Cita√ß√Ķes sobre Substanciais

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Frases sobre substanciais, poemas sobre substanciais e outras cita√ß√Ķes sobre substanciais para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Superficialidade Popular

Como se a multidão ou os mais sábios em nome da multidão não estivessem prontos a dar passagem muito mais àquilo que é popular e superficial do que ao que é substancial e profundo; pois a verdade é que o tempo parece ter a natureza de um rio ou correnteza, que carrega até nós tudo o que é leve e inflado, mas afunda e afoga tudo aquilo que tem peso e solidez.

O Nosso Infinito

H√° ou n√£o um infinito fora de n√≥s? √Č ou n√£o √ļnico, imanente, permanente, esse infinito; necessariamente substancial pois que √© infinito, e que, se lhe faltasse a mat√©ria, limitar-se-ia √†quilo; necess√°riamente inteligente, pois que √© infinito, e que, se lhe faltasse a intelig√™ncia, acabaria ali? Desperta ou n√£o em n√≥s esse infinito a ideia de ess√™ncia, ao passo que n√≥s n√£o podemos atribuir a n√≥s mesmos sen√£o a ideia de exist√™ncia? Por outras palavras, n√£o √© ele o Absoluto, cujo relativo somos n√≥s?
Ao mesmo tempo que fora de n√≥s h√° um infinito n√£o h√° outro dentro de n√≥s? Esses dois infinitos (que horroroso plural!) n√£o se sobrep√Ķem um ao outro? N√£o √© o segundo, por assim dizer, subjacente ao primeiro? N√£o √© o seu espelho, o seu reflexo, o seu eco, um abismo conc√™ntrico a outro abismo? Este segundo infinito n√£o √© tamb√©m inteligente? N√£o pensa? N√£o ama? N√£o tem vontade? Se os dois infinitos s√£o inteligentes, cada um deles tem um princ√≠pio volante, h√° um eu no infinito de cima, do mesmo modo que o h√° no infinito de baixo. O eu de baixo √© a alma; o eu de cima √© Deus.
P√īr o infinito de baixo em contacto com o infinito de cima,

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O Universal Op√Ķe-se a Qualquer √Čpoca

√Č admiss√≠vel que o g√©nio n√£o seja apreciado na sua √©poca porque a ela se op√Ķe; mas pode-se perguntar por que raz√£o √© apreciado nas √©pocas vindouras. O universal op√Ķe-se a qualquer √©poca, pois as caracter√≠sticas desta s√£o necessariamente particulares; porque ser√° ent√£o que o g√©nio, que se ocupa de valores universais e permanentes, √© mais favoravelmente recebido por uma √©poca do que por outra?
A raz√£o √© simples. Cada √©poca resulta da cr√≠tica da √©poca precedente e dos princ√≠pios subjacentes √† vida civilizacional da mesma. Enquanto que um s√≥ princ√≠pio est√° subjacente, ou parece estar subjacente, a cada √©poca, as cr√≠ticas desse princ√≠pio √ļnico s√£o variadas, tendo apenas em comum o facto de se ocuparem da mesma coisa. Ao opor-se √† sua √©poca, o homem de g√©nio critica-a implicitamente, integrando-se implicitamente numa ou noutra das correntes cr√≠ticas da √©poca seguinte.
Ele próprio pode produzir uma ou outra dessas correntes, como Wordsworth; pode não produzir nenhuma, como Blake, e contudo viver de acordo com uma atitude paralela à sua, surgida naquela época sem ser por um discipulado propriamente dito.
Quanto mais universal é o génio, mais facilmente será aceite pela época imediatamente a seguir, pois mais profunda será a crítica implícita da sua própria época.

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N√£o Alardear a Boa Sorte

Mais ofende ostentar a dignidade que a pessoa. Fazer-se de grande homem √© odioso: bastaria ser invejado. Quanto mais se busca estima menos se a consegue. Ela depende do respeito alheio, e, assim, n√£o pode ser tomada, mas merecida e aguardada. Os grandes cargos demandam autoridade ajustada ao seu exerc√≠cio, sem o que n√£o podem ser dignamente exercidos. Conserve a que merece para cumprir com o substancial das suas obriga√ß√Ķes: n√£o a esgote, ajude-a sim; e todos os que se fazem de aquinhoados no cargo d√£o ind√≠cio de que n√£o o mereciam, e que a dignidade a tudo se sobrep√Ķe. Quem quiser ter merecimentos, que seja antes pela emin√™ncia dos seus dotes que pelo seu advent√≠cio, pois at√© um rei h√°-de ser mais venerado pela sua pessoa que pela extr√≠nseca soberania.

Parece um absurdo, e no entanto √© a exacta verdade, que, se toda a realidade for vazia, n√£o haver√° mais nada de real nem de substancial no mundo al√©m das ilus√Ķes.

Prazer n√£o Significa Felicidade

Aqueles que disseram ser o prazer o sumo bem, viram bem a posição vergonhosa em que o colocaram. Negam eles também que a virtude possa ser separada do prazer e dizem que ninguém pode viver honestamente sem viver agradavelmente, tal como ninguém pode viver agradavelmente sem viver honestamente. Não vejo como elementos tão diversos podem ser postos lado a lado. Porque não se poderá, pergunto-vos, separar a virtude do prazer? Visto que o princípio de todo o bem é a virtude, será ela também a raiz de tudo o que vós amais e desejais? Todavia, se a virtude e o prazer não fossem coisas distintas, não se compreenderia por que razão há umas coisas que são agradáveis, mas desonestas, e outras que são honestíssimas, mas penosas e causadoras de sofrimento.
Acrescenta ainda que, enquanto o prazer se coaduna com uma vida vergonhosa, a virtude n√£o admite uma m√° vida, e quantos h√° que s√£o infelizes n√£o por n√£o terem prazer, mas precisamente por causa do prazer, o que n√£o aconteceria se conjugassem o prazer com a virtude, a qual existe muitas vezes sem ele, sem nunca precisar dele para existir.
Porquê confundir coisas tão diversas ou mesmo opostas?

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O Vício da Glória

De todas as tolices do mundo, a mais aceite e mais universal √© a preocupa√ß√£o com a reputa√ß√£o e a gl√≥ria, que desposamos a ponto de deixar de lado as riquezas, o descanso, a vida e a sa√ļde, que s√£o bens reais e substanciais, para seguirmos essa v√£ imagem e essa simples palavra que n√£o tem corpo nem pregn√Ęncia: A fama, que encanta com a sua doce voz os mortais soberbos e que parece t√£o bela, √© apenas um eco, um sonho, ou antes a sombra de um sonho, que ao menor sopro se dissipa e desvanece (Torquato Tasso). E, das veleidades desarrazoadas dos homens, parece que mesmo os fil√≥sofos se desfazem desta mais tarde e mais a contragosto que de qualquer outra.
√Č a mais pertinente e pertinaz: Pois n√£o cessa de tentar at√© mesmo aqueles que progrediram no caminho da vitude (Santo Agostinho). Quase n√£o h√° outra cuja vacuidade a raz√£o aponte t√£o claramente; mas ela tem dentro de n√≥s ra√≠zes t√£o vivas que n√£o sei se algu√©m jamais conseguiu libertar-se totalmente. Depois que tudo dissestes e em tudo acreditastes para reneg√°-la, ela produz contra o vosso racioc√≠nio uma inclina√ß√£o t√£o intestina que mal tendes com que lhe resistir.

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O Progresso Contínuo do Passado

N√£o existe […] mat√©ria mais resistente nem mais substancial (o tempo). Porque a nossa dura√ß√£o n√£o √© apenas um instante a seguir ao outro; se fosse, nunca haveria mais nada al√©m do presente – nenhum prolongamento do passado na actualidade, nenhuma evolu√ß√£o, nenhuma dura√ß√£o concreta. A dura√ß√£o √© o progresso cont√≠nuo do passado que morde o futuro e vai inchando √† medida que avan√ßa. E, como o passado cresce sem parar, n√£o h√° nenhum limite √† sua preserva√ß√£o. A mem√≥ria […] n√£o √© uma faculdade de arrumar recorda√ß√Ķes numa gaveta, ou de inscrev√™-las num registo […] Na realidade, o passado preserva-se a si mesmo, automaticamente. Provavelmente acompanha-nos na sua totalidade a cada instante […]

Os que não podem conceber a Amizade como um amor substancial, mas apenas como um disfarce ou elaboração do Eros, atraiçoam o fato de que nunca tiveram um amigo.

Quando dizemos que j√° estamos salvos, n√£o estamos nos referindo ao corpo carnal; estamos falando do ‚ÄėEu verdadeiro‚Äô, da Imagem Verdadeira, do ser substancial, do ser imortal existente no interior de todas as pessoas. Para o ilus√≥rio carnal n√£o existe nem salva√ß√£o nem perdi√ß√£o.

Como √© que conseguiremos erradicar o desprezo, especialmente quando este desprezo √© fundado em nada mais substancial do que as maneiras √† mesa, as varia√ß√Ķes na estrutura da p√°lpebra?

Para desenvolver as √°reas nobres da emo√ß√£o √© preciso aprender a gerir os pensamentos. Somente assim √© poss√≠vel reeditar o filme da nossa hist√≥ria registado na mem√≥ria e sofrer mudan√ßas substanciais na personalidade. Existimos para escalar o topo das montanhas, ainda que tenhamos de passar pelos vales da ansiedade e das frustra√ß√Ķes. √Č importante entendermos as causas do passado para reorganizarmos o presente, mas √© igualmente importante gerirmos os pensamentos e as emo√ß√Ķes do presente para acelerarmos o processo.

A Raz√£o

A raz√£o √© a suprema uni√£o da consci√™ncia e da consci√™ncia de si, ou seja, do conhecimento de um objecto e do conhecimento de si. √Č a certeza de que as suas determina√ß√Ķes n√£o s√£o menos objectais, n√£o s√£o menos determina√ß√Ķes da ess√™ncia das coisas do que s√£o os nossos pr√≥prios pensamentos. √Č, num √ļnico e mesmo pensamento, ao mesmo tempo e ao mesmo t√≠tulo, certeza de si, isto √©, subjectividade, e ser, isto √©, objectividade.
(…) A raz√£o √© t√£o poderosa quanto ardilosa. O seu ardil consiste em geral nessa actividade mediadora que, deixando os objectos agirem uns sobre os outros conforme √† sua pr√≥pria natureza, sem se imiscuir directamente na sua ac√ß√£o rec√≠proca, consegue, contudo, atingir unicamente o objectivo a que se prop√Ķe.
(…) A Raz√£o governa o mundo e, consequentemente, governa e governou a hist√≥ria universal. Em rela√ß√£o a essa raz√£o universal e substancial, todo o resto √© subordinado e serve-lhe de instrumento e de meio. Ademais, essa Raz√£o √© imanente na realidade hist√≥rica, realiza-se nela e por ela. √Č a uni√£o do Universal existente em si e por si e do individual e do subjecitvo que constitui a √ļnica verdade.

A democracia não se pode limitar à simples substituição de um governo por outro. Temos uma democracia formal, precisamos de uma democracia substancial.

A gramática, a mesma árida gramática, transforma-se em algo parecido a uma feitiçaria evocatória; as palavras ressuscitam revestidas de carne e osso, o substantivo, em sua majestade substancial, o adjectivo, roupa transparente que o veste e dá cor como um verniz, e o verbo, anjo do movimento que dá impulso á frase.

Quem por própria vontade se desprende e separa de sua seiva substancial, acaba murchando forçosamente e servindo para uso mortal.