Passagens sobre Destino

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Frases sobre destino, poemas sobre destino e outras passagens sobre destino para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A mais importante coragem de um guerreiro n√£o √© a tenacidade com que ataca, mas a fortaleza com que resiste a tudo o que se lhe op√Ķe, a tudo quanto o tenta afastar da constru√ß√£o do seu caminho, destino e miss√£o. S√≥ a inteireza combate a cobi√ßa, o orgulho e o ego√≠smo.

Eu queria sair de tudo o que eu era, para entrar num destino melhor.

Da Nossa Semelhança com os Deuses

Da nossa semelhança com os deuses
Por nosso bem tiremos
Julgarmo-nos deidades exiladas
E possuindo a Vida
Por uma autoridade primitiva
E coeva de Jove.

Altivamente donos de nós-mesmos,
Usemos a existência
Como a vila que os deuses nos concedem
Para, esquecer o estio.
N√£o de outra forma mais apoquentada
Nos vale o esforço usarmos
A existência indecisa e afluente
Fatal do rio escuro.

Como acima dos deuses o Destino
√Č calmo e inexor√°vel,
Acima de nós-mesmos construamos
Um fado volunt√°rio
Que quando nos oprima nós sejamos
Esse que nos oprime,
E quando entremos pela noite dentro
Por nosso pé entremos

Lembre-se, o sucesso é uma jornada, não um destino. Tenha fé em sua capacidade.

Encostei-me

Encostei-me para trás na cadeira de convés e fechei os olhos,
E o meu destino apareceu-me na alma como um precipício.
A minha vida passada misturou-se com a futura,
E houve no meio um ruído do salão de fumo,
Onde, aos meus ouvidos, acabara a partida de xadrez.

Ah, balouçado
Na sensação das ondas,
Ah, embalado
Na idéia tão confortável de hoje ainda não ser amanhã,
De pelo menos neste momento n√£o ter responsabilidades nenhumas,
De n√£o ter personalidade propriamente, mas sentir-me ali,
Em cima da cadeira como um livro que a sueca ali deixasse.

Ah, afundado
Num torpor da imagina√ß√£o, sem d√ļvida um pouco sono,
Irrequieto t√£o sossegadamente,
Tão análogo de repente à criança que fui outrora
Quando brincava na quinta e n√£o sabia √°lgebra,
Nem as outras √°lgebras com x e y’s de sentimento.

Ah, todo eu anseio
Por esse momento sem import√Ęncia nenhuma
Na minha vida,
Ah, todo eu anseio por esse momento, como por outros an√°logos ‚ÄĒ
Aqueles momentos em que n√£o tive import√Ęncia nenhuma,
Aqueles em que compreendi todo o vácuo da existência sem inteligência para o
compreender
E havia luar e mar e a solid√£o,

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Talvez seja a espessura desse céu que faz os cacimbeiros sonharem tanto. Sonhar é um modo de mentir à vida, uma vingança contra um destino que é sempre tardio e pouco.

Portugal

O teu destino é nunca haver chegada
O teu destino é outra índia e outro mar
E a nova nau lusíada apontada
A um país que só há no verbo achar

Seus Olhos

Seus olhos – que eu sei pintar
O que os meus olhos cegou ‚Äď
N√£o tinham luz de brilhar,
Era chama de queimar;
E o fogo que a ateou
Vivaz, eterno, divino,
Como facho do Destino.

Divino, eterno! – e suave
Ao mesmo tempo: mas grave
E de t√£o fatal poder,
Que, um só momento que a vi,
Queimar toda a alma senti…
Nem ficou mais de meu ser,
Sen√£o a cinza em que ardi.

Surdina

No ar sossegado um sino canta,
Um sino canta no ar sombrio…
P√°lida, V√™nus se levanta…
Que frio!

Um sino canta. O campan√°rio
Longe, entre n√©voas, aparece…
Sino, que cantas solit√°rio,
Que quer dizer a tua prece?

Que frio! embuçam-se as colinas;
Chora, correndo, a √°gua do rio;
E o céu se cobre de neblinas.
Que frio!

Ningu√©m… A estrada, ampla e silente,
Sem caminhantes, adormece…
Sino, que cantas docemente,
Que quer dizer a tua prece?

Que medo p√Ęnico me aperta
O coração triste e vazio!
Que esperas mais, alma deserta?
Que frio!

J√° tanto amei! j√° sofri tanto!
Olhos, por que inda estais molhados?
Por que é que choro, a ouvir-te o canto,
Sino que dobras a finados?

Trevas, caí! que o dia é morto!
Morre também, sonho erradio!
A morte √© o √ļltimo conforto…
Que frio!

Pobres amores, sem destino,
Soltos ao vento, e dizimados!
Inda vos choro… E, como um sino,
Meu coração dobra a finados.

E com que m√°goa o sino canta,

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Destino sem Medo

O homem que acha que os segredos do mundo são para sempre insondáveis vive no mistério e no medo. A superstição arrasta-o para o abismo. A chuva acabará por esfarelar os feitos da sua existência. Mas do homem que atribui a si mesmo a tarefa de isolar da trama do cosmos o fio da ordem podemos dizer que, com essa simples decisão, tomou as rédeas do mundo nas suas mãos e só dessa forma conseguirá ditar os termos do seu próprio destino.

Os Meios de Comunicação Têm Sempre Razão

A domina√ß√£o intelectual √© dif√≠cil se n√£o dispomos de uma tribuna medi√°tica. Em vez de perdermos longos anos a reflectir sobre o sentido da vida, as rela√ß√Ķes entre homens e mulheres, a influ√™ncia da alimenta√ß√£o transg√©nica na produ√ß√£o leiteira das vacas normandas (conhe√ßo um investigador que passou quarenta anos a estudar as t√©rmitas; admite n√£o ter conseguido desvendar-lhes o segredo que, no seu entender, existe!) ou qualquer assunto mais ou menos relacionado com o destino da Humanidade, mais vale come√ßarmos por arranjar meios de aceder √† redac√ß√£o de um jornal ou, melhor, de um canal televisivo. Com efeito, √© a import√Ęncia do meio de comunica√ß√£o em termos de audi√™ncia que determina a supremacia de uma opini√£o. Qualquer tolice cat√≥dica emitida entre as 20 e as 20:30 horas √© mais cred√≠vel que a conclus√£o amadurecida de um col√≥quio de especialistas. Porqu√™ mais cred√≠vel? Porque mais acreditada.
O p√ļblico aprecia a confirma√ß√£o de que √© verdade aquilo que sente como verdadeiro (por exemplo, que os pol√≠ticos s√£o podres ou que a Madonna √© a mulher mais sensual do mundo). Este g√©nero de opini√£o, no entanto, s√≥ passa a ser uma evid√™ncia depois de ter sido santificado por um meio de comunica√ß√£o.

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Lamento do Poeta Objectivo

Anda-me o amor tomando a própria vida,
como se, amando, eu existisse mais.
E leva-me o Destino em voz traída,
como se houvera encontros desiguais.

A multid√£o me cerca, e, renascida,
j√° dela terei fome de sinais.
E, mal a noite se demora ardida,
o medo e a solid√£o me esfriam tais

as cinzas desse amor que sacrifico.
Não é futura a só miséria. A queixa
também não é: e apenas acontece

no v√°cuo imenso que este amor me deixa,
quando maior, quando de si mais rico,
se d√° de mundo em mundo, e l√° me esquece.

O Belo Retrato do S√°bio

Voltemos √† feliz esp√©cie dos loucos. Passada a vida alegremente, sem medo ou pressentimento da morte, emigram directamente para os Campo El√≠sios e v√£o deleitar com as suas fac√©cias as almas ociosas e pias. Comparai agora ao destino do louco o de um s√°bio √† vossa escolha. Citai-me um modelo de sabedoria que tenha gasto a sua inf√Ęncia e a juventude no estudo das ci√™ncias e que tenha perdido o mais belo tempo da sua vida em vig√≠lias, cuidados e trabalhos sem fim e que se tenha privado, para o resto da sua vida, de todos os prazeres. Vereis que foi sempre pobre, miser√°vel, triste, t√©trico, severo e duro para consigo mesmo, insuport√°vel e desagrad√°vel para com os outros, p√°lido, magro, servil, envelhecido antes do tempo, calvo antes da velhice, votado a uma morte prematura. Que importa, ali√°s, que morra, se nunca chegou a viver! Tal √© o belo retrato deste s√°bio.

Muitas coisas que me aconteceram t√£o piores que estas, eu j√° perdoei. No entanto essa n√£o posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino √© irracional? √Č impiedoso.

Neurastenia

Sinto hoje a alma cheia de tristeza!
Um sino dobra em mim Ave-Marias!
L√° fora, a chuva, brancas m√£os esguias,
Faz na vidra√ßa rendas de Veneza…

O vento desgrenhado chora e reza
Por alma dos que est√£o nas agonias!
E flocos de neve, aves brancas, frias,
Batem as asas pela Natureza…

Chuva…tenho tristeza! Mas porqu√™?!
Vento…tenho saudades! Mas de qu√™?!
√ď neve que destino triste o nosso!

√ď chuva! √ď vento! √ď neve! Que tortura!
Gritem ao mundo inteiro esta amargura,
Digam isto que sinto que eu n√£o posso !!…

Aproximo-me suavemente do momento em que os filósofos e os imbecis têm o mesmo destino.

Um Grande Carácter não é Comparável

Quando vemos um grande homem, imaginamos uma semelhança com alguma personalidade histórica e profetizamos a sequência do seu carácter e do seu destino, dedução que necessariamente falhará. Ninguém jamais resolverá o problema do seu carácter, de acordo com os nossos prognósticos, mas de acordo com a própria orientação, personalíssima e sem precedente.
O car√°cter aspira √† largueza; n√£o se deve misturar com as pessoas, nem ser julgado por epis√≥dios colhidos na velocidade da vida quotidiana ou em poucas ocasi√Ķes. Como um grande edif√≠cio, necessita de perspectiva. N√£o pode formar, e provavelmente n√£o forma, rela√ß√Ķes rapidamente; e n√£o devemos desejar explica√ß√Ķes precipitadas, seja na √©tica popular ou na nossa pr√≥pria, da sua ac√ß√£o.

N√£o se luta contra o destino; o melhor √© deixar que nos pegue pelos cabelos e nos arraste at√© onde queira al√ßar-nos ou despenhar-nos. Esa√ļ e Jac√≥