Cita√ß√Ķes sobre Autenticidade

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Frases sobre autenticidade, poemas sobre autenticidade e outras cita√ß√Ķes sobre autenticidade para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

√Č s√≥ dos sentidos que procede toda a autenticidade, toda a boa consci√™ncia, toda a evid√™ncia da verdade.

A Voz do Silêncio

A pessoa que sou √© √ļnica, limitada a um nascer e a um morrer, presente a si mesma e que s√≥ √† sua face √© verdadeira, √© aut√™ntica, decide em verdade a autenticidade de tudo quanto realizar. Assim a sua solid√£o, que persiste sempre talvez como pano de fundo em toda a comunica√ß√£o, em toda a comunh√£o, n√£o √© ‘isolamento’. Porque o isolamento implica um corte com os outros; a solid√£o implica apenas que toda a voz que a exprima n√£o √© puramente uma voz da rua, mas uma voz que ressoa no sil√™ncio final, uma voz que fala do mais fundo de si, que est√° certa entre os homens como em face do homem s√≥. O isolamento corta com os homens: a solid√£o n√£o corta com o homem. A voz da solid√£o difere da voz f√°cil da fraternidade f√°cil em ser mais profunda e em estar prevenida.

Há mais indícios seguros de autenticidade na Bíblia do que em qualquer história profana.

Fragmento do Homem

Que tempo √© o nosso? H√° quem diga que √© um tempo a que falta amor. Convenhamos que √©, pelo menos, um tempo em que tudo o que era nobre foi degradado, convertido em mercadoria. A obsess√£o do lucro foi transformando o homem num objecto com pre√ßo marcado. Estrangeiro a si pr√≥prio, surdo ao apelo do sangue, asfixiando a alma por todos os meios ao seu alcance, o que vem √† tona √© o mais abomin√°vel dos simulacros. Toda a arte moderna nos d√° conta dessa cat√°strofe: o desencontro do homem com o homem. A sua grandeza reside nessa den√ļncia; a sua dignidade, em n√£o pactuar com a mentira; a sua coragem, em arrancar m√°scaras e m√°scaras.
E poderia ser de outro modo? Num tempo em que todo o pensamento dogm√°tico √© mais do que suspeito, em que todas as morais se esbarrondam por alheias √† ¬ęsabedoria¬Ľ do corpo, em que o privil√©gio de uns poucos √© utilizado implacavelmente para transformar o indiv√≠duo em ¬ęcad√°ver adiado que procria¬Ľ, como poderia a arte deixar de reflectir uma tal situa√ß√£o, se cada palavra, cada ritmo, cada cor, onde esp√≠rito e sangue ardem no mesmo fogo, est√£o arraigados no pr√≥prio cerne da vida?

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N√≥s pensamos que vivemos em uma sociedade heterossexual porque a maioria dos homens est√° fixada nas mulheres como objetos sexuais; mas, de fato, n√≥s vivemos em uma sociedade homossexual porque todas as transa√ß√Ķes cr√≠veis de poder, autoridade, e autenticidade realizam-se entre homens; todas as transa√ß√Ķes baseadas em igualdade e individualidade realizam-se entre homens. Homens s√£o reais; portanto, todo relacionamento real acontece entre homens; toda comunica√ß√£o real acontece entre homens; toda reciprocidade real acontece entre homens; toda mutualidade real acontece entre homens.

A Arte e a Vida

Todos nós sabemos, quando fazemos algo, o quanto deixámos de fora, o quão grandemente falhámos, e carregamos dentro de nós uma imagem da coisa perfeita que falhou na materialização, e isso nós encaramos como o poema, isso é o que pedimos que nos reconheçam. Isso é o nosso orgulho, o nosso ego, exigindo completo reconhecimento.

E √© dif√≠cil separar a obra de arte do homem ou da mulher que a produziu. Tendemos a confundir os dois. No fim de contas, suponho, a hist√≥ria da luta que o artista atravessou para dar √† luz a sua ideia √© t√£o patente, t√£o intensa, que mesmo que queiramos permanecer cr√≠ticos ‚ÄĒ √†s vezes ‚ÄĒ vemos que √© quase imposs√≠vel faz√™-lo. Mas s√≥ porque a arte n√£o √© vida, s√≥ porque a arte √© uma cria√ß√£o t√£o inextrincavelmente ligada √† vida, precisamos de fazer grandes esfor√ßos para isolar o elemento da arte em vez do elemento da vida. Por vezes, parece-me quase rid√≠culo dizermos que este homem √© mais humano do que aquele, que revela mais da vida, etc., no seu trabalho.

Como pode algu√©m realmente dizer isso… se levarmos isto ao limite? Porque o √ļltimo movimento da caneta √© revelador…

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Sem autenticidade, sem educação, sem liberdade no seu significado mais amplo Рna relação consigo mesmo, com as próprias ideias pré-concebidas, até mesmo com o próprio povo e com a própria história Рnão se pode imaginar um artista verdadeiro; sem este ar não é possível respirar.

Considero as Escrituras de Deus como sendo a filosofia mais sublime. Eu encontro mais marcas de autenticidade na Bíblia do que em qualquer história profana, seja qual for.

Em toda a obra de cria√ß√£o h√° um fio condutor, nem sempre facilmente discern√≠vel, que lhe d√° unidade – um fio discreto ou evidente, da maior import√Ęncia, pois √© um dos sinais da sua autenticidade.

A Consciência Débil da Nossa Autenticidade

A consciência que te acompanha no que vais sendo é o puro registo disso que vais sendo para o poderes ler, se quiseres, depois de já ter sido. Mas no instante de seres o que és, o que és é apenas, por uma decisão anterior ao decidires. O que és é-lo onde a tua realidade profunda em profundeza obscura se realizou. O que és é-lo no absoluto de ti. A consciência testifica-nos apenas como o ser privilegiado que sabe o que é por aquilo que vai sendo e pode assim reconverter-se à posse iluminada disso que vai sendo. A consciência constata mas não interfere senão para se não ser mais o que se foi, ou mais rigorosamente, para se não querer ser o que se é Рo que é ser-se ainda, embora de outra maneira.
Porque se neste instante me sobreponho, ao que sou, outra maneira de ser Рa consciência que me altera o primeiro modo de ser é a paralela iluminação do modo de ser segundo. Decidi ainda antes de decidir, quando decidi não ser o que primeiramente decidira. Assim no torvelinho dos actos que me presentificam e da consciência desses actos, sempre o insondável de nós se abre para lá do que podemos sondar.

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O Deserto num Mundo Abastado

Tender√≠amos ilusoriamente a crer que uma vida nascida num mundo abastado seria melhor, mais vida e de superior qualidade √† que consiste, precisamente, em lutar com a escassez. Mas n√£o √© verdade. Por raz√Ķes muito rigorosas e arquifundamentais que agora n√£o √© oportuno enunciar. Agora, em vez dessas raz√Ķes, basta recordar o facto sempre repetido que constitui a trag√©dia de toda a aristocracia heredit√°ria. O aristocrata herda, quer dizer, encontra atribu√≠das √† sua pessoa umas condi√ß√Ķes de vida que ele n√£o criou, portanto, que n√£o se produzem organicamente unidas √† sua vida pessoal e pr√≥pria. Acha-se ao nascer instalado, de repente e sem saber como, no meio da sua riqueza e das suas prerrogativas. Ele n√£o tem, intimamente, nada que ver com elas, porque n√£o v√™m dele. S√£o a carapa√ßa gigantesca de outra pessoa, de outro ser vivente, seu antepassado. E tem de viver como herdeiro, isto √©, tem de usar a carapa√ßa de outra vida. Em que ficamos? Que vida vai viver o ¬ęaristocrata¬Ľ de heran√ßa, a sua ou a do pr√≥cer inicial? Nem uma nem outra. Est√° condenado a representar o outro, portanto, a n√£o ser nem o outro nem ele mesmo.
A sua vida perde inexoravelmente autenticidade,

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