Passagens sobre Controle

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Frases sobre controle, poemas sobre controle e outras passagens sobre controle para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

O Acaso Introduz e Acaba as Nossas Ac√ß√Ķes

√Č de um sadismo soberbo pensar que dever√≠amos ser julgados pelas nossas boas e m√°s ac√ß√Ķes, uma vez que s√≥ de um pequen√≠ssimo n√ļmero das nossas ac√ß√Ķes podemos decidir. O acaso cego, que se distingue da justi√ßa cega pelo simples facto de ainda n√£o usar venda, introduz e acaba as nossas ac√ß√Ķes; o que podemos fazer e, bem entendido, o que devemos fazer, em virtude da exist√™ncia tantas vezes negada da nossa consci√™ncia, √© deixarmo-nos arrastar numa certa direc√ß√£o e mantermo-nos depois nessa direc√ß√£o enquanto conservamos os olhos abertos e estamos conscientes de que o fim em geral √© uma ilus√£o, pelo que o fundamental √© a direc√ß√£o que mantivermos, pois s√≥ ela se encontra sob o nosso controlo, sob o controlo do nosso miser√°vel eu. E a lucidez, sim, a lucidez, os olhos abertos fitando sem medo a nossa terr√≠vel situa√ß√£o devem ser a estrela do eu, a nossa √ļnica b√ļssola, uma b√ļssola que cria a direc√ß√£o, porque sem b√ļssola n√£o h√° direc√ß√£o. Mas se me disponho agora a acreditar na direc√ß√£o, passo a duvidar dos testemunhos relativos √† maldade humana, uma vez que no interior de uma mesma direc√ß√£o – em si mesma excelente – podem existir correntes boas e m√°s.

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O meu defeito n√£o s√£o as paix√Ķes que tenho, mas a minha falta de controlo sobre elas.

De todos os infort√ļnios que afligem a humanidade, o mais amargo √© que temos de ter consci√™ncia de muito e controle de nada.

Nem sempre estar apaixonado √© bom. A maior parte das paix√Ķes toma conta da vontade e assume o controlo do sentir e do pensar. Promete a maior das liberta√ß√Ķes, mas escraviza quem desiste de si mesmo e a elas se submete.

A Alma é o Bem Supremo

Devemos circunscrever o bem supremo √† alma: degrad√°-lo-emos se em vez da melhor parte de n√≥s o associarmos antes √† pior, se o pusermos na depend√™ncia dos sentidos que nos animais sem fala s√£o bem mais apurados do que no homem. N√£o devemos atribuir ao corpo o ponto mais alto da nossa felicidade; os bens verdadeiros s√£o aqueles que devemos √† raz√£o – bens firmes e duradouros, insuscept√≠veis de decad√™ncia, incapazes de padecerem qualquer decr√©scimo ou limita√ß√£o! Os restantes bens s√£o-no somente na opini√£o do vulgo; na realidade apenas t√™m de comum o nome com os bens verdadeiros, mas carecem das propriedades que distinguem um ¬ębem¬Ľ real. Chamemos-lhes antes ¬ęutilidades¬Ľ ou, para usar o termo t√©cnico, ¬ęrecursos desej√°veis¬Ľ, mas sem perder de vista que se trata de ¬ęutens√≠lios¬Ľ, n√£o de partes de n√≥s mesmos; tenhamo-los √† m√£o, mas sem esquecer que s√£o exteriores a n√≥s; e mesmo tendo-os √† m√£o atribuamos-lhes um lugar subalterno e secund√°rio, como coisas de que ningu√©m se deve orgulhar. H√° coisa mais est√ļpida do que nos vangloriarmos de algo que n√£o fizemos? Deixemos que todos esses falsos bens nos caibam em sorte mas sem se colarem a n√≥s de modo a que, se ficarmos sem eles,

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O Mal das Doutrinas Religiosas

– Bem, o que at√© agora me pareceu mais interessante foi verificar que a grande maioria de todas essas cren√ßas parte de um facto ou de uma personagem de relativa probabilidade hist√≥rica, mas todas evoluem rapidamente para movimentos sociais subordinados e enformados pelas circunst√Ęncias pol√≠ticas, econ√≥micas e sociais do grupo que as aceita. Ainda est√° acordada?
Eulalia assentiu.
РUma boa parte da mitologia que se desenvolve à volta de cada uma destas doutrinas, desde a liturgia até às normas e tabus, provém da burocracia que é gerada à medida que evoluem e não do suposto facto sobrenatural que lhes deu origem. A maior parte das anedotas simples e bonançosas, um misto de senso comum e folclore, e toda a carga beligerante que conseguem desenvolver provém da interpretação posterior daqueles princípios, quando não tendem a desvirtuar-se, nas mãos dos seus administradores. A questão administrativa e hierárquica parece ser a chave da sua evolução. A verdade é revelada em princípio a todos os homens, mas depressa aparecem indivíduos que se atribuem o poder e o dever de interpretar, administrar e, nalguns casos, alterar essa verdade em nome do bem comum, estabelecendo para isso uma organização poderosa e potencialmente repressiva.

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Liberdade com Limites

H√° muitas esp√©cies de liberdade. Umas tem o mundo de menos, outras tem o mundo de mais. Mas ao dizer que pode haver ¬ęde mais¬Ľ de uma certa esp√©cie de liberdade devo apressar-me a acrescentar que a √ļnica esp√©cie de liberdade que considero indesej√°vel √© aquela que permite diminuir a liberdade de outrem, por exemplo, a liberdade de fazer escravos.
O mundo n√£o pode garantir-se a maior quantidade poss√≠vel de liberdade instituindo, pura e simplesmente, a anarquia, pois nesse caso os mais fortes seriam capazes de privar da liberdade os mais fracos. Duvido de que qualquer institui√ß√£o social seja justific√°vel se contribui para diminuir o quantitativo total de liberdade existente no mundo, mas certas institui√ß√Ķes sociais s√£o justific√°veis apesar do facto de coarctarem a liberdade de um certo indiv√≠duo ou grupo de indiv√≠duos.
No seu sentido mais elementar, liberdade significa a ausência de controles externos sobre os actos de indivíduos ou grupos. Trata-se, portanto, de um conceito negativo, e a liberdade, por si só, não confere a uma comunidade qualquer alta valia.
Os Esquim√≥s, por exemplo, podem dispensar o Governo, a educa√ß√£o obrigat√≥ria, o c√≥digo das estradas, e at√© as complica√ß√Ķes incr√≠veis do c√≥digo comercial. A sua vida,

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Tens que ter controle do teu tempo, e n√£o o conseguir√°s a menos que digas n√£o. N√£o podes deixar que as pessoas definam a agenda da tua vida.

Nada √© mais eterno na nossa cabe√ßa e na nossa pele que o sabor de um beijo vadio ou a tomada de posse de cum corpo desejado numa noite inesperada. Podem passar-se anos, d√©cadas at√©, recordar√°s sempre aquelas horas como as √ļltimas da tua vida, pois √© quando perdes o controlo que ganhas lugar na hist√≥ria.

Existem momentos na vida em que a √ļnica alternativa poss√≠vel √© perder o controle.

O Amor é Mais Forte

Os amantes de hoje preferem a droga mais leve, o tabaco mais light ou o caf√© descafeinado. J√° ningu√©m quer ficar pedrado de amor ou sofrer de uma overdose de paix√£o. As emo√ß√Ķes fortes s√£o fracas e as pr√≥prias fraquezas revelam-se mais fortes. Os amantes, esses, s√£o igualmente namorados da monotonia e amigos √≠ntimos da disciplina. O que est√° fora de controlo causa-lhes confus√£o, e afecta-lhes uma certa zona do c√©rebro, mas quase nunca lhes toca o cora√ß√£o. O amor devia ser sonhado e devia faz√™-los voar; em vez disso √© planeado, e quanto muito, f√°-los pensar.
Sobre o amor n√£o se tem controlo. √Č um sentimento que nos domina, que nos sufoca e que nos mata. Depois d√°-nos um pouco vida. No amor queremos viver, mas pouco nos importa morrer e estamos sempre dispostos a ir mais al√©m. Deixamo-nos cair em tenta√ß√£o, e n√£o nos livramos do mal, embora procuremos o bem. No amor tamb√©m se tem f√©, mas n√£o se conhecem ora√ß√Ķes: amamos porque cremos, porque desejamos e porque sabemos que o amor existe. Amamos sem saber se somos amados, e por isso podemos acabar desolados, isolados e deprimidos. Que se lixe! O amor n√£o √© justo,

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O Vento que Decidirmos Ser

Uma das mais importantes escolhas que cada um de nós deve fazer é a de escolhermos qual o foco prin-cipal da nossa atenção e cuidado. Se o mundo à nossa volta, a fim de o mudar, ou se o interior de nós mesmos.

Quase todos os bens e males da nossa existência partem do nosso interior, pelo que será aí que importa aperfeiçoar, de forma profunda, tudo o que existe no nosso íntimo.

Um dos trabalhos mais importantes de cada um de nós será o de saber bem o que queremos. O segredo da felicidade pode estar aí: alterar em nós o que nos possa estar a causar desnecessárias ansiedades. Quantas vezes desejamos algo que está fora da nosso controlo?
Existem três tipos de coisas: as que dependem apenas de nós; as que escapam por completo à nossa decisão; e, aquelas sobre as quais temos algum controlo, mas não total.

Se fizermos a nossa alegria depender de algo que não está na nossa mão, então será fácil que nos sinta-mos roubados de algo que, na verdade, nunca foi nosso. Mesmo nos casos em que o conseguimos obter, a ansiedade associada à posse, até pela iminência de o perder da mesma forma que o ganhámos,

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[…], creio que se pode admitir que a sorte seja √°rbitra da metade dos nossos atos, mas que nos permite o controle sobre a outra metade, aproximadamente.

A Dificuldade de Estabelecer e Firmar Rela√ß√Ķes

A dificuldade de estabelecer e firmar rela√ß√Ķes. H√° uma t√©cnica para isso, conhe√ßo-a. Nunca pude meter-me nela. Ser ¬ęsimp√°tico¬Ľ. √Č realmente f√°cil: prestabilidade, autodom√≠nio. Mas. Ser soci√°vel exige um esfor√ßo enorme ‚ÄĒ f√≠sico. Quem se habituou, j√° se n√£o cansa. Tudo se passa √† superf√≠cie do esfor√ßo. Ter ¬ępersonalidade¬Ľ: n√£o descer um mil√≠metro no trato, mesmo quando por delicadeza se finge. Assumirmos a import√Ęncia de n√≥s sem o mostrar. Darmo-nos valor sem o exibir. Irresistivelmente, agacho-me. E logo: a pata dos outros em cima. Bem feito. Pois se me pus a jeito. E ent√£o reponto. O fim. Ser prest√°vel, colaborar nas tarefas que os outros nos inventam. Col√≥quios, confer√™ncias, organiza√ß√Ķes de. Ah, ser-se um ¬ęin√ļtil¬Ľ (um ¬ęparasita¬Ľ…). Raz√Ķes profundas ‚ÄĒ um complexo duplo que vem da juventude: incompreens√£o do irm√£o corpo e da bolsa paterna. O segundo remediou-se. Tenho desprezo pelo dinheiro. Ligo t√£o pouco ao dinheiro que nem o gasto… Mas ¬ęgastar¬Ľ faz parte da ¬ępersonalidade¬Ľ. Sa√ļde ‚ÄĒ mais dif√≠cil. Este ar apeur√© que vem logo ao de cima. A √ļnica defesa, obviamente, √© o resguardo, o isolamento, a medida.
√Č f√°cil ser ¬ęsimp√°tico¬Ľ, dif√≠cil √© perseverar, assumir o artif√≠cio da facilidade. Conservar os amigos. ¬ęN√£o √©s capaz de dar nada¬Ľ,

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A maior ameaça à democracia, à justiça socioeconómica e ao crescimento económico neste país é o controlo monopolista de algumas empresas sobre a economia.

√Č muito dif√≠cil para o poder conseguir apreciar ou incorporar humor e s√°tira no seu sistema de controle.

A Preguiça como Obstáculo à Liberdade

A pregui√ßa e a cobardia s√£o as causas por que os homens em t√£o grande parte, ap√≥s a natureza os ter h√° muito libertado do controlo alheio, continuem, no entanto, de boa vontade menores durante toda a vida; e tamb√©m por que a outros se torna t√£o f√°cil assumirem-se como seus tutores. √Č t√£o c√≥modo ser menor.
Se eu tiver um livro que tem entendimento por mim, um director espiritual que tem em minha vez consciência moral, um médico que por mim decide da dieta, etc., então não preciso de eu próprio me esforçar. Não me é forçoso pensar, quando posso simplesmente pagar; outros empreenderão por mim essa tarefa aborrecida. Porque a imensa maioria dos homens (inclusive todo o belo sexo) considera a passagem à maioridade difícil e também muito perigosa é que os tutores de boa vontade tomaram a seu cargo a superintendência deles. Depois de, primeiro, terem embrutecido os seus animais domésticos e evitado cuidadosamente que estas criaturas pacíficas ousassem dar um passo para fora da carroça em que as encerraram, mostram-lhes em seguida o perigo que as ameaça, se tentarem andar sozinhas. Ora, este perigo não é assim tão grande, pois aprenderiam por fim muito bem a andar.

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Moral Convencional e Moral Verdadeira

A respeitabilidade, a regularidade, a rotina Рtoda a disciplina de ferro forjada na moderna sociedade industrial Рatrofiaram o impulso artístico e aprisionaram o amor de forma tal que não mais pode ser generoso, livre e criador, tendo de ser ou furtivo ou pedante. Aplicou-se controle às coisas que mais deveriam ser livres, enquanto a inveja, a crueldade e o ódio se espraiam à vontade com as bençãos de quase toda a bisparia. O nosso equipamento instintivo consiste em duas partes Рuma que tende a beneficiar a nossa própria vida e a dos nossos descendentes, e outra que tende a atrapalhar a vida dos supostos rivais. Na primeira incluem-se a alegria de viver, o amor e a arte, que psicologicamente é uma consequência do amor. A segunda inclui competição, patriotismo e guerra. A moral convencional tudo faz para suprimir a primeira e incentivar a segunda. A moral verdadeira faria exactamente o contrário.
As nossas rela√ß√Ķes com os que amamos podem ser perfeitamente confiadas ao instinto; s√£o as nossas rela√ß√Ķes com aqueles que detestamos que deveriam ser postas sob o controle da raz√£o. No mundo moderno, aqueles que de facto detestamos s√£o grupos distantes, especialmente na√ß√Ķes estrangeiras. Concebemo-las no abstracto e engodamo-nos para crer que os nossos actos (na verdade manifesta√ß√Ķes de √≥dio) s√£o cometidos por amor √† justi√ßa ou outro motivo elevado.

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Sempre que Tiveres D√ļvidas

Sempre que tiveres d√ļvidas, ou quando o teu eu te pesar em excesso, experimenta o seguinte recurso: lembra-te do rosto do homem mais pobre e mais desamparado que alguma vez tenhas visto e pergunta-te se o passo que pretendes dar lhe vai ser de alguma utilidade. Poder√° ganhar alguma coisa com isso? Far√° com que recupere o controlo da sua vida e do seu destino? Por outras palavras, conduzir√° √† autonomia espiritual e f√≠sica dos milh√Ķes de pessoas que morrem de fome? Ver√°s, ent√£o, como as tuas d√ļvidas e o teu eu se desvanecem.

Podemos reprovar-nos a nós próprios por alguma acção, por alguma observação, mas não por um sentimento, simplesmente porque não temos qualquer controle sobre ele.