Passagens sobre Jesus

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M√£e E Filho

Às mães desamparadas

Jesus, meu filho, o encanto das crianças,
Quando na cruz, de angustia espedaçado,
Em sangue casto e límpido banhado,
Manso, t√£o manso como as pombas mansas;

Embora as duras e afiadas lanças
Com que os judeus, tinham, de lado a lado,
Seu coração puríssimo varado,
Inda no olhar raiavam-lhe esperanças.

Por isso, √≥ filho, √≥ meu amor — se a esmola
De algum conforto essencial n√£o rola
Por n√≥s — √© forca conduzir a cruz!…

Mas, volta ó filho, pesaroso e triste.
Se a nossa vida só na dor consiste,
Ah! minha m√£e, por que morreu Jesus?…

Sofredora

Cobre-lhe a fria palidez do rosto
O sendal da tristeza que a desola;
Chora – o orvalho do pranto lhe perola
As faces maceradas de desgosto.

Quando o ros√°rio de seu pranto rola,
Das brancas rosas do seu triste rosto
Que rolam murchas como um sol j√° posto
Um perfume de l√°grimas se evola.

Tenta às vezes, porém, nervosa e louca
Esquecer por momento a m√°goa intensa
Arrancando um sorriso à flor da boca.

Mas volta logo um negro desconforto,
Bela na Dor, sublime na Descrença.
Como Jesus a soluçar no Horto!

Noite Tr√°gica

O pavor e a ang√ļstia andam dan√ßando…
Um sino grita endechas de poentes…
Na meia-noite d¬īhoje, solu√ßando,
Que press√°gios sinistros e dolentes!…

Tenho medo da noite!… Padre nosso
Que estais no c√©u… O que minh¬īalma teme!
Tenho medo da noite!… Que alvoro√ßo
Anda nesta alma enquanto o sino geme!

Jesus! Jesus, que noite imensa e triste!
A quanta dor a nossa dor resiste
Em noite assim que a pr√≥pria dor parece…

√ď noite imensa, √≥ noite do Calv√°rio,
Leva contigo envolto no sud√°rio
Da tua dor a dor que me n√£o ¬īsquece!

Um queria fazer de Jesus um sábio, outro, um filósofo, outro ainda, um patriota, outro, um homem de bem, outro, um moralista, outro, um santo. Não foi nada disso. Foi um encantador.

Pés

VI

Lívidos, frios, de sinistro aspecto,
Como os pés de Jesus, rotos em chaga,
Inteiriçados, dentre a auréola vaga
Do mistério sagrado de um afeto.

Pés que o fluido magnético, secreto
Da morte maculou de estranha e maga
Sensação esquisita que propaga
Um frio n’alma, doloroso e inquieto…

Pés que bocas febris e apaixonadas
Purificaram, quentes, inflamadas,
Com o beijo dos adeuses soluçantes.

Pés que já no caixão, enrijecidos,
Aterradoramente indefinidos
Geram fascina√ß√Ķes dilacerantes!

A Igreja é exactamente aquilo contra o qual Jesus pregou e contra aquilo pelo qual ensinou os discípulos a lutarem.

Na Bíblia, a montanha representa o lugar da proximidade com Deus e do encontro íntimo com Ele; o lugar da oração, onde sentir a presença do Senhor. Lá em cima, no monte, Jesus mostra-Se aos três discípulos, transfigurado, luminoso, belíssimo.

¬ęTu, Sim√£o, √©s Pedro – ou seja, pedra, rocha-, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.¬Ľ

Tamb√©m hoje, connosco, Jesus quer continuar a construir a Sua Igreja, uma casa com alicerces fortes, mas onde n√£o faltam fendas e que tem uma constante necessidade de repara√ß√Ķes.

Sentimo-nos apenas pequenas pedras. Todavia, nenhuma pequena pedra √© in√ļtil; nas m√£os de Jesus, a mais pequena pedra torna-se preciosa.

Nocturno

Amor! Anda o luar todo bondade,
Beijando a terra, a desfazer-se em luz…
Amor! São os pés brancos de Jesus
Que andam pisando as ruas da cidade!

E eu ponho-me a pensar… Quanta saudade
Das ilus√Ķes e risos que em ti pus!
Traçaste em mim os braços duma cruz,
Neles pregaste a minha mocidade!

Minh’alma, que eu te dei, cheia de m√°goas,
E nesta noite o nen√ļfar dum lago
‘Stendendo as asas brancas sobre as √°guas!

Poisa as m√£os nos meus olhos com carinho,
Fecha-os num beijo dolorido e vago…
E deixa-me chorar devagarinho…

Jesus disse-nos: ¬ęOnde estiver o teu tesouro, a√≠ estar√° tamb√©m o teu cora√ß√£o.¬Ľ (Mateus 6:21)

E eu pergunto: ¬ęOnde est√° o teu tesouro? Qual √© para ti a realidade mais preciosa, a realidade que atrai o teu cora√ß√£o como um √≠man e na qual decidiste arriscar tudo?¬Ľ

√Äs vezes podemos ser tentados a deixarmo-nos tomar pela pregui√ßa ou, pior, pelo desalento, sobretudo perante os trabalhos e as provoca√ß√Ķes da vida. Nestes casos, n√£o desanimemos e invoquemos o Esp√≠rito Santo, para que, como o¬† dom da Sua fortaleza, possa levantar o nosso cora√ß√£o e comunicar nova energia e novo entusiasmo √† nossa exist√™ncia e √† nossa imita√ß√£o de Jesus.

√Č motivo de como√ß√£o para mim saber que tantos pobres se identificaram com o cego Bartimeu, do qual fala o evangelista Marcos (10:46-52).

Bartimeu ¬ęestava sentado √† beira da estrada a pedir esmola¬Ľ e, tendo ouvido que passava Jesus,¬† ¬ęcome√ßou a gritar¬Ľ e a pedir ao ¬ęfilho de David¬Ľ que tivesse d√≥ dele. ¬ęMuitos o repreenderam para que se calasse, mas ele gritava ainda mais alto.¬Ľ

O mistério da voz é sugestivo: pensemos que desde o ventre da nossa mãe aprendemos a reconhecer a sua voz e a do pai; no tom de uma voz percebemos o amor ou o desprezo, o afeto ou a frieza.

A voz de Jesus √© √ļnica! Se aprenderemos a distinguir-la, ela nos guiar√° na estrada da vida, uma vida que ultrapassa mesmo o abismo da morte.

O Juízo Final

Chegou o miserável milionário no céu e, impacientemente, esperou a sua vez de ser julgado. Introduziram-no numa sala, noutra sala, noutra sala, até que se viu frente a uma luz ofuscante, na qual pouco a pouco foi dintinguindo a figura santa do pai dos Homens. Em voz tonitroante este, tendo à direita, Pedro, e, à esquerda, uma figura que ele não conhecia, julgou sumariamente dois outros pecadores que estavam à sua frente. E, afinal, dirigiu-se a ele:
РQue fez você de bom na sua vida ?
– Bem, eu nasci, cresci, amei, casei, tive filhos, vivi.
РOra Рdisse o Senhor Рisso são actos sociais e biológicos a que você estava destinado. Quero saber que bondade específica e determinada você teve para com o seu semelhante.
– Bem – disse o milion√°rio – eu criei ind√ļstrias, comprei fazendas, dei emprego a muita gente, melhorei as condi√ß√Ķes sociais de muita gente.
– N√£o, isso n√£o serve – disse o Todo-Poderoso – essas ac√ß√Ķes estavam impl√≠citas ao acto de voc√™ enriquecer. Voc√™ as praticou porque precisava viver melhor. N√£o foram intrinsecamente boas ac√ß√Ķes, desprendidas, n√£o servem.
O milionário escarafunchou o cérebro e não encontrou nada.

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Experimentemos fazer esta pergunta: ¬ęQuem sou eu? Quem sou eu ante o meu Senhor? Sou capaz de exprimir a minha alegria, de O louvar? Ou tomo as minas dist√Ęncias? Quem sou eu ante Jesus que sofre?¬Ľ

Algumas vezes na nossa vida, os óculos para ver Jesus são as lágrimas.

Há um momento nas nossas vidas em que só as lágrimas nos preparam para ver Jesus.