Passagens sobre Inf√Ęmia

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Frases sobre inf√Ęmia, poemas sobre inf√Ęmia e outras passagens sobre inf√Ęmia para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Desde que se cumpram certas cerim√≥nias ou se respeitem certas f√≥rmulas, consegue-se ser ladr√£o e escrupulosamente honesto – tudo ao mesmo tempo. A honradez deste homem assenta sobre uma primitiva inf√Ęmia. O interesse e a religi√£o, a gan√Ęncia e o escr√ļpulo, a honra e o interesse, podem viver na mesma casa, separados por tabiques. Agora √© a vez da honra – agora √© a vez do dinheiro – agora √© a vez da religi√£o. Tudo se acomoda, outras coisas heterog√©neas se acomodam ainda. Com um bocado de jeito arranja-se-lhes sempre lugar nas almas bem formadas.

A Cada Virtude Corresponde um Vício

Habituo-me a s√≥ pensar bem dos meus amigos, a confiar-lhe os meus segredos e o meu dinheiro; n√£o tarda que me traiam. Se me revolto contra uma perf√≠dia sou eu, sempre, a sofrer o castigo. Esfor√ßo-me por amar os homens em geral; fa√ßo-me cego aos seus erros e deixo, indulgente ao m√°ximo, passar inf√Ęmias e cal√ļnias: uma bela manh√£ acordo c√ļmplice. Se me afasto de uma sociedade que considero m√°, bem depressa sou atacado pelos dem√≥nios da solid√£o; e procurando amigos melhores, acho os piores.
Mesmo depois de vencer as paix√Ķes m√°s e chegar, pela abstin√™ncia, a uma certa tranquilidade de esp√≠rito, sinto uma auto-satisfa√ß√£o que me eleva acima do pr√≥ximo; e temos √† vista o pecado mortal, a vaidade imediatamente castigada.

O caminho da justi√ßa √© uma linha fina, desacerta-se ao mil√≠metro. J√° o caminho da inf√Ęmia √© tudo o resto, pode avan√ßar-se durante anos nesse terreno sem lhe achar o fim.

Nunca Competir

Toda a pretens√£o com oposi√ß√£o prejudica o cr√©dito; a competi√ß√£o tira logo a desdourar, para deslustrar. S√£o poucos os que fazem boa guerra. A emula√ß√£o descobre os defeitos que a cortesia esqueceu; muitos viveram acreditados enquanto n√£o tiveram advers√°rios. O calor da contesta√ß√£o aviva ou ressuscita inf√Ęmias mortas, desenterra hediondezas passadas e antepassadas. Come√ßa a competi√ß√£o com manifestos de desdouros, socorrendo-se de tudo o que pode e n√£o deve; e, ainda que √†s vezes, e no mais das vezes, as ofensas n√£o sejam armas proveitosas, delas tira vil satisfa√ß√£o para sua vingan√ßa, e esta sacode com tais ares que faz saltar pelos desares o p√≥ do esquecimento. Sempre foi pac√≠fica a benevol√™ncia e ben√©vola a reputa√ß√£o.

O Sofrimento do Hipócrita

Ter mentido √© ter sofrido. O hip√≥crita √© um paciente na dupla acep√ß√£o da palavra; calcula um triunfo e sofre um supl√≠cio. A premedita√ß√£o indefinida de uma a√ß√£o ruim, acompanhada por doses de austeridade, a inf√Ęmia interior temperada de excelente reputa√ß√£o, enganar continuadamente, n√£o ser jamais quem √©, fazer ilus√£o, √© uma fadiga. Compor a candura com todos os elementos negros que trabalham no c√©rebro, querer devorar os que o veneram, acariciar, reter-se, reprimir-se, estar sempre alerta, espiar constantemente, compor o rosto do crime latente, fazer da disformidade uma beleza, fabricar uma perfei√ß√£o com a perversidade, fazer c√≥cegas com o punhal, por a√ß√ļcar no veneno, velar na franqueza do gesto e na m√ļsica da voz, n√£o ter o pr√≥prio olhar, nada mais dif√≠cil, nada mais doloroso. O odioso da hipocrisia come√ßa obscuramente no hip√≥crita. Causa n√°useas beber perp√©tuamente a impostura. A meiguice com que a ast√ļcia disfar√ßa a malvadez repugna ao malvado, continuamente obrigado a trazer essa mistura na boca, e h√° momentos de enj√īo em que o hip√≥crita vomita quase o seu pensamento. Engolir essa saliva √© coisa horr√≠vel. Ajuntai a isto o profundo orgulho. Existem horas estranhas em que o hip√≥crita se estima. H√° um eu desmedido no impostor.

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S√°tira

Besta e mais besta! O positivo √© nada…
(Perdoa, se em gram√°tica te falo,
Arte que ignoras, como ignoras tudo.)
Besta e mais besta! Na palavra embirro;
Que a besta anexa ao mais teu ser define.

D√°s-me louvor servil na voz do prelo,
Grande me crês, proclamas-me famoso,
Excelso, transcendente, incompar√°vel,
Confessas que d’Elmano a f√ļria temes…
E, débil estorninho, águias provocas,
Aves de Jove, que o corisco empunham!

√Čs de r√°bula vil corrupta imagem;
Tu vendes o louvor, como ele as partes,
Mas ele na enxovia inf√Ęmias paga,
E tu, com t√ļstios, que aos caloiros pilhas,
Compras gravatas, em que a tromba enorme
Sumas ao dia, que de a ver se embrusca,
Qual em tenra m√£ozinha esconde a face
Mimoso infante de pap√Ķes vexado.
√ötil descuido aos c√°rceres te furta,
À digna habitação de ti saudosa
(Digo, o Castelo), est√Ęncia equivalente
Aos méritos morais, que em ti reluzem.

De saloios vinténs larápio sujo,
A glória do teu ódio restitui
A quem no teu louvor desacreditas.
Se honrada pelos s√°bios d’Ulisseia
(D’Ulisseia n√£o s√≥,

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Mais umas poucas D√ļzias de Homens Ricos

N√£o: plantai batatas, √≥ gera√ß√£o de vapor e de p√≥ de pedra, macadamizai estradas, fazeis caminhos de ferro, constru√≠ passarolas de √ćcaro, para andar a qual mais depressa, estas horas contadas de uma vida toda material, ma√ßuda e grossa como tendes feito esta que Deus nos deu t√£o diferente do que a que hoje vivemos. Andai, ganha-p√£es, andai; reduzi tudo a cifras, todas as considera√ß√Ķes deste mundo a equa√ß√Ķes de interesse corporal, comprai, vendei, agiotai. No fim de tudo isto, o que lucrou a esp√©cie humana? Que h√° mais umas poucas d√ļzias de homens ricos. E eu pergunto aos economistas pol√≠ticos, aos moralistas, se j√° calcularam o n√ļmero de indiv√≠duos que √© for√ßoso condenar a mis√©ria, ao trabalho desproporcionado, √† desmoraliza√ß√£o, √† inf√Ęmia, √† ignor√Ęncia crapulosa, √† desgra√ßa invenc√≠vel, √† pen√ļria absoluta, para produzir um rico? – Que lho digam no Parlamento ingl√™s, onde, depois de tantas comiss√Ķes de inqu√©rito, j√° devia andar or√ßado o n√ļmero de almas que √© preciso vender ao diabo, n√ļmero de corpos que se tem de entregar antes do tempo ao cemit√©rio para fazer um tecel√£o rico e fidalgo como Sir Roberto Peel, um mineiro, um banqueiro, um granjeeiro, seja o que for: cada homem rico,

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Técnicas de Narrador

Os que me conheceram aos quatro anos dizem que era pálido e ensimesmado e que só falava para contar disparates, mas os meus relatos eram em grande parte episódios simples da vida diária, que eu tornava mais atraentes com pormenores fantásticos para que os adultos me prestassem atenção. A minha melhor fonte de inspiração eram as conversas que os mais velhos mantinham diante de mim, porque pensavam que não as entendia, ou as que cifravam de propósito para que não as entendesse. E, de facto, acontecia o contrário: absorvia-as como uma esponja, desmontava-as em peças, alterava-as para escamotear a origem, e quando as contava aos mesmos que as tinham contado ficavam perplexos pelas coincidências entre o que eu dizia e o que eles pensavam.

Às vezes não sabia o que fazer com a minha consciência e procurava dissimular com um rápido pestanejar. Tanto era assim que algum racionalista da família decidiu que eu fosse observado por um médico da vista, que atribuiu o meu pestanejar a uma infecção das amígdalas e me receitou um xarope de rábano iodado que me fez muito bem para aliviar os adultos. A avó, por seu lado, chegou à conclusão providencial de que o neto era adivinho.

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De Um e de Dois, de Todos

Sou o espectador o actor e o autor
Sou a mulher o marido e o filho
E o primeiro amor e o derradeiro amor
E o furtivo transeunte e o amor confundido

E de novo a mulher seu leito e seu vestido
E seus braços partilhados e o trabalho do homem
E seu prazer em flecha e a fêmea ondulação
Simples e dupla a carne nunca se exila

Pois onde começa um corpo ganho eu forma e
[consciência
E mesmo quando na morte um corpo se desfaz
Eu repouso em seu cadinho desposo o seu
[tormento
Sua inf√Ęmia me honra o cora√ß√£o e a vida.

Tradução de António Ramos Rosa

A Portugalite

Entre as afec√ß√Ķes de boca dos portugueses que nem a pasta medicinal Couto pode curar, nenhuma h√° t√£o generalizada e galopante como a Portugalite. A Portugalite √© uma inflama√ß√£o nervosa que consiste em estar sempre a dizer mal de Portugal. √Č altamente contagiosa (transmite-se pela saliva) e at√© hoje n√£o se descobriu cura.

A Portugalite √© contra√≠da por cada portugu√™s logo que entra em contacto com Portugal. √Č uma doen√ßa n√£o tanto ven√©rea como venal. Para compreend√™-la √© necess√°rio estudar a rela√ß√£o de cada portugu√™s com Portugal. Esta rela√ß√£o √© semelhante a uma outra que j√° √© cl√°ssica na literatura. Suponhamos ent√£o que Portugal √© fundamentalmente uma meretriz, mas que cada portugu√™s est√° apaixonado por ela. Est√° sempre a dizer mal dela, o que √© compreens√≠vel porque ela trata-o extremamente mal. Chega at√© a julgar que a odeia, porque n√£o acha uma √ļnica raz√£o para am√°-la. Contudo, existem cinco sinais ‚ÄĒ t√≠picos de qualquer grande e arrastada paix√£o ‚ÄĒ que demonstram que os portugueses, contra a vontade e contra a l√≥gica, continuam apaixonados por ela, por muito afectadas que sejam as ¬ębocas¬Ľ que mandam.

Em primeiro lugar, estão sempre a falar dela. Como cada português é um amante atraiçoado e desgraçado pela mesma mulher,

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Sejamos Alegres

Denuncio nossa fraqueza, denuncio o horror alucinante de morrer ‚ÄĒ e respondo a toda essa inf√Ęmia com ‚ÄĒ exatamente isto que vai agora ficar escrito ‚ÄĒ e respondo a toda essa inf√Ęmia com a alegria. Pur√≠ssima e lev√≠ssima alegria. A minha √ļnica salva√ß√£o √© a alegria. Uma alegria atonal dentro do it essencial. N√£o faz sentido? Pois tem que fazer. Porque √© cruel demais saber que a vida √© √ļnica e que n√£o temos como garantia sen√£o a f√© em trevas ‚ÄĒ porque √© cruel demais, ent√£o respondo com a pureza de uma alegria indom√°vel. Recuso-me a ficar triste. Sejamos alegres. Quem n√£o tiver medo de ficar alegre e experimentar uma s√≥ vez sequer a alegria doida e profunda ter√° o melhor de nossa verdade. Eu estou ‚ÄĒ apesar de tudo oh apesar de tudo ‚ÄĒ estou sendo alegre neste instante-j√° que passa se eu n√£o fix√°-lo com palavras. Estou sendo alegre neste mesmo instante porque me recuso a ser vencida: ent√£o eu amo. Como resposta. Amor impessoal, amor it, √© alegria: mesmo o amor que n√£o d√° certo, mesmo o amor que termina. E a minha pr√≥pria morte e a dos que amamos tem que ser alegre, n√£o sei ainda como,

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Aberração

Na velhice autom√°tica e na inf√Ęncia,
(Hoje, ontem, amanh√£ e em qualquer era)
Minha hibridez √© a s√ļmula sincera
Das defectividades da Subst√Ęncia.

Criando na alma a estesia abstrusa da √Ęnsia,
Como Belerofonte com a Quimera
Mato o ideal; cresto o sonho; achato a esfera
E acho odor de cad√°ver na fragr√Ęncia!

Chamo-me Aberração. Minha alma é um misto
De anomalias l√ļgubres. Existo
Como o cancro, a exigir que os s√£os enfermem…

Te√ßo a inf√Ęmia; urdo o crime; engendro o iodo
E nas mudanças do Universo todo
Deixo inscrita a memória do meu gérmen!

Ninguém se pode Encarar a si Próprio até ao Fundo

Ningu√©m pode com isto, ningu√©m pode encarar-se a si pr√≥prio e ver-se at√© ao fundo. A tua meticulosidade √© de ferro, a tua meticulosidade est√° de tal maneira entranhada no teu ser que sem ela n√£o existes. Pois at√© a tua meticulosidade se h√°-de dissolver! E tu sem o h√°bito n√£o existes, nem tu sem o dever, nem tu sem a consci√™ncia. Sem estas palavras a vida n√£o existe para ti, e sem escr√ļpulos que te resta? O que a√≠ est√° √© temeroso, seres estranhos, seres que, se d√£o mais um passo, nem eu nem tu podemos encarar com eles. Andam aqui interesses – e outra coisa. Com mil palavras diversas e ign√≥beis, mil bocas que te empurram para a inf√Ęmia – outra coisa. Tens de confess√°-lo. N√£o √© a consci√™ncia – n√£o √© o remorso – n√£o √© o medo. √Č uma coisa inexplic√°vel e imensa, profunda e imensa, que assiste a este espect√°culo sem dizer palavra – e espera… √Čs imundo, √©s a vida.

A Imortalidade

Ser imortal √© coisa sem import√Ęncia. Excepto o homem, todas as criaturas o s√£o, porque ignoram a morte. O divino, o terr√≠vel, o incompreens√≠vel, √© considerar-se imortal. J√° notei que, embora desagrade √†s religi√Ķes, essa convic√ß√£o √© rar√≠ssima. Israelitas, crist√£os e mu√ßulmanos professam a imortalidade, mas a venera√ß√£o que dedicam ao primeiro s√©culo prova que apenas cr√™em nele, e destinam todos os outros, em n√ļmero infinito, para o premiar ou para o castigar.

Mais razo√°vel me parece o c√≠rculo descrito por certas religi√Ķes do Indost√£o. Nesse c√≠rculo, que n√£o tem princ√≠pio nem fim, cada vida √© uma consequ√™ncia da anterior e engendra a seguinte, mas nenhuma determina o conjunto… Doutrinada por um exerc√≠cio de s√©culos, a rep√ļblica dos homens imortais tinha conseguido a perfei√ß√£o da toler√Ęncia e quase do desd√©m. Sabia que num prazo infinito ocorrem a qualquer homem todas as coisas. Pelas suas passadas ou futuras virtudes, qualquer homem √© credor de toda a bondade, mas tamb√©m de toda a trai√ß√£o pelas suas inf√Ęmias do passado ou do futuro. Assim como nos jogos de azar as cifras pares e √≠mpares permitem o equil√≠brio, assim tamb√©m se anulam e se corrigem o engenho e a estupidez.

(…) Ningu√©m √© algu√©m,

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Um Povo Resignado e Dois Partidos sem Ideias

Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macamb√ļzio, fatalista e son√Ęmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de mis√©rias, sem uma rebeli√£o, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem j√° com as orelhas √© capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, n√£o se lembrando nem donde vem, nem onde est√°, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e √© bom, e guarda ainda na noite da sua inconsci√™ncia como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em sil√™ncio escuro de lagoa morta. [.]

Uma burguesia, c√≠vica e politicamente corrupta at√© √† medula, n√£o descriminando j√° o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem car√°cter, havendo homens que, honrados na vida √≠ntima, descambam na vida p√ļblica em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a inf√Ęmia, da mentira a falsifica√ß√£o, da viol√™ncia ao roubo, donde provem que na pol√≠tica portuguesa sucedam, entre a indiferen√ßa geral, esc√Ęndalos monstruosos, absolutamente inveros√≠meis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfreg√£o de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdica√ß√£o un√Ęnime do Pa√≠s.

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Considera como maior inf√Ęmia preferir a vida √† honra
e por amor àquela, perder a razão de viver.

A Inevitabilidade das Revolu√ß√Ķes

As revolu√ß√Ķes n√£o s√£o factos que se aplaudam ou que se condenem. Havia nisso o mesmo absurdo que em aplaudir ou condenar as evolu√ß√Ķes do Sol. S√£o factos fatais. T√™m de vir. De cada vez que v√™m √© sinal de que o homem vai alcan√ßar mais uma liberdade, mais um direito, mais uma felicidade. Decerto que os horrores da revolu√ß√£o s√£o medonhos, decerto que tudo o que √© vital nas sociedades, a fam√≠lia, o trabalho, a educa√ß√£o, sofrem dolorosamente com a passagem dessa trovoada humana. Mas as mis√©rias que se sofrem com as opress√Ķes, com os maus reg√≠mens, com as tiranias, s√£o maiores ainda. As mulheres assassinadas no estado de prenhez e esmagadas com pedras, quando foi da revolu√ß√£o de 93, √© uma coisa horr√≠vel; mas as mulheres, as crian√ßas, os velhos morrendo de frio e de fome, aos milhares nas ruas, nos Invernos de 80 a 86, por culpa do Estado, e dos tributos e das finan√ßas perdidas, e da fome e da morte da agricultura, √© pior ainda. As desgra√ßas das revolu√ß√Ķes s√£o dolorosas fatalidades, as desgra√ßas dos maus governos s√£o dolorosas inf√Ęmias.