Cita√ß√Ķes sobre Jesus

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Frases sobre jesus, poemas sobre jesus e outras cita√ß√Ķes sobre jesus para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Voto de Natal

Acenda-se de novo o Presépio no Mundo!
Acenda-se Jesus nos olhos dos meninos!
Como quem na corrida entrega o testemunho,
passo agora o Natal para as m√£os dos meus filhos.

E a corrida que siga, o facho n√£o se apague!
Eu aperto no peito uma rosa de cinza.
Dai-me o brando calor da vossa ingenuidade,
para sentir no peito a rosa reflorida!

Filhos, as vossas m√£os! E a solid√£o estremece,
como a casca do ovo ao latejar-lhe vida…
Mas a noite infinita enfrenta a vida breve:
dentro de mim não sei qual é que se eterniza.

Extinga-se o rumor, dissipem-se os fantasmas!
O calor destas m√£os nos meus dedos t√£o frios?
Acende-se de novo o Presépio nas almas.
Acende-se Jesus nos olhos dos meus filhos.

Soneto XX

Duvidam se a escultura é mais perfeita
Ou se a pintura, que esta da cor fina
E sombras se orna, aquela mais se assina
Quanto mais desbastada e mais desfeita.

Mas se ua est√°tua houver despois de feita
Das cores, da pintura e sombras dina,
Como obra nunca vista e perigrina,
Qu√£o fermosa seria, e quanto aceita.

Esta sois meu Jesus, onde n√£o falta
Sombra e cor da Pintura, e de tal sorte
Que à escultura sereis novo modelo:

Disfeita a carne, o sangue vos esmalta
Sombras, sobre as de açoutes, as da morte
E sobre tudo, sobre todos belo.

Uma Certa Quantidade

Uma certa quantidade de gente à procura
de gente à procura duma certa quantidade

Soma:
uma paisagem extremamente à procura
o problema da luz (adrede ligado ao problema da vergonha)
e o problema do quarto-atelier-avi√£o

Entretanto
e justamente quando
j√° n√£o eram precisos
apareceram os poetas à procura
e a querer multiplicar tudo por dez
má raça que eles têm
ou muito inteligentes ou muito est√ļpidos
pois uma e outra coisa eles s√£o
Jesus Aristóteles Platão
abrem o mapa:
dói aqui
dói acolá

E resulta que também estes andavam à procura
duma certa quantidade de gente
que saía à procura mas por outras bandas
bandas que por seu turno também procuravam imenso
um jeito certo de andar à procura deles
visto todos buscarem quem andasse
incautamente por ali a procurar

Que susto se de repente alguém a sério encontrasse
que certo se esse alguém fosse um adolescente
como se é uma nuvem um atelier um astro

Nem Jesus Cristo, quando veio √† Terra, se prop√īs resolver o problema particular de algu√©m. Ele se limitou a nos ensinar o caminho, que necessitamos palmilhar por n√≥s mesmos.

Pecador Endurecido

Se por segredo oculto, alto destino
Da próvida, admirável natureza,
Do diamante lavrar pode a dureza
O sangue do cordeiro peregrino,

Lavrar deveis meu peito diamantino,
Amante Deus, pois somos nesta empresa,
Eu, um retrato vivo da fereza,
Vós, da brandura um exemplar divino.

Firme esperança de remédio posso
Ter, meu Jesus, notando-vos amante,
Por mais que o peito se resista inteiro.

Lavrai meu peito com o sangue vosso,
Pois é meu peito, peito de diamante,
E vosso sangue é sangue de cordeiro.

√öltimo Sonho De “soror Saudade

√Äquele que se perdera no caminho…

Soror Saudade abriu a sua cela…
E, num encanto que ninguém traduz,
Despiu o manto negro que era dela,
Seu vestido de noiva de Jesus.

E a noite escura, extasiada, ao vê-la,
As brancas m√£os no peito quase em cruz,
Teve um brilhar feérico de estrela
Que se esfolhasse em pétalas de luz!

Soror Saudade olhou…Que olhar profundo
Que sonha e espera?…Ah! como √© feio o mundo,
E os homens v√£os! — Ent√£o, devagarinho,

Soror Saudade entrou no seu convento…
E, até morrer, rezou, sem um lamento,
Por Um que se perdera no caminho!…

Hino de Amor

Andava um dia
Em pequenino
Nos arredores
De Nazaré,
Em companhia
De São José,
O bom Jesus,
O Deus Menino.

Eis sen√£o quando
Vê num silvado
Andar piando
Arrepiado
E esvoaçando
Um rouxinol,
Que uma serpente
De olhar de luz
Resplandecente
Como a do Sol,
E penetrante
Como diamante,
Tinha atraído,
Tinha encantado.
Jesus, doído
Do desgraçado
Do passarinho,
Sai do caminho,
Corre apressado,
Quebra o encanto,
Foge a serpente,
E de repente
O pobrezinho,
Salvo e contente,
Rompe num canto
T√£o requebrado,
Ou antes pranto
Tão soluçado,
T√£o repassado
De gratid√£o,
De uma alegria,
Uma expans√£o,
Uma veemência,
Uma express√£o,
Uma cadência,
Que comovia
O coração!
Jesus caminha
No seu passeio,
E a avezinha
Continuando
No seu gorjeio
Enquanto o via;
De vez em quando
L√° lhe passava
A dianteira
E mal poisava,
N√£o afroixava
Nem repetia,
Que redobrava
De melodia!

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Coma e se embriague com Baco, ou mastuigue p√£o seco com Jesus, mas n√£o fique sentado sem um dos deuses.

Natal

Mais uma vez, c√° vimos
Festejar o teu novo nascimento,
Nós, que, parece, nos desiludimos
Do teu advento!

Cada vez o teu Reino é menos deste mundo!
Mas vimos, com as m√£os cheias dos nossos pomos,
Festejar-te, ‚ÄĒ do fundo
Da miséria que somos.

Os que à chegada
Te vimos esperar com palmas, frutos, hinos,
Somos ‚ÄĒ n√£o uma vez, mas cada ‚ÄĒ
Teus assassinos.

À tua mesa nos sentamos:
Teu sangue e corpo é que nos mata a sede e a fome;
Mas por trinta moedas te entregamos;
E por temor, negamos o teu nome.

Sob esc√°rnios e ultrajes,
Ao vulgo te exibimos, que te aclame;
Te rojamos nas lajes;
Te cravejamos numa cruz infane.

Depois, a mesma cruz, a erguemos,
Como um farol de salvação,
Sobre as cidades em que ferve extremos
A nossa corrupção.

Os que em leil√£o a arrematamos
Como sagrada pe√ßa √ļnica,
Somos os que jogamos,
Para com√©rcio, a tua t√ļnica.

Tais somos, os que, por costume,
Vimos, mais uma vez,

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O Caminho de um Criador

Creio que tem havido sempre na nossa terra uma descabida preocupação canónica à ilharga de cada artista. Interessa mais ao zelo nacional averiguar se um poeta morreu sacramentado, do que ler os seus versos. Ninguém quer saber se o caminho de um criador o leva à morada das musas e da beleza; espreita-se da janela, mas é para ver se ele vai à missa. Ora isto é de analfabetos, de pessoas que verdadeiramente não sabem nem querem saber do valor de um poema, do mundo de liberdade e de independência que ele encerra. E uma gente assim não me convém, nem tão-pouco o Deus intolerante que servem. Por isso me vou divertindo com as minhas divindades naturais, luciferinamente, certo de que o diabo é ainda uma grande companhia. Foi a ele que Jesus disse que o seu reino não era deste mundo. E o meu, precisamente, é.

A Sociabilidade é Proporcional à Vulgaridade

O homem inteligente aspirar√°, antes de tudo, √† aus√™ncia de dor, √† serenidade, ao sossego e ao √≥cio, logo, procurar√° uma vida tranquila, modesta e o menos conflituosa poss√≠vel; por conseguinte, ap√≥s travar algum conhecimento com aqueles que chamamos de homens, escolher√° o reatraimento e, no caso de um grande esp√≠rito, at√© a solid√£o. Pois, quanto mais algu√©m tem em si mesmo, menos precisa do mundo exterior e menos tamb√©m os outros lhe podem ser √ļteis. Por isso, a emin√™ncia do esp√≠rito conduz √† insociabilidade. Sim, se a qualidade da sociedade pudesse ser substitu√≠da pela quantidade, valeria a pena viver at√© no grande mundo, mas infelizmente cem n√©scios empilhados n√£o d√£o um √ļnico homem razo√°vel. J√° aquele que est√° no outro extremo, assim que a necessidade lhe permitir recobrar o √Ęnimo, procurar√° passatempo e companhia a qualquer pre√ßo, e a tudo se acomodar√° facilmente, de nada fugindo a n√£o ser de si.
Pois √© na solid√£o, onde cada um est√° entregue a si mesmo, que se mostra o que ele tem em si mesmo. Nela, sob a p√ļrpura, o simpl√≥rio suspira, carregando o fardo irremov√≠vel da sua m√≠sera individualidade, enquanto o mais talentoso povoa e vivifica com os seus pensamentos o ambiente mais ermo.

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Noite de Natal

[A um pequenito, vendedor de jornais]

Bairro elegante, ‚Äď e que mis√©ria!
Roto e faminto, à luz sidéria,
O pequenito adormeceu…

Morto de frio e de cansaço,
As mãos no seio, erguido o braço
Sobre os jornais, que n√£o vendeu.

A noite é fria; a geada cresta;
Em cada lar, sinais de festa!
E o pobrezinho n√£o tem lar…

Todas as portas j√° cerradas!
√ď almas puras, bem formadas,
Vede as estrelas a chorar!

Morto de frio e de cansaço,
As mãos no seio, erguido o braço
Sobre os jornais, que n√£o vendeu,

Em plena rua, que miséria!
Roto e faminto, à luz sidéria,
O pequenito adormeceu…

Em torno dele ‚Äď √≥ dor sagrada!
Ao ver um círculo sem geada
Na sua morna exalação,

Pensei se o frio descaro√°vel
Do pequenino miser√°vel
Teria m√°goa e compaix√£o…

Sonha talvez, pobre inocente!
Ao frio, à neve, ao luar mordente,
Com o pres√©pio de Bel√©m…

Do céu azul, às horas mortas,
Nossa Senhora abriu-lhe as portas
E aos orf√£ozinhos sem ningu√©m…

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O Mundo Velho

Nas crises d’este tempo desgra√ßado,
Quando nos pomos tristes a espalhar
Os olhos pela historia do passado…
Quem n√£o ver√°, contente ou consternado,
– Mundo velho que est√°s a desabar – ?!…

Sim tu est√°s a morrer, vil socio antigo…
E Pae de nossos vicios e paix√Ķes!
Camarada dos crimes, torpe amigo…
– Morre, emfim, correr√° no teu jazigo,
Em vez de vinho, o sangue das na√ß√Ķes!

Deves morrer, provecto criminoso!
Tens vivido de mais, vil sensual!
Tu est√°s velho, cansado e desgostoso,
E, como um velho principe gotoso,
Ris, cruelmente, √°s sensa√ß√Ķes do mal.

РQue é feito do teu Deus, do teu Direito?
– Onde est√£o as vis√Ķes dos teus prophetas?
– Quem te deu esse orgulho satisfeito?
Muribundo Caiphaz, junto ao teu leito,
Morrem, debalde, os gritos dos poetas!

No tempo em que eras forte, foi teu braço
Que apunhalou os grandes ideaes!…
Hoje est√°s gordo, sensural, devasso,
E andas, torpe a rir, como um palhaço,
N’um circulo lusente de punhaes.

Tu tens vendido os justos no mercado!

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Liberdade

Ai que prazer
N√£o cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E n√£o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De t√£o naturalmente matinal,
Como o tempo n√£o tem pressa…

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebasti√£o,
Quer venha ou n√£o!

Grande √© a poesia, a bondade e as dan√ßas…
Mas o melhor do mundo são as crianças,

Flores, m√ļsica, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

Mais que isto
√Č Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca…

Uns precisam de 10 dez passos para conseguir algo na vida… eu consegui tudo na e da vida com 1 s√≥ passo: aceitar Jesus Cristo como meu √ļnico e suficiente Salvador.

Com Jesus no entanto, a religião, como sistema educativo alcança eminência inimaginável. Nem templos de pedra, nem rituais. Nem hierarquias efêmeras, nem avanço ao poder humano.

Opini√Ķes Discordantes

. √Č preciso repetir de vez em quando a nossa pro¬≠fiss√£o de f√© e exprimir em voz alta aquilo que valori¬≠zamos e aquilo que condenamos. Os nossos advers√°¬≠rios tamb√©m n√£o deixam de o fazer.
. Os advers√°rios acreditam que nos refutam ao repetir as suas opini√Ķes sem dar aten√ß√£o √† nossa. . Os que contradizem e entram em disputa de¬≠viam pensar de vez em quando que nem todas as linguagens s√£o entend√≠veis por toda a gente.
. Quando alguém afirma que conseguiu contra­dizer-me não pensa que se limitou a contrapor uma visão das coisas à minha, e que, portanto, com isso nada conseguiu de facto. Um terceiro tem o direito de lhe fazer o mesmo, e assim por diante, até ao in­finito.
. Em Nova Iorque h√° noventa confiss√Ķes crist√£s diferentes e cada uma delas tem a sua maneira pr√≥¬≠pria de adorar a Deus e ao Senhor Jesus, sem por isso se confundirem umas com as outras. Dev√≠amos levar a cabo qualquer coisa de semelhante na inves¬≠tiga√ß√£o relativa √† Natureza – e, ali√°s, em toda a in¬≠vestiga√ß√£o. Pois, que significado tem toda a gente falar de liberalidade e cada um pretender limitar os outros segundo a sua pr√≥pria maneira de pensar e de se exprimir?

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