Cita√ß√Ķes sobre Ind√ļstria

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Proibir um grande povo, por√©m, de fazer tudo o que pode com cada parte de sua produ√ß√£o ou de empregar seu capital e ind√ļstria do modo que julgar mais vantajoso para si mesmo √© uma viola√ß√£o manifesta dos mais sagrados direitos da humanidade.

O Ciclo do Progresso

Da sociedade e do luxo que ela engendra, nascem as artes liberais e mec√Ęnicas, o com√©rcio, as letras, e todas essas inutilidades que fazem florescer a ind√ļstria, enriquecem e perdem os Estados. A raz√£o desse deperecimento √© muito simples. √Č f√°cil ver que, pela sua natureza, a agricultura deve ser a menos lucrativa de todas as artes, porque, sendo o seu produto de uso mais indispens√°vel para todos os homens, o pre√ßo deve estar proporcionado √†s faculdades dos mais pobres. Do mesmo princ√≠pio pode-se tirar a regra de que, em geral, as artes s√£o lucrativas na raz√£o inversa da sua utilidade, e de que as mais necess√°rias, finalmente, devem tornar-se as mais negligenciadas. Por ai se v√™ o que se deve pensar das verdadeiras vantagens da ind√ļstria e do efeito real que resulta dos seus progressos. Tais s√£o as causas sens√≠veis de todas as mis√©rias em que a opul√™ncia precipita, finalmente, as na√ß√Ķes mais admiradas.
√Ä medida que a ind√ļstria e as artes se estendem e florescem, o cultivador desprezado, carregado de impostos necess√°rios √† manuten√ß√£o do luxo, e condenado a passar a vida entre o trabalho e a fome, abandona o campo para ir procurar na cidade o p√£o que devia levar para l√°.

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Asa De Corvo

Asa de corvos carniceiros, asa
De mau agouro que, nos doze meses,
Cobre às vezes o espaço e cobre às vezes
O telhado de nossa pr√≥pria casa…

Perseguido por todos os reveses,
√Č meu destino viver junto a essa asa,
Como a cinza que vive junto à brasa,
Como os Goncourts, como os irm√£os siameses!

√Č com essa asa que eu fa√ßo este soneto
E a ind√ļstria humana faz o pano preto
Que as fam√≠lias de luto martiriza…

√Č ainda com essa asa extraordin√°ria
Que a Morte – a costureira funer√°ria –
Cose para o homem a √ļltima camisa!

Estamos no apogeu da ind√ļstria do lazer, mas nunca houve uma gera√ß√£o t√£o triste e depressiva como a nossa. Estamos na era do conhecimento, da democratiza√ß√£o da informa√ß√£o, mas nunca produzimos tantos repetidores de informa√ß√Ķes, em vez de pensadores.

Somos Cidadãos Sem Laços de Cidadania

√Č escusado. Em nenhuma √°rea do comportamento social conseguimos encontrar um denominador comum que nos torne a conviv√™ncia harmoniosa. Procedemos em todos os planos da vida colectiva como figadais advers√°rios. Guerreamo-nos na pol√≠tica, na literatura, no com√©rcio e na ind√ļstria. Onde est√£o dois portugueses est√£o dois concorrentes hostis √† Presid√™ncia da Rep√ļblica, √† chefia dum partido, √† ger√™ncia dum banco, ao comando de uma corpora√ß√£o de bombeiros. N√£o somos capazes de reconhecer no vizinho o talento que nos falta, as virtudes de que carecemos. Diante de cada sucesso alheio ficamos transtornados. E vingamo-nos na s√°tira, na mordacidade, na maledic√™ncia. Nas cidades ou nas aldeias, por f√°s e por nefas, n√£o h√° ningu√©m sem alcunha, a todos √© colado um rabo-leva pejorativo. Quem quiser conhecer a natureza do nosso relacionamento, leia as pol√©micas que trav√°mos ao longo dos tempos. S√£o reveladoras. A celebrada carta de E√ßa a Camilo ou a tamb√©m conhecida deste ao conselheiro Forjaz de Sampaio d√£o a medida exacta da verrina em que nos comprazemos no trato di√°rio. Gregariamente, somos um somat√≥rio de cidad√£os sem la√ßos de cidadania.

Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, est√©ticas, ci√™ncias, estilo, ind√ļstrias, modas, maneiras, pilh√©rias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civiliza√ß√£o custa-nos car√≠ssimo, com os direitos de Alf√Ęndega: e √© em segunda m√£o, n√£o foi feita para n√≥s, fica-nos curta nas mangas…

O Preço da Riqueza

N√£o invejemos a certa esp√©cie de gente as suas grandes riquezas: eles as t√™m √† custa de um √≥nus que n√£o nos daria bom c√≥modo. Estragaram o seu repouso, a sua sa√ļde, a sua felicidade e a sua consci√™ncia, para as conseguir: isso √© caro demais, e n√£o h√° nada a ganhar por esse pre√ßo.
Quando se √© novo, muitas vezes √©-se pobre: ou ainda n√£o se fez aquisi√ß√Ķes, ou as heran√ßas ainda n√£o vieram. A gente torna-se rico e velho ao mesmo tempo; t√£o raro √© poderem os homens reunir todas as vantagens!
E se isso acontece a alguns, n√£o h√° que invej√°-los: eles t√™m a perder com a morte o bastante para serem lamentados. √Č preciso trinta anos para pensar na fortuna; aos cinquenta est√° feita; contr√≥i-se na velhice e morre-se quando ainda se est√° √†s voltas com pintores e vidraceiros. Qual o fruto de uma grande fortuna, se n√£o gozar a vaidade, ind√ļstria, trabalho e esfor√ßo dos que vieram antes de n√≥s, e trabalharmos n√≥s mesmos, plantando, construindo, adquirindo, para a posteridade?
Em todas as condi√ß√Ķes, o pobre est√° mais pr√≥ximo do homem de bem, e o opulento n√£o est√° longe da ladroeira. A capacidade e a habilidade n√£o levam a grandes riquezas.

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O Amor n√£o Rende Juros

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√Č verdade ¬ęque um baixo amor os fortes enfraquece¬Ľ
mas também o grande amor torna ridículos os grandes,
pois o amor √©, em energia material sobre o mundo, um roubo ‚ÄĒ apesar de, em sensa√ß√Ķes, ser magn√≠fico. 0 amor ser√° √ļtil internamente,
mas externamente n√£o carrega um tijolo.
Disso nunca tive d√ļvidas.

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A vida, √© certo, n√£o ser√° um s√≠tio excepcional para as paix√Ķes.
Nos países humanos, o amor mistura-se muito
com palavras equívocas.
0 fogo que existe numa lareira, por exemplo,
é um fogo servil, cultural, educado.
Uma coisa vermelha, mas mansa,
que nos obedece.
Só é natureza, o fogo na lareira,
quando, vingando-se, provoca um incêndio.
E o amor assim funciona. Mas é preferível o contrário.

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√Č desarranjo de estrat√©gias e planos,
surpresa ritmada, uma ilegalidade exaltante que n√£o prejudica
os vizinhos.
Mas atenção, de novo: o amor não faz bem aos países,
n√£o desenvolve as suas ind√ļstrias, nem a economia.
Disso nunca tive d√ļvidas. E por isso √© prefer√≠vel n√£o.

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No entanto, qual é o país que pode impedir que o amor
entre?

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O Juízo Final

Chegou o miserável milionário no céu e, impacientemente, esperou a sua vez de ser julgado. Introduziram-no numa sala, noutra sala, noutra sala, até que se viu frente a uma luz ofuscante, na qual pouco a pouco foi dintinguindo a figura santa do pai dos Homens. Em voz tonitroante este, tendo à direita, Pedro, e, à esquerda, uma figura que ele não conhecia, julgou sumariamente dois outros pecadores que estavam à sua frente. E, afinal, dirigiu-se a ele:
РQue fez você de bom na sua vida ?
– Bem, eu nasci, cresci, amei, casei, tive filhos, vivi.
РOra Рdisse o Senhor Рisso são actos sociais e biológicos a que você estava destinado. Quero saber que bondade específica e determinada você teve para com o seu semelhante.
– Bem – disse o milion√°rio – eu criei ind√ļstrias, comprei fazendas, dei emprego a muita gente, melhorei as condi√ß√Ķes sociais de muita gente.
– N√£o, isso n√£o serve – disse o Todo-Poderoso – essas ac√ß√Ķes estavam impl√≠citas ao acto de voc√™ enriquecer. Voc√™ as praticou porque precisava viver melhor. N√£o foram intrinsecamente boas ac√ß√Ķes, desprendidas, n√£o servem.
O milionário escarafunchou o cérebro e não encontrou nada.

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O Primitivo Reina na Civilização Actual

Todo o crescimento de possibilidades concretas que a vida experimentou corre risco de se anular a si mesmo ao topar com o mais pavoroso problema sobrevindo no destino europeu e que de novo formulo: apoderou-se da dire√ß√£o social um tipo de homem a quem n√£o interessam os princ√≠pios da civiliza√ß√£o. N√£o os desta ou os daquela, mas ‚Äď ao que hoje pode julgar-se ‚Äď os de nenhuma. Interessam-lhe evidentemente os anest√©sicos, os autom√≥veis e algumas coisas mais. Mas isto confirma o seu radical desinteresse pela civiliza√ß√£o. Pois estas coisas s√£o s√≥ produtos dela, e o fervor que se lhes dedica faz ressaltar mais cruamente a insensibilidade para os princ√≠pios de que nascem. Baste fazer constar este fato: desde que existem as nuove scienze, as ci√™ncias f√≠sicas ‚Äď portanto, desde o Renascimento ‚Äď, o entusiasmo por elas havia aumentado sem colapso, ao longo do tempo. Mais concretamente: o n√ļmero de pessoas que em propor√ß√£o se dedicavam a essas puras investiga√ß√Ķes era maior em cada gera√ß√£o. O primeiro caso de retrocesso ‚Äď repito, proporcional ‚Äď produziu-se na gera√ß√£o que hoje vai dos vinte aos trinta anos. Nos laborat√≥rios de ci√™ncia pura come√ßa a ser dif√≠cil atrair disc√≠pulos. E isso acontece quando a ind√ļstria alcan√ßa o seu maior desenvolvimento e quando as pessoas mostram maior apetite pelo uso de aparelhos e medicinas criados pela ci√™ncia.

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O √°lcool e uma dieta pobre tamb√©m s√£o grandes assassinos. Deve o governo regular o que vai √† nossa mesa? A persegui√ß√£o √† ind√ļstria do fumo pode parecer justa, mas pode tamb√©m ser o come√ßo do fim para a liberdade.

A Lua de Londres

√Č noite; o astro saudoso
Rompe a custo um pl√ļmbeo c√©u,
Tolda-lhe o rosto formoso
Alvacento, h√ļmido v√©u:
Traz perdida a cor de prata,
Nas √°guas n√£o se retrata,
N√£o beija no campo a flor,
N√£o traz cortejo de estrelas,
N√£o fala d’amor √†s belas,
N√£o fala aos homens d’amor.

Meiga lua! os teus segredos
Onde os deixaste ficar?
Deixaste-os nos arvoredos
Das praias d’al√©m do mar?
Foi na terra tua amada,
Nessa terra t√£o banhada
Por teu límpido clarão?
Foi na terra dos verdores,
Na p√°tria dos meus amores,
Pátria do meu coração?

Oh! que foi!… deixaste o brilho
Nos montes de Portugal,
L√° onde nasce o tomilho,
Onde h√° fontes de cristal;
L√° onde viceja a rosa,
Onde a leve mariposa
Se espaneja à luz do sol;
L√° onde Deus concedera
Que em noites de Primavera
Se escutasse o rouxinol.

Tu vens, ó lua, tu deixas
Talvez há pouco o país,
Onde do bosque as madeixas
Já têm um flóreo matiz;
Amaste do ar a doçura,

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Um Calculador de Improbabilidades

O poeta é
um calculador de improbabilidades limita
a informação quantitativa fornecendo
reforçada informação estésica.
√Č uma m√°quina eta-er√≥tica em que as discrep√Ęncias
s√£o a fulgur√Ęncia da m√°quina.
A crueldade elegante da m√°quina resulta da
competição pirotécnica da circulação íntima
e fulgurante do seu maquinismo erótico.
A psicologia do maquinal sabe que basta
que se crie um pólo positivo para que o pólo
negativo surja
ou vice-versa
e as evolu√ß√Ķes telecin√©ticas pela for√ßa
das cat√°strofes desenvolvem suas faculdades
latentes ou absorvem-nas como a esponja absorve
as √°guas vari√°veis dos humores
que transforma em polaridade.
O maquinal eta-erótico está em astrogação
curso hipnótico dos polímeros.
Digo com precisão fenomenológica: o maquinal
circula em sua hiperesfera da maneira mais
excêntrica.
Digo e garanto:
o maquinal absolutamente absorve suas √°guas
variáveis e isso é o seu amplexo.
O maquinal eta-erótico é tu-eu.
O maquinal tu-eu
cuja tarefa árdua não é
definir a verdade est√° no meio da profus√£o
dos objectos
e considera o consumo a verdade deslocada
deslocação de grande tonelagem
laboriosa alfaiataria de eros
constante moribunda
e esse opróbrio dispersivo e vexável
indifere a vida esponjosa.

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O desenvolvimento da ind√ļstria moderna, portanto, abala a pr√≥pria base sobre a qual a burguesia assentou seu regime de produ√ß√£o e de apropria√ß√£o. O que a burguesia

Aspectos da Virtude

O que tomamos por virtudes muitas vezes n√£o passa de um conjunto de ac√ß√Ķes diversas e de diversos interesses que o acaso e a nossa ind√ļstria sabem ajustar; e nem sempre √© por valentia e por castidade que os homens s√£o valentes e as mulheres castas.
A virtude n√£o iria longe se a vaidade n√£o lhe fizesse companhia.
(…) Os v√≠cios entram na composi√ß√£o das virtudes como os venenos na dos rem√©dios. A prud√™ncia mistura-os, tempera-os, e serve-se deles eficazmente contra os males da vida.

√Č Virtude Dissimular a Virtude

– Vede, caro Roberto, o senhor de Salazar n√£o diz que o sensato deve simular. Sugere-vos, se bem entendi, que deve aprender a dissimular. Simula-se o que n√£o se √©, dissimula-se o que se √©. Se vos gabardes do que n√£o fizestes, sois um simulador. Mas se evitardes, sem faz√™-lo notar, mostrar em pleno o que fizestes, ent√£o dissimulais. √Č virtude acima de todas as virtudes dissimular a virtude. O senhor de Salazar est√° a ensinar-vos um modo prudente de ser virtuoso, ou de ser virtuoso de acordo com a prud√™ncia. Desde que o primeiro homem abriu os olhos e soube que estava nu, procurou cobrir-se at√© √† vista do seu Fazedor: assim a dilig√™ncia no esconder quase nasceu com o pr√≥prio mundo. Dissimular √© estender um v√©u composto de trevas honestas, do qual n√£o se forma o falso mas sim d√° algum repouso ao verdadeiro.
A rosa parece bela porque à primeira vista dissimula ser coisa tão caduca, e embora da beleza mortal costume dizer-se que não parece coisa terrena, ela não é mais do que um cadáver dissimulado pelo favor da idade. Nesta vida nem sempre se deve ser de coração aberto, e as verdades que mais nos importam dizem-se sempre até meio.

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A Aspiração de Todo o Bom Português

Enquanto a aspira√ß√£o de todo o bom portugu√™s for, na frase de um escritor, um casamento rico e um emprego p√ļblico; enquanto o diploma for o caminho mais seguro e c√≥modo para uma coloca√ß√£o certa embora pouco rendosa, e nos n√£o disserem como um ingl√™s ilustre a um professor da Fran√ßa que lhe mostrava os numerosos certificados das suas habilita√ß√Ķes: ¬ęN√≥s n√£o precisamos de diplomas, Senhor, precisamos de homens¬Ľ; enquanto for uma inferioridade a vida de trabalho e um sinal de distin√ß√£o a ociosidade, uma popula√ß√£o numerosa e f√ļtil h√°-de cursar as escolas secund√°rias e superiores, e tudo o que exige trabalho e rasgada iniciativa ser√° abandonado; a agricultura, o com√©rcio, a ind√ļstria, todas as fontes de riqueza nacional ficar√£o desaproveitadas, desprezadas, a meterem d√≥, quando podiam ser a honrosa ocupa√ß√£o de tantos e a salva√ß√£o e a prosperidade de todos n√≥s.

O Poder da Ind√ļstria Cultural

O poder magn√©tico que sobre os homens exercem as ideologias, embora j√° se lhes tenham tornado decr√©pitas, explica-se, para l√° da psicologia, pelo derrube objectivamente determinado da evid√™ncia l√≥gica como tal. Chegou-se ao ponto em que a mentira soa como verdade, e a verdade como mentira. Cada express√£o, cada not√≠cia e cada pensamento est√£o preformados pelos centros da ind√ļstria cultural. O que n√£o traz o vest√≠gio familiar de tal preforma√ß√£o √©, de antem√£o, indigno de cr√©dito, e tanto mais quanto as institui√ß√Ķes da opini√£o p√ļblica acompanham o que delas sai com mil dados factuais e com todas as provas de que a manipula√ß√£o total pode dispor. A verdade que intenta opor-se n√£o tem apenas o car√°cter de inveros√≠mil, mas √©, al√©m disso, demasiado pobre para entrar em concorr√™ncia com o altamente concentrado aparelho da difus√£o.

Besta Célere

H√° quem lhe chame, por brincadeira, besta c√©lere para caracterizar a qualidade mediana (tomada por m√©dia) desse produto cultural (agora √© tudo cultural!) e, ao mesmo tempo, a rapidez com que ele se esgota em sucessivas edi√ß√Ķes. O best-seller √© um produto perfeita (ou eficazmente) projectado em termos de ¬ęmarketing¬Ľ editorial e livreiro. √Č para se vender – muito e depressa – que o best-seller √© constru√≠do com os olhos postos num leitor-tipo que vai encontrar nele aquilo que exactamente esperava. Nem mais, nem menos. Os exemplos, abundant√≠ssimos, nem vale a pena enumer√°-los. Conv√©m n√£o confundir, pelo menos em todos os casos, best-seller com ¬ętopes¬Ľ de venda. Embora seja cabe√ßa de lista, o best-seller tem, em rela√ß√£o aos livros ¬ęnormais¬Ľ, uma caracter√≠stica que logo o diferencia: foi feito propositadamente para ser um campe√£o de vendas. A sua raz√£o de ser √© essa e s√≥ essa. E aqui poderia dizer-se, recuperando o lugar-comum para um sentido s√©rio, que ¬ęo resto √© literatura¬Ľ.
Estou a pensar em bestas c√©leres como Love Story ou O Aeroporto. N√£o estou a pensar em ¬ętopes¬Ľ de venda como O Nome da Rosa ou Mem√≥rias de Adriano. estes √ļltimos s√£o boa, excelente literatura que, por raz√Ķes pontuais e,

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