Cita√ß√Ķes sobre Valentes

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O Vil Metal

Tim√£o: Ouro amarelo, fulgurante, ouro precioso! (…) Basta uma por√ß√£o dele para fazer do preto, branco; do feio, belo; do errado, certo; do baixo, nobre; do velho, jovem; do cobarde, valente. √ď deuses!, por que isso? O que √© isso, √≥ deuses? (…) [O ouro] arrasta os sacerdotes e os servos para longe do seu altar, arranca o travesseiro onde repousa a cabe√ßa dos √≠ntegros. Esse escravo dourado ata e desata v√≠nculos sagrados; aben√ßoa o amaldi√ßoado; torna ador√°vel a lepra repugnante; nomeia ladr√Ķes e confere-lhes t√≠tulos, genuflex√Ķes e a aprova√ß√£o na bancada dos senadores. √Č isso que faz a vi√ļva anci√£ casar-se de novo (…). Venha, mineral execr√°vel, prostituta vil da humanidade (…) eu o farei executar o que √© pr√≥prio da sua natureza.

Eu n√£o Sou de Ferro

Nize, eu n√£o sou de ferro, e atenuado,
Ainda que o fora, o uso me teria;
Porque enfim do trabalho na porfia
Se consome o metal mais obstinado.

Instrumento não há tão reforçado,
Que resista do tempo à bataria:
Gasta o martelo a safra, e a terra fria
Pouco a pouco consome o curvo arado.

Tudo assim é: o amor o mais ardente,
No contínuo incêndio se evapora;
E o mesmo me acontece ultimamente.

Outro procura pois; e te melhora
De amante, ou mais afouto, ou mais valente;
Que eu j√° n√£o posso mais; fica-te embora.

Gosto Relevante

Toda a boa capacidade é difícil de contentar. Há cultura do gosto, assim como do engenho. Relevantes ambos, são irmãos de um mesmo ventre, filhos da capacidade, herdados por igual na excelência. Engenho sublime nunca criou gosto rasteiro.
H√° perfei√ß√Ķes como s√≥is e h√° perfei√ß√Ķes como luzes. Galanteia a √°guia o sol, perde-se nele a mariposa pela luz de uma candeia e toma-se a altura a uma torrente pela eleva√ß√£o do gosto. T√™-lo bom √© j√° algo, t√™-lo relevante muito √©. Ligam-se os gostos √† comunica√ß√£o, e s√≥ por sorte se avista quem o tenha superlativo.
Têm muitos por felicidade (de empréstimo será) gozar do que lhes apetece, condenando a infelizes todos os demais; mas desforram-se estes com as mesmas linhas, assim se podendo ver uma metade do mundo rindo-se da outra, com maior ou menor necessidade.
√Č qualidade um gosto cr√≠tico, um paladar dif√≠cil de satisfazer; os mais valentes objectos temem-no e as mais seguras perfei√ß√Ķes receiam-no. √Č a avalia√ß√£o precios√≠ssima, e regate√°-la √© pr√≥prio de discretos; toda a escassez em moeda de aplauso √© fidalga e, ao contr√°rio, os desperd√≠cios de estima merecem castigo de desprezo.
A admira√ß√£o √© vulgarmente um manifesto da ignor√Ęncia;

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Solemnia Verba

Disse ao meu coração: Olha por quantos
Caminhos v√£os and√°mos! Considera
Agora, desta altura, fria e austera,
Os ermos que regaram nossos prantos…

Pó e cinzas, onde houve flor e encantos!
E a noite, onde foi luz a Primavera!
Olha a teus pés o mundo e desespera,
Semeador de sombras e quebrantos!

Porém o coração, feito valente
Na escola da tortura repetida,
E no uso do pensar tornado crente,

Respondeu: Desta altura vejo o Amor!
Viver não foi em vão, se isto é vida,
Nem foi demais o desengano e a dor.

Enquanto outros Combatem

Empunhasse eu a espada dos valentes!
Impelisse-me a acção, embriagado,
Por esses campos onde a Morte e o Fado
Dão a lei aos reis trémulos e ás gentes!

Respirariam meus pulm√Ķes contentes
O ar de fogo do circo ensanguentado…
Ou caíra radioso, amortalhado
Na fulva luz dos gl√°dios reluzentes!

J√° n√£o veria dissipar-se a aurora
De meus in√ļteis anos, sem uma hora
Viver mais que de sonhos e ansiedade!

J√° n√£o veria em minhas m√£os piedosas
Desfolhar-se, uma a uma, as tristes rosas
D’esta p√°lida e est√©ril mocidade!

E pois que és meu filho,
Meus brios reveste;
Tamoio nasceste,
Valente ser√°s.
Sê duro guerreiro,
Robusto, fragueiro,
Bras√£o dos tamoios
Na guerra e na paz.

Nao há Virtude sem Agitação Desordenada

Os choques e abalos que a nossa alma recebe pelas paix√Ķes corporais muito podem sobre ela; por√©m podem mais ainda as suas pr√≥prias, pelas quais est√° t√£o fortemente dominada que talvez possamos afirmar que n√£o tem nenhuma outra velocidade e movimento que n√£o os do sopro dos seus ventos, e que, sem a agita√ß√£o destes, ela permaneceria sem ac√ß√£o, como um navio em pleno mar e que os ventos deixassem sem ajuda. E quem sustentasse isso, seguindo o partido dos peripat√©ticos, n√£o nos causaria muito dano, pois √© sabido que a maior parte das mais belas ac√ß√Ķes da alma procedem desse impulso das paix√Ķes e necessitam dele. A valentia, diz-se, n√£o se pode cumprir sem a assist√™ncia da c√≥lera.

Ajax sempre foi valente, mas nunca o foi tanto como na sua loucura (Cícero)

Nem investimos contra os maus e os inimigos com tanto vigor se n√£o estivermos encolerizados; e pretende-se que o advogado inspire a c√≥lera nos ju√≠zes para deles obter justi√ßa. As paix√Ķes excitaram Tem√≠stocles, excitaram Dem√≥stenes e impeliram os fil√≥sofos para trabalhos, vig√≠lias e peregrina√ß√Ķes; conduzem-nos √† honra, √† ci√™ncia, √† sa√ļde – fins √ļteis. E essa falta de vigor da alma para suportar o sofrimento e os desgostos serve para alimentar na consci√™ncia a penit√™ncia e o arrependimento,

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Ficar incomodado implica mexer-se; e ser valente é enfrentar o inimigo, firme, teso, de pé; portanto, se ficas incomodado, não ficas parado e foges.

Regras Gerais da Arte da Guerra

Estou consciente de vos ter falado de muitas coisas que por vós mesmos haveis podido aprender e ponderar. Não obstante, fi-lo, como ainda hoje vos disse, para melhor vos poder mostrar, através delas, os aspectos formais desta matéria,e, ainda, para satisfazer aqueles Рse fosse esse o caso Рque não tivessem tido, como vós, a oportunidade de sobre elas tomar conhecimento. Parece-me que, agora, já só me resta falar-vos de algumas regras gerais, com as quais deveis estar perfeitamente identificados. São as seguintes:
– Tudo o que √© √ļtil ao inimigo √© prejudicial para ti, e, tudo o que te √© √ļtil prejudica o inimigo.
– Aquele que, na guerra, for mais vigilante a observar as inten√ß√Ķes do inimigo e mais empenho puser na prepara√ß√£o do seu ex√©rcito, menos perigos correr√° e mais poder√° aspirar √† vit√≥ria.
– Nunca leves os teus soldados para o campo de batalha sem, previamente, estares seguro do seu √Ęnimo e sem teres a certeza de que n√£o t√™m medo e est√£o disciplinados e convictos de que v√£o vencer.
– √Č prefer√≠vel vencer o inimigo pela fome do que pelas armas. A vit√≥ria pelas armas depende muito mais da fortuna do que da virtude.

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Aos valentes não é só a sorte que ajuda, como diz o velho provérbio, mas ajuda muito mais a razão.

Quem vence um leão é um valente; quem domina o mundo é um homem de valor; mas, mais valente e corajoso do que todos eles, é aquele que realmente sabe dominar-se a si mesmo.