Passagens sobre Simples

658 resultados
Frases sobre simples, poemas sobre simples e outras passagens sobre simples para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A lealdade √© hoje uma virtude qye ningu√©m respeita profundamente. √Č demasiado irracional para se poder louvar. Ser leal √© ser incondicional. √Č ir contra a raz√£o, contra a justi√ßa, contra a utilidade, das pessoas e das coisas. A lealdade √© insens√≠vel. Ser leal √© ajudar o amigo milion√°rio a roubar uma moeda de 10 escudos do bolso de um pobre. A lealdade pode ser muito feia. √Č por isso que √© t√£o bonita. √Č muito simples. A lealdade √© uma decis√£o que a alma j√° tomou.

À Cama e à Mesa

Muitas coisas que √† mesa revelam mau gosto s√£o na cama um bom condimento. E vice-versa. A maior parte das uni√Ķes s√£o assim infelizes pela simples raz√£o de n√£o se proceder a esta separa√ß√£o entre cama e mesa.

A Inutilidade do Viajar

Que utilidade pode ter, para quem quer que seja, o simples facto de viajar? N√£o √© isso que modera os prazeres, que refreia os desejos, que reprime a ira, que quebra os excessos das paix√Ķes er√≥ticas, que, em suma, arranca os males que povoam a alma. N√£o faculta o discernimento nem dissipa o erro, apenas det√©m a aten√ß√£o momentaneamente pelo atractivo da novidade, como a uma crian√ßa que pasma perante algo que nunca viu! Al√©m disso, o cont√≠nuo movimento de um lado para o outro acentua a instabilidade (j√° de si consider√°vel!) do esp√≠rito, tornando-o ainda mais inconstante e incapaz de se fixar. Os viajantes abandonam ainda com mais vontade os lugares que tanto desejavam visitar; atravessam-nos voando como aves, v√£o-se ainda mais depressa do que vieram. Viajar d√°-nos a conhecer novas gentes, mostra-nos forma√ß√Ķes montanhosas desconhecidas, plan√≠cies habitualmente n√£o visitadas, ou vales irrigados por nascentes inesgot√°veis; proporciona-nos a observa√ß√£o de algum rio de caracter√≠sticas invulgares, como o Nilo extravasando com as cheias de Ver√£o, o Tigre, que desaparece √† nossa vista e faz debaixo de terra parte do seu curso, retomando mais longe o seu abundante caudal, ou ainda o Meandro, tema favorito das lucubra√ß√Ķes dos poetas, contorcendo-se em incont√°veis sinuosidades,

Continue lendo…

Ama e Ama-te

Sempre que nos dedicamos com a melhor das inten√ß√Ķes, e incondicionalmente, a algo ou algu√©m fazemo-lo e dizemo-lo com amor. Esta palavra, assim como outras bem semelhantes como ¬ęamo-me¬Ľ ou ¬ęamo-te¬Ľ, deviam andar nas bocas de todo o mundo. Mas n√£o, muitos consideram-na demasiado valiosa, pesada e pr√≥pria para poucas ocasi√Ķes e, ent√£o, raramente a dizem e, creio eu, um dia deixar√£o de diz√™-la. 0 amor √© o tesouro mais importante do mundo, √© a mais alta dimens√£o do homem e a maior equa√ß√£o entre alma, o corpo e a mente, no entanto, √© t√£o simples encontra-lo como ver sair √°gua cristalina de uma torneira aberta. √Č de todos e para todos, como tal, n√£o se compreende tamanha resist√™ncia √† sua utiliza√ß√£o. Tudo o que amamos e todos os que amamos, onde devemos estar inclu√≠dos, devem estar ao corrente do nosso amor, n√£o uma, n√£o duas nem tr√™s vezes, mas sempre que o sentirmos. Quanto mais verbalizarmos o amor, mais espa√ßo encontramos em n√≥s para amar. Ama e ama-te. D√° voz ao que sentes.

Sim, a partir do momento em que se conhece o porquê, tudo se torna mais fácil, uma simples questão de magia.

O Amor Encontra-se nas Coisas Simples

√Č mais f√°cil programar supercomputadores, gerir grandes empresas, cumprir elevadas metas profissionais, do que construir rela√ß√Ķes saud√°veis regadas com um sublime amor. Houve brilhantes intelectuais que quiseram conquistar o amor com a sua cultura, mas ele disse: ¬ęEncontro-me nas coisas simples e an√≥nimas!¬Ľ Houve milion√°rios que quiseram compr√°-lo com dinheiro, mas ele declarou: ¬ęN√£o estou √† venda!¬Ľ Alguns generais quiseram domin√°-lo com armas, mas ele afirmou: ¬ęS√≥ flores√ßo no terreno da espontaneidade!¬Ľ Os pol√≠ticos tentaram seduzi-lo com o seu poder, mas o amor bradou: ¬ęO poder asfixia-me.¬Ľ Houve pessoas c√©lebres que quiseram envolv√™-lo com a fama, mas ele sem hesitar comentou: ¬ęA fama nunca me poder√° seduzir.¬Ľ

O Declínio da Natalidade

A mudan√ßa de rela√ß√Ķes entre pais e filhos √© um exemplo t√≠pico da expans√£o geral da democracia. Os pais j√° n√£o est√£o muito seguros dos seus direitos sobre os filhos, os filhos j√° n√£o sentem que devem respeito aos pais. A virtude da obedi√™ncia, que era outrora exigida sem discuss√£o, passou de moda e com certa raz√£o.
A psican√°lise aterrorizou os pais cultos com o medo de causarem, sem querer, mal aos filhos. Se os beijam, podem provocar o complexo de √Čdipo; se n√£o os beijam, podem provocar crises de ci√ļmes. Se os repreeendem em qualquer coisa, podem fazer nascer neles o sentimento do pecado; se n√£o o fazem, os filhos adquirem h√°bitos que os pais consideram indesej√°veis. Quando v√™em as crian√ßas a chupar no polegar, tiram disso toda a esp√©cie de conclus√Ķes terr√≠veis, mas n√£o sabem o que fazer para o evitar. O uso dos direitos dos pais que era antigamente uma manifesta√ß√£o triunfante da autoridade, tornou-se t√≠mido, receoso e cheio de escr√ļpulos.

Perderam-se as antigas alegrias simples e isto é tanto mais grave quanto é certo que, devido à nova liberdade das mulheres solteiras, a mãe tem de fazer muito mais sacrifícios do que antigamente ao optar pela maternidade.

Continue lendo…

O Ente Exterior Não é o Real

0 corpo humano é talvez uma simples aparência, escondendo a nossa realidade, e condensando-se sobre a nossa luz ou sobre a nossa sombra. A realidade é a alma. A bem dizer, o rosto é uma máscara. 0 verdadeiro homem é o que está debaixo do homem. Mais de uma surpresa haveria se pudesse vê-lo agachado e escondido debaixo da ilusão que se chama carne. 0 erro comum é ver no ente exterior um ente real.

N√≥s, os homens, que nos julgamos intelig√™ncias de gravata, somos ridiculamente arrogantes da nossa superioridade. Imaginamo-nos criaturas privilegiadas com dois sentidos mais que o homem simples, sincero como a natureza o produziu, e n√ļ dos enfeites da arte, que formam uma segunda natureza, com a qual falseamos todas as propens√Ķes ing√©nuas da primeira. √Č bem tola a nossa soberba!

Destino sem Medo

O homem que acha que os segredos do mundo são para sempre insondáveis vive no mistério e no medo. A superstição arrasta-o para o abismo. A chuva acabará por esfarelar os feitos da sua existência. Mas do homem que atribui a si mesmo a tarefa de isolar da trama do cosmos o fio da ordem podemos dizer que, com essa simples decisão, tomou as rédeas do mundo nas suas mãos e só dessa forma conseguirá ditar os termos do seu próprio destino.

O Conflito entre o Conhecimento e a Fé

Durante o √ļltimo s√©culo, e parte do s√©culo anterior, era largamente aceite a exist√™ncia de um conflito irreconcili√°vel entre o conhecimento e a f√©. Entre as mentes mais avan√ßadas prevaleceu a opini√£o de que estava na altura de a f√© ser substitu√≠da gradualmente pelo conhecimento; a f√© que n√£o assentasse no conhecimento era supersti√ß√£o e como tal deveria ser reprimida (…)
O ponto fraco desta concep√ß√£o √©, contudo, o de que aquelas convic√ß√Ķes que s√£o necess√°rias e determinantes para a nossa conduta e julgamentos n√£o se encontram unicamente ao longo deste s√≥lido percurso cient√≠fico. Porque o m√©todo cient√≠fico apenas pode ensinar-nos como os factos se relacionam, e s√£o condicionados, uns com os outros. A aspira√ß√£o a semelhante conhecimento objectivo pertence ao que de mais elevado o homem √© capaz, e ningu√©m suspeitar√° certamente de que desejo minimizar os resultados e os esfor√ßos her√≥icos do homem nesta esfera. Por√©m, √© igualmente claro que o conhecimento do que √© n√£o abre directamente a porta para o que deveria ser. Podemos ter o mais claro e mais completo conhecimento do que √© e, contudo, n√£o ser capazes de deduzir da√≠ qual deveria ser o objectivo das nossas aspira√ß√Ķes humanas. O conhecimento objectivo fornece-nos instrumentos poderosos para a realiza√ß√£o de determinados fins,

Continue lendo…

Apreciação Imparcial

H√° poucos indiv√≠duos a quem √© dado contemplar uma obra de arte como espectadores tranquilos; mas √© dif√≠cil encontrar um que seja capaz ou tenha a vontade, ao mesmo tempo que deixa a obra penetr√°-lo, e escuta as suas impress√Ķes ou as palavras de outro, de permanecer simples observador. Sem se dar conta disso, torna-se cr√≠tico, procurando mostrar a sua for√ßa de ju√≠zo, exercer o seu humor e avaliar a sua pr√≥pria pessoa.
O ing√©nuo f√°-lo inicialmente, √© certo, sem a menor inten√ß√£o mal√©vola; mas mesmo nele, as propriedades naturais do indiv√≠duo n√£o tardam a imp√īr os seus direitos – vaidade e pedantice, desejo de ser superior aos seus pr√≥prios olhos e aos olhos dos outros – de tal modo que depressa estar√° mais decidido a desvelar as fraquezas de uma obra do que a aceitar os seus lados positivos.

Quem ama encontra sempre uma forma de se fazer presente. Sempre. Sempre. O seu sil√™ncio √© vontade de acolher, √© cuidar, √© a entrega simples do que √© mais sublime. √Č amor.

Os Escritores Medíocres

Essas mentes med√≠ocres simplesmente n√£o se conseguem decidir a escrever como pensam, pois acham que depois o resultado poderia adquirir uma apar√™ncia muito simpl√≥ria. […] Desse modo, apresentam o que t√™m a dizer com constru√ß√Ķes for√ßadas e dif√≠ceis, neologismos e per√≠odos extensos, que circundam o pensamento e acabam por o ocultar. Oscilam entre o esfor√ßo de o comunicar e o esfor√ßo de o esconder. Querem guarnecer o texto de modo que ele adquira uma apar√™ncia erudita ou profunda, para que as pessoas pensem que ele cont√©m mais do que se consegue perceber no momento da leitura. Sendo assim, esbo√ßam partes do seu pensamento em express√Ķes curtas, amb√≠guas e paradoxais, que parecem significar muito mais do que dizem; logo voltam a apresentar os seus pensamentos com uma torrente de palavras e uma verbosidade insuport√°vel, como se fossem necess√°rias sabe-se l√° que medidas para tornar compreens√≠vel o seu sentido profundo, enquanto, na verdade, se trata de uma ideia bastante simples, para n√£o dizer at√© trivial.