Cita√ß√Ķes sobre Seguros

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Frases sobre seguros, poemas sobre seguros e outras cita√ß√Ķes sobre seguros para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Certa pessoa, dizendo que um trip√© n√£o cai facilmente, iniciou um empreendimento apoiando-se em tr√™s coisas que considerava seguras, mas acabou fracassando. Quem se alicer√ßa na Imagem Verdadeira, que √© absoluta, tem total seguran√ßa; mas quem se ap√≥ia em coisas fenom√™nicas n√£o tem seguran√ßa, mesmo que essas coisas em que ele se ap√≥ia pare√ßam constituir um ‚Äėtrip√©‚Äô seguro.

F√°brica

Oh, a poesia de tudo o que é geométrico
e perfeito,
a beleza nova dos maquinismos,
a força secreta das peças
sob o contacto liso e frio dos metais,
a segura confiança

do saber-se que é assim e assim exactamente,
sem lugar a enganos,
tudo matemático e harmónico,
sem nenhum imprevisto, sem nenhuma aventura,
como na cabeça do engenheiro.
Os oper√°rios t√™m nos m√ļsculos, de cor,
os movimentos dia a dia repetidos:

é como se fossem da sua natureza,
longe de toda a vontade e de todo o pensamento;

como se os metais fossem carne do corpo
e as veias se abrissem
àquela vida estranha, dura, implacável
das m√°quinas.

Os motores de tantos mil cavalos
alinhados e seguros de si,
seguros do seu poder;

as articula√ß√Ķes subtis das bielas,
o enlace justo das engrenagens:
a f√°brica, todo um imenso corpo de movimentos
concordantes, dependentes, necess√°rios.

Ante Tamanhas Mudanças

Antre tamanhas mudanças,
que cousa terei segura?
Duvidosas esperanças,
t√£o certa desaventura…

Venham estes desenganos
do meu longo engano, e v√£o,
que j√° o tempo e os anos
outros cuidados me d√£o.
Já não sou para mudanças,
mais quero √ľa dor segura;
vá crê-las vãs esperanças
quem n√£o sabe o qu’aventura!

Supremo Anseio

Esta profunda e intérmina esperança
Na qual eu tenho o espírito seguro,
A tão profunda imensidade avança
Como é profunda a idéia do futuro.

Abre-se em mim esse clar√£o, mais puro
Que o céu preclaro em matinal bonança:
Esse clar√£o, em que eu melhor fulguro,
Em que esta vida uma outra vida alcança.

Sim! Inda espero que no fim da estrada
Desta exist√™ncia de ilus√Ķes cravada
Eu veja sempre refulgir bem perto

Esse clar√£o esplendoroso e louro
Do amor de m√£e — que √© como um fruto de ouro,
Da alma de um filho no eternal deserto.

Soneto XXV

Do bravo mar onde às voltas ando
Ora temendo as ondas, ora o vento,
Na esperança maior de salvamento,
A minha barca vai à costa dando.

Pus os olhos na costa, imaginando
Achar remanso de pirigo isento,
Vendo, porém, frustrado o pensamento,
Louvo o mar j√° demais seguro e brando.

Ai fementido amor, amor tirano,
Que onde minha esperança tinha posta
Me trouxeste a fazer naufr√°gio amargo.

Porém ainda comigo foste humano,
Que mais quero perder-me dando à costa,
Que andar com mil temores em mar largo.

Gosto Relevante

Toda a boa capacidade é difícil de contentar. Há cultura do gosto, assim como do engenho. Relevantes ambos, são irmãos de um mesmo ventre, filhos da capacidade, herdados por igual na excelência. Engenho sublime nunca criou gosto rasteiro.
H√° perfei√ß√Ķes como s√≥is e h√° perfei√ß√Ķes como luzes. Galanteia a √°guia o sol, perde-se nele a mariposa pela luz de uma candeia e toma-se a altura a uma torrente pela eleva√ß√£o do gosto. T√™-lo bom √© j√° algo, t√™-lo relevante muito √©. Ligam-se os gostos √† comunica√ß√£o, e s√≥ por sorte se avista quem o tenha superlativo.
Têm muitos por felicidade (de empréstimo será) gozar do que lhes apetece, condenando a infelizes todos os demais; mas desforram-se estes com as mesmas linhas, assim se podendo ver uma metade do mundo rindo-se da outra, com maior ou menor necessidade.
√Č qualidade um gosto cr√≠tico, um paladar dif√≠cil de satisfazer; os mais valentes objectos temem-no e as mais seguras perfei√ß√Ķes receiam-no. √Č a avalia√ß√£o precios√≠ssima, e regate√°-la √© pr√≥prio de discretos; toda a escassez em moeda de aplauso √© fidalga e, ao contr√°rio, os desperd√≠cios de estima merecem castigo de desprezo.
A admira√ß√£o √© vulgarmente um manifesto da ignor√Ęncia;

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Um verdadeiro amigo encoraja-nos, consola-nos, e apoia-nos como uma grande poltrona, oferecendo-nos um ref√ļgio seguro do mundo.

Mãe que Levei à Terra

Mãe que levei à terra
como me trouxeste no ventre,
que farei destas tuas artérias?
Que medula, placenta,
que l√°grimas unem aos teus
estes ossos? Em que difere
a minha da tua carne?

Mãe que levei à terra
como me acompanhaste à escola,
o que herdei de ti
além de móveis, pó, detritos
da tua e outras casas extintas?
Porque guardavas
o sopro de teus avós?

Mãe que levei à terra
como me trouxeste no ventre,
vejo os teus retratos,
seguro nos teus dezanove anos,
eu n√£o existia, meu Pai j√° te amava.
Que fizeste do teu sangue,
como foi possível, onde estás?

A Sede de Explica√ß√Ķes

T√£o irredut√≠vel quanto a necessidade de crer, a necessidade de explica√ß√Ķes acompanha o homem desde o ber√ßo at√© ao t√ļmulo. Ela contribuiu para criar os seus deuses e diariamente determina a g√©nese de numerosas opini√Ķes. Essa necessidade intensa facilmente se satisfaz. As respostas mais rudimentares s√£o suficientes. A facilidade com que √© contentada foi a origem de grande n√ļmero de erros. Sempre √°vido de certezas definitivas, o esp√≠rito humano guarda muito tempo as opini√Ķes falsas fundadas na necessidade de explica√ß√Ķes e considera como inimigos do seu repouso aqueles que as combatem.
O principal inconveniente das opini√Ķes baseadas em explica√ß√Ķes err√≥neas √© que, admitindo-as como definitivas, o homem n√£o procura outras. Supor que se conhece a raz√£o das coisas √© um meio seguro de n√£o a descobrir. A ignor√Ęncia da nossa ignor√Ęncia tem retardado de longos s√©culos os progressos das ci√™ncias e ainda, ali√°s, os restringe. A sede de explica√ß√Ķes √© tal que sempre foi achada alguma para os fen√≥menos menos compreens√≠veis. O esp√≠rito tem mais satisfa√ß√£o em admitir que J√ļpiter lan√ßa o raio do que em se confessar ignorante em rela√ß√£o √†s causas que o fazem rebentar. Para n√£o confessar a sua ignor√Ęncia em certos assuntos, a pr√≥pria ci√™ncia muitas vezes se contenta com explica√ß√Ķes an√°logas.

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XXXIX

Breves horas, Amor, h√°, que eu gozava
A glória, que minha alma apetecia;
E sem desconfiar da aleivosia,
Teu lisonjeiro obséquio acreditava.

Eu só à minha dita me igualava;
Pois assim avultava, assim crescia,
Que nas cenas, que ent√£o me oferecia,
O maior gosto, o maior bem lograva;

Fugiu, faltou-me o bem: j√° descomposta
Da vaidade a brilhante arquitetura,
Vê-se a ruína ao desengano exposta:

Que ligeira acabou, que mal segura!
Mas que venho a estranhar, se estava posta
Minha esperança em mãos da formosura!

Trazer a Paix√£o de Volta

Se te encontras numa rela√ß√£o, e parto do princ√≠pio que se l√° est√°s √© porque ainda a queres, a √ļnica via para trazeres a paix√£o de volta ao seio do vosso quotidiano passa por romp√™-lo. Sim, acabar com os h√°bitos, com as rotinas doentias e enfadonhas e com tudo aquilo que est√°, deem conta ou n√£o, a acabar convosco e a consumir-vos lentamente. Daqui a pouco, se √© que j√° n√£o se encontram nesse estado, j√° nem podem olhar um para o outro, ouvir-se, cheirar-se e muito menos tocar-se e, por incr√≠vel que pare√ßa, nada disto significa que o amor tenha desaparecido. O que se escafedeu foi mesmo a paix√£o, a ponte que passa por cima de todas as diferen√ßas, conflitos e afins. Uma noite de sexo ou uma conchinha ao dormir, por exemplo, conseguem salvar a turbul√™ncia de uma semana inteira. √Č a magia dos sentidos.

Portanto, e retomando a nossa conversa, se queres despertar novamente o fogo entre ti e a pessoa com quem estás, não esperes mais pelo trágico e anunciado fim nem por uma eventual iniciativa que o outro possa tomar, agarra tu nas rédeas da tua vida e convida a pessoa para um jantar ou um outro programa qualquer num lugar diferente,

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Quem viu um olhar seguro, um gesto brando,
Uma suave e angélica excelência,
Que em si est√° sempre as almas transformando,
Que tivesse contra ela resistência?

Amar Demais

A alegria genuína de duas crianças que brincam. Tão grande que nem o pensamento a inibe. E a alegria genuína de dois adultos que amam. Tão grande que nem o medo a inibe. Só o que é grande demais não encolhe. Só amar é tão grande como o que não acaba. As crianças brincam e saltam e gritam. E tudo aquilo Рo brincar, o saltar, o gritar Рvale por tudo o que é: tudo aquilo é tudo o que é. Sem que pensem no que vem depois, sem que pensem que tudo Рsobretudo aquilo que agora as conquista e as arrebata Рvai acabar. Só o que é curto demais, tão curto que parece sempre de menos, é eterno. Só o que acaba cedo demais é eterno. E amar-te, meu amor, é sempre cedo demais. E depois, quando acaba, é sempre tarde demais. Amar-te, meu amor, é sempre demais. Só o que não conseguimos segurar nos segura.

Entendimento L√ļcido do Futuro

Uma diferen√ßa caracter√≠stica e muito frequente na vida di√°ria entre as cabe√ßas comuns e as sensatas √© que as primeiras, na sua pondera√ß√£o e avalia√ß√£o sobre poss√≠veis perigos, querem saber e levam em conta apenas o que de semelhante j√° ter√° acontecido. As outras, pelo contr√°rio, ponderam o que possivelmente poderia acontecer. √Č como se tivessem em mente o prov√©rbio espanhol: ¬ęO que n√£o acontece num ano, acontece num instante¬Ľ. Decerto, a diferen√ßa em quest√£o √© natural, pois, para abarcar com a vista aquilo que pode acontecer, √© preciso entendimento; j√° para ver aquilo que aconteceu, s√£o suficientes os sentidos.
A nossa m√°xima, ent√£o, √©: sacrifica-te aos dem√≥nios malignos. Por outras palavras, n√£o se deve temer uma certa perda de esfor√ßo, tempo, desconforto, transtorno, dinheiro ou priva√ß√£o, para fechar as portas √† possibilidade de uma desgra√ßa. E quanto maior a desgra√ßa, tanto menor, mais remota e improv√°vel a sua possibilidade. O exemplo mais claro desta regra √© o pr√©mio do seguro. Ele √© um sacrif√≠cio p√ļblico oferecido por todos no altar dos dem√≥nios malignos.

A Mulher Mais Bonita do Mundo

est√°s t√£o bonita hoje. quando digo que nasceram
flores novas na terra do jardim, quero dizer
que est√°s bonita.

entro na casa, entro no quarto, abro o arm√°rio,
abro uma gaveta, abro uma caixa onde est√° o teu fio
de ouro.

entre os dedos, seguro o teu fino fio de ouro, como
se tocasse a pele do teu pescoço.

há o céu, a casa, o quarto, e tu estás dentro de mim.

est√°s t√£o bonita hoje.

os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os l√°bios.

est√°s dentro de algo que est√° dentro de todas as
coisas, a minha voz nomeia-te para descrever
a beleza.

os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os l√°bios.

de encontro ao silêncio, dentro do mundo,
estás tão bonita é aquilo que quero dizer.

Morte, Juízo, Inferno e Paraíso

Em que estado, meu bem, por ti me vejo,
Em que estado infeliz, penoso e duro!
Delido o coração de um fogo impuro,
Meus pesados grilh√Ķes adoro e beijo.

Quando te logro mais, mais te desejo;
Quando te encontro mais, mais te procuro;
Quando mo juras mais, menos seguro
Julgo esse doce amor, que adorna o pejo.

Assim passo, assim vivo, assim meus fados
Me desarreigam d’alma a paz e o riso,
Sendo só meu sustento os meus cuidados;

E, de todo apagada a luz do siso,
Esquecem-me (ai de mim!) por teus agrados
Morte, Juízo, Inferno e Paraíso.

Ah! Imiga Cruel, Que Apartamento

Ah! imiga cruel, que apartamento
é este que fazeis da pátria terra?
Quem do paterno ninho vos desterra,
glória dos olhos, bem do pensamento?

Is tentar da fortuna o movimento
e dos ventos cruéis a dura guerra?
Ver brenhas d’√°gua, e o mar feito em serra,
levantado de um vento e d’outro vento?

Mas j√° que vos partis, sem vos partirdes,
para convosco o Céu tanta ventura,
que seja mor que aquela que esperardes.

E só nesta verdade ide segura:
que ficam mais saudades com partirdes,
do que breves desejos de chegardes.

O místico é aquele que descobre que não pode deixar de caminhar. Seguro daquilo que lhe falta, percebe que cada lugar por onde passa é ainda provisório e que a demanda continua. Não pode ser só isto. E essa espécie de excesso que é o seu desejo, fá-lo exceder, atravessar e perder os lugares.