Passagens sobre Benevolência

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Frases sobre benevol√™ncia, poemas sobre benevol√™ncia e outras passagens sobre benevol√™ncia para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Todos somos tocados pelas maravilhas do Deus feito menino na gruta de Belém, pelo espanto do Filho de Deus que por amor de nós Se torna Filho de Maria e Se faz pequeno e frágil. Estamos vigilantes e rezamos para que esta luz interior não se dilua e a fim de que possamos trazer para a nossa vida quotidiana, familiar e profissional, a alegria da fé, que se exprime na caridade, na benevolência, na ternura.

Mentir não passa de uma benevolência: revelar aquilo que os outros querem acreditar.

Somos Todos Corruptíveis

A faculdade de se deixar corromper no sentido mais amplo do termo √© uma particularidade da esp√©cie humana em geral; mais ainda, as rela√ß√Ķes entre os homens s√≥ s√£o poss√≠veis porque somos todos corrupt√≠veis em maior ou menor grau. Cada vez que dependemos do amor, da benevol√™ncia, da simpatia ou simplesmente da delicadeza, estamos j√° no fundo corrompidos, e o nosso ju√≠zo nunca √©, por isso, verdadeiramente objectivo; e ele √©-o tanto menos quanto nos esfor√ßamos por permanecer incorrupt√≠veis.
A corruptibilidade est√° longe de se limitar √† estrita rela√ß√£o de pessoa a pessoa; uma obra, uma ac√ß√£o, um gesto pode lisonjear-nos confirmando o nosso amor pr√≥prio, as nossas opini√Ķes ou a nossa impress√£o sobre o mundo.
√Č apenas quando utilizamos conscientemente a corruptibilidade dos outros para nossa vantagem pessoal ou em detrimento de um terceiro, que ela √© um mal, mas a falta √© ent√£o mais nossa do que daquele cuja corruptibilidade nos beneficia.

O que nos ajuda mais a conservar e manter a nossa for√ßa √© o facto de sermos amados; e o que se lhe op√Ķe mais √© o facto de termos medo. O medo √© mau guarda da nossa longevidade; a benevol√™ncia, pelo contr√°rio, √© fiel e dura at√© √† eternidade.

A Felicidade de uma Raz√£o Perfeita

Creio que estaremos de acordo em que é para proveito do corpo que procuramos os bens exteriores; em que apenas cuidamos do corpo para benefício da alma, e em que na alma há uma parte meramente auxiliar Рa que nos assegura a locomoção e a alimentação Рda qual dispomos tão somente para serviço do elemento essencial. No elemento essencial da alma há uma parte irracional e outra racional; a primeira está ao serviço da segunda; esta não tem qualquer ponto de referência além de si própria, pelo contrário, serve ela de ponto de referência a tudo. Também a razão divina governa tudo quanto existe sem a nada estar sujeita; o mesmo se passa com a nossa razão, que, aliás, provém daquela.
Se estamos de acordo nesse ponto, estaremos necessariamente tamb√©m de acordo em que a nossa felicidade depende exclusivamente de termos em n√≥s uma raz√£o perfeita, pois apenas esta impede em n√≥s o abatimento e resiste √† fortuna; seja qual for a sua situa√ß√£o, ela manter-se-√° imperturb√°vel. O √ļnico bem aut√™ntico √© aquele que nunca se deteriora.
O homem feliz, insisto, √© aquele que nenhuma circunst√Ęncia inferioriza; que permanece no cume sem outro apoio al√©m de si mesmo,

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O Natal √© um tempo de benevol√™ncia, perd√£o, generosidade e alegria. A √ļnica √©poca que conhe√ßo, no calend√°rio do ano, em que homens e mulheres parecem, de comum acordo, abrir livremente seus cora√ß√Ķes.

A (Má-)Emoção Controlada Pela Razão

H√° a ideia de que quando se concede √† raz√£o inteira liberdade ela destr√≥i todas as emo√ß√Ķes profundas. Esta opini√£o parece-me devida a uma concep√ß√£o inteiramente errada da fun√ß√£o da raz√£o na vida humana. N√£o √© objectivo da raz√£o gerar emo√ß√Ķes, embora possa ser parte da sua fun√ß√£o descobrir os meios de impedir que tais emo√ß√Ķes sejam um obst√°culo ao bem-estar. Descobrir os meios de dminuir o √≥dio e a inveja √© sem d√ļvida parte da fun√ß√£o da psicologia racional. Mas √© um erro supor que diminuindo essas paix√Ķes, diminuiremos ao mesmo tempo a intensidade das paix√Ķes que a raz√£o n√£o condena.
No amor apaixonado, na afei√ß√£o dos pais, na amizade, na benevol√™ncia, na devo√ß√£o √†s ci√™ncias ou √†s artes, nada h√° que a raz√£o deseje diminuir. O homem racional, quando sente essas emo√ß√Ķes, ficar√° contente por as sentir e nada deve fazer para diminuir a sua intensidade, pois todas elas fazem parte da verdadeira vida, isto √©, da vida cujo objectivo √© a felicidade, a pr√≥pria e a dos outros. Nada h√° de irracional nas paix√Ķes como paix√Ķes e muitas pessoas irracionais sentem s√≥mente as paix√Ķes mais triviais. Ningu√©m deve recear que ao optar pela raz√£o torne triste a vida.

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A Idade só se Aplica às Pessoas Vulgares

A tend√™ncia para colocar uma √™nfase especial ou organizar a juventude nunca me foi cara; para mim, a no√ß√£o de pessoa velha ou nova s√≥ se aplica √†s pessoas vulgares. Todos os seres humanos mais dotados e mais diferenciados s√£o ora velhos ora novos, do mesmo modo que ora s√£o tristes ora alegres. √Č coisa dos mais velhos lidar mais livre, mais jovialmente, com maior experi√™ncia e benevol√™ncia com a pr√≥pria capacidade de amar do que os jovens. Os mais idosos apressam-se sempre a achar os jovens precoces demasiado velhos para a idade, mas s√£o eles pr√≥prios que gostam de imitar os comportamentos e maneiras da juventude, eles pr√≥prios s√£o fan√°ticos, injustos, julgam-se detentores de toda a verdade e sentem-se facilmente ofendidos. A idade n√£o √© pior que a juventude, do mesmo modo que Lao-Ts√© n√£o √© pior que Buda e o azul n√£o √© pior que o vermelho. A idade s√≥ perde valor quando quer fingir ser juventude.

O √ďdio Limita o Indiv√≠duo

A inveja e o ódio, mesmo se acompanhados pela inteligência, limitam o indivíduo à superfície daquilo que constitui o objecto da sua atenção. Mas, se a inteligência se irmana com a benevolência e com o amor, consegue penetrar em tudo o que nos homens e no mundo há de profundo. E pode mesmo acalentar a esperança de atingir o que possa haver de mais elevado.

Benevolência: oferecer cinco euros para o conforto do nosso avozinho que está no asilo, publicitando-o depois no jornal.

O Empolar dos Conflitos

A maior parte dos conflitos s√£o forjados, baseados em falsas suspei√ß√Ķes ou exageram coisas sem import√Ęncia. Umas vezes, a ira vem at√© n√≥s, outras somos n√≥s que vamos ao seu encontro. Nunca devemos invocar a ira e, mesmo quando ela surge, devemos afast√°-la. Ningu√©m diz para si mesmo: ¬ęJ√° fiz ou poderei vir a fazer o que me est√° agora a causar ira¬Ľ; ningu√©m tem em conta a inten√ß√£o do autor, mas apenas o acto em si. Ora, √© o autor que se deve ter em conta: teve ele inten√ß√£o de fazer o que fez ou f√™-lo sem querer, foi coagido ou estava enganado, seguiu o √≥dio ou procurou lucrar com o seu acto, f√™-lo por sua conta ou prestou um servi√ßo a algu√©m? A idade de quem errou e a sua situa√ß√£o devem ser ponderadas, para que saibamos se devemos suportar e perdoar a sua ofensa com benevol√™ncia ou com humildade.
Coloquemo-nos no lugar daquele que nos suscita ira: então, percebemos que o que nos torna iracundos é uma má avaliação de nós mesmos e não queremos sofrer algo que nós próprios queremos fazer. Ninguém faz uma pausa: ora, a pausa é o maior remédio para a ira,

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Dizer Mal dos Outros, Ouvir Falar Mal de Nós

Uma das formas mais universais de irracionalidade é a atitude tomada por quase toda a gente em relação às conversas maldizentes. Muito poucas pessoas sabem resistir à tentação de dizer mal dos seus conhecimentos e mesmo, se a ocasião se proporciona, dos seus amigos; no entanto, quando sabem que alguma coisa foi dita em seu desabono, enchem-se de espanto e indignação. Certamente nunca lhes ocorreu ao espírito que da mesma forma que dizem mal de não importa quem, alguém possa dizer mal deles. Esta é uma forma atenuada da atitude que, quando exagerada, conduz à mania da perseguição.
Exigimos de toda a gente o mesmo sentimento de amor e de profundo respeito que sentimos por nós próprios. Nunca nos ocorre que não devemos exigir que os outros pensem melhor de nós do que nós pensamos a respeito deles e não nos ocorre porque aos nossos olhos os méritos são grandes e evidentes ao passo que os dos outros, se na realidade existem, só são reconhecidos com certa benevolência. Quando o leitor ouve dizer que alguém disse qualquer coisa desprimorosa a seu respeito, lembra-se logo das noventa e nove vezes que reprimiu o desejo de exprimir, sobre esse alguém, a crítica que considerava justa e merecida,

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A Amizade como Auxiliar da Virtude

A maioria dos homens, na sua injusti√ßa, para n√£o dizer na sua imprud√™ncia, quer possuir amigos tais como eles pr√≥prios n√£o seriam. Exigem o que n√£o t√™m. O que √© justo √© que, primeiro, sejamos homens de bem e em seguida procuremos o que nos pare√ßa s√™-lo. S√≥ entre homens virtuosos se pode estabelecer esta conveni√™ncia em amizade, sobre a qual insisto h√° muito tempo. Unidos pela benevol√™ncia, guiar-se-√£o nas paix√Ķes a que se escravizam os outros homens. Amar√£o a justi√ßa e a equidade. Estar√£o sempre prontos a tudo empreender uns pelos outros, e n√£o se exigir√£o reciprocamente nada que n√£o seja honesto e leg√≠timo. Enfim, ter√£o uns para os outros, n√£o somente defer√™ncias e ternuras, mas, tamb√©m, respeito. Eliminar o respeito da amizade √© podar-lhe o seu mais belo ornamento.
√Č pois erro funesto crer que a amizade abre via livre √†s paix√Ķes e a todos os g√©neros de desordens. A natureza deu-nos a amizade, n√£o como cumplice do v√≠cio, mas como auxiliar da virtude.
A fim de que a virtude, que, sozinha, não poderia chegar ao ápice, pudesse atingi-lo com o auxílio e o apoio de tal companhia. Aqueles para quem esta aliança existe, existiu ou existirá,

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Lembrai-vos que é necessário a benevolência dos homens para o sucesso dos negócios.

Onde Começa o Bem

Há um limite a partir do qual a força visual do olho humano deixa de ser capaz de identificar o mau instinto tornado demasiado subtil para os seus fracos recursos; é aí que o homem faz começar o reino do bem; e a sensação de ter penetrado nesse reino desperta sincronicamente nele todos os instintos, os sentimentos de segurança, de bem-estar, e de benevolência, que o mal limitava e ameaçava. Por consequência: quanto mais o olhar é fraco, maior é o domínio do bem! Daí a eterna alegria do povo e das crianças! Daí o abatimento dos grandes pensadores, e o humor negro que é o seu, humor parente da má consciência.

Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas da consideração que ele têm pelos próprios interesses. Apelamos não à humanidade, mas ao amor-próprio, e nunca falamos de nossas necessidades, mas das vantagens que eles podem obter.

O Ingrato e o seu Oposto

O ingrato tortura-se e aflige-se a si mesmo; odeia os benef√≠cios que recebe por ter de retribu√≠-los, procura reduzir a sua import√Ęncia e, pelo contr√°rio, agigantar enormemente as ofensas que lhe foram causadas. H√° algu√©m mais miser√°vel do que um homem que se esquece dos benef√≠cios para s√≥ se lembrar das ofensas? A sabedoria, pelo contr√°rio, valoriza todos os benef√≠cios, fixa-se na sua considera√ß√£o, compraz-se em record√°-los continuamente. Os maus s√≥ t√™m um momento de prazer, e mesmo esse breve: o instante em que recebem o benef√≠cio; o s√°bio, pelo seu lado, extrai do benef√≠cio recebido uma satisfa√ß√£o grande e perene. O que lhe d√° prazer n√£o √© o momento de receber, mas sim o facto de ter recebido o benef√≠cio; isto √© para ele algo de imortal, de permanente. O s√°bio n√£o tem sen√£o desprezo por aquilo que o lesou; tudo isso ele esquece, n√£o por inc√ļria, mas voluntariamente. N√£o interpreta tudo pelo pior, n√£o procura descobrir o culpado do que lhe sucedeu, preferindo atribuir os erros dos homens √† fortuna.
N√£o atribui m√°s inten√ß√Ķes √†s palavras ou aos olhares dos outros, antes procura dar do que lhe fazem uma interpreta√ß√£o benevolente. Prefere lembrar-se do bem que lhe fizeram,

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A Felicidade e a Virtude N√£o S√£o Argumentos

Ningu√©m tomar√° facilmente por verdadeira uma doutrina somente porque ela torna felizes ou virtuosos os homens: exceptuando, talvez, os am√°veis ¬ęidealistas¬Ľ que se entusiasmam pelo Bom, o Verdadeiro, o Belo e fazem nadar, no seu charco, toda a esp√©cie de variegadas, pesadonas e bonacheironas idealidades. A felicidade e a virtude n√£o s√£o argumentos. Mas de bom grado se esquece, mesmo os esp√≠ritos ponderados, que tornar infeliz e tornar mau n√£o s√£o t√£o-pouco contra-argumentos. Uma coisa deveria ser certa, embora fosse muit√≠ssimo prejudicial e perigosa; seria at√© poss√≠vel fazer parte da estrutura b√°sica da exist√™ncia o perecermos por causa do nosso conhecimento total, – de forma que a for√ßa de um esp√≠rito se mediria justamente pela quantidade de ¬ęverdade¬Ľ que era capaz de suportar ou, mais claramente, pelo grau em que necessitasse de a diluir, velar, adocicar, embotar, falsificar. Mas est√° fora de d√ļvida o facto de os maus e infelizes serem mais favorecidos e terem maior possibilidade de √™xito na descoberta certas partes da verdade; para n√£o falar dos maus que s√£o felizes, – esp√©cie que os moralistas passam em sil√™ncio.

√Č poss√≠vel que a dureza e a ast√ļcia forne√ßam, para o desenvolvimento do esp√≠rito e do fil√≥sofo firmes e independentes,

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