Cita√ß√Ķes sobre Terrenos

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Frases sobre terrenos, poemas sobre terrenos e outras cita√ß√Ķes sobre terrenos para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A santidade está ligada ao sentido verdadeiro de liberdade, é o desprendimento total das coisas terrenas. Agora, se está preso pelo dinheiro, por uma paixão, pelo desejo de uma mulher, por isto, por aquilo, anda sempre agarrado a esta porcaria que é o campo terreno.

Virtudes Ociosas e Bolorentas

Mais que amor, dinheiro e fama, dai-me a verdade. Sentei-me a uma mesa onde a comida era fina, os vinhos abundantes e o serviço impecável, mas onde faltavam sinceridade e verdade, e com fome me fui embora do inóspito recinto. A hospitalidade era fria como os sorvetes. Pensei que nem havia necessidade de gelo para conservá-los. Gabaram-me a idade do vinho e a fama da safra, mas eu pensava num vinho muito mais velho, mais novo e mais puro, de uma safra mais gloriosa, que eles não tinham e nem sequer podiam comprar.
O estilo, a casa com o terreno em volta e o ¬ęentretenimento¬Ľ n√£o representam nada para mim. Visitei o rei, mas ele deixou-me √† espera no vest√≠bulo, comportando-se como um homem incapaz de hospitalidade. Na minha vizinhan√ßa havia um homem que morava no oco de uma √°rvore e cujas maneiras eram r√©gias. Teria feito bem melhor visitando-o a ele.

As Janelas da Memória

A mem√≥ria humana n√£o √© lida globalmente, como a mem√≥ria dos computadores, mas por √°reas espec√≠ficas a que chamo de janelas. Atrav√©s das janelas vemos, reagimos, interpretamos… Quantas vezes tentamos lembrar-nos de algo que n√£o nos vem √† ideia? Nesse caso, a janela permaneceu fechada ou inacess√≠vel.

A janela da mem√≥ria √©, portanto, um territ√≥rio de leitura num determinado momento existencial. Em cada janela pode haver centenas ou milhares de informa√ß√Ķes e experi√™ncias. O maior desafio de uma mulher, e do ser humano em geral, √© abrir o m√°ximo de janelas em cada situa√ß√£o. Se ela abre diversas janelas, poder√° dar respostas inteligentes. Se as fecha, poder√° dar respostas inseguras, med√≠ocres, est√ļpidas, agressivas. Somos mais instintivos e animalescos quando fechamos as janelas, e mais racionais quando as abrimos.

O mundo dos sentimentos possui as chaves para abrir as janelas. O medo, a tens√£o, a ang√ļstia, o p√Ęnico, a raiva e a inveja podem fech√°-las. A tranquilidade, a serenidade, o prazer e a afetividade podem abri-las. A emo√ß√£o pode fazer os intelectuais reagirem como crian√ßas agressivas e as pessoas simples reagirem como elegantes seres humanos. Sob um foco de tens√£o, como perdas e contrariedades, uma mulher serena pode ficar irreconhec√≠vel.

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O Autofagismo do Meio Urbano

O momento presente √© o momento do autofagismo do meio urbano. O rebentar das cidades sobre campos recobertos de ¬ęmassas informes de res√≠duos urbanos¬Ľ (Lewis Mumford) √©, de um modo imediato, presidido pelos imperativos do consumo. A ditadura do autom√≥vel, produto-piloto da primeira fase da abund√Ęncia mercantil, estabeleceu-se na terra com a prevalesc√™ncia da auto-estrada, que desloca os antigos centos e exige uma dispers√£o cada vez maior. Ao passo que os momentos de reorganiza√ß√£o incompleta do tecido urbano polarizam-se passageiramente em torno das ¬ęf√°bricas de distribui√ß√£o¬Ľ que s√£o os gigantescos supermercados, geralmente edificados em terreno aberto e cercados por um estacionamento; e estes templos de consumo precipitado est√£o, eles pr√≥prios, em fuga num movimento centr√≠fugo, que os repele √† medida que eles se tornam, por sua vez, centros secund√°rios sobrecarregados, porque trouxeram consigo uma recimposi√ß√£o parcial da aglomera√ß√£o. Mas a organiza√ß√£o t√©cnica do consumo n√£o √© outra coisa sen√£o o arqu√©tipo da dissolu√ß√£o geral que conduziu a cidade a consumir-se a si pr√≥pria.
A história económica, que se desenvolveu intensamente em torno da oposição cidade-campo, chegou a um tal grau de sucesso que anula ao mesmo tempo os dois termos. A paralisia actual do desenvolvimento histórico total, em proveito da exclusiva continuação do movimento independente da economia,

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A um Poeta

Tu que dormes, espírito sereno,
Posto à sombra dos cedros seculares,
Como um levita à sombra dos altares,
Longe da luta e do fragor terreno.

Acorda! √Č tempo! O sol, j√° alto e pleno
Afugentou as larvas tumulares…
Para surgir do seio desses mares
Um mundo novo espera s√≥ um aceno…

Escuta! √Č a grande voz das multid√Ķes!
S√£o teus irm√£os, que se erguem! S√£o can√ß√Ķes…
Mas de guerra… e s√£o vozes de rebate!

Ergue-te, pois, soldado do Futuro,
E dos raios de luz do sonho puro,
Sonhador, faze espada de combate!

Um dia a gente aprende a construir todas as nossas estradas no hoje; Porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, E o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Trabalho e Descanso na Justa Medida

A mente n√£o se deve manter sempre na mesma inten√ß√£o ou tens√£o, antes deve dar-se tamb√©m √† divers√£o. S√≥crates n√£o se envergonhava de brincar com as crian√ßas, Cat√£o aliviava com vinho o seu √Ęnimo fatigado dos cuidados p√ļblicos e Cipi√£o dan√ßava com aquele corpo triunfante e militar (…) O nosso esp√≠rito deve relaxar: ficar√° melhor e mais apto ap√≥s um descanso. Tal como n√£o devemos for√ßar um terreno agr√≠cola f√©rtil com uma produtividade ininterrupta que depressa o esgotaria, tamb√©m o esfor√ßo constante esvaziar√° o nosso vigor mental, enquanto um curto per√≠odo de repouso restaurar√° o nosso poder. O esfor√ßo continuado leva a um tipo de torpor mental e letargia. Nem os desejos dos homens devem encaminhar-se t√£o depressa nesta direc√ß√£o se o desporto e o jogo os envolvem numa esp√©cie de prazer natural; embora uma repetida pr√°tica destrua toda a gravidade e for√ßa do nosso esp√≠rito. Afinal, o sono tamb√©m √© essencial para nos restaurar, mas se o prolong√°ssemos constantemente, dia e noite, seria a morte.

Disse eu atr√°s que o saber embara√ßa a criatividade. Na realidade talvez n√£o embarace. Mas ele opera como os sinais de tr√Ęnsito e canalizam a cria√ß√£o para um terreno j√° percorrido.

O Amor na Lama

– Esteban, o homem n√£o poderia fazer grandes obras sem trabalhos pequenos; na maqueta do carpinteiro est√° todo o edif√≠cio do arquiteto, n√£o h√° profiss√Ķes grandes e pequenas: alegro-me que tenhas decidido ficar connosco na carpintaria, mas conv√©m que te lembres disso. N√£o te esque√ßas de que Deus tamb√©m se senta numa cadeira e come a uma mesa e dorme numa cama. Como qualquer um. Pode prescindir dos ret√°bulos, das est√°tuas e dos livros que lhe dedicam, incluindo a B√≠blia, mas n√£o da cadeira, da mesa e da cama. ‚ÄĒ O meu tio esfor√ßava-se muito. Queria que eu me sentisse bem na profiss√£o. Que come√ßasse a gostar dela. Acreditava que eu vivia como um fracasso a decis√£o de ter abandonado a Escola de Belas–Artes. Intu√≠a certamente que eu precisava de desenvolver a minha autoestima. Mas tudo isso me parecia mera ret√≥rica ‚ÄĒ e era-o ‚ÄĒ, a verdade √© que por essa altura j√° tinha come√ßado a sair com Leonor e era ela quem eu amava, aprendia a gostar de mim atrav√©s dela. Descobria o meu corpo em cada palmo do corpo dela, e o meu corpo ganhava valor porque lhe pertencia, era o seu complemento: acreditava que partilh√°vamos dois corpos que jamais poderiam separar-se e viver cada um por si.

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Que admir√°vel f√°brica √© a do homem! Que nobre a sua raz√£o! Que infinitas as suas faculdades! Que expressivo e maravilhoso na forma e nos movimentos! Que semelhante a um anjo nas ac√ß√Ķes! E no esp√≠rito, que semelhante a Deus! √Č, indubitavelmente, o mais formoso e o mais perfeito dos animais terrenos.

As id√©ias √†s vezes v√™m do Alto, outras vezes surgem no n√≠vel terreno, quando menos esperamos. Umas s√£o transmitidas do mundo espiritual, outras brotam da natureza divina que nos √© inerente. Tanto as id√©ias que v√™m do Alto como as mensagens espirituais que brotam da atmosfera terrestre, transcendem o tempo. Mesmo que n√£o sejam aplic√°veis no momento, n√£o devemos descart√°-las. H√° id√©ias que, se forem esquecidas, nunca mais voltar√£o √† nossa mem√≥ria; e entre elas h√° muitas que s√£o valiosas. Se as deixarmos semeadas no solo mental por algum tempo, muitas delas brotar√£o, florescer√£o e dar√£o frutos de grande utilidade. As id√©ias precedem os fatos: semeando id√©ias, germinar√£o fatos. √Č bom andar sempre com uma caderneta para anotar as id√©ias t√£o logo surjam.

Poeminha de Louvor ao Strip-tease Secular

Eu sou do tempo em que a mulher
nem mostrava o tornozelo;
que apelo!

Depois, j√° rapazinho
vi as primeiras pernas de mulher
por sob a curta saia;
que gandaia!

A moda avança,
a saia sobe mais,
mostrando j√° joelhos
lupercais!

As fazendas com os anos,
se fazem mais leves,
e surgem figurinhas, pelas ruas,
mostrando as lindas formas quase nuas.

E a mania do sport
trouxe o short.

O short amigo,
que trouxe consigo,
o mai√ī de duas pe√ßas.

E logo, de aud√°cia em aud√°cia,
a natureza, ganhando terreno,
sugeriu o biquini,
o mai√ī, de pequeno, ficando mais pequeno
n√£o se sabendo mais,
até onde um corpo branco,
pode ficar moreno.

Deus, a graça é imerecida,
Mas dai-me ainda
Uns aninhos de vida!

Regras Gerais da Arte da Guerra

Estou consciente de vos ter falado de muitas coisas que por vós mesmos haveis podido aprender e ponderar. Não obstante, fi-lo, como ainda hoje vos disse, para melhor vos poder mostrar, através delas, os aspectos formais desta matéria,e, ainda, para satisfazer aqueles Рse fosse esse o caso Рque não tivessem tido, como vós, a oportunidade de sobre elas tomar conhecimento. Parece-me que, agora, já só me resta falar-vos de algumas regras gerais, com as quais deveis estar perfeitamente identificados. São as seguintes:
– Tudo o que √© √ļtil ao inimigo √© prejudicial para ti, e, tudo o que te √© √ļtil prejudica o inimigo.
– Aquele que, na guerra, for mais vigilante a observar as inten√ß√Ķes do inimigo e mais empenho puser na prepara√ß√£o do seu ex√©rcito, menos perigos correr√° e mais poder√° aspirar √† vit√≥ria.
– Nunca leves os teus soldados para o campo de batalha sem, previamente, estares seguro do seu √Ęnimo e sem teres a certeza de que n√£o t√™m medo e est√£o disciplinados e convictos de que v√£o vencer.
– √Č prefer√≠vel vencer o inimigo pela fome do que pelas armas. A vit√≥ria pelas armas depende muito mais da fortuna do que da virtude.

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Quem Diz que Amor é um Crime

Quem diz que amor é um crime
Calunia a natureza,
Faz da causa organizante
Criminosa a singeleza.

Que vejo, céus! Que não seja
De uma atracção resultado?
Atracção e amor é o mesmo;
Logo amor não é pecado.

Se respiro, a atmosfera,
Com um fluido combinado,
√Č quem me sustenta a vida
Dentro do peito agitado.

Se vejo mares, se fontes,
Rio, cristalino lago,
Dois gases se unem, formando
Aguas com que a sede apago.

Uma lei de afinidade
Se acha nos corpos terrenos;
√Ācidos, metais, alcalis,
Tudo se une mais ou menos.

De que sou feita? ‚Äď De terra;
Nela me hei de converter:
Se amor arder em meu peito
√Č da essencia do meu ser.

Sem que te ofenda raz√£o,
Quero defender o amor;
Se contigo n√£o concorda
Não é virtude, é furor.

O Saber Altera a Economia de um Ser

O que aprendemos por nós próprios, seja que conhecimento for extraído do nosso próprio fundo, é algo que teremos que expiar por um suplemento de desequilíbrio. Fruto de uma desordem íntima, de uma doença definida ou difusa, de uma perturbação na raiz da nossa existência, o saber altera a economia de um ser. Cada um de nós terá que pagar pelo mais pequeno golpe que vibra num universo criado para a indiferença e para a estagnação; cedo ou tarde, arrepender-se-á, arrepender-nos-emos, de o não ter, ou de o não termos, deixado intacto.
O que sendo verdade para o conhecimento é mais verdade ainda para a ambição, porque invadir o terreno de outrem acarreta consequências mais graves e mais imediatas do que invadir o terreno do mistério ou simplesmente da matéria.
Come√ßamos por fazer tremer os outros, mas os outros acabam por nos comunicar os seus terrores. √Č por isso que os tiranos, tamb√©m eles, vivem no pavor. O que o nosso futuro senhor h√°-de conhecer ser√° sem d√ļvida exacerbado por uma felicidade sinistra, como ningu√©m experimentou compar√°vel, √† medida do solit√°rio por excel√™ncia, erguido diante da humanidade toda, semelhante a um deus entronizado no medo, num p√Ęnico omnipotente,

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A Moralidade P√ļblica Degradada

As crian√ßas ficam todas contentes quando encontram na praia alguns calhaus coloridos; n√≥s preferimos enormes colunas variegadas, importadas das areias do Egipto ou dos desertos do Norte de √Āfrica para a constru√ß√£o de algum p√≥rtico ou de um sal√£o de banquetes com capacidade para uma multid√£o. Olhamos com admira√ß√£o paredes recobertas de placas de m√°rmore, embora cientes do material que l√° est√° por baixo. Iludimos os nossos pr√≥prios olhos: quando recobrimos os tectos a ouro o que fazemos sen√£o deleitar-nos com uma mentira ? Sabemos bem que por baixo desse ouro se oculta reles madeira! Mas n√£o s√£o s√≥ as paredes ou os tectos que se recobrem de uma ligeira camada: tamb√©m a felicidade destes aparentes grandes da nossa sociedade √© uma felicidade ¬ędourada¬Ľ! Observa atentamente, e ver√°s a corrup√ß√£o que se esconde sob essa leve capa de dignidade. Desde que o dinheiro (que tanto atrai a aten√ß√£o de in√ļmeros magistrados e ju√≠zes e tantos mesmo promove a magistrados e ju√≠zes!…), desde que o dinheiro, digo, come√ßou a merecer honras, a honra aut√™ntica come√ßou a perder terreno; alternadamente vendedores ou objectos postos √† venda, habitua-mo-nos a perguntar pela quantidade, e n√£o pela qualidade das coisas. Somos boas pessoas por interesse,

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A religião assemelha-se à chuva: quando cai em bom terreno, refresca as plantas e fá-las crescer

A religião assemelha-se à chuva: quando cai em bom terreno, refresca as plantas e fá-las crescer.

Lusit√Ęnia Querida

Lusit√Ęnia querida! Se n√£o choro
Vendo assim lacerado o teu terreno,
Não é de ingrata filha o dó pequeno;
Rebeldes julgo os ais, se te deploro.

Admiro de teus danos o decoro.
Bebeu Sócrates firme seu veneno;
E em qualquer parte do perigo o aceno
Encontra e cresce o teu valor, que adoro.

Mais que a vitória vale um sofrer belo;
E assaz te vingas de opress√Ķes fatais,
Se arrasada te vês, sem percebê-lo.

Povos! a independência que abraçais
Aplaude, alegre, o estrago, e grita ao vê-lo:
“Ru√≠na sim, mas servid√£o jamais!”

Sábio é o ser humano que tem coragem de ir diante do espelho da sua alma para reconhecer seus erros e fracassos e utilizá-los para plantar as mais belas sementes no terreno de sua inteligência.