Passagens sobre Ricos

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Da Liberdade

A: Eis uma bateria de canh√Ķes que atira junto aos nossos ouvidos; tendes a liberdade de ouvi-la e de a n√£o ouvir?
B: √Č claro que n√£o posso evitar ouvi-la.
A: Desejaríeis que esse canhão decepasse a vossa cabeça e as da vossa mulher e da vossa filha que estivessem convosco?
B: Que espécie de proposição me fazeis? Eu jamais poderia, no meu são juízo, desejar semelhante coisa. Isso é-me impossível.
A: Muito bem; ouvis necessariamente esse canhão e, também necessariamente, não quereis morrer, vós e a vossa família, de um tiro de canhão; não tendes nem o poder de não o ouvir nem o poder de querer permanecer aqui.
B: Isso é evidente.
A: Em consequência, destes uma trintena de passos a fim de vos colocardes ao abrigo do canhão: tivestes o poder de caminhar comigo estes poucos passos?
B: Nada mais verdadeiro.
A: E se f√īsseis paral√≠tico? N√£o ter√≠eis podido evitar ficar exposto a essa bateria; n√£o ter√≠eis o poder de estar onde agora estais: ter√≠eis ent√£o necessariamente ouvido e recebido um tiro de canh√£o e necessariamente estar√≠eis morto?
B: Nada mais claro.
A: Em que consiste, pois,

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Serás sempre pobre, se és pobre; a fortuna apenas é concedida aos ricos.

Não somos ricos por causa das coisas que possuímos, mas pelo que podemos fazer sem possuí-las.

Pensamos de Mais e Sentimos de Menos

Queremos todos ajudar-nos uns aos outros. Os seres humanos são assim. Queremos viver a felicidade dos outros e não a sua infelicidade. Não queremos odiar nem desprezar ninguém. Neste mundo há lugar para toda a gente. E a boa terra é rica e pode prover às necessidades de todos.
O caminho da vida pode ser livre e belo, mas desvi√°mo-nos do caminho. A cupidez envenenou a alma humana, ergueu no mundo barreiras de √≥dio, fez-nos marchar a passo de ganso para a desgra√ßa e a carnificina. Descobrimos a velocidade, mas prendemo-nos demasiado a ela. A m√°quina que produz a abund√Ęncia empobreceu-nos. A nossa ci√™ncia tornou-nos c√≠nicos; a nossa intelig√™ncia, cru√©is e impiedosos. Pensamos de mais e sentimos de menos. Precisamos mais de humanidade que de m√°quinas. Se temos necessidade de intelig√™ncia, temos ainda mais necessidade de bondade e do√ßura. Sem estas qualidades, a vida ser√° violenta e tudo estar√° perdido.
O avi√£o e a r√°dio aproximaram-nos. A pr√≥pria natureza destes inventos √© um apelo √† fraternidade universal, √† uni√£o de todos. Neste momento, a minha voz alcan√ßa milh√Ķes de pessoas atrav√©s do mundo, milh√Ķes de homens sem esperan√ßa, de mulheres, de crian√ßas, v√≠timas dum sistema que leva os homens a torturar e a prender pessoas inocentes.

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O silêncio está tão repleto de sabedoria e de espírito em potência como o mármore não talhado é rico em escultura.

A √ānsia de Protagonismo Social

Qual o sentido de tamanha azáfama neste mundo? Qual a finalidade da avareza e da ambição, da perseguição de riqueza, do poder e da proeminência? Satisfazer as necessidades da natureza? O salário do mais humilde trabalhador pode satisfazê-las. Quais serão então as vantagens desse grande objectivo da vida humana a que chamamos melhorar a nossa condição?
Ser observado, ser correspondido, ser notado com simpatia, complac√™ncia e aprova√ß√£o, s√£o tudo vantagens que podemos propor-nos retirar da√≠. O homem rico compraz-se na sua riqueza porque sente que ela faz recair as aten√ß√Ķes do mundo sobre si. O homem pobre, pelo contr√°rio, envergonha-se da sua pobreza. Sente que ela o coloca fora do horizonte dos seus semelhantes. Sentir que n√£o somos notados representa necessariamente uma desilus√£o para os desejos mais candentes da natureza humana. O homem pobre sai e volta a entrar despercebido, e permanece na mesma obscuridade seja no meio de uma multid√£o seja no recato do seu covil. O homem de n√≠vel e distin√ß√£o, pelo contr√°rio, √© visto por todo o mundo. Toda a gente anseia por v√™-lo. As suas ac√ß√Ķes s√£o objecto de aten√ß√Ķes p√ļblicas. Raro ser√° o gesto, rara a palavra que ele deixe escapar que passe despercebida.

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Tudo que n√£o seja viver escondido numa casinhola, pobre ou rica, com uma pessoa que se ame, e no ador√°vel conforto espiritual que d√™ esse amor – me parece agora v√£o, fict√≠cio, in√ļtil, oco e ligeiramente imbecil.

Trabalho E Luz I

Luz e trabalho, eis a divisa imensa
Da nova legi√£o de um mundo novo.
Das √°guias do porvir fecunde-se o ovo
No vigor do trabalho unido à crença.

D’√°rvore humanidade √† luz intensa
Do livre ensino brota o s√£o renovo
Rico de luz se nobilita o povo
Do trabalho na santa recompensa.

Trabalham para a luz almas, que alentam
O brilho do trabalho. Os benefícios
Da luz da educação a Deus contentam.

Trabalho e luz contra o furor dos vícios,
No trabalho e na luz que a paz sustentam,
Glória ao Liceu de Artes e de Ofícios.

XIV

Quem deixa o trato pastoril amado
Pela ingrata, civil correspondência,
Ou desconhece o rosto da violência,
Ou do retiro a paz n√£o tem provado.

Que bem é ver nos campos transladado
No gênio do pastor, o da inocência!
E que mal é no trato, e na aparência
Ver sempre o cortes√£o dissimulado!

Ali respira amor sinceridade;
Aqui sempre a traição seu rosto encobre;
Um só trata a mentira, outro a verdade.

Ali não há fortuna, que soçobre;
Aqui quanto se observa, é variedade:
Oh ventura do rico! Oh bem do pobre!

Os solteiros ricos deviam pagar o dobro de impostos. Não é justo que alguns homens sejam mais felizes do que os outros.

Um homem é rico em proporção às coisas que pode dispensar.

Seja o teu vestuário tão custoso quanto a tua fortuna to consente, mas não afectado na confecção: rico, não extravagante; porque o trajo revela vulgarmente quem é a pessoa.

Mérito e Auto-Suficiência

Só os baixos méritos podem ser enumerados. Temei, quando os vossos amigos vos disserem o que fizeste bem e narrarem tudo; mas quando permanecerem com olhares incertos e tímidos de respeito e certo descontentamento e silenciarem por muitos anos a sua opinião, podeis começar a ter confiança. Os que vivem para o futuro devem parecer egoístas aos que vivem para o presente.

(…) A face que se me apresenta o car√°cter √© a auto-sufici√™ncia. Reverencio a pessoa que √© muito rica de car√°cter, porque n√£o posso conceb√™-la solit√°ria, ou pobre, ou exilada, ou infeliz, ou protegida, mas um eterno protetor, benfeitor e bem-aventurado. O car√°cter √© centralidade, impossibilidade de ser deslocado ou posto √† margem. Um homem deve dar-nos a ideia de massa.
A sociedade √© fr√≠vola e divide o seu dia em fragmentos, a sua conversa√ß√£o em cerim√≥nias e derivativos. Mas visitando um homem talentoso, considerarei perdido o meu tempo se se limitar a amabilidades e cerim√≥nias; antes, ele dever√° saber colocar-se solenemente no seu lugar e deixar-me julgar, por assim dizer, a sua resist√™ncia; saber que encontrei um valor novo e positivo! – grande deleite para n√≥s ambos. J√° √© muito ele n√£o aceitar as opini√Ķes e usan√ßas convencionais.

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