Passagens sobre Curiosidade

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Curiosidade: uma qualidade repreens√≠vel do esp√≠rito feminino. O desejo de saber se uma mulher sofre da maldi√ß√£o da curiosidade constitui uma das paix√Ķes mais insaci√°veis da alma masculina.

Afastou-se desculpando-se e regressou a casa, feliz de que a satisfa√ß√£o de sua curiosidade houvesse deixado inato o seu amor e, depois de haver por tanto tempo dissimulado uma esp√©cie de indiferen√ßa para com Odette, n√£o lhe ter dado, com uma demonstra√ß√£o de ci√ļme, a prova de que a amava demasiado, o que, entre dois amantes, dispensa para sempre, √†quele que a recebe, de amar o suficiente.

De certa forma n√£o posso acreditar que hajam tantas barreiras que n√£o possam ser escaladas por um homem que sabe os segredos de como tornar os sonhos realidade. Esse segredo especial pode ser resumido em quatro C‚Äôs. Eles s√£o curiosidade, confian√ßa, coragem, e const√Ęncia. E o maior de todos eles √© a Confian√ßa. Quando voc√™ acreditar em uma coisa, acredite nela at√© o fim.

Nunca Exagerar

Grande mat√©ria de considera√ß√£o √© n√£o falar por superlativos, seja para n√£o se expor a ofender a verdade, seja para n√£o desdourar a sua cordura. As exagera√ß√Ķes s√£o prodigalidades do estimar, que d√£o in√≠cio de curteza de conhecimento e gosto. A louva√ß√£o desperta viva curiosidade, pica o desejo, mas depois, n√£o equivalendo o valor ao apre√ßo, como de ordin√°rio acontece, a expectativa volta-se contra o engano e desforra-se no menosprezo pelo celebrado e por quem celebrou. Anda, pois, o cordo bem devagar, e mais quer pecar pelo pouco que pelo muito. Raras s√£o as emin√™ncias: modere-se a estimativa. O encarecer √© parente do mentir, e nele se perde o cr√©dito de bom gosto, que √© grande, e o de douto, que √© maior.

H√° diversos tipos de curiosidade; uma de interesse, que nos leva ao desejo de aprender o que nos pode ser √ļtil, e outra, de orgulho, que prov√©m do desejo de saber o que os outros ignoram.

A curiosidade leva a inteligência humana a sair da visão nocturna e ir para a claridade

A curiosidade leva a inteligência humana a sair da visão nocturna e ir para a claridade meridiana da verdade.

O Saber Ajuda em Todas as Actividades

O mero fil√≥sofo √© geralmente uma personalidade pouco admis¬≠s√≠vel no mundo, pois sup√Ķe-se que ele em nada contribui para o be¬≠nef√≠cio ou para o prazer da sociedade, porquanto vive distante de toda comunica√ß√£o com os homens e envolto em princ√≠pios e no√ß√Ķes igualmente distantes de sua compreens√£o. Por outro lado, o mero ig¬≠norante √© ainda mais desprezado, pois n√£o h√° sinal mais seguro de um esp√≠rito grosseiro, numa √©poca e uma na√ß√£o em que as ci√™ncias florescem, do que permanecer inteiramente destitu√≠do de toda esp√©cie de gosto por estes nobres entretenimentos. Sup√Ķe-se que o car√°cter mais perfeito se encontra entre estes dois extremos: conserva igual capacidade e gosto para os livros, para a sociedade e para os neg√≥cios; mant√©m na conversa√ß√£o discernimento e delicadeza que nascem da cultura liter√°ria; nos neg√≥cios, a probidade e a exatid√£o que resultam naturalmente de uma filosofia conveniente. Para difundir e cultivar um car√°cter t√£o aperfei√ßoado, nada pode ser mais √ļtil do que as com¬≠posi√ß√Ķes de estilo e modalidade f√°ceis, que n√£o se afastam em demasia da vida, que n√£o requerem, para ser compreendidas, profunda apli¬≠ca√ß√£o ou retraimento e que devolvem o estudante para o meio de homens plenos de nobres sentimentos e de s√°bios preceitos,

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Desconfiem dos s√°bios e dos grandes argumentadores. Eles esmorecem √† volta dos problemas […], a sua curiosidade √© uma avareza espiritual que √© insaci√°vel. S√£o como os conquistadores que destroem o mundo sem o possuir.

A curiosidade de um mente nobre sinceramente cessa onde o amor pela verdade não a encoraja a ir além e o amor pelo seu semelhante a convida a parar.

Femeeiro L√≠rico e Femeeiro √Čpico

Os homens que têm a mania das mulheres dividem-se facilmente em duas categorias. Uns procuram em todas as mulheres a ideia que eles próprios têm da mulher tal como ela lhe aparece em sonhos, o que é algo de subjectivo e sempre igual. Aos outros, move-os o desejo de se apoderarem da infinita diversidade do mundo feminino objectivo.
A obsess√£o dos primeiros √© uma obsess√£o l√≠rica; o que procuram nas mulheres n√£o √© sen√£o eles pr√≥prios, n√£o √© sen√£o o seu pr√≥prio ideal, mas, ao fim e ao cabo, apanham sempre uma grande desilus√£o, porque, como sabemos, o ideal √© precisamente o que nunca se encontra. Como a desilus√£o que os faz andar de mulher em mulher d√°, ao mesmo tempo, uma esp√©cie de desculpa melodram√°tica √† sua inconst√Ęncia, n√£o poucos cora√ß√Ķes sens√≠veis acham comovente a sua perseverante poligamia.
A outra obsessão é uma obsessão épica e as mulheres não vêem nela nada de comovente: como o homem não projecta nas mulheres um ideal subjecitvo, tudo tem interesse e nada pode desiludi-lo. E esta impossibilidade de desilusão encerra em si algo de escandaloso. Aos olhos do mundo, a obsessão do femeeiro épico não tem remissão (porque não é resgatada pela desilusão).

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