Cita√ß√Ķes sobre Lisonja

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A lisonja corrompe quem a recebe e quem a d√°; e a adula√ß√£o n√£o √© mais √ļtil ao povo do que aos reis.

XLIX

Os olhos tendo posto, e o pensamento
No rumo, que demanda, mais distante;
As ondas bate o Grego Navegante,
Entregue o leme ao mar, a vela ao vento

Em vão se esforça o harmonioso acento
Da sereia, que habita o golfo errante;
Que resistindo o espírito constante,
Vence as lisonjas do enganoso intento.

Se pois, ninfas gentis, rompe a Cupido
O arco, a flecha, o dardo, a chama acesa
De um peito entre os heróis esclarecido;

Que vem buscar comigo a néscia empresa,
Se inda mais, do que Ulisses atrevido,
Sei vencer os encantos da beleza!

Deviam parar com a demagogia sobre as massas. As massas s√£o rudes, sem prepara√ß√£o, ignorantes, perniciosas em suas reivindica√ß√Ķes e influ√™ncias. N√£o precisam de lisonjas mas de instru√ß√£o.

Nunca Falar de Si Mesmo

Nunca falar de si mesmo. Quem fala de si ou se h√°-de gabar, o que √© vaidade, ou se h√°-de vituperar, o que √© pouquidade, e sendo culpado de falta de cordura quem fala, a pena √© de quem ouve. Se isso √© de se evitar entre pr√≥ximos, muito mais em postos sublimes, onde se fala em p√ļblico, e passa por nescidade tudo o que se pare√ßa com ela. A mesma falta de cordura est√° em falar dos presentes, pelo perigo de dar em um dos dois escolhos: lisonja ou vitup√©rio.

Nem o ódio nem a lisonja são cristais fiéis: adulteram a verdade; aquele das virtudes faz vícios, e esta, dos vícios, virtudes.

Gratid√£o

A minha gratid√£o te d√° meus versos:
Meus versos, da lisonja n√£o tocados,
Satélites de Amor, Amor seguindo
Co’as asas que lhes p√īs benigna Fama,
Qual níveo bando de inocentes pombas,
Os lares vão saudar, propícios lares,
Que em doce recepção me contiveram
Incertos passos da Indigência errante;
Dos olhos v√£o ser lidos, que apiedara
A cat√°strofe acerba de meus dias,
Dos infort√ļnios meus o quadro triste;
V√£o pousar-te nas m√£os, nas m√£os que foram
T√£o dadivosas para o vate opresso,
Que o peso dos grilh√Ķes me aligeiraram,
Que sobre espinhos me esparziram flores,
Enquanto n√£o recentes, v√£os amigos,
In√ļteis cora√ß√Ķes, vol√ļvel turba
(A versos mais atenta que a suspiros)
No Letes mergulhou memórias minhas.
Amigos da Ventura e n√£o de Elmano,
Aónio serviçal de vós me vinga;
Ao nome da Virtude o Vício core.

Não sei se vens de heróis, se vens de grandes;
N√£o sei, meu benfeitor, se teus maiores
Foram cobertos, decorados foram
De purp√ļreos doss√©is, de m√°rcios loiros;
Sei que frequentas da Amizade o templo,
Que és grande,

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Os homens‚Ķ s√£o facilmente induzidos a acreditar em um modo maravilhoso em que todos podem ser amigos uns dos outros, especialmente quando algu√©m √© ouvido denunciando os males agora existentes nos estados, fatos sobre contratos, condena√ß√Ķes por perj√ļrio, lisonjas de homens ricos e similares, que dizem surgir fora da posse da propriedade privada. Estes males, no entanto, s√£o devidos a uma causa muito diferente ‚Äď a maldade da natureza humana.

IX

Pouco importa, formosa Daliana,
Que fugindo de ouvir me, o fuso tomes;
Se quanto mais me afliges, e consomes,
Tanto te adoro mais, bela serrana.

Ou j√° fujas do abrigo da cabana,
Ou sobre os altos montes mais te assomes,
Faremos imortais os nossos nomes,
Eu por ser firme, tu por ser tirana.

Um obséquio, que foi de amor rendido,
Bem pode ser, pastora, desprezado;
Mas nunca se ver√° desvanecido:

Sim, que para lisonja do cuidado,
Testemunhas ser√£o de meu gemido
Este monte, este vale, aquele prado.

A lisonja √© como uma armadura num quadro; porque √© bonita na apar√™ncia, mas absolutamente in√ļtil.

Quando deixa de existir a necessidade de lisonjear, tornamo-nos sinceros; então, a verdade do hipócrita é mais perniciosa do que a sua lisonja.

O Futuro Não é Garantia de Competência

Creio apenas saber que o romance n√£o pode j√° viver em paz com o esp√≠rito do nosso tempo: se quer ainda continuar a descobrir o que n√£o est√° descoberto, se quer ainda ¬ęprogredir¬Ľ enquanto romance, s√≥ pode faz√™-lo contra o progresso do mundo.
A vanguarda viu as coisas diferentemente: estava possu√≠da pela ambi√ß√£o de estar em harmonia com o futuro. Os artistas de vanguarda criaram obras, corajosas √© verdade, dif√≠ceis, provocat√≥rias, apupadas, mas criaram-nas com a certeza de que o ¬ęesp√≠rito do tempo¬Ľ estava com eles e que, amanh√£, lhes daria raz√£o.
Outrora, tamb√©m eu considerei o futuro como √ļnico juiz competente das nossas obras e dos nossos actos. Foi mais tarde que compreendi que o flirt com o futuro √© o pior dos conformismos, a cobarde lisonja do mais forte. Porque o futuro √© sempre mais forte que o presente. √Č ele, de facto, que nos julgar√°. E certamente sem qualquer compet√™ncia.

V

Se sou pobre pastor, se n√£o governo
Reinos, na√ß√Ķes, prov√≠ncias, mundo, e gentes;
Se em frio, calma, e chuvas inclementes
Passo o ver√£o, outono, estio, inverno;

Nem por isso trocara o abrigo terno
Desta choça, em que vivo, coas enchentes
Dessa grande fortuna: assaz presentes
Tenho as paix√Ķes desse tormento eterno.

Adorar as trai√ß√Ķes, amar o engano,
Ouvir dos lastimosos o gemido,
Passar aflito o dia, o mês, e o ano;

Seja embora prazer; que a meu ouvido
Soa melhor a voz do desengano,
Que da torpe lisonja o infame ruído.

A umas Saudades

Saudades de meu bem, que noite e dia
A alma atormentais, se é vosso intento
Acabardes-me a vida com tormento,
Mais lisonja ser√° que tirania.

Mas, quando me matar vossa porfia,
De morrer tenho tal contentamento,
Que em me matando vosso sentimento,
Me h√°-de ressuscitar minha alegria.

Porém matai-me embora, que pretendo
Satisfazer com mortes repetidas
O que à beleza sua estou devendo.

Vidas me dai para tirar-me vidas,
Que ao grande gosto com que as for perdendo
Ser√£o todas as mortes bem devidas.