Cita√ß√Ķes sobre Secund√°rios

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Frases sobre secund√°rios, poemas sobre secund√°rios e outras cita√ß√Ķes sobre secund√°rios para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Uma v√≠bora envenena um homem, mas um homem sozinho arrasa uma capital. Os grandes monstros n√£o chegam verdadeiramente na √©poca secund√°ria; aparecem na √ļltima, com o homem. Ao p√© de um Napole√£o, um megalossauro √© uma formiga.

O Autofagismo do Meio Urbano

O momento presente √© o momento do autofagismo do meio urbano. O rebentar das cidades sobre campos recobertos de ¬ęmassas informes de res√≠duos urbanos¬Ľ (Lewis Mumford) √©, de um modo imediato, presidido pelos imperativos do consumo. A ditadura do autom√≥vel, produto-piloto da primeira fase da abund√Ęncia mercantil, estabeleceu-se na terra com a prevalesc√™ncia da auto-estrada, que desloca os antigos centos e exige uma dispers√£o cada vez maior. Ao passo que os momentos de reorganiza√ß√£o incompleta do tecido urbano polarizam-se passageiramente em torno das ¬ęf√°bricas de distribui√ß√£o¬Ľ que s√£o os gigantescos supermercados, geralmente edificados em terreno aberto e cercados por um estacionamento; e estes templos de consumo precipitado est√£o, eles pr√≥prios, em fuga num movimento centr√≠fugo, que os repele √† medida que eles se tornam, por sua vez, centros secund√°rios sobrecarregados, porque trouxeram consigo uma recimposi√ß√£o parcial da aglomera√ß√£o. Mas a organiza√ß√£o t√©cnica do consumo n√£o √© outra coisa sen√£o o arqu√©tipo da dissolu√ß√£o geral que conduziu a cidade a consumir-se a si pr√≥pria.
A história económica, que se desenvolveu intensamente em torno da oposição cidade-campo, chegou a um tal grau de sucesso que anula ao mesmo tempo os dois termos. A paralisia actual do desenvolvimento histórico total, em proveito da exclusiva continuação do movimento independente da economia,

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Ao homem √© l√≠cito desejar as coisas sens√≠veis de maneira racional, enquanto √† mulher √© l√≠cito desejar as coisas racionais de maneira sens√≠vel… A natureza secund√°ria do homem √© a principal da mulher.

Aquele que crê adere ao dizer de alguém

Aquele que crê adere ao dizer de alguém. Por isso o que parece ser o principal, e tendo de certo modo o valor do fim, em todo o assentimento é a pessoa a cujo dizer se dá assentimento. Assim, o que se concorda em crer apresenta-se como secundário.

Somos o que nossos pensamentos fizeram de nós; portanto tome cuidado com o que você pensa. As palavras são secundárias. Os pensamentos vivem; eles viajam longe.

O Belíssimo Sonho do Preguiçoso Português

Quem se importa por√©m com isso? Trabalhar o menos poss√≠vel sob a tutela do Estado que lhe garanta o suficiente √† vida ‚ÄĒ, eis o sonho, o bel√≠ssimo sonho do pregui√ßoso portugu√™s!
Do pregui√ßoso portugu√™s, n√£o digo bem, do pregui√ßoso latino; porque em todos os pa√≠ses desta fam√≠lia se est√£o notando, em flagrante oposi√ß√£o aos anglo-sax√≥nios, as mesmas tend√™ncias as quais, no que particularmente respeita √† Fran√ßa, n√£o h√° muito vi afirmadas num livro dum escritor daquela nacionalidade que v√≥s talvez conhe√ßais ‚ÄĒ Gustave Le Bon.
Eu quero admitir, meus senhores, que sobre n√≥s influi o clima, a ra√ßa, as tradi√ß√Ķes, o passado, em tanto quanto a geografia e a hist√≥ria podem influir no car√°cter dum povo. N√£o podemos ent√£o transformar-nos completamente, e ut√≥pico mesmo me parece o desejo dum dos homens a quem o ensino secund√°rio em Fran√ßa mais deve, Demolins, expresso na sua obra sobre as causas da superioridade anglo-sax√≥nica: ‚ÄĒ inglesa, se assim me posso exprimir, as sociedades latinas.
Mas sem essa conversão completa, sem mudarmos mesmo grande parte das nossas ideias, sem irmos de encontro a algumas das nossas tendências, e pormos de lado alguns dos nossos sentimentos, nós podíamos, parece-me a mim,

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O Homem é um Animal Afectivo ou Sentimental, não Racional

Na maior parte das hist√≥rias da filosofia que conhe√ßo, os sistemas s√£o-nos apresentados, como tendo origem uns nos outros, e os seus autores, os fil√≥sofos, aparecem apenas como meros pretextos. A biografia √≠ntima dos fil√≥sofos, e dos homens que filosofaram, ocupa um lugar secund√°rio. E, sem d√ļvida, √© ela, essa biografia √≠ntima a que mais coisas nos explica.
Cumpre-nos dizer, antes de mais, que a filosofia se inclina mais para a poesia do que para a ciência. Quantos sistemas filosóficos se forjaram, como suprema harmonização dos resultados finais das ciências particulares, num período qualquer, tendo tido muito menos consistência e menos vida do que aqueles outros que representavam o anseio integral do espírito do seu autor.
(…) A filosofia corresponde √† necessidade de formarmos uma concep√ß√£o unit√°ria e total do mundo e da vida e, como consequ√™ncia desse conceito, um sentimento que gere uma atitude √≠ntima, e at√© uma ac√ß√£o. Mas resulta que esse sentimento, em vez de ser consequ√™ncia daquele conceito, √© a sua causa. A nossa filosofia, isto √©, a nossa maneira de compreender ou de n√£o compreender o mundo e a vida, brota do nosso sentimento respeitante √† pr√≥pria vida. E esta, como tudo o que √© afectivo,

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Glória é Vaidade

A gl√≥ria repousa propriamente sobre aquilo que algu√©m √© em compara√ß√£o com os outros. Portanto, ela √© essencialmente relativa; por isso, s√≥ pode ter valor relativo. Desapareceria inteiramente se os outros se tornassem o que o glorioso √©. Uma coisa s√≥ pode ter valor absoluto se o mantiver sob todas as circunst√Ęncias; aqui, contudo, trata-se daquilo que algu√©m √© imediatamente e por si mesmo. Consequentemente, √© nisso que tem de residir o valor e a felicidade do grande cora√ß√£o e do grande esp√≠rito. Logo, valiosa n√£o √© a gl√≥ria, mas aquilo que faz com que algu√©m a mere√ßa, pois isso, por assim dizer, √© a subst√Ęncia, e a gl√≥ria √© apenas o acidente. Ela age sobre quem √© c√©lebre, sobretudo como um sintoma exterior pelo qual ele adquire a confirma√ß√£o da opini√£o elevada de si mesmo. Desse modo, poder-se-ia dizer que, assim como a luz n√£o √© vis√≠vel se n√£o for reflectida por um corpo, toda a excel√™ncia s√≥ adquire total consci√™ncia de si pr√≥pria pela gl√≥ria. Mas o sintoma n√£o √© sempre infal√≠vel, visto que tamb√©m h√° gl√≥ria sem m√©rito e m√©rito sem gl√≥ria. Eis a justificativa para a frase t√£o distinta de Lessing: Algumas pessoas s√£o famosas, outras merecem s√™-lo.

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Sexo, Poder e Dinheiro

A nossa sociedade gravita em torno de 3 eixos. Muito poucos s√£o os que n√£o se deixam cair em nenhuma das reais tenta√ß√Ķes do aparente.
O culto destas dimens√Ķes imediatas da identidade remete para planos secund√°rios todas as categorias interiores que a estruturam e consubstanciam, dispensando pondera√ß√£o e reflex√£o, abrem alas a uma pregui√ßa estranha que se contenta com o superficial. Quase uma animalidade consentida, mas sem sentido.
O sexo, fazendo parte da vida, n√£o √© contudo o mais importante. O h√°bito consome-se com tremenda rapidez, e o corpo √© apenas uma √≠nfima parte do que somos, o albergue tempor√°rio de uma interioridade composta por, tantas vezes, tenebrosas podrid√Ķes, vulgaridades comuns e, por vezes tamb√©m, belezas indescrit√≠veis. Felizmente, o ser humano √© capaz de ver para bem mais longe do que a vista alcan√ßa, e ver o outro atrav√©s do seu corpo.

O poder atrai e corrompe, muito antes de ser atingido. Promete o que há de melhor pela amplificação da liberdade, mas como não dá nunca o discernimento essencial às escolhas que determinam os passos que nos aproximam da felicidade, ilude enquanto afoga quem se julga por ele abraçado.

O dinheiro é o que parece mover com mais eficácia o mundo,

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A Aspiração de Todo o Bom Português

Enquanto a aspira√ß√£o de todo o bom portugu√™s for, na frase de um escritor, um casamento rico e um emprego p√ļblico; enquanto o diploma for o caminho mais seguro e c√≥modo para uma coloca√ß√£o certa embora pouco rendosa, e nos n√£o disserem como um ingl√™s ilustre a um professor da Fran√ßa que lhe mostrava os numerosos certificados das suas habilita√ß√Ķes: ¬ęN√≥s n√£o precisamos de diplomas, Senhor, precisamos de homens¬Ľ; enquanto for uma inferioridade a vida de trabalho e um sinal de distin√ß√£o a ociosidade, uma popula√ß√£o numerosa e f√ļtil h√°-de cursar as escolas secund√°rias e superiores, e tudo o que exige trabalho e rasgada iniciativa ser√° abandonado; a agricultura, o com√©rcio, a ind√ļstria, todas as fontes de riqueza nacional ficar√£o desaproveitadas, desprezadas, a meterem d√≥, quando podiam ser a honrosa ocupa√ß√£o de tantos e a salva√ß√£o e a prosperidade de todos n√≥s.

A Verdadeira Confiança

A verdadeira confian√ßa √© transmitida pelo que a pessoa √© no seu √≠ntimo e nunca pelo que ela tem ou faz, o mesmo √© dizer que o ego n√£o √© para aqui chamado, pois ele apesar de aparentar esse estatuto, na realidade n√£o vale nada, √© fraquinho que d√≥i e ao m√≠nimo deslize da sua zona de conforto resvala para a fuga, para o ataque ou para a agressividade. Esta separa√ß√£o de conceitos e estirpes logo no in√≠cio do livro √© fundamental para que nos possamos aperceber n√£o s√≥ da mensagem que podemos estar a passar perante os outros, e conv√©m relembrar que apesar da maioria ainda andar adormecida j√° v√£o existindo muitas pessoas que detetam a l√©guas de dist√Ęncia quem somos e quais os padr√Ķes de comportamento que adotamos no nosso dia a dia, como tamb√©m do comportamento, muitas vezes extravagante, das tais pessoas que nos rodeiam, pois o que n√£o falta √† nossa volta s√£o falsos confiantes, predadores disfar√ßados, gente que tudo faz e ostenta para garantir o que precisamente n√£o s√£o, o alimento do ego e o refor√ßo da ilus√£o em que vivem. Portanto, sempre que leres a palavra ¬ęconfian√ßa¬Ľ neste livro atribui a mesma ao ser confiante,

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Sem Acção, de Nada Vale a Inteligência

Os conhecimentos ouvem-se, mas para agir a capacidade de audi√ß√£o √© praticamente desprez√°vel. Porque agir √© estar pr√≥ximo das coisas e ouvir √© estar afastado das coisas. Algu√©m que apenas ouve ser√° considerado um intruso no mundo, a Natureza n√£o se sentir√° amea√ßada. Quem ouve poder√° acumular conhecimentos, mas essa acumula√ß√£o n√£o lutar√° com a Natureza. Esta resiste bem √† intelig√™ncia, ao racioc√≠nio e √† mem√≥ria do Homem: todas estas qualidades intelectuais s√£o assuntos que dizem respeito exclusivamente ao mundo da cidade, e o que amea√ßa a Natureza s√£o as ac√ß√Ķes: os momentos em que os humandos abandonam a audi√ß√£o, e mesmo a linguagem do discurso, e passam a querer falar com o tacto: o √ļnico que pode alterar as coisas.
Se os homens, mantendo a sua intelig√™ncia incorrupta, fossem seres im√≥veis, incapazes de qualquer movimento, seriam ainda hoje menos poderosos do que um √ļnico metro quadrado de terra espont√Ęneo. Poderiam possuir um grau de aperfei√ßoamento no pensamento abstracto, matem√°tico e l√≥gico, mas n√£o deixariam de ser uma esp√©cie secund√°ria ao lado das outras: as possuidoras de movimento. Qualquer c√£o mesquinho mijaria nas pernas de um homem inteligente, mas im√≥vel.

Gonçalo M.

Não persigas as formas visíveis. Elas não passam de marcas deixadas pela Vida. Ao dirigir um veículo, certamente ninguém o faz com o objetivo de gravar no chão as marcas dos pneus, mas indo em direção ao seu destino, o veículo deixa naturalmente os rastros dos pneus. O mesmo acontece com a Vida. Quando se vive com dignidade, a Vida concretiza, por si mesma, uma forma digna. O primordial é viver; a forma é secundária. Portanto, deixa tua Vida manifestar a forma autêntica dela.

A Arte e a Filosofia

Nunca ser√° de mais insistir no car√°cter arbitr√°rio da antiga oposi√ß√£o entre arte e a filosofia. Se quisermos interpret√°-la num sentido muito preciso, √© certamente falsa. Se quisermos simplesmente significar que essas duas disciplinas t√™m, cada uma delas, o seu clima particular, isso √© verdade sem d√ļvida, mas muito vago. A √ļnica argumenta√ß√£o aceit√°vel residia na contradi√ß√£o levantada entre o fil√≥sofo fechado no meio do seu sistema e o artista colocado diante da sua obra. Mas isto era v√°lido para uma certa forma de arte e de filosofia, que aqui consideramos secund√°ria. A ideia de uma arte separada do seu criador n√£o est√° somente fora de moda. √Č falsa. Por oposi√ß√£o ao artista, dizem-nos que nunca nenhum fil√≥sofo fez v√°rios sistemas.
Mas isto √© verdade, na pr√≥pria medida em que nunca nenhum artista exprimiu mais de uma s√≥ coisa sob rostos diferentes. A perfei√ß√£o instant√Ęnea da arte, a necessidade da sua renova√ß√£o, s√≥ √© verdade por preconceito. Porque a obra de arte tamb√©m √© uma constru√ß√£o, e todos sabem como os grandes criadores podem ser mon√≥tonos. O artista, tal como o pensador, empenha-se e faz-se na sua obra. Essa osmose levanta o mais importante dos problemas est√©ticos. Al√©m disso,

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Moralidade e Êxito

N√£o s√£o s√≥ os espectadores de um acto que, ami√ļde, medem o que √© moral ou imoral no mesmo, consoante o √™xito: n√£o, o pr√≥prio autor tamb√©m o faz. Pois os motivos e as inten√ß√Ķes raramente s√£o suficientemente claros e simples, e, √†s vezes, a pr√≥pria mem√≥ria parece perturbada pelo efeito do acto, de modo que a pessoa atribui ao seu pr√≥prio acto motivos falsos ou trata como essenciais os motivos secund√°rios. O √™xito d√°, muitas vezes, a um acto todo o honesto brilho da boa consci√™ncia, um malogro coloca a sombra do remorso sobre a ac√ß√£o mais respeit√°vel. Da√≠ resulta a conhecida pr√°tica do pol√≠tico, que pensa: ¬ęDai-me simplesmente o √™xito! Com ele, tamb√©m terei posto do meu lado todas as almas honestas… e ter-me-ei tornado honesto, perante mim pr√≥prio¬Ľ. De maneira an√°loga, o √™xito √© suposto substituir a melhor fundamenta√ß√£o.

Pornografia materializa supremacia masculina. Ela √© o DNA de domin√Ęncia masculina. Cada regra do abuso sexual, cada nuance do sadismo sexual, cada estrada ou caminho secund√°rio de explora√ß√£o sexual, est√° codificada nela.

Tenha coragem de seguir o que seu coração e sua intuição dizem. Eles já sabem o que você realmente deseja. Todo resto é secundário.

Conv√©m a cada homem lembrar que o trabalho do cr√≠tico, √© de import√Ęncia completamente secund√°ria, e que, no final, o progresso √© realizado pelo homem que faz as coisas.

A Poesia n√£o se Inventou para Cantar o Amor

A poesia n√£o se inventou para cantar o amor ‚ÄĒ que de resto n√£o existia ainda quando os primeiros homens cantaram. Ela nasceu com a necessidade de celebrar magnificamente os deuses, e de conservar na mem√≥ria, pela sedu√ß√£o do ritmo, as leis da tribo. A adora√ß√£o ou capta√ß√£o da divindade e a estabilidade social, eram ent√£o os dois altos e √ļnicos cuidados humanos: ‚ÄĒ e a poesia tendeu sempre, e tender√° constantemente a resumir, nos conceitos mais puros, mais belos e mais concisos, as ideias que est√£o interessando e conduzindo os homens. Se a grande preocupa√ß√£o do nosso tempo fosse o amor ‚ÄĒ ainda admitir√≠amos que se arquivasse, por meio das artes da imprensa, cada suspiro de cada Francesca. Mas o amor √© um sentimento extremamente raro entre as ra√ßas velhas e enfraquecidas. Os Romeus, as Julietas (para citar s√≥ este casal cl√°ssico) j√° n√£o se repetem nem s√£o quase poss√≠veis nas nossas democracias, saturadas de cultura, torturadas pela ansia do bem-estar, c√©pticas, portanto ego√≠stas, e movidas pelo vapor e pela electricidade. Mesmo nos crimes de amor, em que parece reviver, com a sua for√ßa primitiva e dominante, a paix√£o das ra√ßas novas, se descobrem logo factores lamentavelmente alheios ao amor,

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A Asfixia do Artista pela Sociedade

Eu tenho medo das ¬ęteses¬Ľ quando se apoderam de um artista jovem, sobretudo nos come√ßos da sua carreira. E sabem o que eu temo? Muito simplesmente que n√£o consiga os objectos da tese. Pensar√° um simp√°tico cr√≠tico, a quem li h√° pouco e cujo nome agora n√£o vou citar, que toda a obra art√≠stica isenta de tese pr√©via, realizada exclusivamente com um objectivo art√≠stico, e at√© de assunto inteiramente secund√°rio e n√£o correspondendo a nada de ¬ętendencioso¬Ľ possa resultar nuns proveitos para o seu objectivo ainda que √† primeira vista d√™ a impress√£o de satisfazer apenas ¬ęuma ociosa curiosidade¬Ľ? Porventura as nossas pessoas cultas ainda n√£o se deram conta do que pode passar-se no cora√ß√£o e na intelig√™ncia dos nossos escritores e artistas jovens? Que confus√£o de ideias e de sentimentos preconcebidos!

Sob a press√£o da sociedade, o jovem poeta sufoca na alma o seu natural anelo de espraiar-se em formas singulares; receia que condenem a sua ¬ęociosa curiosidade¬Ľ; reprime essas formas que lhe brotam do fundo da alma; nega-lhes vida e aten√ß√£o e arranca de dentro, entre espamos, o tema que √† sociedade agrada, que √© grato √† opini√£o liberal e social. Mas que erro t√£o horrivelmente c√Ęndido e ing√©nuo,

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