Cita√ß√Ķes sobre Benevol√™ncia

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Frases sobre benevol√™ncia, poemas sobre benevol√™ncia e outras cita√ß√Ķes sobre benevol√™ncia para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A Felicidade de uma Raz√£o Perfeita

Creio que estaremos de acordo em que é para proveito do corpo que procuramos os bens exteriores; em que apenas cuidamos do corpo para benefício da alma, e em que na alma há uma parte meramente auxiliar Рa que nos assegura a locomoção e a alimentação Рda qual dispomos tão somente para serviço do elemento essencial. No elemento essencial da alma há uma parte irracional e outra racional; a primeira está ao serviço da segunda; esta não tem qualquer ponto de referência além de si própria, pelo contrário, serve ela de ponto de referência a tudo. Também a razão divina governa tudo quanto existe sem a nada estar sujeita; o mesmo se passa com a nossa razão, que, aliás, provém daquela.
Se estamos de acordo nesse ponto, estaremos necessariamente tamb√©m de acordo em que a nossa felicidade depende exclusivamente de termos em n√≥s uma raz√£o perfeita, pois apenas esta impede em n√≥s o abatimento e resiste √† fortuna; seja qual for a sua situa√ß√£o, ela manter-se-√° imperturb√°vel. O √ļnico bem aut√™ntico √© aquele que nunca se deteriora.
O homem feliz, insisto, √© aquele que nenhuma circunst√Ęncia inferioriza; que permanece no cume sem outro apoio al√©m de si mesmo,

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O Natal √© um tempo de benevol√™ncia, perd√£o, generosidade e alegria. A √ļnica √©poca que conhe√ßo, no calend√°rio do ano, em que homens e mulheres parecem, de comum acordo, abrir livremente seus cora√ß√Ķes.

A (Má-)Emoção Controlada Pela Razão

H√° a ideia de que quando se concede √† raz√£o inteira liberdade ela destr√≥i todas as emo√ß√Ķes profundas. Esta opini√£o parece-me devida a uma concep√ß√£o inteiramente errada da fun√ß√£o da raz√£o na vida humana. N√£o √© objectivo da raz√£o gerar emo√ß√Ķes, embora possa ser parte da sua fun√ß√£o descobrir os meios de impedir que tais emo√ß√Ķes sejam um obst√°culo ao bem-estar. Descobrir os meios de dminuir o √≥dio e a inveja √© sem d√ļvida parte da fun√ß√£o da psicologia racional. Mas √© um erro supor que diminuindo essas paix√Ķes, diminuiremos ao mesmo tempo a intensidade das paix√Ķes que a raz√£o n√£o condena.
No amor apaixonado, na afei√ß√£o dos pais, na amizade, na benevol√™ncia, na devo√ß√£o √†s ci√™ncias ou √†s artes, nada h√° que a raz√£o deseje diminuir. O homem racional, quando sente essas emo√ß√Ķes, ficar√° contente por as sentir e nada deve fazer para diminuir a sua intensidade, pois todas elas fazem parte da verdadeira vida, isto √©, da vida cujo objectivo √© a felicidade, a pr√≥pria e a dos outros. Nada h√° de irracional nas paix√Ķes como paix√Ķes e muitas pessoas irracionais sentem s√≥mente as paix√Ķes mais triviais. Ningu√©m deve recear que ao optar pela raz√£o torne triste a vida.

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A Idade só se Aplica às Pessoas Vulgares

A tend√™ncia para colocar uma √™nfase especial ou organizar a juventude nunca me foi cara; para mim, a no√ß√£o de pessoa velha ou nova s√≥ se aplica √†s pessoas vulgares. Todos os seres humanos mais dotados e mais diferenciados s√£o ora velhos ora novos, do mesmo modo que ora s√£o tristes ora alegres. √Č coisa dos mais velhos lidar mais livre, mais jovialmente, com maior experi√™ncia e benevol√™ncia com a pr√≥pria capacidade de amar do que os jovens. Os mais idosos apressam-se sempre a achar os jovens precoces demasiado velhos para a idade, mas s√£o eles pr√≥prios que gostam de imitar os comportamentos e maneiras da juventude, eles pr√≥prios s√£o fan√°ticos, injustos, julgam-se detentores de toda a verdade e sentem-se facilmente ofendidos. A idade n√£o √© pior que a juventude, do mesmo modo que Lao-Ts√© n√£o √© pior que Buda e o azul n√£o √© pior que o vermelho. A idade s√≥ perde valor quando quer fingir ser juventude.

O √ďdio Limita o Indiv√≠duo

A inveja e o ódio, mesmo se acompanhados pela inteligência, limitam o indivíduo à superfície daquilo que constitui o objecto da sua atenção. Mas, se a inteligência se irmana com a benevolência e com o amor, consegue penetrar em tudo o que nos homens e no mundo há de profundo. E pode mesmo acalentar a esperança de atingir o que possa haver de mais elevado.

Benevolência: oferecer cinco euros para o conforto do nosso avozinho que está no asilo, publicitando-o depois no jornal.

O Empolar dos Conflitos

A maior parte dos conflitos s√£o forjados, baseados em falsas suspei√ß√Ķes ou exageram coisas sem import√Ęncia. Umas vezes, a ira vem at√© n√≥s, outras somos n√≥s que vamos ao seu encontro. Nunca devemos invocar a ira e, mesmo quando ela surge, devemos afast√°-la. Ningu√©m diz para si mesmo: ¬ęJ√° fiz ou poderei vir a fazer o que me est√° agora a causar ira¬Ľ; ningu√©m tem em conta a inten√ß√£o do autor, mas apenas o acto em si. Ora, √© o autor que se deve ter em conta: teve ele inten√ß√£o de fazer o que fez ou f√™-lo sem querer, foi coagido ou estava enganado, seguiu o √≥dio ou procurou lucrar com o seu acto, f√™-lo por sua conta ou prestou um servi√ßo a algu√©m? A idade de quem errou e a sua situa√ß√£o devem ser ponderadas, para que saibamos se devemos suportar e perdoar a sua ofensa com benevol√™ncia ou com humildade.
Coloquemo-nos no lugar daquele que nos suscita ira: então, percebemos que o que nos torna iracundos é uma má avaliação de nós mesmos e não queremos sofrer algo que nós próprios queremos fazer. Ninguém faz uma pausa: ora, a pausa é o maior remédio para a ira,

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Dizer Mal dos Outros, Ouvir Falar Mal de Nós

Uma das formas mais universais de irracionalidade é a atitude tomada por quase toda a gente em relação às conversas maldizentes. Muito poucas pessoas sabem resistir à tentação de dizer mal dos seus conhecimentos e mesmo, se a ocasião se proporciona, dos seus amigos; no entanto, quando sabem que alguma coisa foi dita em seu desabono, enchem-se de espanto e indignação. Certamente nunca lhes ocorreu ao espírito que da mesma forma que dizem mal de não importa quem, alguém possa dizer mal deles. Esta é uma forma atenuada da atitude que, quando exagerada, conduz à mania da perseguição.
Exigimos de toda a gente o mesmo sentimento de amor e de profundo respeito que sentimos por nós próprios. Nunca nos ocorre que não devemos exigir que os outros pensem melhor de nós do que nós pensamos a respeito deles e não nos ocorre porque aos nossos olhos os méritos são grandes e evidentes ao passo que os dos outros, se na realidade existem, só são reconhecidos com certa benevolência. Quando o leitor ouve dizer que alguém disse qualquer coisa desprimorosa a seu respeito, lembra-se logo das noventa e nove vezes que reprimiu o desejo de exprimir, sobre esse alguém, a crítica que considerava justa e merecida,

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A Amizade como Auxiliar da Virtude

A maioria dos homens, na sua injusti√ßa, para n√£o dizer na sua imprud√™ncia, quer possuir amigos tais como eles pr√≥prios n√£o seriam. Exigem o que n√£o t√™m. O que √© justo √© que, primeiro, sejamos homens de bem e em seguida procuremos o que nos pare√ßa s√™-lo. S√≥ entre homens virtuosos se pode estabelecer esta conveni√™ncia em amizade, sobre a qual insisto h√° muito tempo. Unidos pela benevol√™ncia, guiar-se-√£o nas paix√Ķes a que se escravizam os outros homens. Amar√£o a justi√ßa e a equidade. Estar√£o sempre prontos a tudo empreender uns pelos outros, e n√£o se exigir√£o reciprocamente nada que n√£o seja honesto e leg√≠timo. Enfim, ter√£o uns para os outros, n√£o somente defer√™ncias e ternuras, mas, tamb√©m, respeito. Eliminar o respeito da amizade √© podar-lhe o seu mais belo ornamento.
√Č pois erro funesto crer que a amizade abre via livre √†s paix√Ķes e a todos os g√©neros de desordens. A natureza deu-nos a amizade, n√£o como cumplice do v√≠cio, mas como auxiliar da virtude.
A fim de que a virtude, que, sozinha, não poderia chegar ao ápice, pudesse atingi-lo com o auxílio e o apoio de tal companhia. Aqueles para quem esta aliança existe, existiu ou existirá,

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Lembrai-vos que é necessário a benevolência dos homens para o sucesso dos negócios.

Onde Começa o Bem

Há um limite a partir do qual a força visual do olho humano deixa de ser capaz de identificar o mau instinto tornado demasiado subtil para os seus fracos recursos; é aí que o homem faz começar o reino do bem; e a sensação de ter penetrado nesse reino desperta sincronicamente nele todos os instintos, os sentimentos de segurança, de bem-estar, e de benevolência, que o mal limitava e ameaçava. Por consequência: quanto mais o olhar é fraco, maior é o domínio do bem! Daí a eterna alegria do povo e das crianças! Daí o abatimento dos grandes pensadores, e o humor negro que é o seu, humor parente da má consciência.

Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas da consideração que ele têm pelos próprios interesses. Apelamos não à humanidade, mas ao amor-próprio, e nunca falamos de nossas necessidades, mas das vantagens que eles podem obter.

O que nos ajuda mais a conservar e manter a nossa for√ßa √© o facto de sermos amados; e o que se lhe op√Ķe mais √© o facto de termos medo. O medo √© mau guarda da nossa longevidade; a benevol√™ncia, pelo contr√°rio, √© fiel e dura at√© √† eternidade.

O Ingrato e o seu Oposto

O ingrato tortura-se e aflige-se a si mesmo; odeia os benef√≠cios que recebe por ter de retribu√≠-los, procura reduzir a sua import√Ęncia e, pelo contr√°rio, agigantar enormemente as ofensas que lhe foram causadas. H√° algu√©m mais miser√°vel do que um homem que se esquece dos benef√≠cios para s√≥ se lembrar das ofensas? A sabedoria, pelo contr√°rio, valoriza todos os benef√≠cios, fixa-se na sua considera√ß√£o, compraz-se em record√°-los continuamente. Os maus s√≥ t√™m um momento de prazer, e mesmo esse breve: o instante em que recebem o benef√≠cio; o s√°bio, pelo seu lado, extrai do benef√≠cio recebido uma satisfa√ß√£o grande e perene. O que lhe d√° prazer n√£o √© o momento de receber, mas sim o facto de ter recebido o benef√≠cio; isto √© para ele algo de imortal, de permanente. O s√°bio n√£o tem sen√£o desprezo por aquilo que o lesou; tudo isso ele esquece, n√£o por inc√ļria, mas voluntariamente. N√£o interpreta tudo pelo pior, n√£o procura descobrir o culpado do que lhe sucedeu, preferindo atribuir os erros dos homens √† fortuna.
N√£o atribui m√°s inten√ß√Ķes √†s palavras ou aos olhares dos outros, antes procura dar do que lhe fazem uma interpreta√ß√£o benevolente. Prefere lembrar-se do bem que lhe fizeram,

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A Felicidade e a Virtude N√£o S√£o Argumentos

Ningu√©m tomar√° facilmente por verdadeira uma doutrina somente porque ela torna felizes ou virtuosos os homens: exceptuando, talvez, os am√°veis ¬ęidealistas¬Ľ que se entusiasmam pelo Bom, o Verdadeiro, o Belo e fazem nadar, no seu charco, toda a esp√©cie de variegadas, pesadonas e bonacheironas idealidades. A felicidade e a virtude n√£o s√£o argumentos. Mas de bom grado se esquece, mesmo os esp√≠ritos ponderados, que tornar infeliz e tornar mau n√£o s√£o t√£o-pouco contra-argumentos. Uma coisa deveria ser certa, embora fosse muit√≠ssimo prejudicial e perigosa; seria at√© poss√≠vel fazer parte da estrutura b√°sica da exist√™ncia o perecermos por causa do nosso conhecimento total, – de forma que a for√ßa de um esp√≠rito se mediria justamente pela quantidade de ¬ęverdade¬Ľ que era capaz de suportar ou, mais claramente, pelo grau em que necessitasse de a diluir, velar, adocicar, embotar, falsificar. Mas est√° fora de d√ļvida o facto de os maus e infelizes serem mais favorecidos e terem maior possibilidade de √™xito na descoberta certas partes da verdade; para n√£o falar dos maus que s√£o felizes, – esp√©cie que os moralistas passam em sil√™ncio.

√Č poss√≠vel que a dureza e a ast√ļcia forne√ßam, para o desenvolvimento do esp√≠rito e do fil√≥sofo firmes e independentes,

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Natal não é uma época nem uma estação, mas um estado da mente. Apreciar a paz e benevolência, ser abundante em clemência, é ter o real espírito de Natal.

Ages Impelido por Mil Coisas

Dizes-te livre e todos os dias ages impelido por mil coisas. V√™s uma mulher e ama-la, morres de amor por ela; ser√°s livre de acalmar esse sangue que pulsa, de serenar essa cabe√ßa ardente, de refrear esse cora√ß√£o, de aplacar esses ardores que te devoram? Ser√°s livre de pensar? Mil cadeias te ret√™m, mil aguilh√Ķes te impelem, mil entraves te fazem parar. V√™s um homem pela primeira vez, h√° um dos seus tra√ßos que te choca, e durante a tua vida sentes avers√£o por esse homem, que talvez tivesses amado se tivesse o nariz mais pequeno. Tens mau est√īmago, e √©s brutal para com aquele que terias acolhido com benevol√™ncia. E de todos estes factos derivam, ou neles se encadeiam, tamb√©m fatalmente, outras s√©ries de factos, de que outros derivam por sua vez.

Simplicidade Extrema

P√Ķe de lado os estudos e n√£o conhecer√°s o sofrimento. P√Ķe de lado a erudi√ß√£o e afasta a sabedoria e o povo ser√° cem vezes mais beneficiado. P√Ķe de lado a benevol√™ncia e afasta a rectid√£o e o povo te pagar√° com dever filial e amor fraternal. P√Ķe de lado o artif√≠cio e afasta o lucro e n√£o haver√° mais bandoleiros e ladr√Ķes. Mant√©m-te na simplicidade, restringe o ego√≠smo e refreia os desejos.