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Aprende-se a conhecer por tr̻s semanas, ama-se por tr̻s meses, discute-se por tr̻s anos, tolera-se por trinta anos Рe os filhos recome̤am.

Dentro da visão espírita-cristã, céu, inferno e purgatório começam dentro de nós mesmos. A alegrai do bem praticado é o alicerce do céu. A má intenção já é um piso para o purgatório e o mal devidamente efetuado, positivado, já é o remorso que é o princípio do inferno.

Qual é a Nossa Puerilidade Actual?

Que se pensará de nós daqui a cem anos? Como se sentirá o que hoje sentimos? Porque tudo envelhece tão incrivelmente cedo. Quando se relê uma revista de há vinte, trinta anos, não são bem os assuntos que envelheceram mas a maneira como se é nele, com eles. É-se então ingénuo, como não sabemos explicar. Tudo perde então viabilidade, é um ser-se infantil, um modo ridículo de relacionamento com a vida. As ideias podem talvez persistir. Mas encarquilharam ao muito sol que apanharam, são quebradiças, frágeis no modo de existirem, fúteis e pueris como uma moda que passou. É a altura de vir ao de cima o que era então invisível e é agora a parcela que lançamos nas nossas contas de homens. É a altura de isso se separar do ridículo em que se encarnou e de viver por si na significação que teve.

É infrutífero falar da contraposição entre razão e a fé. A razão é ela mesma uma questão de fé. É um ato de fé asseverar que nossos pensamentos tem alguma relação com a realidade.

Quanto mais inteligente a pessoa é, mais pessoas originais ele acha. Gente medíocre não vê diferença entre as pessoas.

Ouvi, Senhora, O Cântico Sentido

Ouvi, senhora, o cântico sentido
Do coração que geme e s’estertora
N’ânsia letal que o mata e que o devora,
E que tornou-o assim, triste e descrido.

Ouvi, senhora, amei; de amor ferido,
As minhas crenças que alentei outrora
Rolam dispersas, pálidas agora,
Desfeitas todas num guaiar dorido.

E como a luz do sol vai-se apagando!
E eu triste, triste pela vida afora,
Eterno pegureiro caminhando,

Revolvo as cinzas de passadas eras,
Sombrio e mudo e glacial, senhora,
Como um coveiro a sepultar quimeras!

Nenhum país, nem mesmo o mais culto, deixa de ter um defeito peculiar, e tais fraquezas servem de defesa ou consolo às nações vizinhas.

Eu não penso que eu dominei algo. Eu ainda luto corpo a corpo com as mesmas frustrações, as mesmas edições, os mesmos problemas como eu sempre fiz. Isso é como a vida.

Não há nada tão mau como um líder fazer uma exigência que sabe que nunca pode ser bem sucedida.