Passagens sobre Geração

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Frases sobre gera√ß√£o, poemas sobre gera√ß√£o e outras passagens sobre gera√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

O evangelista Lucas conta que Nossa Senhora e S. Jos√©, segundo a Lei de Mois√©s, levaram o Menino ao templo para o oferecerem ao Senhor e que dois anci√£os, Sime√£o e Ana, movidos pelo Esp√≠rito Santo, foram ao seu encontro e reconheceram em Jesus o Messias. Jesus faz verdadeiramente que as gera√ß√Ķes se encontrem e unam!

Os pilares da educação são: transmitir conhecimentos, transmitir maneiras de fazer, transmitir valores. Através destes transmite-se a fé. O educador deve estar à altura das pessoas que educa, deve interrogar-se sobre como anunciar Jesus Cristo a uma geração que muda.

O Talento na Juventude e na Velhice

Nada menos exacto do que supor que o talento constitui privilégio da mocidade. Não. Nem da mocidade, nem da velhice. Não se é talentoso por se ser moço, nem genial por se ser velho. A certidão de idade não confere superioridade de espírito a ninguém. Nunca compreendi a hostilidade tradicional entre velhos e moços (que aliás enche a história das literaturas); e não percebo a razão por que os homens se lançam tantas vezes recíprocamente em rosto, como um agravo, a sua velhice ou a sua juventude.
Ser idoso não quer dizer que se seja necessáriamente intolerante e retrógado; e engana-se quem supuser que a mocidade, por si só, constitui garantia de progresso ou de renovação mental. As grandes descobertas que ilustram a história da ciência e contribuiram para o progresso humano são, em geral, obra dos velhos sábios; e a mocidade literária, negando embora sistemáticamente o passado, é nele que se inspira, até que o escritor adquire (quando adquire) personalidade própria.
(…) A mocidade, em geral, n√£o cria; utiliza, transformando-o, o legado que recebeu. Juventude e velhice n√£o se op√Ķem; completam-se na harmonia universal dos seres e das coisas. A vida n√£o √© s√≥ o entusiasmo dos mo√ßos;

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A humanidade, que deveria ter 6 mil anos de experi√™ncia, volta √† inf√Ęncia a cada gera√ß√£o.

A Religião e o Jornalismo São as Únicas Forças Verdadeiras

Todas as artes s√£o uma futilidade perante a literatura. As artes que se dirigem √† visualidade, al√©m de serem √ļnicos os seus produtos, e perec√≠veis, podendo portanto, de um momento para o outro, deixar de existir, n√£o existem sen√£o para criar ambiente agrad√°vel, para distrair ou entreter ‚ÄĒ exactamente como as artes de representar, de cantar, de dan√ßar, que todos reconhecem como sendo inferiores em rela√ß√£o √†s outras. A pr√≥pria m√ļsica n√£o existe sen√£o enquanto executada, participando portanto da futilidade das artes de representa√ß√£o. Tem a vantagem de durar, em partituras; mas essa n√£o √© como a dos livros, ou coisas escritas, cuja valia est√° em que s√£o partituras acess√≠veis a todos os que sabem ler, existindo ali para a interpreta√ß√£o imediata de quem l√™, e n√£o para a interpreta√ß√£o do executante, transmitida depois ao ouvinte.
As literaturas, porém, são escritas em línguas diferentes, e, como não há possibilidades de haver uma língua universal, nem, se vier a havê-la, será o grego antigo, onde tantas obras de arte se escreveram, ou o latim, ou o inglês ou outra qualquer, e se for uma delas não será as outras, segue que a literatura, sendo escrita para a posteridade, não a atinge senão,

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Os jovens e os velhos: Jesus √© Aquele que aproxima as gera√ß√Ķes. √Č a fonte daquele amor que une as fam√≠lias e as pessoas, vencendo todas as desconfian√ßas, todos os isolamentos, todas as dist√Ęncias.

Parece mesmo que todas as cidades, mesmo aquelas que surgem mais florescentes e ordenadas, t√™m a capacidade de gerar nelas uma obscura ¬ęanticidade¬Ľ. Parece que ao lado dos cidad√£os existem tamb√©m os n√£o-cidad√£os: as pessoas invis√≠veis, pobres de recursos e de calor humano, que habitam ¬ęn√£o-lugares¬Ľ, que vivem ¬ęn√£o-rela√ß√Ķes¬Ľ. Mas perante eles devemos recordar-nos de que Deus n√£o abandonou a cidade; Ele mora na cidade.

Tudo quanto o esp√≠rito inventivo do homem criou nos √ļltimos cem anos, poderia assegurar-nos uma vida despreocupada e feliz se o progresso em mat√©ria de organiza√ß√£o tivesse caminhado a par do progresso t√©cnico. Mas, assim, tudo quanto se conseguiu √† custa de muito esfor√ßo, lembra, nas m√£os da nossa gera√ß√£o, uma l√Ęmina de barbear na m√£o duma crian√ßa de tr√™s anos. A aquisi√ß√£o de maravilhosos meios de produ√ß√£o n√£o nos trouxe a liberdade, mas sim a preocupa√ß√£o e a fome.

O Mundo Avança

O mundo avan√ßa. √Č verdade, disse eu, avan√ßa, mas dando voltas em torno do sol. (…) Os adolescentes da minha gera√ß√£o, alvora√ßados pela vida, esqueceram em corpo e alma as ilus√Ķes do futuro, at√© que a realidade lhes ensinou que o futuro n√£o era como o sonhavam, e descobriram a nostalgia. Ali estavam as minhas cr√≥nicas dominicais, como uma rel√≠quia arqueol√≥gica entre os escombros do passado, e aperceberam-se que n√£o eram s√≥ para velhos mas tamb√©m para jovens que n√£o tivessem medo de envelhecer.

A Ignor√Ęncia Propaga-se Mais R√°pidamente Que a Intelig√™ncia

Voltaire preferia a monarquia √† democracia; na primeira basta educar um homem, na segunda h√° necessidade de educar milh√Ķes – e o coveiro leva-os a todos antes que dez por cento concluam o curso. Raro percebemos as partidas que a limita√ß√£o da natalidade prega aos nossos argumentos. A minoria que consegue educar-se reduz o tamanho da fam√≠lia; a maioria sem tempo para se educar procria com abund√Ęncia; quase todos os componentes das novas gera√ß√Ķes prov√™m de fam√≠lias cujas rendas n√£o permitiram a educa√ß√£o da prole. Da√≠ a perp√©tua futilidade do liberalismo pol√≠tico; a propaga√ß√£o da intelig√™ncia n√£o est√° em compasso com a propaga√ß√£o dos ignorantes. Da√≠ ainda a decad√™ncia do protestantismo; uma religi√£o, do mesmo modo que um povo, n√£o vinga em consequ√™ncia das guerras que vence, sen√£o que dos filhos que gera.

O Constante Desejo de Mudança Cega o Progresso

Penso, baseando-me em todos os dados que de h√° um ano para c√° nos saltam aos olhos, que se pode afirmar que qualquer progresso deve acarretar necessariamente n√£o um avan√ßo ainda maior mas, ao fim e ao cabo, a nega√ß√£o do progresso e o retorno ao ponto de partida. A hist√≥ria do g√©nero humano prova-o. No entanto, a confian√ßa cega desta gera√ß√£o, e da que a precedeu, nas ideias modernas, no advento de n√£o sei que era da humanidade que deveria marcar uma profunda transforma√ß√£o – mas que, no meu entender, para influenciar o destino de cada um deveria antes de mais afect√°-lo na pr√≥pria natureza do homem -, esta confian√ßa no futuro, que nada nos s√©culos que nos precederam justifica, constitui seguramente a √ļnica garantia desses bens futuros, dessas revolu√ß√Ķes t√£o desejadas pela vontade dos homens.
N√£o ser√° evidente que o progresso, ou seja a marcha progressiva das coisas – tanto para o bem como para o mal -, acabou, hoje, por conduzir a sociedade √† beira de um abismo, onde ela poder√° facilmente vir a cair para dar lugar √† mais completa barb√°rie? E a raz√£o disso, a √ļnica raz√£o para que isso suceda, n√£o residir√° nessa lei que neste mundo imp√Ķe a todas as outras: isto √©,

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Educação para a Independência do Pensamento

N√£o basta preparar o homem para o dom√≠nio de uma especialidade qualquer. Passar√° a ser ent√£o uma esp√©cie de m√°quina utiliz√°vel, mas n√£o uma personalidade perfeita. O que importa √© que venha a ter um sentido atento para o que for digno de esfor√ßo, e que for belo e moralmente bom. De contr√°rio, vir√° a parecer-se mais com um c√£o amestrado do que com um ser harmonicamente desenvolvido, pois s√≥ tem os conhecimentos da sua especializa√ß√£o. Deve aprender a compreender os motivos dos homens, as suas ilus√Ķes e as suas paix√Ķes, para tomar uma atitude perante cada um dos seus semelhantes e perante a comunidade.
Estes valores s√£o transmitidos √† jovem gera√ß√£o pelo contacto pessoal com os professores, e n√£o ‚ÄĒ ou pelos menos n√£o primordialmente ‚ÄĒ pelos livros de ensino. S√£o os professores, antes de mais nada, que desenvolvem e conservam a cultura. S√£o ainda esses valores que tenho em mente, quando recomendo, como algo de importante, as ¬ęhumanidades¬Ľ e n√£o o mero tecnicismo √°rido, no campo hist√≥rico e filos√≥fico.
A import√Ęncia dada ao sistema de competi√ß√£o e a especializa√ß√£o precoce, sob pretexto da utilidade imediata, √© o que mata o esp√≠rito de que depende toda a actividade cultural e at√© mesmo o pr√≥prio florescimento das ci√™ncias de especializa√ß√£o.

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Os homens fazem a sua pr√≥pria hist√≥ria, mas n√£o o fazem como querem… a tradi√ß√£o de todas as gera√ß√Ķes mortas oprime como um pesadelo o c√©rebro dos vivos.

O Abismo da Agitação

Uma vida demasiado repleta de agita√ß√£o √© uma vida esgotante que continuamente exige estimulantes mais fortes para provocar as emo√ß√Ķes que acabam por ser consideradas parte essencial do prazer. Uma pessoa habituada a demasiada agita√ß√£o √© compar√°vel √† que tem um desejo m√≥rbido de pimenta e acaba por ser incapaz de lhe apreciar o sabor numa quantidade que sufocaria qualquer outra pessoa. H√° sempre um certo aborrecimento quando se evita em demasia a agita√ß√£o, mas por sua vez a agita√ß√£o demasiada n√£o s√≥ enfraquece a sa√ļde como embota o gosto para toda a esp√©cie de prazeres, substituindo titila√ß√Ķes por profundas satisfa√ß√Ķes org√Ęnicas, habilidade por intelig√™ncia e impress√Ķes fugidias por beleza. N√£o pretendo exagerar os perigos da agita√ß√£o. Uma certa quantidade talvez seja saud√°vel, mas como em quase todas as outras coisas, o problema √© de ordem quantitativa. Uma dose demasiado pequena pode gerar desejos m√≥rbidos e o abuso pode produzir o esgotamento. Certa capacidade para suportar o aborrecimento √© pois essencial a uma vida feliz e isso era uma das coisas que deviam ser ensinadas aos jovens.

A Censura de Um Deve Pesar Mais que uma Plateia de Ignorantes

Hamlet (para um dos actores): Portanto, nada de conten√ß√£o exagerada. O seu discernimento deve ser o seu guia. Ajuste o gesto √† palavra, a palavra ao gesto, e cuide de n√£o perder a simples naturalidade. Pois tudo o que √© for√ßado foge do prop√≥sito da actua√ß√£o, cuja finalidade, tanto na origem como agora, era e √© erguer um espelho diante da natureza. Mostrar √† virtude as suas fei√ß√Ķes; ao orgulho, o desprezo, e a cada √©poca e gera√ß√£o, sua figura e estampa. O exagero e a imper√≠cia podem divertir os incultos, mas causam apenas desconforto aos judiciosos; √†queles cuja censura, ainda que de um s√≥, deve pesar mais em sua estima que toda uma plateia de ignorantes.

A Sabedoria da Velhice

Nós, os novos, seremos velhos um dia. Essa é mesmo a melhor saída para a nossa vida, sinal de que atingimos uma sabedoria maior, prémio por termos alcançado o topo da hierarquia da existência. Não é o tempo que nos faz auferir esse estatuto, mas o tempo dá-nos mais tempo para fazermos alguma coisa com ele e assim aprender para saber mais.
Ningu√©m sabe mais do que um velho. Ao lado do seu av√ī, um doutorado √© um ignorante e, se afirmar saber mais do que aquelas duas gera√ß√Ķes de diferen√ßa, √© um ignorante imbecil. √Č o que n√£o falta entre n√≥s, os novos. D√°-se mais valor ao que se aprende nas faculdades do que ao que se aprende na vida, d√°-se mais valor √† teoria do que √† pr√°tica. Coitados de n√≥s. E depois n√£o nos lembramos da idade, achamos que nos passa ao lado e por isso n√£o reconhecemos aos velhos o estatuto de s√°bios e o respeito que lhes √© devido. Somos imbecis. A maior parte de n√≥s √© tonta. S√≥ isso justifica o abandono. Um velho √© um mapa de conhecimento, tem dentro dele muitas estradas principais, muitas vias secund√°rias e muitos atalhos, muitos becos sem sa√≠da,

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As Opini√Ķes

Quando me manifestei com tanto ardor contra a opini√£o, estava ainda sob o seu jugo, sem me aperceber. Queremos ser estimados pelas pessoas que estimamos e, enquanto pude julgar favoravelmente os homens, ou pelo menos certos homens, os ju√≠zos que eles faziam a meu respeito n√£o me podiam ser indiferentes. Via que os ju√≠zos do p√ļblico s√£o muitas vezes justos; mas n√£o via que essa justi√ßa resultava do acaso, que as regras sobre as quais os homens fundamentam as suas opini√Ķes s√£o extra√≠das apenas das suas paix√Ķes ou dos seus preconceitos, que prov√™m deles, e que, mesmo quando ajuizam bem, √© frequente que esses bons ju√≠zos nas√ßam de um mau princ√≠pio, como acontece quando fingem honrar, a prop√≥sito de algum sucesso, o m√©rito de um homem, n√£o por esp√≠rito de justi√ßa, mas para se dar ares de imparcialidade, ao mesmo tempo que caluniam √† vontade esse homem relativamente a outros pontos.
Quando, por√©m, ap√≥s longas e v√£s pesquisas, vi que todos eles, sem excep√ß√£o, se mantinham dentro do sistema mais in√≠quio e absurdo que um esp√≠rito infernal pode inventar; quando vi que, a meu respeito, a raz√£o fora banida de todas as cabe√ßas e a justi√ßa de todos os cora√ß√Ķes;

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