Cita√ß√Ķes sobre Publicidade

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Frases sobre publicidade, poemas sobre publicidade e outras cita√ß√Ķes sobre publicidade para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A publicidade é o moderno substituto do argumento; a sua função é fazer o pior parecer o melhor.

A fun√ß√£o da juventude depende do lugar em que residem. Por exemplo: para que servem os rapazes e as mo√ßas da Am√©rica? Resposta: para consumirem maci√ßamente. E os corol√°rios desse tipo de consumo s√£o: comunica√ß√Ķes em massa, publicidade em massa. Narc√≥ticos em massa (sob a forma de televis√£o, tranquilizantes, pensamentos positivos e cigarro). Agora que a Europa tamb√©m ingressou na produ√ß√£o em massa, para que servir√£o os seus rapazes e mo√ßas? Para consumirem maci√ßamente, exatamente como a juventude da Am√©rica. [‚Ķ] O destino da mocidade deve ser apenas se desenvolver harmoniosamente e se transformar em adultos plenamente realizados.

A publicidade √© uma f√°brica de perfeitos fregueses, √°vidos e est√ļpidos; a educa√ß√£o, que lhe √© paralela, fabrica cidad√£os servis e crentes.

Sem publicidade n√£o h√° esp√≠rito p√ļblico, e sem esp√≠rito p√ļblico n√£o h√° na√ß√£o que n√£o decaia.

A luz é a grande inimiga dos crimes. Na publicidade refulge a luz. A imprensa é a publicidade. Com a imprensa não se podem acomodar, pois, os governos de sangue e força, arbítrio e corrupção, mistério e mentira.

Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade.

A Justiça em Estado Puro

Quero que me ensinem tamb√©m o valor sagrado da justi√ßa ‚ÄĒ da justi√ßa que apenas tem em vista o bem dos outros, e para si mesma nada reclama sen√£o o direito de ser posta em pr√°tica. A justi√ßa nada tem a ver com a ambi√ß√£o ou a cobi√ßa da fama, apenas pretende merecer aos seus pr√≥prios olhos. Acima de tudo, cada um de n√≥s deve convencer-se de que temos de ser justos sem buscar recompensa. Mais ainda: cada um de n√≥s deve convencer-se de que por esta inestim√°vel virtude devemos estar prontos a arriscar a vida, abstendo-nos o mais poss√≠vel de quaisquer considera√ß√Ķes de comodidade pessoal. N√£o h√° que pensar qual vir√° a ser o pr√©mio de um acto justo; o maior pr√©mio est√° no facto de ele ser praticado. Mete tamb√©m na tua ideia aquilo que h√° pouco te dizia: n√£o interessa para nada saber quantas pessoas est√£o a par do teu esp√≠rito de justi√ßa. Fazer publicidade da nossa virtude significa que nos preocupamos com a fama, e n√£o com a virtude em si.

O Poder das Palavras

A humanidade entrar√° no terceiro mil√©nio sob o imp√©rio das palavras. N√£o √© verdade que a imagem esteja a suplant√°-las nem que possa extingui-las. Pelo contr√°rio, est√° a potenci√°-las: nunca houve no mundo tantas palavras com tanto alcance, autoridade e arb√≠trio como na imensa Babel da vida atual. Palavras inventadas, maltratadas ou sacralizadas pela imprensa, pelos livros descart√°veis, pelos cartazes de publicidade; faladas e cantadas pela r√°dio, pela televis√£o, pelo cinema, pelo telefone, pelos altifalantes p√ļblicos: gritadas √† brocha nas paredes da rua ou sussurradas ao ouvido nas penumbras do amor. N√£o: o grande derrotado √© o sil√™ncio. As coisas t√™m agora tantos nomes em tantas l√≠nguas que j√° n√£o √© f√°cil saber como se chamam em nenhuma. Os idiomas dispersam-se √† r√©dea solta, misturam-se e confundem-se, desembestados rumo ao destino inelut√°vel de uma l√≠ngua global.

A Vida é Ilegível

A vida, meu caro, é ilegível. Acontece
e desaparece. Não há inteligência
que a descodifique: vem em linguagem-nada,
surge no corpo como surge o dia, e como
se dia e vida individual fossem materiais paralelos.
A vida n√£o surge em prosa
nem em poesia ‚ÄĒ e a exist√™ncia n√£o fala
inglês, apesar de tudo. A natureza dos acontecimentos
resiste √†s invas√Ķes matreiras da publicidade e
dos filmes. Já não é mau.

Gonçalo M.

Consumismo Cego

A nossa vida √© influenciada em grande medida pelos jornais. A publicidade √© feita unicamente no interesse dos produtores e nunca dos consumidores. Por exemplo, convenceu-se o p√ļblico de que o p√£o branco √© superior ao p√£o escuro. A farinha, cada vez mais finamente peneirada, foi privada dos seus princ√≠pios mais √ļteis. Mas conserva-se melhor e o p√£o faz-se mais facilmente. Os moleiros e os padeiros ganham mais dinheiro. Os consumidores comem, sem o saber, um produto inferior. E em todos os pa√≠ses em que o p√£o √© a parte principal da alimenta√ß√£o, as popula√ß√Ķes degeneram. Gastam-se enormes quantias na publicidade comercial. Assim, imensos produtos alimentares e farmac√™uticos in√ļteis, e muitas vezes prejudiciais, tornaram-se uma necessidade para os homens civilizados. Deste modo, a avidez dos indiv√≠duos suficientemente h√°beis para orientar o gosto das massas populares para os produtos √† venda desempenha um papel capital na nossa civiliza√ß√£o.

Civilização e Religião Condicionam-se Uma à Outra

Quando a civiliza√ß√£o formulou o mandamento de que o homem n√£o deve matar o pr√≥ximo a quem odeia, que se acha no seu caminho ou cuja propriedade cobi√ßa, isso foi claramente efetuado no interesse comunal do homem, que, de outro modo, n√£o seria pratic√°vel, pois o assassino atrairia para si a vingan√ßa dos parentes do morto e a inveja de outros, que, dentro de si mesmos, se sentem t√£o inclinados quanto ele a tais actos de viol√™ncia. Assim, n√£o desfrutaria da sua vingan√ßa ou do seu roubo por muito tempo, mas teria toda a possibilidade de ele pr√≥prio em breve ser morto. Mesmo que se protegesse contra os seus inimigos isolados atrav√©s de uma for√ßa ou cautela extraordin√°rias, estaria fadado a sucumbir a uma combina√ß√£o de homens mais fracos. Se uma combina√ß√£o desse tipo n√£o se efectuasse, o homic√≠dio continuaria a ser praticado de modo infind√°vel e o resultado final seria que os homens se exterminariam mutuamente. Chegar√≠amos, entre os indiv√≠duos, ao mesmo estado de coisas que ainda persiste entre fam√≠lias na C√≥rsega, embora, em outros lugares, apenas entre na√ß√Ķes. A inseguran√ßa da vida, que constitui um perigo igual para todos, une hoje os homens numa sociedade que pro√≠be ao indiv√≠duo matar,

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A Sensura

A nossa sociedade autoriza tudo o que n√£o a incomoda. Se isto j√° n√£o √© plenamente verdade nos nossos dias, e se estamos em crise, √© porque o interesse imediato dos que est√£o no poder se encontra em contradi√ß√£o com os valores que fundamentam este mesmo poder. √Č-lhes necess√°rio, por exemplo, incentivar o consumo que os enriquece, em detrimento da moral que os legitima. Pela primeira vez, o poder fundamenta-se na confus√£o e n√£o na ordem. Da√≠ a mentira generalizada, de que a l√≠ngua sofre.

A permissividade actual autoriza que se diga tudo porque este tudo já não significa nada. A palavra torna-se inofensiva por privação de sentido. A escrita sofre a mesma privação nas suas formas normalizadas: publicidade, jornalismo, best-sellers, que passam por escrita quando não o são.
O objectivo da antiga censura consistia em tornar o adversário inofensivo, privando-o dos seus meios de expressão; a nova Рque denominei sensura Рesvazia a expressão para a tornar inofensiva, método mais radical e menos visível.

Sei que metade da publicidade que fa√ßo √© in√ļtil. Mas n√£o sei qual √© a metade in√ļtil.