apenas para serem destru√≠dos e perdidos Apenas uns poucos, muito poucos, suportam as prova√ß√Ķes do tempo e vivem para aben√ßoar as pr√≥ximas gera√ß√Ķes.