Cita√ß√Ķes sobre Romanos

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Frases sobre romanos, poemas sobre romanos e outras cita√ß√Ķes sobre romanos para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Os Feitos Simples s√£o os Mais Elogiados e Lembrados

Duas pátrias produziram dois heróis: de Tebas saiu Hércules; de Roma saiu Catão. Foi Hércules aplauso da orbe, foi Catão enfado de Roma. A um admiraram todos, ao outro esquivaram-se os romanos. Não admite controvérsia a vantagem que levou Catão a Hércules, pois o excedeu em prudência; mas ganhou Hércules a Catão em fama. Mais de árduo e primoroso teve o assunto de Catão, pois se empenhou em sujeitar os monstros dos costumes, e Hércules os da natureza; mas teve mais de famoso o do tebano. A diferença consistiu em que Hércules empreendeu façanhas plausíveis e Catão odiosas. A plausibilidade do cargo levou a glória de Alcides (nome anterior de Hércules) aos confins do mundo, e passará ainda além deles caso se alarguem. O desaprezível do cargo circunscreveu Catão ao interior das muralhas de Roma.
Com tudo isto, preferem alguns, e não os menos judiciosos, o assunto primoroso ao mais plausível, e pode mais com eles a admiração de poucos que o aplauso de muitos, sendo vulgares. Os milagres de ignorantes apelam aos empenhos plausíveis. O árduo, o primoroso de um superior assunto poucos o percebem, embora eminentes, sendo assim raros os que nele acreditam. A facilidade do plausível permite-se a todos,

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Se Queres Ser Feliz Abdica da Inteligência

Os tolos s√£o felizes; eu se fosse casado eliminava os tolos da minha casa. Cada cidad√£o, que me fosse apresentado, n√£o poderia s√™-lo, sem exibir o diploma de s√≥cio da academia real das ci√™ncias. Olha, crian√ßa, decora estas duas verdades que o Balzac n√£o menciona na ¬ęFisiologia do Casamento¬Ľ. Um erudito, ao p√© da tua mulher, fala-lhe na civiliza√ß√£o grega, na decad√™ncia do imp√©rio romano, em economia politica, em direito publico, e at√© em qu√≠mica aplicada ao extracto do esp√≠rito de rosas. Confessa que tudo isto o maior mal que pode fazer √† tua mulher √© adormec√™-la. O tolo n√£o √© assim. Como ignora e desdenha a ci√™ncia, dispara √† queima roupa na tua pobre mulher quantos galanteios importou de Paris, que s√£o originais em Portugal, porque s√£o ditos num idioma que n√£o √© franc√™s nem portugu√™s.

Tua mulher, se tem a infelicidade de não ter em ti um marido doce e meigo, começa a comparar-te com o tolo, que a lisonjeia, e acha que o tolo tem muito juízo. Concedido juízo ao tolo, concede-se-lhe razão; concedida a razão, concede-se-lhe tudo. Ora aí tens porque eu antes queria ao pé de minha mulher o padre José Agostinho de Macedo,

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Gazetilha

Dos LLOYD GEORGES da Babil√īnia
Não reza a história nada.
Dos Briands da Assíria ou do Egito,
Dos Trotskys de qualquer col√īnia
Grega ou romana j√° passada,
O nome é morto, inda que escrito.

Só o parvo dum poeta, ou um louco
Que fazia filosofia,
Ou um ge√īmetra maduro,
Sobrevive a esse tanto pouco
Que est√° l√° para tr√°s no escuro
E nem a história já historia.

√ď grandes homens do Momento!
√ď grandes gl√≥rias a ferver
De quem a obscuridade foge!
Aproveitem sem pensamento!
Tratem da fama e do comer,
Que amanhã é dos loucos de hoje!

Mensagem РMar Português

MAR PORTUGUÊS

Possessio Maris

I. O Infante

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, j√° n√£o separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!

II. Horizonte

√ď mar anterior a n√≥s, teus medos
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a cerração,
As tormentas passadas e o mistério,
Abria em flor o Longe, e o Sul sidério
’Splendia sobre as naus da iniciação.

Linha severa da long√≠nqua costa ‚ÄĒ
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
Em √°rvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, h√° aves,

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Balada do Amor através das Idades

Eu te gosto, você me gosta
desde tempos imemoriais.
Eu era grego, você troiana,
troiana mas n√£o Helena.
Saí do cavalo de pau
para matar seu irm√£o.
Matei, brig√°mos, morremos.

Virei soldado romano,
perseguidor de crist√£os.
Na porta da catacumba
encontrei-te novamente.
Mas quando vi você nua
caída na areia do circo
e o le√£o que vinha vindo,
dei um pulo desesperado
e o leão comeu nós dois.

Depois fui pirata mouro,
flagelo da Tripolit√Ęnia.
Toquei fogo na fragata
onde você se escondia
da f√ļria de meu bergantim.
Mas quando ia te pegar
e te fazer minha escrava,
você fez o sinal-da-cruz
e rasgou o peito a punhal…
Me suicidei também.

Depois (tempos mais amenos)
fui cortes√£o de Versailles,
espirituoso e devasso.
Voc√™ cismou de ser freira…
Pulei muro de convento
mas complica√ß√Ķes pol√≠ticas
nos levaram à guilhotina.

Hoje sou moço moderno,
remo, pulo, danço, boxo,
tenho dinheiro no banco.
Você é uma loura notável,
boxa, dança, pula, rema.

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Deus morreu. N√£o digas que isso √© absurdo e inintelig√≠vel, s√≥ porque as seitas religiosas enxameiam hoje o mundo. Porque √© quando uma doen√ßa √© incur√°vel que h√° mais abund√Ęncia de rem√©dios para a curar. Como a prolifera√ß√£o de religi√Ķes no fim do imp√©rio romano era o sinal de que a religi√£o de Roma estava a acabar.

Sonhos Prometedores

Tenho mais pena dos que sonham o prov√°vel, o leg√≠timo e o pr√≥ximo, do que dos que devaneiam sobre o long√≠nquo e o estranho. Os que sonham grandemente, ou s√£o doidos e acreditam no que sonham e s√£o felizes, ou s√£o devaneadores simples, para quem o devaneio √© uma m√ļsica da alma, que os embala sem lhes dizer nada. Mas o que sonha o poss√≠vel tem a possibilidade real da verdadeira desilus√£o. N√£o me pode pesar muito o ter deixado de ser imperador romano, mas pode doer-me o nunca ter sequer falado √† costureira que, cerca da nove horas, volta sempre a esquina da direita. O sonho que nos promete o imposs√≠vel j√° nisso nos priva dele, mas o sonho que nos promete o poss√≠vel intromete-se com a pr√≥pria vida e delega nela a sua solu√ß√£o. Um vive exclusivo e independente; o outro submisso das conting√™ncias do que acontece.

Roma Pag√£

Na antiga Roma, quando a saturnal fremente
Exerceu sobre tudo o báquico domínio,
Não era raro ver nos gozos do triclínio
A nudez feminina imperiosa e quente.

O corpo de alabastro, olímpico e fulgente,
Lascivamente nu, correto e retilínio,
Num doce tom de cor, espl√™ndido e sang√ľ√≠neo,
Tinha o assombro da came e a forma da serpente.

A luz atravessava em frocos d’oiro e rosa
Pela fresca epiderme, eb√ļrnea e setinosa,
Macia, da maciez dulcíssima de arminhos.

Menos raro, porém, do que a nudez romana
Era ver borbulhar, em férvida espadana
A p√ļrpura do sangue e a p√ļrpura dos vinhos.

Tabacaria

N√£o sou nada.
Nunca serei nada.
N√£o posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milh√Ķes do mundo que ningu√©m sabe quem √©
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a p√īr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje l√ļcido, como se estivesse para morrer,
E n√£o tivesse mais irmandade com as coisas
Sen√£o uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.

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Uma Nação Sem Ideal Desaparece Rapidamente da História

Qualquer que seja a ra√ßa ou o tempo considerado, o objectivo constante da atividade humana foi sempre a pesquisa da felicidade, a qual consiste, em √ļltima an√°lise, ainda o repito, em procurar o prazer e evitar a dor. Sobre essa concep√ß√£o fundamental os homens estiveram constantemente de acordo; as suas diverg√™ncias aplicam-se somente √† id√©ia que se concebe da felicidade e aos meios de a conquistar.
As suas formas s√£o diversas, mas o termo que se tem em mira √© id√™ntico. Sonhos de amor, de riqueza, de ambi√ß√£o ou de f√© s√£o os possantes factores de ilus√Ķes que a natureza emprega para conduzir-nos aos seus fins. Realiza√ß√£o de um desejo presente ou simples esperan√ßa, a felicidade √© sempre um fen√≥meno subjectivo. Desde que os contornos do sonho se implantam um pouco no esp√≠rito, com ardor n√≥s tentamos obt√™-lo.
Mudar a concepção da felicidade de um indivíduo ou de um povo, isto é, o seu ideal, é mudar, ao mesmo tempo, a sua concepção da vida e, por conseguinte, o seu destino. A história não é mais do que a narração dos esforços empregues pelo homem para edificar um ideal e destruí-lo em seguida, quando, tendo-o atingido, descobre a sua fragilidade.

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Post Coitum Animal Triste

Em ti o poema, o amplo tecido da √°gua ou a forma
do segredo. Outrora conheceste a margem abandonada
do desejo, a sua extens√£o e principias a entregar
os vasos alongados para receberes as m√£os das chuvas.

Apagaram-se junto dos teus olhos as praias, as √°rvores
que se ergueram um dia sobre as estradas romanas,
o vest√≠gio dos √ļltimos peregrinos, aves nuas
que j√° desceram, cansadas, pelo interior do teu peito.

Uma voz, no silêncio calmo das águas, esquece
a mentira das primeiras colheitas, onde os nossos gestos
perderam os sorrisos ou o orvalho que os cerca.

Serenamente, começaram a fechar-se os sonhos de Deus
no interior de novos frutos e, abandonado, fico
junto do teu corpo, onde principia a sombra deste poema.

A Guerra

Musa, pois cuidas que é sal
o fel de autores perversos,
e o mundo levas a mal,
porque leste quatro versos
de Hor√°cio e de Juvenal,

Agora os ver√°s queimar,
j√° que em v√£o os fecho e os sumo;
e leve o vol√ļvel ar,
de envolta como turvo fumo,
o teu furor de rimar.

Se tu de ferir n√£o cessas,
que serve ser bom o intento?
Mais carapuças não teças;
que importa d√°-las ao vento,
se podem achar cabeças?

Tendo as s√°tiras por boas,
do Parnaso nos dois cumes
em hora negra revoas;
tu d√°s golpes nos costumes,
e cuidam que é nas pessoas.

Deixa esquipar Inglaterra
cem naus de alterosa popa,
deixa regar sangue a terra.
Que te importa que na Europa
haja paz ou haja guerra?

Deixa que os bons e a gentalha
brigar ao Casaca v√£o,
e que, enquanto a turba ralha,
v√° recebendo o balc√£o
os despojos da batalha.

Que tens tu que ornada história
diga que peitos ferinos,

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O Homem Superior

O maior triunfo do homem é quando se convence de que o ridículo é uma cousa sua que existe só para os outros, e, mesmo, sempre que outros queiram. Ele então deixa de importar-se com o ridículo, que, como não está em si, ele não pode matar.
Tr√™s cousas tem o homem superior que ensinar-se a esquecer para que possa gozar no perfeito silencio a sua superioridade ‚ÄĒ o ridiculo, o trabalho e a dedica√ß√£o.
Como n√£o se dedica a ningu√©m, tamb√©m nada exige da dedica√ß√£o alheia. S√≥brio, casto, frugal, tocando o menos poss√≠vel na vida, tanto para n√£o se incomodar como para n√£o approximar as cousas de mais, a ponto de destruir nelas a capacidade de serem sonhadas, ele isola-se por conveni√™ncia do orgulho e da desillus√£o. Aprende a sentir tudo sem o sentir directamente; porque sentir directamente √© submeter-se ‚ÄĒ submeter-se √† ac√ß√£o da cousa sentida.
Vive nas dores e nas alegrias alheias, Whitman ol√≠mpico, Proteu da compreens√£o, sem partilhar de viv√™-las realmente. Pode, a seu talante, embarcar ou ficar nas partidas de navios ‚ÄĒ e pode ficar e embarcar ao mesmo tempo, porque n√£o embarca nem fica. Esteve com todos em todas as sensa√ß√Ķes de todas as horas da sua vida.

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A palavra “ler” vem do latim “legere” e queria dizer “escolher”. Era isso que faziam os antigos romanos quando, por exemplo, selecionavam entre os gr√£os de cereais. A raiz etimol√≥gica est√° bem patente no nosso termo ‚Äúeleger‚ÄĚ. Ora o drama √© que hoje estamos deixando de escolher. Estamos deixando de ler no sentido da raiz da palavra. Cada vez mais somos escolhidos, cada vez mais somos objecto de apelos que nos convertem em n√ļmeros, em estat√≠sticas de mercado.

Sonhador

Por sóis, por belos sóis alvissareiros,
Nos troféus do teu Sonho irás cantando
As p√ļrpuras romanas arrastando,
Engrinaldado de imortais loureiros.

Nobre guerreiro audaz entre os guerreiros,
Das Idéias as lanças sopesando,
Ver√°s, a pouco e pouco, desfilando
Todos os teus desejos condoreiros…

Imaculado, sobre o lodo imundo,
H√° de subir, com as vivas castidades,
Das tuas glórias o clarão profundo.

Há de subir, além de eternidades,
Diante do torvo crocitar do mundo,
Para o branco Sacr√°rio das Saudades!

Os V√°rios Tipos de Coragem

A verdadeira coragem √© uma das qualidades que su¬≠p√Ķem a maior grandeza de alma. Observo v√°rias esp√©cies dela: uma coragem contra a fortuna, que √© filosofia; uma coragem contra as mis√©rias, que √© paci√™ncia; uma cora¬≠gem na guerra, que √© bravura; uma coragem nos em¬≠preendimentos, que √© arrojo; uma coragem altiva e teme¬≠r√°ria, que √© aud√°cia; uma coragem contra a injusti√ßa, que √© firmeza; uma coragem contra o v√≠cio, que √© severidade; uma coragem de reflex√£o, de temperamento, etc. N√£o √© comum que um mesmo homem re√ļna tantas qualidades.
Oct√°vio, no pleno da sua fortuna, elevado so¬≠bre precip√≠cios, enfrentava perigos eminentes; mas a morte, presente na guerra, abalava sua alma. Um n√ļme¬≠ro incalcul√°vel de romanos que nunca tinham temido a morte nas batalhas n√£o possu√≠a essa outra coragem que submeteu a terra a Augusto.
N√£o apenas se encontram muitas esp√©cies de cora¬≠gem, mas na mesma coragem muitas desigualdades. Bru¬≠to, que teve a ousadia de atacar a fortuna de C√©sar, n√£o teve a for√ßa de seguir a sua pr√≥pria: havia alcan√ßado o projec¬≠to de destruir a tirania apenas com os recursos da sua co¬≠ragem, e teve a fraqueza de o abandonar com todas as for√ßas do povo romano, por falta desse equil√≠brio de for¬≠√ßa e de sentimento que sobrep√Ķe os obst√°culos e a len¬≠tid√£o dos sucessos.

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A Paisagem Faz a Raça

A paisagem faz a ra√ßa. A Holanda √© uma terra pac√≠fica e serena, porque a sua paisagem √© larga, plana e abundante. A paisagem que fez o grego, era o mar, reluzente e infinito, o c√©u, sereno, transparente, doce, e destacando-se sob aquela imobilidade azul, um templo branco, puro, augusto, r√≠tmico, entre a sombra que faz um grupo de oliveiras. A paisagem do romano √© toda jur√≠dica: as terras √°speras, a perder de vista, separadas por marcos de tijolo; uma grande charrua puxada por b√ļfalos, vai passando entre os trigos; uma larga estrada lajeada, eterna, sobre a qual rolam as duas altas rodas maci√ßas dum carro sabino; uma casa coberta de vinha branqueja ao longe, na plan√≠cie. N√£o importa a cor do c√©u: o romano n√£o olha para o c√©u. A ra√ßa anglo-sax√≥nica tira a sua tenebrosa mitologia, o seu esp√≠rito inquieto, da sua paisagem escura, acidentada, desolada e rom√Ęntica. √Č o estreito e √°rido aspecto do vale de Jerusal√©m que fez o judeu.

Quanto se enganam aqueles que a cada palavra citam o exemplo dos romanos! Seria necessário existir uma cidade organizada como era a deles e depois ser governada segundo o seu exemplo; para aqueles que se encontram noutra situação e com qualidades bem diferentes, tal facto é tão desproporcionado quanto seria o de querer que um asno corresse como um cavalo.

Meridional

Cabelos

√ď vagas de cabelo esparsas longamente,
Que sois o vasto espelho onde eu me vou mirar,
E tendes o cristal dum lago refulgente
E a rude escurid√£o dum largo e negro mar;

Cabelos torrenciais daquela que me enleva,
Deixai-me mergulhar as mãos e os braços nus
No b√°ratro febril da vossa grande treva,
Que tem cintila√ß√Ķes e meigos c√©us de luz.

Deixai-me navegar, morosamente, a remos,
Quando ele estiver brando e livre de tuf√Ķes,
E, ao plácido luar, ó vagas, marulhemos
E enchamos de harmonia as amplas solid√Ķes.

Deixai-me naufragar no cimo dos cachopos
Ocultos nesse abismo eb√Ęnico e t√£o bom
Como um licor renano a fermentar nos copos,
Abismo que se espraia em rendas de Alençon!

E, ó mágica mulher, ó minha Inigualável,
Que tens o imenso bem de ter cabelos tais,
E os pisas desdenhosa, altiva, imperturb√°vel,
Entre o rumor banal dos hinos triunfais;

Consente que eu aspire esse perfume raro,
Que exalas da cabeça erguida com fulgor,
Perfume que estonteia um milion√°rio avaro
E faz morrer de febre um louco sonhador.

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As Atitudes Mentais s√£o mais Importantes que a Capacidade Mental

Tudo, na sua vida, depende da sua atitude. A felicidade n√£o depende de coisas √† sua volta, mas da sua atitude. √Č uma lei que importa recordar. As nossas atitudes controlam as nossas vidas. S√£o uma for√ßa secreta a labutar vinte e quatro horas por dia, para o bem ou para o mal. √Č importante sabermos como domesticar e controlar essa grande for√ßa. As atitudes mentais s√£o mais importantes que a capacidade mental. As atitudes afectam o corpo; criamos um clima dentro de n√≥s e √† nossa volta com as nossas atitudes. Tenha uma atitude agrad√°vel, afectuosa e amistosa.
S√©neca, o s√°bio romano, afirmou: – ¬ęUm homem pode governar o mundo inteiro e continuar infeliz, se n√£o sentir que √© supremamente feliz¬Ľ.
Que beleza existe no mundo em que vive? Ora bem, √© t√£o belo como a sua atitude mental. Resolva ter uma atitude feliz, confiante, en√©rgica, positiva, entusi√°stica. A disposi√ß√£o interior, mais que qualquer outra coisa, pode dar a perspectiva adequada e a faculdade para resolver qualquer situa√ß√£o. Cada pessoa tem uma tend√™ncia para uma atitude construtiva ou negativa. Manter pensamentos positivos requer vigil√Ęncia constante e desenvolvimento do car√°cter atrav√©s do estudo e da experi√™ncia.