Cita√ß√Ķes sobre Dependentes

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Frases sobre dependentes, poemas sobre dependentes e outras cita√ß√Ķes sobre dependentes para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

F√°brica

Oh, a poesia de tudo o que é geométrico
e perfeito,
a beleza nova dos maquinismos,
a força secreta das peças
sob o contacto liso e frio dos metais,
a segura confiança

do saber-se que é assim e assim exactamente,
sem lugar a enganos,
tudo matemático e harmónico,
sem nenhum imprevisto, sem nenhuma aventura,
como na cabeça do engenheiro.
Os oper√°rios t√™m nos m√ļsculos, de cor,
os movimentos dia a dia repetidos:

é como se fossem da sua natureza,
longe de toda a vontade e de todo o pensamento;

como se os metais fossem carne do corpo
e as veias se abrissem
àquela vida estranha, dura, implacável
das m√°quinas.

Os motores de tantos mil cavalos
alinhados e seguros de si,
seguros do seu poder;

as articula√ß√Ķes subtis das bielas,
o enlace justo das engrenagens:
a f√°brica, todo um imenso corpo de movimentos
concordantes, dependentes, necess√°rios.

Serenidade Desperta

Tenho tanta coisa para fazer. Pois, mas aquilo que faz, f√°-lo com qualidade? Conduzir at√© ao emprego, falar com os clientes, trabalhar no computador, fazer recados, lidar com os incont√°veis afazeres que preenchem a sua vida quotidiana – at√© que ponto √© que se entrega √†s coisas que faz? E realiza-as com entrega, sem resist√™ncia, ou, pelo contr√°rio, sem se entregar e resistindo √† ac√ß√£o? √Č isto que determina o sucesso na vida e n√£o a dose de esfor√ßo que se despende. O esfor√ßo implica stresse e desgaste f√≠sico, implica a necessidade absoluta de atingir um determinado objectivo ou de alcan√ßar um determinado resultado.

√Č capaz de detectar dentro de si at√© a mais pequena sensa√ß√£o de n√£o quererestar a fazer aquilo que est√° a fazer? Isso √© uma nega√ß√£o da vida e, desse modo, n√£o ser√° poss√≠vel obter resultados verdadeiramente bons.

Se for capaz de descobrir aquela sensa√ß√£o, ser√° que tamb√©m consegue abdicar dela e entregar–se completamente √†quilo que faz?

‚ÄúFazer uma coisa de cada vez”, foi assim que um Mestre Zen definiu o esp√≠rito da filosofia Zen.

Fazer uma coisa de cada vez significa estar nela por inteiro, concentrar nela toda a sua atenção.

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Assim, um pr√≠ncipe s√°bio pensar√° em como manter todos os seus cidad√£os, e em todas as circunst√Ęncias, dependentes do Estado e dele; e a√≠ eles ser√£o sempre confi√°veis.

Demiss√£o

Este mundo n√£o presta, venha outro.
J√° por tempo de mais aqui andamos
A fingir de raz√Ķes suficientes.
Sejamos c√£es do c√£o: sabemos tudo
De morder os mais fracos, se mandamos,
E de lamber as m√£os, se dependentes.

Nunca conseguiremos alcançar a felicidade se ficarmos dependentes de obter dos outros o que não conseguimos de nós próprios.

A Vida é uma Montanha Russa

A vida n√£o √© uma linha reta em que algu√©m conquistado ou algo adquirido √© uma seguran√ßa para todo o sempre; a vida √© uma montanha russa e, de vez em quando, sim, √© preciso ficares de pernas para o ar. Tudo passa, tu ficas. Sou t√£o assertivo relativamente a este tema porque sei que √© a depend√™ncia que gera o apego, ou seja, se as pessoas forem independentes √© imposs√≠vel serem apegadas. √Č o ego que as vincula √† ideia de que n√£o s√£o suficientemente boas para dependerem de si mesmas e √© contra esta terr√≠vel armadilha que √© preciso lutar.

Uma m√£e que dependa do bem–estar do filho e que viva para ele √© uma mulher que n√£o encontrar√° for√ßas para lhe esticar o bra√ßo quando ele cair e precisar de uma verdadeira m√£e, pois ser√£o sempre dois a sofrer da mesma epidemia, da mesma dor, da mesma frustra√ß√£o ou desilus√£o; um homem que use e abuse da estabilidade profissional e financeira que conquistou e que dependa disso para, pensa ele, ser o que √©, √© algu√©m que mais tarde ou mais cedo, e num daqueles loopings da vida em que o que era j√° n√£o √©,

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Somos movidos por impulsos que ignoramos da natureza: o √≥dio, o amor, a paix√£o, a bondade. Pode-se quase perguntar se somos dependentes porque ningu√©m nasceu por vontade pr√≥pria. Seremos verdadeiramente respons√°veis pelos nossos actos? Temos a justi√ßa que nos torna respons√°veis e a evolu√ß√£o que o homem tem engendrado, mas n√£o somos independentes. Somos dependentes das circunst√Ęncias (…). Tornamo-nos respons√°veis perante a lei e pela justi√ßa, mas na verdade somos um joguete do destino.

Onde a civilização implicava a corrupção por virtudes bárbaras e a criação de pessoas dependentes, eu decidi, eu era contra a civilização.

As Culturas de Indivíduo, Grupo, e Sociedade

O termo cultura tem associa√ß√Ķes diferentes conforme temos em mente o desenvolvimento de um indiv√≠duo, de um grupo ou classe ou de toda uma sociedade. √Č parte da minha tesse que a cultura do indiv√≠duo est√° dependente da cultura de um grupo ou classe, e que a cultura do grupo ou classe est√° dependente da cultura de toda a sociedade a que esse grupo ou classe pertence. Por isso, √© a cultura da sociedade que √© fundamental, e √© o significado do termo ¬ęcultura¬Ľ em rela√ß√£o a toda a sociedade que se devia examinar primeiro. Quando o termo ¬ęcultura¬Ľ se aplica √† manipula√ß√£o de organismos inferiores – ao trabalho do bacteriologista ou do agricultor – o significado √© bastante claro porque podemos obter unanimidade a respeito dos fins a serem atingidos, e podemos concordar quanto a t√™-los atingidos ou n√£o. Quando se aplica ao aperfei√ßoamento do intelecto e esp√≠ritos humanos, √© menos prov√°vel que concordemos em rela√ß√£o ao que a cultura √©. O termo em si, significando alguma coisa a que se deve conscientemente aspirar em assuntos humanos, n√£o tem uma uma hist√≥ria longa.

Como alguma coisa a ser alcan√ßada com esfor√ßo deliberado, a ¬ęcultura¬Ľ √© relativamente intelig√≠vel quando nos preocupamos com o acto do indiv√≠duo se autocultivar,

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As pessoas vivem toda a sua vida a acreditar no que os outros dizem, dependentes dos outros. √Č por isso que t√™m tanto medo da opini√£o dos outros. Se eles pensam que voc√™ √© mau, torna-se mau. Se o condenam, come√ßa a condenar-se.

O amor é um dom porque, fazendo-nos sentir pequeninos e dependentes, afasta-nos de nós próprios e do mundo e aproxima-nos da nossa alma, no que tem de bom, de razão para viver, da razão de Deus.

Esquecimento Esvaziante

A variedade das nossas emo√ß√Ķes torna claro que cada homem guarda dentro de si os celeiros do contentamento e do descontentamento: os jarros das coisas boas e m√°s n√£o est√£o depositados ¬ęna soleira de Zeus¬Ľ, mas na alma. O n√©scio negligencia e desdenha as coisas boas que l√° est√£o porque a sua imagina√ß√£o acha-se sempre voltada para o futuro; o sensato, por√©m, torna os factos pregressos vividamente presentes com record√°-los. O presente oferece-se ao toque da nossa m√£o apenas por um instante e logo nos ilude os sentidos; os tolos julgam que ele n√£o √© mais nosso, que n√£o mais nos pertence.
Há a pintura de um cordoeiro no inferno, com um asno a engolir toda a corda feita por ele, à medida que ele a entretece; assim é a multidão acometida e dominada pelo esquecimento insensato e ingrato, que apaga cada acto, cada sucesso, cada experiência aprazível de bem-estar, de camaradagem e de deleite.
O esquecimento n√£o consente √† vida desenvolver-se unitariamente, o passado entretecido com o presente, mas separa o ontem do hoje, como se fossem de diferente subst√Ęncia, e o hoje do amanh√£, como se n√£o fossem o mesmo; transforma toda a ocorr√™ncia em n√£o-ocorr√™ncia.

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As Três Fases da Moralidade

Temos o primeiro sinal de que o animal se tornou homem, quando a sua actua√ß√£o j√° n√£o se relaciona com o bem-estar moment√Ęneo, mas com o duradouro, pro¬≠va de que o homem adquire o sentido do “√ļtil”, do “adequado”: √© ent√£o que, pela primeira vez, irrompe o livre senhorio da raz√£o. Um est√°dio ainda mais ele¬≠vado √© alcan√ßado, quando ele age consoante o prin¬≠c√≠pio da honra; gra√ßas ao mesmo, ele adapta-se, sub¬≠mete-se a sentimentos comuns, e isso ergue-o muito acima da fase, em que s√≥ a utilidade entendida em termos pessoais o guiava: ele respeita e quer ser res¬≠peitado, isto √©, entende o proveito como dependente do que ele opina acerca dos outros, do que os outros opinam acerca dele. Finalmente, na fase mais eleva¬≠da da moralidade em uso at√© agora, ele age segundo o seu crit√©rio quanto √†s coisas e √†s pessoas, ele pr√≥prio determina para si e para outros o que √© honroso, o que √© √ļtil; tornou-se o legislador das opini√Ķes, em conformidade com o conceito cada vez mais desen¬≠volvido do √ļtil e do honroso. O conhecimento habi¬≠lita-o a preferir o mais √ļtil, ou seja, a colocar o pro¬≠veito geral e duradouro √† frente do pessoal, a respeitosa estima de valia geral e duradoura √† frente da moment√Ęnea;

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A Avaliação de uma Civilização

Quando j√° se viveu por muito tempo numa civiliza√ß√£o espec√≠fica e com frequ√™ncia se tentou descobrir quais foram as suas origens e ao longo de que caminho ela se desenvolveu, fica-se √†s vezes tentado a voltar o olhar para outra dire√ß√£o e indagar qual o destino que a espera e quais as transforma√ß√Ķes que est√° fadada a experimentar. Logo, por√©m, se descobre que, desde o in√≠cio, o valor de uma indaga√ß√£o desse tipo √© diminu√≠do por diversos fatores, sobretudo pelo facto de apenas poucas pessoas poderem abranger a actividade humana em toda a sua amplitude. A maioria das pessoas foi obrigada a restringir-se a somente um ou a alguns dos seus campos. Entretanto, quanto menos um homem conhece a respeito do passado e do presente, mais inseguro ter√° de mostrar-se o seu ju√≠zo sobre o futuro. E h√° ainda uma outra dificuldade: a de que precisamente num ju√≠zo desse tipo as expectativas subjectivas do indiv√≠duo desempenham um papel dif√≠cil de avaliar, mostrando ser dependentes de factores puramente pessoais de sua pr√≥pria experi√™ncia, do maior ou menor optimismo da sua atitude para com a vida, tal como lhe foi ditada pelo seu temperamento ou pelo seu sucesso ou fracasso. Finalmente, faz-se sentir o facto curioso de que,

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Matéria e Espírito

N√≥s hoje estamos ao mesmo tempo na melhor √©poca da humanidade e na pior. T√£o depressa sentimos que tudo em n√≥s e em redor marcha un√≠ssono em frente, como subitamente um grande atrito emperra as nossas pr√≥prias articula√ß√Ķes. H√° ao mesmo tempo qualquer coisa que nos desacompanha e qualquer coisa que nos anima. H√° caminhos inteiros que terminam s√ļbito e n√£o h√° caminho inteiro e vital√≠cio. E n√≥s desejamos francamente acertar com a direc√ß√£o √ļnica e onde o √ļnico obst√°culo seja de verdade o mist√©rio do futuro.
Todo aquele que se lance mais animado pela palavra espírito, não creia que faz mais do que estar sujeito a uma determinante actual. A consciência material, como acontece hoje, dá entrada natural para o campo do espírito. Assim também o espírito tem existência vital segundo a qualidade de consciência da matéria. O espírito apartando da matéria não é deste mundo. Espírito e matéria confundem-se em vida.
Acontece, por√©m, que os fugitivos da mat√©ria transformam em si esse unilateralismo ao ingressar no esp√≠rito, e ficam outra vez de banda, inversamente agora, mas como antes. Ora o esp√≠rito n√£o tem mais dimens√Ķes do que a mat√©ria; s√£o outras, mas id√™nticas, que se justap√Ķem,

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Civilização e Religião Condicionam-se Uma à Outra

Quando a civiliza√ß√£o formulou o mandamento de que o homem n√£o deve matar o pr√≥ximo a quem odeia, que se acha no seu caminho ou cuja propriedade cobi√ßa, isso foi claramente efetuado no interesse comunal do homem, que, de outro modo, n√£o seria pratic√°vel, pois o assassino atrairia para si a vingan√ßa dos parentes do morto e a inveja de outros, que, dentro de si mesmos, se sentem t√£o inclinados quanto ele a tais actos de viol√™ncia. Assim, n√£o desfrutaria da sua vingan√ßa ou do seu roubo por muito tempo, mas teria toda a possibilidade de ele pr√≥prio em breve ser morto. Mesmo que se protegesse contra os seus inimigos isolados atrav√©s de uma for√ßa ou cautela extraordin√°rias, estaria fadado a sucumbir a uma combina√ß√£o de homens mais fracos. Se uma combina√ß√£o desse tipo n√£o se efectuasse, o homic√≠dio continuaria a ser praticado de modo infind√°vel e o resultado final seria que os homens se exterminariam mutuamente. Chegar√≠amos, entre os indiv√≠duos, ao mesmo estado de coisas que ainda persiste entre fam√≠lias na C√≥rsega, embora, em outros lugares, apenas entre na√ß√Ķes. A inseguran√ßa da vida, que constitui um perigo igual para todos, une hoje os homens numa sociedade que pro√≠be ao indiv√≠duo matar,

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Eu considero que uma liberdade dependente de poder discricionário do Governo não é uma verdadeira liberdade; fica à mercê do poder.

Sensibilidade e Maturidade

Uma certa vivacidade de impress√Ķes, mais directamente dependentes da sensibilidade f√≠sica, decresce com a idade. Ao chegar aqui, e sobretudo depois de ter aqui passado alguns dias, n√£o senti, desta vez, essas vagas de tristeza ou de entusiasmo que este local me costumava comunicar, e cuja recorda√ß√£o, depois, me era t√£o doce.
Deix√°-lo-ei, se calhar, sem a pena que outrora sentia. O meu esp√≠rito, por seu turno, tem hoje uma seguran√ßa muito maior, uma maior capacidade de fazer associa√ß√Ķes e de se exprimir; a intelig√™ncia cresceu, mas a alma perdeu parte da sua elasticidade e irritabilidade. E porque √© que, ao fim e ao cabo, n√£o partilhar√° o homem o destino comum de todos os outros seres?
Ao pegarmos num fruto delicioso, ser√° justo pretender respirar ao mesmo tempo o perfume da flor? Foi preciso passar pela subtil delicadeza da nossa sensibilidade juvenil para chegar a esta seguran√ßa e maturidade do esp√≠rito. Talvez os grandes homens – √© o que eu penso – sejam aqueles que, numa idade em que a intelig√™ncia possui j√° a sua plena for√ßa, ainda conservam parte dessa impetuosidade das impress√Ķes, que √© pr√≥pria da juventude.

Como Ser Autónomo?

As pessoas vivem toda a sua vida a acreditar no que os outros dizem, dependentes dos outros. √Č por isso que t√™m tanto medo da opini√£o dos outros. Se eles pensam que voc√™ √© mau, torna-se mau. Se o condenam, come√ßa a condenar-se. Se dizem que √© pecador, come√ßa a sentir-se culpado. E, como depende da opini√£o deles, √© obrigado a conformar-se constantemente com as suas opini√Ķes; sen√£o eles mudar√£o de opini√£o. Ora isso cria uma escravid√£o, uma escravid√£o muito subtil. Se quiser ser considerado bom, digno, belo, inteligente, tem de fazer concess√Ķes, tem de se comprometer continuamente com as pessoas de quem depende.

E levanta-se um outro problema. Como h√° muitas pessoas, elas est√£o sempre a alimentar a sua mente com diferentes tipos de opini√Ķes ‚ÄĒ opini√Ķes conflituosas, ainda por cima. Uma opini√£o a contradizer outra opini√£o ‚ÄĒ da√≠ que exista uma grande confus√£o dentro de si. Uma pessoa diz que voc√™ √© muito inteligente, outra pessoa diz-lhe que √© est√ļpido. Como decidir? Ent√£o fica dividido. Fica com d√ļvidas sobre si pr√≥prio, sobre quem √©… uma ondula√ß√£o. E a complexidade √© muito grande, porque h√° milhares de pessoas √† sua volta.
Você está em contacto com muitas pessoas e cada uma delas mete a sua ideia na sua mente.

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