Passagens sobre Fracos

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Frases sobre fracos, poemas sobre fracos e outras passagens sobre fracos para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Não fortalecerás os fracos, por enfraquecer os fortes. Não ajudarás os assalariados, se arruinares aquele que os paga. Não estimularas a fraternidade, se alimentares o ódio.

Sacrilégio

Como a alma pura, que teu corpo encerra,
Podes, t√£o bela e sensual, conter?
Pura demais para viver na terra,
Bela demais para no céu viver.

Amo-te assim! – exulta, meu desejo!
√Č teu grande ideal que te aparece,
Oferecendo loucamente o beijo,
E castamente murmurando a prece!

Amo-te assim, à fronte conservando
A parra e o acanto, sob o alvor do véu,
E para a terra os olhos abaixando,
E levantando os braços para o céu.

Ainda quando, abraçados, nos enleva
O amor em que me abraso e em que te abrasas,
Vejo o teu resplandor arder na treva
E ouço a palpitação das tuas asas.

Em v√£o sorrindo, pl√°cidos, brilhantes,
Os céus se estendem pelo teu olhar,
E, dentro dele, os serafins errantes
Passam nos raios claros do luar:

Em v√£o! – descerras √ļmidos, e cheios
De promessas, os l√°bios sensuais,
E, à flor do peito, empinam-se-te os seios,
Ameaçadores como dois punhais.

Como é cheirosa a tua carne ardente!
Toco-a, e sinto-a ofegar, ansiosa e louca.

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Soneto XXII

Ao mesmo

Rico Almazém, que Deus estima e preza,
Mais forte que o poder do inferno forte,
Bem te armas de ua morte e de outra morte,
Para qualquer encontro e brava empresa.

Arma-se o fraco c√° de fortaleza
Para que assi resista ao duro corte;
Mas Deus sempre peleja d’outra sorte,
Cobrindo o forte de mortal fraqueza.

Usou c’o inferno deste pr√≥prio modo,
Iscando o anzol da natureza sua
Co’ a nossa; e foi-se o pece tr√°s o engano.

E co’ as armas da carne rota e nua
Dos M√°rtires venceu o mundo todo,
Hoje em ti as p√Ķem para socorro humano.

O Espírito da Conversação

Há pessoas que falam um momento antes de pensar; há outras que prestam fraca atenção ao que dizem, e com as quais sofremos, na conversação, todo o trabalho que a sua inteligência tem; estão como amassados de frases e jeitos de expressão, concertados nos gestos e em toda a sua atitude.
O espírito da conversação consiste muito menos em mostrar muito espírito que em fazer com que os outros o achem: quem sai de uma palestra contente consigo mesmo e com o seu espírito, sai perfeitamente contente com o orador. Os homens não gostam de admirar; querem agradar: procuram menos ser instruídos, e mesmo satisfeitos, que serem apreciados e aplaudidos; e o prazer mais delicado que há é o de causar o dos outros.

A Ilus√£o Pol√≠tica das Grandes Manifesta√ß√Ķes Populares

Nisto de manifesta√ß√Ķes populares, o mais dif√≠cil √© interpret√°-las. Em geral, quem a elas assiste ou sabe delas ingenuamente as interpreta pelos factos como se deram. Ora, nada se pode interpretar pelos factos como se deram. Nada √© como se d√°. Temos que alterar os factos, tais como se deram, para poder perceber o que realmente se deu. √Č costume dizer-se que contra factos n√£o h√° argumentos. Ora s√≥ contra factos √© que h√° argumentos. Os argumentos s√£o, quase sempre, mais verdadeiros do que os factos. A l√≥gica √© o nosso crit√©rio de verdade, e √© nos argumentos, e n√£o nos factos, que pode haver l√≥gica.
Nisto de manifesta√ß√Ķes ‚ÄĒ ia eu dizendo ‚ÄĒ o dif√≠cil √© interpret√°-las. Porque, por exemplo, uma manifesta√ß√£o conservadora √© sempre feita por mais gente do que toma parte nela. Com as manifesta√ß√Ķes liberais sucede o contr√°rio. A raz√£o √© simples. O temperamento conservador √© naturalmente avesso a manifestar-se, a associar-se com grande facilidade; por isso, a uma manifesta√ß√£o conservadora vai s√≥ um reduzido n√ļmero da gente que poderia, ou mesmo quereria, ir. O feitio ps√≠quico dos liberais √©, ao contr√°rio, expansivo e associador; as manifesta√ß√Ķes dos “avan√ßados” englobam, por isso, os pr√≥prios indiferentes de sa√ļde,

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O homem moral é uma espécie inferior à do homem imoral, uma espécie mais fraca. Mais ainda: ele deriva de um tipo moral, mas não é propriamente esse tipo; não passa de uma cópia, ainda que possa ser uma boa cópia, e a medida do valor que tem é-lhe dada pelo exterior.

A pior forma de tirania que o mundo sempre viu √© a tirania do fraco sobre o forte. Esta √© a √ļnica forma de tirania que dura.

Integridade sem conhecimento √© fraca e in√ļtil, mas conhecimento sem integridade √© perigoso e horr√≠vel.

O que mais me impressiona nos fracos é que eles precisam humilhar os outros, para sentirem-se fortes.

Se j√° sabes o que vais escrever quando est√°s a escrever um poema, ent√£o o poema vai sair fraco.

O Desejo como Consequência do Prazer e da Dor

O prazer e a dor suscitam o desejo. Desejo de alcançar o prazer e de evitar a dor. O desejo é o móbil principal da nossa vontade e, portanto, dos nossos atos. Do pólipo aos homens, todos os seres são movidos pelo desejo. Inspira a vontade, que não pode existir sem ele, e depende da sua intensidade. O desejo fraco suscita, naturalmente, uma vontade fraca.
Cumpre, no entanto, não confundir vontade e desejo, como fizeram muitos filósofos, tais como Condillac e Schopenhauer. Tudo quanto é querido é, evidentemente, desejado; mas desejamos muitas coisas que, sabemos, não podíamos querer. A vontade traduz deliberação, determinação e execução, estados de consciência que não se observam no desejo.
O desejo estabelece a escala dos nossos valores, variável, aliás, com o tempo e as raças. O ideal de cada povo é a fórmula do seu desejo.
Um desejo que invade todo o entendimento, transforma a nossa concep√ß√£o das coisas, as nossas opini√Ķes e as nossas cren√ßas. Spinoza muito bem disse julgamos uma coisa boa, n√£o por julgamento, mas porque a desejamos.

Não existindo em si mesmo o valor das coisas, ele é apenas determinado pelo desejo e proporcionalmente à intensidade desse desejo.A variável apreciação dos objetos de arte fornece desse fato uma prova diária.

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A sensualidade ultrapassa muitas vezes o crescimento do amor, de forma que a raiz permanece fraca e arranca-se facilmente.