Passagens sobre Úteis

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Frases sobre Ășteis, poemas sobre Ășteis e outras passagens sobre Ășteis para ler e compartilhar. Leia as melhores citaçÔes em Poetris.

Certeza Única Ă© o Mal Presente

Pois que nada que dure, ou que, durando,
Valha, neste confuso mundo obramos,
E o mesmo Ăștil para nĂłs perdemos
Conosco, cedo, cedo.

O prazer do momento anteponhamos
À absurda cura do futuro, cuja
Certeza Ășnica Ă© o mal presente
Com que o seu bem compramos.

AmanhĂŁ nĂŁo existe. Meu somente
É o momento, eu só quem existe
Neste instante, que pode o derradeiro
Ser de quem finjo ser?

NĂŁo se pode ser nem mole nem inconstante nas amizades e inimizades. É preciso ser-se sincero e malcriado. É preciso dizer-se «Eu nĂŁo gosto de si». É preciso dizer-se «VocĂȘ Ă© um verme». Os inimigos sĂŁo mais fĂĄceis de criar que os amigos e Ă s vezes sĂŁo mais Ășteis e dĂŁo-nos maior satisfação.

Mediocridade de EspĂ­rito

O nosso mĂĄximo esforço de independĂȘncia consiste em opor, por vezes, um pouco de resistĂȘncia Ă s sugestĂ”es quotidianas. A grande massa humana nenhuma resistĂȘncia opĂ”e e segue as crenças, as opiniĂ”es e os preconceitos do seu grupo. Ela obedece-lhe sem ter mais consciĂȘncia do que a folha seca arrastada pelo vento.
SĂł numa elite muito restrita se observa a faculdade de possuir, algumas vezes, opiniĂ”es pessoais. Todos os progressos da civilização procedem, evidentemente, desses espĂ­ritos superiores, mas nĂŁo se pode desejar a sua multiplicação sucessiva. Inapta a adaptar-se imediatamente a progressos rĂĄpidos e profundos em demasia, uma sociedade tornar-se-ia logo anĂĄrquica. A estabilidade necessĂĄria Ă  sua existĂȘncia Ă© precisamente estabelecida graças ao grupo compacto dos espĂ­ritos lentos e medĂ­ocres, governados por influĂȘncias de tradiçÔes e de meio.
É, portanto, Ăștil para uma sociedade que ela se componha de uma maioria de homens mĂ©dios, desejosos de agir como toda a gente, que tĂȘm por guias as opiniĂ”es e as crenças gerais. É muito Ăștil tambĂ©m que as opiniĂ”es gerais sejam pouco tolerantes, pois o medo do juĂ­zo alheio constitui uma das bases mais seguras da nossa moral.
A mediocridade de espírito pode, pois, ser benéfica para um povo,

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HĂĄ diversos tipos de curiosidade; uma de interesse, que nos leva ao desejo de aprender o que nos pode ser Ăștil, e outra, de orgulho, que provĂ©m do desejo de saber o que os outros ignoram.

Sucesso é Realização

O sucesso Ă© a realização de qualquer coisa valiosa para si. Pode ser a paz de espĂ­rito e felicidade; uniĂŁo no lar e na famĂ­lia; o gosto pelo trabalho; independĂȘncia financeira; alegria e satisfação por servir os outros; o desenvolvimento das forças construtivas inerentes ao homem; amar a vida e sentir-se satisfeito com o seu carĂĄcter, os seus ideais e os trabalhos realizados.
«Talvez ainda se nĂŁo tivesse encontrado uma definição de sucesso aplicĂĄvel a todas as pessoas» – escreveu Zu Tavern – «Cada um de nĂłs tem a sua ideia pessoal de sucesso, e essa mesma ideia vai-se modificando com a passagem do tempo. Para alguns, sucesso Ă© igual a fama; para outros, riqueza em dinheiro; para outros ainda, apenas amor e felicidade.»
É uma lei da natureza humana realizar, ganjear respeito, ser um trabalhador e construtor activo, deixar o mundo um pouco melhor que o encontrado. O homem foi feito para realizar. A maior satisfação da vida provĂ©m da realização. Isto prova-se pela sua estrutura fĂ­sica, mental e moral.
Quando faz qualquer coisa – para os outros ou para o seu prĂłprio bem – Ă© feliz e sente-se Ăștil.
O desejo de realizar nasce connosco.

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NĂŁo hĂĄ Dicas para Namorar e Casar

Nunca me ensinaram as coisas realmente Ășteis: como Ă© que um rapaz arranja uma noiva, que tipo de anel deve comprar, se pode continuar a sair para os copos com os amigos, se Ă© preciso pedir primeiro aos pais, se tem de usar anel tambĂ©m. Palavra que fui um rapaz que estudou muito e nunca me souberam ensinar isto. Ensinaram-me tudo e mais alguma coisa sobre o sexo e a reprodução, sobre o prazer e a sedução, mas quanto ao namorar e casar, nada. E agora, como Ă© que eu faço?

Passei a pente fino as melhores livrarias de Lisboa e nĂŁo encontrei uma Ășnica obra que me elucidasse. Se quisesse fazer cozinha macrobiĂłtica, descobrir o «ponto G» da minha companheira para ajudĂĄ-la a atingir um orgasmo mais recompensador, montar um aquĂĄrio, criar mĂ­scaros ou construir um tanque Sherman em casa, sim, existe toda uma vasta bibliografia. Para casar, nem um folheto. Nem um «dĂ©pliant». Nada. Nem um autocolante. Para apanhar SIDA sei exactamente o que devo fazer. Para apanhar a minha noiva nĂŁo faço a mais pequena ideia.

Porque Ă© que o MinistĂ©rio da Juventude, em vez de esbanjar fortunas com iniciativas patetas (como aquela piroseira fascistĂłide dos Descobrimentos) e anĂșncios ridĂ­culos (como aqueles «Ya meu,

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HĂĄ a oração da manhĂŁ e a da noite. Todavia, quando estamos sem fĂŽlego, assoberbados pelas dificuldades, pelos contratempos, pela fadiga, pode ser Ăștil repetir durante o dia uma breve oração. Por exemplo: «Eu sou a presença de Deus. Senhor, enche-me de Ti.»

O Saber Ajuda em Todas as Actividades

O mero filĂłsofo Ă© geralmente uma personalidade pouco admis­sĂ­vel no mundo, pois supĂ”e-se que ele em nada contribui para o be­nefĂ­cio ou para o prazer da sociedade, porquanto vive distante de toda comunicação com os homens e envolto em princĂ­pios e noçÔes igualmente distantes de sua compreensĂŁo. Por outro lado, o mero ig­norante Ă© ainda mais desprezado, pois nĂŁo hĂĄ sinal mais seguro de um espĂ­rito grosseiro, numa Ă©poca e uma nação em que as ciĂȘncias florescem, do que permanecer inteiramente destituĂ­do de toda espĂ©cie de gosto por estes nobres entretenimentos. SupĂ”e-se que o carĂĄcter mais perfeito se encontra entre estes dois extremos: conserva igual capacidade e gosto para os livros, para a sociedade e para os negĂłcios; mantĂ©m na conversação discernimento e delicadeza que nascem da cultura literĂĄria; nos negĂłcios, a probidade e a exatidĂŁo que resultam naturalmente de uma filosofia conveniente. Para difundir e cultivar um carĂĄcter tĂŁo aperfeiçoado, nada pode ser mais Ăștil do que as com­posiçÔes de estilo e modalidade fĂĄceis, que nĂŁo se afastam em demasia da vida, que nĂŁo requerem, para ser compreendidas, profunda apli­cação ou retraimento e que devolvem o estudante para o meio de homens plenos de nobres sentimentos e de sĂĄbios preceitos,

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A Suprema Vantagem do Homem sobre todos os Seres

Foi para o ser capaz de adquirir o maior nĂșmero de artes que a natureza deu a ferramenta que Ă©, de longe, a mais Ăștil: a mĂŁo. E os que pretendem que o homem, longe de ser bem constituĂ­do, Ă© o mais mal munido dos animais – dizem, na verdade, que ele nada tem nos pĂ©s, que Ă© nu e nĂŁo possui armas para a luta – estĂŁo errados: ou outros, de facto, dispĂ”em de um Ășnico recurso que nĂŁo podem trocar por um outro, e precisam, por assim dizer, de permanecer calçados para dormir ou para fazer tudo, jamais podem tirar a armadura que tĂȘm ao redor do corpo e jamais conseguem trocar a arma de que foram dotados pelo destino; o homem, pelo contrĂĄrio, dispĂ”e de mĂșltiplos meios de defesa e tem sempre a possibilidade de trocĂĄ-los, assim como pode possuir a arma que deseja e no momento que deseja. A mĂŁo, de facto, torna-se garras, presas ou chifres, e tambĂ©m pega na lança, na espada, ou e qualquer outra arma ou ferramenta, e ela Ă© tudo isso porque pode pegar e segurar tudo.

Os Grandes Homens

Daqueles que comandaram batalhĂ”es e esquadrĂ”es sĂł resta o nome. O gĂ©nero humano nada tem para mostrar duma centena de batalhas travadas. Mas os grandes homens de que vos falo prepararam puros e perenes prazeres para os homens que ainda hĂŁo-de nascer. Uma eclusa a ligar dois mares, um quadro de Poussin, uma bela tragĂ©dia, uma nova verdade – sĂŁo coisas mil vezes mais preciosas do que todos os anais da corte ou todos os relatos de campanhas militares. Sabeis que, comigo, os grandes homens sĂŁo os primeiros e os herĂłis os Ășltimos.
Chamo «grandes homens» a todos aqueles que se distinguiram na criação daquilo que Ă© Ăștil ou agradĂĄvel. Os saqueadores de provĂ­ncias sĂŁo meros herĂłis.

Tem a Virtude o Prémio

Tardio Ă s vezes, sempre merecido,
Tem a Virtude o prémio aparelhado
Ao profĂ­cuo talento, ao peito honrado,
Que do dever o stĂĄdio tem corrido.

O SĂĄbio, que dos louros esquecido
SĂł no obrar bem os olhos tem cravado
InĂłpino tambĂ©m se acha c’roado
Por mĂŁos sob’ranas c’o laurel devido

Útil Ă  PĂĄtria seja, as paixĂ”es dome,
Seja piedoso, honesto, afĂĄvel, justo;
Que no futuro o espera ínclito nome.»

Assim falou Minerva ao Coro augusto,
Pondo no Templo do imortal Renome,
De glĂłria ornado, o teu prezado Busto.