Cita√ß√Ķes sobre Reconcilia√ß√£o

17 resultados
Frases sobre reconcilia√ß√£o, poemas sobre reconcilia√ß√£o e outras cita√ß√Ķes sobre reconcilia√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

O Papel do Desporto

Quem duvida que o desporto é uma janela importantíssima para a propagação do jogo limpo e da justiça? No fim de contas, o jogo limpo é um valor essencial no desporto!
(…) A reconstru√ß√£o e a reconcilia√ß√£o, a constru√ß√£o nacional e o desenvolvimento, devem andar de m√£os dadas. Neste processo, o desporto √© uma grande for√ßa de unidade e reconcilia√ß√£o.
(…) Embora vivamos num mundo em que o bem que existe nas pessoas geralmente impera, √© triste que tamb√©m existam os que exploram a magnanimidade e a honestidade. Temos, pois, de afirmar e celebrar constantemente as boas ac√ß√Ķes e as virtudes sociais. Neste contexto, o desporto desempenha hoje um papel preeminente na apresenta√ß√£o do que √© bom e na exemplifica√ß√£o do que √© saud√°vel.

A reconciliação com os nossos inimigos deve-se apenas ao facto de querermos melhorar a nossa situação, ao cansaço da luta e ao medo de algum acontecimento que nos seja desfavorável.

O Acto Poético

O acto po√©tico √© o empenho total do ser para a sua revela√ß√£o. Este fogo do conhecimento, que √© tamb√©m fogo de amor, em que o poeta se exalta e consome, √© a sua moral. E n√£o h√° outra. Nesse mergulho do homem nas suas √°guas mais silenciadas, o que vem √† tona √© tanto uma singularidade como uma pluralidade. Mas, curiosamente, o esp√≠rito humano atenta mais facilmente nas diferen√ßas do que nas semelhan√ßas, esquecendo-se, e √© Goethe quem o lembra, que o particular e o universal coincidem, e assim a palavra do poeta, t√£o fiel ao homem, acaba por ser palavra de esc√Ęndalo no seio do pr√≥prio homem. Na verdade, ele nega onde outros afirmam, desoculta o que outros escondem, ousa amar o que outros nem sequer s√£o capazes de imaginar. Palavra de afli√ß√£o mesmo quando luminosa, de desejo apesar de serena, rumorosa at√© quando nos diz o sil√™ncio, pois esse ser sedento de ser, que √© o poeta, tem a nostalgia da unidade, e o que procura √© uma reconcilia√ß√£o, uma suprema harmonia entre luz e sombra, presen√ßa e aus√™ncia, plenitude e car√™ncia.

Momentos de ternura e reconciliação valem sempre a pena ser vividos, ainda que a separação tenha que vir, mais tarde ou mais cedo.

Enquanto ficas pensando ‚Äėamanha vou fazer‚Äô, o tempo vai passando. Se tiveres de pedir perd√£o a algu√©m, faze-o imediatamente. Se desejas a reconcilia√ß√£o, reconcilia-te sem demora. Enquanto ficas adiando para amanh√£, est√°s recebendo vibra√ß√Ķes negativas transmitidas por essa pessoa, e teu progresso √© prejudicado.

Eu nem sequer gosto de escrever, Acontece-me √†s vezes estar t√£o desesperado que me refugio no papel como quem se esconde para chorar. E o mais estranho √© arrancar da minha ang√ļstia palavras de profunda reconcilia√ß√£o com a vida.

Expulsar Alguém das Nossas Vidas

Agora, uma quest√£o importante: por favor, n√£o tenhas pena de excluir, temporariamente ou definitivamente, seja quem for da tua vida. Esse sintoma pode relegar a tua vida para uma constante e generalizada insatisfa√ß√£o. √Č o pior que podes fazer, pois al√©m de n√£o te comprometeres com aquilo que verdadeiramente desejas e n√£o te permitires caminhar com os bons, tamb√©m n√£o consentes que os outros sintam o verdadeiro impacto que os seus padr√Ķes de comportamento t√™m e, como tal, n√£o os excluindo estar√°s a dizer √†s suas mentes que podem continuar a agir assim pois nada perdem com isso. A tua pena matar-te-√°.

Recordo-me do magn√≠fico efeito que algumas expuls√Ķes tempor√°rias tiveram na minha vida. Lembro-me de respirar melhor, pois abandonara as vozes que me cobravam e culpavam, mas lembro-me tamb√©m da reconcilia√ß√£o e de testemunhar na primeira pessoa a mudan√ßa inerente ao afastamento. Expulsar algu√©m das nossas vidas representa n√£o s√≥ um brilhante manifesto de poder pessoal como tamb√©m, e muitas vezes, a oportunidade necess√°ria para fazer o outro repensar a sua forma de estar, apurar os seus valores e perceber o que o motivava a agir daquela maneira. N√£o tenhas pena, ama-te e permite, ainda que doa,

Continue lendo…

Civilização e Religião Condicionam-se Uma à Outra

Quando a civiliza√ß√£o formulou o mandamento de que o homem n√£o deve matar o pr√≥ximo a quem odeia, que se acha no seu caminho ou cuja propriedade cobi√ßa, isso foi claramente efetuado no interesse comunal do homem, que, de outro modo, n√£o seria pratic√°vel, pois o assassino atrairia para si a vingan√ßa dos parentes do morto e a inveja de outros, que, dentro de si mesmos, se sentem t√£o inclinados quanto ele a tais actos de viol√™ncia. Assim, n√£o desfrutaria da sua vingan√ßa ou do seu roubo por muito tempo, mas teria toda a possibilidade de ele pr√≥prio em breve ser morto. Mesmo que se protegesse contra os seus inimigos isolados atrav√©s de uma for√ßa ou cautela extraordin√°rias, estaria fadado a sucumbir a uma combina√ß√£o de homens mais fracos. Se uma combina√ß√£o desse tipo n√£o se efectuasse, o homic√≠dio continuaria a ser praticado de modo infind√°vel e o resultado final seria que os homens se exterminariam mutuamente. Chegar√≠amos, entre os indiv√≠duos, ao mesmo estado de coisas que ainda persiste entre fam√≠lias na C√≥rsega, embora, em outros lugares, apenas entre na√ß√Ķes. A inseguran√ßa da vida, que constitui um perigo igual para todos, une hoje os homens numa sociedade que pro√≠be ao indiv√≠duo matar,

Continue lendo…

A Ira

O que se irrita justificadamente nas situa√ß√Ķes em que se deve irritar ou com as pessoas com as quais se deve irritar, e ainda da maneira como deve ser, quando deve ser e durante o tempo em que deve ser, √© geralmente louvado. Quem assim for √© gentil, se √© que a gentileza √© uma disposi√ß√£o louvada. Porque o gentil quer permanecer imperturb√°vel e n√£o quer ser levado pela emo√ß√£o, e apenas o sentido orientador lhe poder√° prescrever as situa√ß√Ķes em que deve irritar-se e durante quanto tempo. Ou seja, o gentil parece pecar mais por defeito, porque n√£o √© do tipo vingativo mas mais do g√©nero que perdoa.
O defeito, seja uma certa fleuma seja o que for, √© repreendido. Os que n√£o se irritam quando t√™m motivo parecem parvos, o mesmo quando n√£o se irritam de modo correcto, nem quando devem, nem com aqueles que devem. Parece at√© que n√£o sentem a inj√ļria ou n√£o sofrem com ela. Mas se n√£o se irritarem n√£o conseguem defender-se, e aguentar um insulto ou tolerar os insultos feitos a terceiros √© uma caracter√≠stica de subservi√™ncia.
H√° excessos a respeito de todos os elementos circunstanciais envolvidos num acesso de ira (seja por se dirigir contra as pessoas indevidas,

Continue lendo…

Seria o Amor Português

Muitas vezes te esperei, perdi a conta,
longas manh√£s te esperei tremendo
no patamar dos olhos. Que me importa
que batam à porta, façam chegar
jornais, ou cartas, de amizade um pouco
‚ÄĒ tanto p√≥ sobre os m√≥veis tua aus√™ncia.

Se não és tu, que me pode importar?
Alguém bate, insiste através da madeira,
que me importa que batam à porta,
a solidão é uma espinha
insidiosamente alojada na garganta.
Um p√°ssaro morto no jardim com neve.

Nada me importa; mas tu enfim me importas.
Importa, por exemplo, no sedoso
cabelo poisar estes l√°bios aflitos.
Por exemplo: destruir o silêncio.
Abrir certas eclusas, chover em certos campos.
Importa saber da import√Ęncia
que h√° na simplicidade final do amor.
Comunicar esse amor. Fertiliz√°-lo.
¬ęQue me importa que batam √† porta…¬Ľ
Sair de trás da própria porta, buscar
no amor a reconciliação com o mundo.

Longas manh√£s te esperei, perdi a conta.
Ainda bem que esperei longas manh√£s
e lhes perdi a conta, pois é como se
no dia em que eu abrir a porta
do teu amor tudo seja novo,

Continue lendo…

Pensar Portugal

Pensar Portugal √© pens√°-lo no que ele √© e n√£o iludirmo-nos sobre o que ele √©. Ora o que ele √© √© a inconsci√™ncia, um infantilismo org√Ęnico, o repentismo, o desequil√≠brio emotivo que vai da abjec√ß√£o e l√°grima f√°cil aos actos grandiosos e her√≥icos, a credulidade, o embasbacamento, a dif√≠cil assump√ß√£o da pr√≥pria liberdade e a paralela e c√≥moda entrega do pr√≥prio destino √†s m√£os dos outros, o mesquinho esp√≠rito de intriga, o entendimento e valoriza√ß√£o de tudo numa dimens√£o curta, a zanga f√°cil e a reconcilia√ß√£o f√°cil como se tudo fossem rixas de fam√≠lia, a tend√™ncia para fazermos sempre da nossa vida um teatro, o berro, o espalhafato, a desinibi√ß√£o tumultuosa, o despudor com que exibimos facilmente o que devia ficar de portas adentro, a grosseria de um novo-rico sem riqueza, o ego√≠smo feroz e indiscreto balanceado com o altru√≠smo, se houver gente a ver ou a saber, a inautenticidade vis√≠vel se queremos subir al√©m de n√≥s, a superficialidade vistosa, a improvisa√ß√£o de expediente, o arrivismo, a trafulhice e o gozo e a vaidade de intrujar com a nossa ¬ęesperteza saloia¬Ľ, o fatalismo, a crendice milagreira, a parolice. Decerto, temos tamb√©m as nossas virtudes. Mas, na sua maioria, elas t√™m a sua raiz nestas mis√©rias.

Continue lendo…

O Meu Amor

[Cita√ß√Ķes da entrevista do jornal P√ļblico a Miguel Esteves Cardoso (MEC) e Maria Jo√£o Pinheiro (MJ), no dia 21 de Abril de 2013]

MEC РEla é sempre maravilhosa. Vivia muito desconfiado nos, sei lá, nos primeiros meses e anos. Desconfiava de que ela tivesse uma Maria João verdadeira que não fosse assim mágica. Que fosse prática e muito diferente. Que houvesse Рhá sempre Рuma pessoa escondida dentro dela. Mas não. Não há.
(…)
MJ РO Miguel é uma pessoa. Uma pessoa maravilhosa. Um tesouro.
(…)
MJ – Foi conhecer a pessoa mais generosa, perfeita, bondosa. A alma mais pura.
MEC РDevíamos dar mais entrevistas. Eu nunca ouço isto. Estou inchado. Se achavas isso antes, por que é que não disseste?
(…)
MEC – Sim. E fiquei como nunca fiquei antes. Fiquei assim toinggg. Parecia extremamente feliz. E eu: ¬ęAh!!¬Ľ E luminosa. Risonha. Como se fosse um pr√©mio. Sabe?, um pr√©mio. ¬ęAqui est√° a tua sorte.¬Ľ Senti uma aus√™ncia de d√ļvida. Eh p√°. S√≥ queria que fosse minha.
(…)
MEC – √Č a mulher mais bonita que alguma vez vi. Era linda de morrer e podia ser uma v√≠bora.

Continue lendo…

O Acto de Criação é de Natureza Obscura

O acto de cria√ß√£o √© de natureza obscura; nele √© imposs√≠vel destrin√ßar o que √© da raz√£o e o que √© do instinto, o que √© do mundo e o que √© da terra. Nunca nenhum dualismo serviu bem o poeta. Esse ¬ępastor do Ser¬Ľ, na t√£o bela express√£o de Heidegger, √©, como nenhum outro homem, nost√°lgico de uma antiga unidade. As mil e uma antinomias, t√£o escolarmente elaboradas, quando n√£o pervertem a primordial fonte do desejo, pecam sempre por cindir a inteireza que √© todo um homem. N√£o h√° vit√≥ria definitiva sem a reconcilia√ß√£o dos contr√°rios. √Č no mar crepuscular e materno da mem√≥ria, onde as √°guas ¬ęsuperiores¬Ľ n√£o foram ainda separadas das ¬ęinferiores¬Ľ, que as imagens do poeta sonham pela primeira vez com a prec√°ria e fugidia luz da terra.
Diante do papel, que ¬ęla blancheur d√©fend¬Ľ, o poeta √© uma longa e s√≥ hesita√ß√£o. Que Ifig√©nia ter√° de sacrificar para que o vento prop√≠cio se levante e as suas naves possam avistar os muros de Tr√≥ia? Que aug√ļrios escuta, que enigmas decifra naquele rumor de sangue em que se debru√ßa cheio de afli√ß√£o? Porque ao princ√≠pio √© o ritmo; um ritmo surdo, espesso, do cora√ß√£o ou do cosmos ‚ÄĒ quem sabe onde um come√ßa e o outro acaba?

Continue lendo…

Se voc√™ brigou com quem ama, busque a reconcilia√ß√£o. N√£o silencie. Fale, ‚Äėapare as arestas‚Äô. Quando em brigas de amor o sil√™ncio fere mais do que um grito!