Cita√ß√Ķes sobre Reais

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Frases sobre reais, poemas sobre reais e outras cita√ß√Ķes sobre reais para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Ignoto Deo

D. D. D.

Creio em Ti, Deus; a fé viva
De minha alma a Ti se eleva.
√Čs: – o que √©s n√£o sei. Deriva
Meu ser do Teu: luz… e treva,
Em que – indistintas! – se envolve
Este espírito agitado,
De Ti vem, a Ti devolve.
O Nada, a que foi roubado
Pelo sopro criador
Tudo o mais, o h√°-de tragar.
Só vive do eterno ardor
O que est√° sempre a aspirar
Ao infinito donde veio.
Beleza és Tu, luz és Tu,
Verdade és Tu só. Não creio
Sen√£o em Ti; o olho nu
Do homem não vê na Terra
Mais que a d√ļvida, a incerteza,
A forma que engana e erra.
Essência! a real beleza,
O puro amor – o prazer
Que n√£o fatiga e n√£o gasta…
Só por Ti os pode ver
O que, inspirado, se afasta,
Ignoto Deo, das ronceiras,
Vulgares turbas: despidos
Das coisas v√£s e grosseiras
Sua alma, raz√£o, sentidos,
A Ti se d√£o, em Ti vida,
E por Ti vida têm.

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Eu sou um treinador, não sou o Harry Potter. Ele é um mágico, mas no mundo real não existe magia. A magia é ficção e o futebol é real.

Acima da Verdade Est√£o os Deuses

Acima da verdade est√£o os deuses.
A nossa ciência é uma falhada cópia
Da certeza com que eles
Sabem que h√° o Universo.

Tudo é tudo, e mais alto estão os deuses,
Não pertence à ciência conhecê-los,
Mas adorar devemos
Seus vultos como às flores,

Porque visíveis à nossa alta vista,
S√£o t√£o reais como reais as flores
E no seu calmo Olimpo
S√£o outra Natureza.

Eu digo aos meus alunos: ¬ęQuando conseguirem obter esses empregos para os quais foram treinados de forma t√£o brilhante, lembrem-se que o vosso trabalho real √© que, se forem livres, t√™m que libertar algu√©m. Se tiverem poder, ent√£o o vosso trabalho √© darem poder a algu√©m. Isto n√£o √© apenas um jogo de ganhar rebu√ßados.¬Ľ.

Saber Discernir

Primeiro p√°ra, senta-te e pensa o que pretendes de bem. Depois, pondera, n√£o as hip√≥teses te√≥ricas, mas as possibilidades reais. Ent√£o, entre duas realidades, podes escolher a melhor. Discernir n√£o √© descobrir a √ļnica hip√≥tese boa, √© decidir, entre coisas boas, qual √© a melhor, a mais construtiva para si e para os outros. Se √© f√°cil ou dif√≠cil, isso n√£o conta.

(

As mentiras da arte s√£o tantas…
…s√£o plantas artificiais
artifícios que usamos
para sermos (ou parecermos)
mais reais

Envelhecer

Uma pessoa envelhece lentamente: primeiro envelhece o seu gosto pela vida e pelas pessoas, sabes, pouco a pouco torna-se tudo t√£o real, conhece o sginificado das coisas, tudo se repete t√£o terr√≠vel e fastidiosamente. Isso tamb√©m √© velhice. Quando j√° sabe que um corpo n√£o √© mais que um corpo. E um homem, coitado, n√£o √© mais que um homem, um ser mortal, fa√ßa o que fizer… Depois envelhece o seu corpo; nem tudo ao mesmo tempo, n√£o, primeiro envelhecem os olhos, ou as pernas, o est√īmago, ou o cora√ß√£o. Uma pessoa envelhece assim, por partes. A seguir, de repente, come√ßa a envelhecer a alma: porque por mais enfraquecido e decr√©pito que seja o corpo, a alma ainda est√° repleta de desejos e de recorda√ß√Ķes, busca e deleita-se, deseja o prazer. E quando acaba esse desejo de prazer, nada mais resta que as recorda√ß√Ķes, ou a vaidade; e ent√£o √© que se envelhece de verdade, fatal e definitivamente. Um dia acordas e esfregas os olhos: j√° n√£o sabes porque acordaste. O que o dia te traz, conheces tu com exactid√£o: a Primavera ou o Inverno, os cen√°rios habituais, o tempo, a ordem da vida. N√£o pode acontecer nada de inesperado: n√£o te surpreeende nem o imprevisto,

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Na vida real, a maioria dos atores de cinema é uma decepção. Eu, por outro lado, sou melhor na vida real do que no cinema.

A Insustent√°vel Leveza do Ser

Eis que ao despedir-vos, esse teu amigo te diz que ele n√£o √© esse teu amigo mas sim um seu irm√£o g√©meo. Imediatamente uma altera√ß√£o profunda se instalou nas vossas rela√ß√Ķes. Mas se te perguntares em qu√™, n√£o √© f√°cil responderes. Naturalmente dirias que esse teu amigo n√£o era ele, que era outra pessoa. Mas outra em qu√™? O corpo √© igual nos m√≠nimos pormenores, igual a face e os gestos e a voz e os olhos. Iguais as ideias, os sentimentos, as recorda√ß√Ķes, o todo integral da sua vida e do que ele √©. Se percorreres todos os pormenores, encontr√°-los-√°s em hip√≥tese absolutamente iguais. Come√ßa onde quiseres, examina cada min√ļcia que constitui o teu amigo, progride at√© ao mais extremo limite e verificar√°s que nada escapa a uma integral igualdade. Mas se isto √© assim, deveria ser-te indiferente seres amigo deste como eras amigo do outro. Pois se uma pessoa √© aquilo que ela nos √©, se uma pessoa √© aquilo que a manifesta, se aquilo que nos define √© aquilo que somos e se esse algu√©m que encontr√°mos em nada difere, em hip√≥tese, do algu√©m que esper√°vamos encontrar, nenhuma raz√£o havia para que as rela√ß√Ķes com ele se perurbassem.

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Metade da Vida é uma Perdulária Expectativa

Vou fazendo horas – metade da vida √© uma perdul√°ria expectativa. E tonta. E ansiosa. E in√ļtil. Como quem se sentou numa gare de caminho-de-ferro, √† espera de um comboio que n√£o se sabe quando passar√° e qual o seu destino. Certeza, e relativa, est√° apenas no local de espera. E √†s vezes na pr√≥pria espera. Se chegamos a concretizar a viagem, o lugar aonde o comboio nos levou, desilude-nos. Isso, por√©m, n√£o impede que tudo venha a repetir-se. Desperdi√ßa-se o instante real e concreto, mas que, como areia, se nos escapa das m√£os, em favor de uma ilus√≥ria vez seguinte.

No Lugar dos Pal√°cios Desertos

No lugar dos palácios desertos e em ruínas
À beira do mar,
Leiamos, sorrindo, os segredos dos sinais
De quem sabe amar.

Qualquer que ele seja, o destino daqueles
Que o amor levou
Para a sombra, ou na luz se fez a sombra deles,
Qualquer fosse o v√īo.

Por certo eles foram mais reais e felizes.

Eu n√£o tenho lealdade estil√≠stica. √Č por isso que as pessoas t√™m a percep√ß√£o de que estou sempre a mudar. Mas existe uma continuidade real da minha parte. Como um artista de artif√≠cios, acredito que tenho mais integridade que qualquer um dos meus contempor√Ęneos.

Cada um de n√≥s √© um s√≠mbolo que lida com s√≠mbolos ‚Äď tudo ponto de apenas refer√™ncia ao real. Procuramos desesperadamente encontrar uma identidade pr√≥pria e a identidade do real. E se nos entendemos atrav√©s do s√≠mbolo √© porque temos os mesmos s√≠mbolos e a mesma experi√™ncia da coisa em si: mas a realidade n√£o tem sin√≥nimos.

N√£o se Render a um Humor Vulgar

Grande homem √© o que nunca se submete a impress√Ķes passageiras. √Č li√ß√£o de advert√™ncia a reflex√£o sobre si; conhecer a sua real disposi√ß√£o e preveni-la, e ainda ponderar sobre o outro extremo para achar, entre o natural e o artificial, o fiel da sind√©rese. O princ√≠pio de corrigir-se √© o conhecer-se, pois h√° monstros de impertin√™ncia: sempre est√£o de algum humor, variando com eles os seus afectos; e, arrastados eternamente por essa destemperan√ßa civil, empenham-se de modos contradit√≥rios; e n√£o s√≥ esse excesso arru√≠na a vontade como tamb√©m afronta o ju√≠zo, alterando o querer e o entender.

O Ciclo do Progresso

Da sociedade e do luxo que ela engendra, nascem as artes liberais e mec√Ęnicas, o com√©rcio, as letras, e todas essas inutilidades que fazem florescer a ind√ļstria, enriquecem e perdem os Estados. A raz√£o desse deperecimento √© muito simples. √Č f√°cil ver que, pela sua natureza, a agricultura deve ser a menos lucrativa de todas as artes, porque, sendo o seu produto de uso mais indispens√°vel para todos os homens, o pre√ßo deve estar proporcionado √†s faculdades dos mais pobres. Do mesmo princ√≠pio pode-se tirar a regra de que, em geral, as artes s√£o lucrativas na raz√£o inversa da sua utilidade, e de que as mais necess√°rias, finalmente, devem tornar-se as mais negligenciadas. Por ai se v√™ o que se deve pensar das verdadeiras vantagens da ind√ļstria e do efeito real que resulta dos seus progressos. Tais s√£o as causas sens√≠veis de todas as mis√©rias em que a opul√™ncia precipita, finalmente, as na√ß√Ķes mais admiradas.
√Ä medida que a ind√ļstria e as artes se estendem e florescem, o cultivador desprezado, carregado de impostos necess√°rios √† manuten√ß√£o do luxo, e condenado a passar a vida entre o trabalho e a fome, abandona o campo para ir procurar na cidade o p√£o que devia levar para l√°.

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A Imaginação é a Base do Homem

De tal modo a imagina√ß√£o √© a base do homem ‚ÄĒ Joana de novo ‚ÄĒ que todo o mundo que ele tem constru√≠do encontra sua justificativa na beleza da cria√ß√£o e n√£o na sua utilidade, n√£o em ser o resultado de um plano de fins adequados √†s necessidades. Por isso √© que vemos multiplicarem-se os rem√©dios destinados a unir o homem √†s ideias e institui√ß√Ķes existentes ‚ÄĒ a educa√ß√£o, por exemplo, t√£o dif√≠cil ‚ÄĒ e vemo-lo continuar sempre fora do mundo que ele construiu. O homem levanta casas para olhar e n√£o para nelas morar. Porque tudo segue o caminho da inspira√ß√£o. O determinismo n√£o √© um determinismo de fins, mas um estreito determinismo de causas. Brincar, inventar, seguir a formiga at√© seu formigueiro, misturar √°gua com cal para ver o resultado, eis o que se faz quando se √© pequeno e quando se √© grande. √Č erro considerar que chegamos a um alto grau de pragmatismo e materialismo. Na verdade o pragmatismo ‚ÄĒ o plano orientado para um dado fim real ‚ÄĒ seria a compreens√£o, a estabilidade, a felicidade, a maior vit√≥ria de adapta√ß√£o que o homem conseguisse. No entanto fazer as coisas ¬ępara qu√™¬Ľ parece-me, perante a realidade,

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Se Queres Ser Feliz Abdica da Inteligência

Os tolos s√£o felizes; eu se fosse casado eliminava os tolos da minha casa. Cada cidad√£o, que me fosse apresentado, n√£o poderia s√™-lo, sem exibir o diploma de s√≥cio da academia real das ci√™ncias. Olha, crian√ßa, decora estas duas verdades que o Balzac n√£o menciona na ¬ęFisiologia do Casamento¬Ľ. Um erudito, ao p√© da tua mulher, fala-lhe na civiliza√ß√£o grega, na decad√™ncia do imp√©rio romano, em economia politica, em direito publico, e at√© em qu√≠mica aplicada ao extracto do esp√≠rito de rosas. Confessa que tudo isto o maior mal que pode fazer √† tua mulher √© adormec√™-la. O tolo n√£o √© assim. Como ignora e desdenha a ci√™ncia, dispara √† queima roupa na tua pobre mulher quantos galanteios importou de Paris, que s√£o originais em Portugal, porque s√£o ditos num idioma que n√£o √© franc√™s nem portugu√™s.

Tua mulher, se tem a infelicidade de não ter em ti um marido doce e meigo, começa a comparar-te com o tolo, que a lisonjeia, e acha que o tolo tem muito juízo. Concedido juízo ao tolo, concede-se-lhe razão; concedida a razão, concede-se-lhe tudo. Ora aí tens porque eu antes queria ao pé de minha mulher o padre José Agostinho de Macedo,

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