Passagens sobre Destino

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Frases sobre destino, poemas sobre destino e outras passagens sobre destino para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Atravess√°mos e Vencemos Tudo

Olho para o passado com embriagu√™s, mas n√£o √© com menos deslumbramento que encaro o nosso futuro. Eis-nos, agora, um do outro para todo o sempre, sem ansiedades, sem inquieta√ß√Ķes, sem ang√ļstias. Atravess√°mos e vencemos tudo o que era mau e que poderia ser fatal. Estamos na plena posse dos nossos dois destinos fundidos num s√≥. O nosso amor n√£o ter√° a frescura dos primeiros tempos, mas √© um amor posto √† prova, um amor que conhece a sua for√ßa, e que mesmo para al√©m do t√ļmulo, espera ser infinito. O amor, quando nasce, s√≥ v√™ a vida, o amor que dura v√™ a eternidade.

Para n√£o Deixar de Amar-te Nunca

Saber√°s que n√£o te amo e que te amo
pois que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem a sua metade de frio.

Amo-te para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para n√£o deixar de amar-te nunca:
por isso n√£o te amo ainda.

Amo-te e n√£o te amo como se tivesse
nas minhas m√£os a chave da felicidade
e um incerto destino infeliz.

O meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando n√£o te amo
e por isso te amo quando te amo.

Tentara o Amor de Abril

Tentara o amor de Abril tornar mais duro,
Naquele mês de céu azul cortado
Pelas pandorgas cor do assombro, o brado
Que no meu peito armava o meu futuro;

Porque de novo, a procurar, procuro,
De bruços na janela, e debruçado
Por sobre as m√°goas deste amor calado,
Nas portas tenebrosas, o ar mais puro.

Firmando para o Norte, o brando povo
Das andorinhas parte, e fervoroso
Consuma o seu destino. Eu tento arm√°-lo

No céu da alma, e durmo procurando
Essa firmeza no abandono, e calo,
Por pouco tempo embora o como e o quando.

Posses e Capacidade atrapalham a Felicidade

Foi observado em todas as √©pocas que as vantagens da natureza, ou da fortuna, contribu√≠ram muito pouco para a promo√ß√£o da felicidade; e que aqueles a quem o esplendor da sua classe social, ou a extens√£o das suas capacidades, colocou no topo da vida humana n√£o deram muitas vezes ocasi√£o justa de inveja por parte dos que olham para eles de uma condi√ß√£o mais baixa; quer seja que a aparente superioridade incite a grandes des√≠gnios e os grandes des√≠gnios corram naturalmente o risco de insucessos fatais; ou que o destino da humanidade seja a mis√©ria, os infort√ļnios daqueles cuja emin√™ncia atraiu sobre eles a aten√ß√£o universal foram mais cuidadosamente registados, porque, em geral, eram mais bem observados e foram, na realidade, mais consp√≠cuos do que outros, mas n√£o com maior frequ√™ncia nem severidade.

Uma torcida não vale a pena pela sua expressão numérica. Ela vive e influi no destino das batalhas pela força do sentimento. E a torcida tricolor leva um imperecível estandarte de paixão.

N√£o receies que o destino te contradiga; o destino jamais contradiz os homens que nele esperam, e sempre cumpre as promessas que, em seu nome, fazem os fortes.

O Pessimismo é Excelente para os Inertes

O Pessimismo √© uma teoria bem consoladora para os que sofrem, porque desindividualiza o sofrimento, alarga-o at√© o tornar uma lei universal, a lei pr√≥pria da Vida; portanto lhe tira o car√°cter pungente de uma injusti√ßa especial, cometida contra o sofredor por um Destino inimigo e faccioso! Realmente o nosso mal sobretudo nos amarga quando contemplamos ou imaginamos o bem do nosso vizinho – porque nos sentimos escolhidos e destacados para a Infelicidade, podendo, como ele, ter nascido para a Fortuna. Quem se queixaria de ser coxo – se toda a humanidade coxeasse? E quais n√£o seriam os urros, e a furiosa revolta do homem envolto na neve e friagem e borrasca de um Inverno especial, organizado nos c√©us para o envolver a ele unicamente – enquanto em redor toda a humanidade se movesse na benignidade de uma Primavera? (…) O Pessimismo √© excelente para os Inertes, porque lhes atenua o desgracioso delito da In√©rcia.

P√°ra, Funesto Destino

P√°ra, funesto destino,
Respeita a minha const√Ęncia;
Pouco vences, se n√£o vences
De minha alma a toler√Ęncia.

Se eu sobrevivo aos estragos
Dos males que me fizeste,
Inutil é combater-me,
Nem me vences, nem venceste.

Com secos olhos diviso
Esse horror que se apresenta:
Os meus existem de glória;
Morrendo a glória os alenta.

O Maior Risco do Homem

O maior risco do homem é ser vítima do cárcere da emoção. Se em casos gravíssimos é possível resgatar o prazer de viver, imagine se não fosse possível transpor as nossas dificuldades quotidianas. Não seja passivo diante de tudo o que perturba a sua mente.

Repense o fundamento das ideias que você nunca teve coragem de contar, mas que assalta a sua tranquilidade. Saiba que os piores transtornos das nossas vidas não vêm de fora para dentro, mas de dentro para fora.

Ningu√©m pode ter livre-arb√≠trio, liberdade para decidir o seu destino, se n√£o desobstruir a sua intelig√™ncia. Sem tal liberdade, a democracia pol√≠tica √© uma utopia. Mesmo Deus respeita a sua decis√£o de se autoabandonar ou de querer transformar a sua vida num jardim. Opte pela vida. Tome todas as decis√Ķes que o fa√ßam ser feliz.

Portugal

Avivo no teu rosto o rosto que me deste,
E torno mais real o rosto que te dou.
Mostro aos olhos que n√£o te desfigura
Quem te desfigurou.
Criatura da tua criatura,
Ser√°s sempre o que sou.

E eu sou a liberdade dum perfil
Desenhado no mar.
Ondulo e permaneço.
Cavo, remo, imagino,
E descubro na bruma o meu destino
Que de antemão conheço:

Teimoso aventureiro da ilus√£o,
Surdo √†s raz√Ķes do tempo e da fortuna,
Achar sem nunca achar o que procuro,
Exilado
Na g√°vea do futuro,
Mais alta ainda do que no passado.

Ad Instar Delphini

Teus pés são voluptuosos: é por isso
Que andas com tanta graça, ó Cassiopéia!
De onde te vem tal chama e tal feitiço,
Que dás idéia ao corpo, e corpo à idéia?

Cam√Ķes, valie-me! Adamastor, Magri√ßo,
Dai-me força, e tu, Vênus Citeréia,
Essa do√ßura, esse imortal derri√ßo…
Quero também compor minha epopéia!

não cantarei Helena e a antiga Tróia,
Nem as Miss√Ķes e a nacional Lind√≥ia,
Nem Deus, nem Diacho! Quero, oh por quem és,

Flor ou mulher, chave do meu destino,
Quero cantar, como cantou Delfino,
As duas curvas de dois brancos pés.

Se Deus existe, √© para responder quando mais ningu√©m nos pode responder. Mas n√£o responde a ora√ß√Ķes nem a pedidos ‚Äď responde Existindo. Responde como destino. √Č a posta-restante das nossas almas aflitas. ‚ÄúAo menos que algu√©m me ou√ßa…‚ÄĚ.

Destino, Acaso ou Coincidência

Podemos muito bem, se for esse o nosso desejo, vaguear sem destino pelo vasto mundo do acaso. Que é como quem diz, sem raízes, exactamente da mesma maneira que a semente alada de certas plantas esvoaça ao sabor da brisa primaveril.
E, contudo, n√£o faltar√° ao mesmo tempo quem negue a exist√™ncia daquilo a que se convencionou chamar o destino. O que est√° feito, feito est√°, o que tem se ser tem muita for√ßa e por a√≠ fora. Por outras palavras, quer queiramos quer n√£o, a nossa exist√™ncia resume-se a uma sucess√£o de instantes passageiros aprisionados entre o ¬ętudo¬Ľ que ficou para tr√°s e o ¬ęnada¬Ľ que temos pela frente. Decididamente, neste mundo n√£o h√° lugar para as coincid√™ncias nem para as probabilidades.
Na verdade, por√©m, n√£o se pode dizer que entre esses dois pontos de vista exista uma grande diferen√ßa. O que se passa – como, de resto, em qualquer confronto de opini√Ķes – √© o mesmo que sucede com certos pratos culin√°rios: s√£o conhecidos por nomes diferentes mas, na pr√°tica, o resultado n√£o varia.

Aproveitar o Tempo

Aproveitar o tempo!
Mas o que é o tempo, que eu o aproveite?
Aproveitar o tempo!
Nenhum dia sem linha…
O trabalho honesto e superior…
O trabalho √† Virg√≠lio, √† M√≠lton…
Mas é tão difícil ser honesto ou superior!
√Č t√£o pouco prov√°vel ser Milton ou ser Virg√≠lio!

Aproveitar o tempo!
Tirar da alma os bocados precisos – nem mais nem menos –
Para com eles juntar os cubos ajustados
Que fazem gravuras certas na história
(E est√£o certas tamb√©m do lado de baixo que se n√£o v√™)…
P√īr as sensa√ß√Ķes em castelo de cartas, pobre China dos ser√Ķes,
E os pensamentos em dominó, igual contra igual,
E a vontade em carambola difícil.
Imagens de jogos ou de paci√™ncias ou de passatempos –
Imagens da vida, imagens das vidas. Imagens da Vida.

Verbalismo…
Sim, verbalismo…
Aproveitar o tempo!
N√£o ter um minuto que o exame de consci√™ncia desconhe√ßa…
N√£o ter um acto indefinido nem fact√≠cio…
N√£o ter um movimento desconforme com prop√≥sitos…
Boas maneiras da alma…
Eleg√Ęncia de persistir…

Aproveitar o tempo!

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No mundo quis o Tempo que se achasse

No mundo quis o Tempo que se achasse
O bem que por acerto ou sorte vinha;
E, por exprimentar que dita tinha,
Quis que a Fortuna em mim se exprimentasse.

Mas por que meu destino me mostrasse
Que nem ter esperanças me convinha,
Nunca nesta t√£o longa vida minha
Cousa me deixou ver que desejasse.

Mudando andei costume, terra e estado,
Por ver se se mudava a sorte dura;
A vida pus nas m√£os de um leve lenho.

Mas, segundo o que o Céu me tem mostrado,
J√° sei que deste meu buscar ventura
Achado tenho j√° que n√£o a tenho.