Passagens sobre Romanos

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Frases sobre romanos, poemas sobre romanos e outras passagens sobre romanos para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Escravizados ao Além

Acabar com a morte como agonia di√°ria da humanidade √© talvez o maior bem que se pode fazer hoje ao homem. O cristianismo transformou a vida numa cruz, porque lhe p√īs a consci√™ncia da morte √† cabeceira. E crentes e ateus vivem no mesmo terror. Ora a ideia terr√≠fica do fim n√£o √© uma condi√ß√£o fisiol√≥gica, nem mesmo intelectual do homem. Nem os Gregos, nem os Romanos, por exemplo, sentiam a morte com a irrepar√°vel ang√ļstia que nos r√≥i. √Č for√ßoso, pois, que se arranquem as ra√≠zes desta dor, custe o que custar. Escravizados ao al√©m, os nossos dias aqui n√£o podem ter liberdade nem alegria. Qualquer doutrina que nega ao homem o direito de ser pleno na sua f√≠sica dura√ß√£o, √© uma doutrina de castra√ß√£o e de aniquilamento. Ir buscar ao post-mortem as leis que devem limitar a expans√£o abusiva da personalidade, √© o artif√≠cio mais desgra√ßado que se podia inventar. Pregue-se e exija-se do indiv√≠duo medida e disciplina, mas que nas√ßam da sua pr√≥pria harmonia. Institua-se uma √©tica com ra√≠zes no mesmo ch√£o onde o homem caminha.

Duas Espécies de Génio

H√° duas esp√©cies de g√©nio: um que, antes de mais, fecunda e quer fecundar outros, e outro que prefere ser fecundado e parir. E da mesma maneira h√° entre os povos geniais aqueles a quem coube o problema feminino da gravidez e a miss√£o secreta de formar, amadurecer e aperfei√ßoar – os gregos, por exemplo, foram um povo desta esp√©cie, assim como os franceses – ; e outros que t√™m de fecundar e ser a causa de novas ordens de vida, – como os judeus, os romanos e talvez, perguntando-se com toda a mod√©stia, os alem√£es? – povos atormentados e extasiados com febres desconhecidas e irresistivelmente impelidos para fora de si pr√≥prios, apaixonados e √°vidos de ra√ßas estranhas (aqueles que se ¬ędeixam fecundar¬Ľ -) e, com tudo isso, √°vidos de dom√≠nio, como tudo o que se sabe cheio de for√ßa geradora e, por conseguinte, escolhido ¬ępela gra√ßa de Deus¬Ľ. Estas duas esp√©cies procuram-se como o homem e a mulher; mas tamb√©m se d√£o mal mutuamente, – como o homem e a mulher.

Como errado √© citar os romanos em cada turno. Para qualquer compara√ß√£o ser v√°lida, seria necess√°rio ter uma cidade com condi√ß√Ķes como a deles, e depois para govern√°-la de acordo com o seu exemplo.

Aníbal predisse-o, acreditemos nesse grande homem: Nunca se vencerão os Romanos senão dentro de Roma.

Se Fosse Alguma Coisa, N√£o Poderia Imaginar

Monotonizar a exist√™ncia, para que ela n√£o seja mon√≥tona. Tornar an√≥dino o quotidiano, para que a mais pequena coisa seja uma distrac√ß√£o. No meio do meu trabalho de todos os dias, ba√ßo, igual e in√ļtil, surgem-me vis√Ķes de fuga, vest√≠gios sonhados de ilhas long√≠nquas, festas em √°leas de parques de outras eras, outras paisagens, outros sentimentos, outro eu.
Mas reconheço, entre dois lançamentos, que se tivesse tudo isso, nada disso seria meu.

Mais vale, na verdade, o patrão Vasques que os Reis do Sonho; mais vale, na verdade, o escritório da Rua dos Douradores do que as grandes áleas dos parques impossíveis. Tendo o patrão Vasques, posso gozar a visão interior das paisagens que não existem. Mas se tivesse os Reis do Sonho, que me ficaria para sonhar? Se tivesse as paisagens impossíveis, que me restaria de possível ?
(…) Posso imaginar-me tudo, porque n√£o sou nada. Se fosse alguma coisa, n√£o poderia imaginar. O ajudante de guarda-livros pode sonhar-se imperador romano; o Rei de Inglaterra n√£o o pode fazer, porque o Rei de Inglaterra est√° privado de o ser, em sonhos, outro rei que n√£o o rei que √©. A sua realidade n√£o o deixa sentir.

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Onde Começa a Felicidade

¬ęAurea mediocritas¬Ľ – dizia Hor√°cio, um dos poetas latinos que faz a base da nossa civiliza√ß√£o. As palavras com o tempo corrompem-se, alteram-se, adulteram-se. ¬ęMediocritas¬Ľ em portugu√™s deu mediocridade, tal como ¬ęparvus¬Ľ deu parvo, ao contr√°rio do castelhano em que apenas significa pequeno, ou ¬ęsinistra¬Ľ em italiano quer apenas dizer esquerda.

A ¬ęAurea mediocritas¬Ľ que cantava Hor√°cio era a doce e suave mediania entre as emo√ß√Ķes, um equil√≠brio quase buc√≥lico na vida a ter e nos neg√≥cios a ter na vida. N√£o, Hor√°cio, romano educado, n√£o era adepto dos desportos radicais.
Equil√≠brio entre o qu√™? Distorcendo Hor√°cio, a dois mil anos de dist√Ęncia, podemos dizer, talvez, equil√≠brio entre o sonho e a realidade. A felicidade n√£o pode ser s√≥ o que h√°, sen√£o apodrecemos, mas tamb√©m n√£o pode ser s√≥ o que desejamos, sen√£o ficamos com uma neurose de tanto ansiar pelo que h√°-de vir.

O resto √© com cada qual. Alguns gostam da felicidade bovina de n√£o pensar muito, outros gostam de estar sozinhos no deserto, outros ficam felizes com a desgra√ßa alheia. Estes tr√™s exemplos s√£o, c√° para mim, desgra√ßados, mas o que sei eu dos outros? √Č por n√£o saber nada dos outros que escrevo hist√≥rias sobre os outros.

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O Dinheiro Financia as Circunst√Ęncias

J√° dizia o fil√≥sofo: eu sou eu e as minhas circunst√Ęncias. Muito bem dito. Pois √© o dinheiro que te permite financiar as tuas circunst√Ęncias; se falta o dinheiro, ficas sozinho com o teu vazio, mero inv√≥lucro sem circunst√Ęncia que valha um tost√£o furado: abandona-te essa m√£o oportuna que te daria uma palmada nas costas para cuspires o fiapo de frango meio mastigado que nesse momento te entope a glote n√£o, n√£o o digo por ti, Liliana, como podes pensar uma coisas dessas, estou a falar em termos gerais, bem sei que tu nunca me abandonarias); se tens dinheiro, pelo contr√°rio, podes comprar companhia, um enfermeiro, uma enfermeira. Podes pagar a uma pedicura que te corte as unhas dos p√©s ‚ÄĒ uma tarefa que se te torna cada vez mais esgotante ‚ÄĒ e as lime para que n√£o se dobrem e se cravem na carne, uma profissional h√°bil e cuidadosa que te extraia os calos e te desinfete essas perigosas feridas na planta do p√© que a hiperglicemia amea√ßa tornar cr√≥nicas e que, se perdurarem e alastrarem, podem gangrenar e obrigar √† amputa√ß√£o do membro; tendo dinheiro, podes dar-te ao luxo de contratar um massagista, um cabeleireiro que te corte o cabelo e te barbeie na cama,

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A Paisagem Faz a Raça

A paisagem faz a ra√ßa. A Holanda √© uma terra pac√≠fica e serena, porque a sua paisagem √© larga, plana e abundante. A paisagem que fez o grego, era o mar, reluzente e infinito, o c√©u, sereno, transparente, doce, e destacando-se sob aquela imobilidade azul, um templo branco, puro, augusto, r√≠tmico, entre a sombra que faz um grupo de oliveiras. A paisagem do romano √© toda jur√≠dica: as terras √°speras, a perder de vista, separadas por marcos de tijolo; uma grande charrua puxada por b√ļfalos, vai passando entre os trigos; uma larga estrada lajeada, eterna, sobre a qual rolam as duas altas rodas maci√ßas dum carro sabino; uma casa coberta de vinha branqueja ao longe, na plan√≠cie. N√£o importa a cor do c√©u: o romano n√£o olha para o c√©u. A ra√ßa anglo-sax√≥nica tira a sua tenebrosa mitologia, o seu esp√≠rito inquieto, da sua paisagem escura, acidentada, desolada e rom√Ęntica. √Č o estreito e √°rido aspecto do vale de Jerusal√©m que fez o judeu.

Ignorado Ficasse O Meu Destino

Ignorado ficasse o meu destino
Entre pálios (e a ponte sempre à vista),
E anel concluso a chispas de ametista
A frase falha do meu p√≥stumo hino…

Florescesse em meu glabro desatino
O himeneu das escadas da conquista
Cuja preguiça, arrecadada, dista
Almas do meu impulso cristalino…

Meus ócios ricos assim fossem, vilas
Pelo campo romano, e a toga traça
No meu soslaio an√īnimas (desgra√ßa

A vida) curvas sob m√£os intranq√ľilas…
E tudo sem Cleópatra teria
Findado perto de onde raia o dia…

A Portugal

Esta é a ditosa pátria minha amada. Não.
Nem é ditosa, porque o não merece.
Nem minha amada, porque é só madrasta.
Nem pátria minha, porque eu não mereço
A pouca sorte de nascido nela.

Nada me prende ou liga a uma baixeza tanta
quanto esse arroto de passadas glórias.
Amigos meus mais caros tenho nela,
saudosamente nela, mas amigos s√£o
por serem meus amigos, e mais nada.

Torpe dejecto de romano império;
babugem de invas√Ķes; salsugem porca
de esgoto atl√Ęntico; irris√≥ria face
de lama, de cobiça, e de vileza,
de mesquinhez, de fatua ignor√Ęncia;
terra de escravos, cu pró ar ouvindo
ranger no nevoeiro a nau do Encoberto;
terra de funcion√°rios e de prostitutas,
devotos todos do milagre, castos
nas horas vagas de doença oculta;
terra de heróis a peso de ouro e sangue,
e santos com balc√£o de secos e molhados
no fundo da virtude; terra triste
à luz do sol calada, arrebicada, pulha,
cheia de af√°veis para os estrangeiros
que deixam moedas e transportam pulgas,
oh pulgas lusitanas, pela Europa;

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O Maior Triunfo do Homem

O maior triunfo do homem é quando se convence de que o ridículo é uma coisa sua que existe só para os outros, e, mesmo, sempre que outros queiram. Ele então deixa de importar-se com o ridículo, que, como não está em si, ele não pode matar.

Três coisas tem o homem superior que ensinar-se a esquecer para que possa gozar no perfeito silêncio a sua superioridade Рo ridículo, o trabalho e a dedicação.
Como não se dedica a ninguém, também nada exige da dedicação alheia. Sóbrio, casto, frugal, tocando o menos possível na vida, tanto para não se incomodar como para não aproximar as coisas de mais, a ponto de destruir nelas a capacidade de serem sonhadas, ele isola-se por conveniência do orgulho e da desilusão. Aprende a sentir tudo sem o sentir directamente; porque sentir directamente é submeter-se Рsubmeter-se à acção da coisa sentida.

Vive nas dores e nas alegrias alheias, Whitman ol√≠mpico, Proteu da compreens√£o, sem partilhar de viv√™-las realmente. Pode, a seu talante, embarcar ou ficar nas partidas de navios e pode ficar e embarcar ao mesmo tempo, porque n√£o embarca nem fica. Esteve com todos em todas as sensa√ß√Ķes de todas as horas da sua vida.

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Entre os pobres mais abandonados e maltratados est√° a nossa oprimida e devastada Terra, que ¬ęgeme e sofre as dores do parto¬Ľ (Carta aos Romanos 8:22). Esquecemo-nos de que n√≥s pr√≥prios somos Terra (cf. G√©nesis 2:7). O nosso pr√≥prio corpo √© constitu√≠do pelos elementos do planeta, √© o seu ar que nos permite respirar e a sua √°gua vivifica-nos e restaura-nos.

Mensagem РMar Português

MAR PORTUGUÊS

Possessio Maris

I. O Infante

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, j√° n√£o separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!

II. Horizonte

√ď mar anterior a n√≥s, teus medos
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a cerração,
As tormentas passadas e o mistério,
Abria em flor o Longe, e o Sul sidério
’Splendia sobre as naus da iniciação.

Linha severa da long√≠nqua costa ‚ÄĒ
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
Em √°rvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, h√° aves,

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Deus morreu. N√£o digas que isso √© absurdo e inintelig√≠vel, s√≥ porque as seitas religiosas enxameiam hoje o mundo. Porque √© quando uma doen√ßa √© incur√°vel que h√° mais abund√Ęncia de rem√©dios para a curar. Como a prolifera√ß√£o de religi√Ķes no fim do imp√©rio romano era o sinal de que a religi√£o de Roma estava a acabar.

Os Feitos Simples s√£o os Mais Elogiados e Lembrados

Duas pátrias produziram dois heróis: de Tebas saiu Hércules; de Roma saiu Catão. Foi Hércules aplauso da orbe, foi Catão enfado de Roma. A um admiraram todos, ao outro esquivaram-se os romanos. Não admite controvérsia a vantagem que levou Catão a Hércules, pois o excedeu em prudência; mas ganhou Hércules a Catão em fama. Mais de árduo e primoroso teve o assunto de Catão, pois se empenhou em sujeitar os monstros dos costumes, e Hércules os da natureza; mas teve mais de famoso o do tebano. A diferença consistiu em que Hércules empreendeu façanhas plausíveis e Catão odiosas. A plausibilidade do cargo levou a glória de Alcides (nome anterior de Hércules) aos confins do mundo, e passará ainda além deles caso se alarguem. O desaprezível do cargo circunscreveu Catão ao interior das muralhas de Roma.
Com tudo isto, preferem alguns, e não os menos judiciosos, o assunto primoroso ao mais plausível, e pode mais com eles a admiração de poucos que o aplauso de muitos, sendo vulgares. Os milagres de ignorantes apelam aos empenhos plausíveis. O árduo, o primoroso de um superior assunto poucos o percebem, embora eminentes, sendo assim raros os que nele acreditam. A facilidade do plausível permite-se a todos,

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Se Queres Ser Feliz Abdica da Inteligência

Os tolos s√£o felizes; eu se fosse casado eliminava os tolos da minha casa. Cada cidad√£o, que me fosse apresentado, n√£o poderia s√™-lo, sem exibir o diploma de s√≥cio da academia real das ci√™ncias. Olha, crian√ßa, decora estas duas verdades que o Balzac n√£o menciona na ¬ęFisiologia do Casamento¬Ľ. Um erudito, ao p√© da tua mulher, fala-lhe na civiliza√ß√£o grega, na decad√™ncia do imp√©rio romano, em economia politica, em direito publico, e at√© em qu√≠mica aplicada ao extracto do esp√≠rito de rosas. Confessa que tudo isto o maior mal que pode fazer √† tua mulher √© adormec√™-la. O tolo n√£o √© assim. Como ignora e desdenha a ci√™ncia, dispara √† queima roupa na tua pobre mulher quantos galanteios importou de Paris, que s√£o originais em Portugal, porque s√£o ditos num idioma que n√£o √© franc√™s nem portugu√™s.

Tua mulher, se tem a infelicidade de não ter em ti um marido doce e meigo, começa a comparar-te com o tolo, que a lisonjeia, e acha que o tolo tem muito juízo. Concedido juízo ao tolo, concede-se-lhe razão; concedida a razão, concede-se-lhe tudo. Ora aí tens porque eu antes queria ao pé de minha mulher o padre José Agostinho de Macedo,

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Gazetilha

Dos LLOYD GEORGES da Babil√īnia
Não reza a história nada.
Dos Briands da Assíria ou do Egito,
Dos Trotskys de qualquer col√īnia
Grega ou romana j√° passada,
O nome é morto, inda que escrito.

Só o parvo dum poeta, ou um louco
Que fazia filosofia,
Ou um ge√īmetra maduro,
Sobrevive a esse tanto pouco
Que est√° l√° para tr√°s no escuro
E nem a história já historia.

√ď grandes homens do Momento!
√ď grandes gl√≥rias a ferver
De quem a obscuridade foge!
Aproveitem sem pensamento!
Tratem da fama e do comer,
Que amanhã é dos loucos de hoje!

Balada do Amor através das Idades

Eu te gosto, você me gosta
desde tempos imemoriais.
Eu era grego, você troiana,
troiana mas n√£o Helena.
Saí do cavalo de pau
para matar seu irm√£o.
Matei, brig√°mos, morremos.

Virei soldado romano,
perseguidor de crist√£os.
Na porta da catacumba
encontrei-te novamente.
Mas quando vi você nua
caída na areia do circo
e o le√£o que vinha vindo,
dei um pulo desesperado
e o leão comeu nós dois.

Depois fui pirata mouro,
flagelo da Tripolit√Ęnia.
Toquei fogo na fragata
onde você se escondia
da f√ļria de meu bergantim.
Mas quando ia te pegar
e te fazer minha escrava,
você fez o sinal-da-cruz
e rasgou o peito a punhal…
Me suicidei também.

Depois (tempos mais amenos)
fui cortes√£o de Versailles,
espirituoso e devasso.
Voc√™ cismou de ser freira…
Pulei muro de convento
mas complica√ß√Ķes pol√≠ticas
nos levaram à guilhotina.

Hoje sou moço moderno,
remo, pulo, danço, boxo,
tenho dinheiro no banco.
Você é uma loura notável,
boxa, dança, pula, rema.

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