Cita√ß√Ķes sobre Aptid√£o

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Frases sobre aptid√£o, poemas sobre aptid√£o e outras cita√ß√Ķes sobre aptid√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A qualidade mais importante em um líder é aquela de ser reconhecido como tal. Todos os líderes cuja aptidão é questionada são claramente desprovidos de força.

A Inteligência e o Sentido Moral

A intelig√™ncia √© quase in√ļtil para aqueles que s√≥ a possuem a ela. O intelectual puro √© um ser incompleto, infeliz, pois √© incapaz de atingir aquilo que compreende. A capacidade de apreender as rela√ß√Ķes das coisas s√≥ √© fecunda quando associada a outras actividades, como o sentido moral, o sentido afectivo, a vontade, o racioc√≠nio, a imagina√ß√£o e uma certa for√ßa org√Ęnica. S√≥ √© utiliz√°vel √† custa de esfor√ßo.
Os detentores da ciência preparam-se longamente realizando um duro trabalho. Submetem-se a uma espécie de ascetismo. Sem o exercício da vontade, a inteligência mantém-se dispersa e estéril. Uma vez disciplinada, torna-se capaz de perseguir a verdade. Mas só a atinge plenamente se for ajudada pelo sentido moral. Os grandes cientistas têm sempre uma profunda honestidade intelectual. Seguem a realidade para onde quer que ela os conduza. Nunca procuram substituí-la pelos seus próprios desejos, nem ocultá-la quando se torna opressiva. O homem que quiser contemplar a verdade deve manter a calma dentro de si mesmo. O seu espírito deve ser como a água serena de um lago. As actividades afectivas, contudo, são indispensáveis ao progresso da inteligência. Mas devem reduzir-se a essa paixão que Pasteur chamava deus inteiror, o entusiasmo.

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Prazer com Virtude

Que dizer do facto de tanto os homens bons como os maus terem prazer, e de os homens infames terem tanto gosto em cometer actos vergonhosos como os homens honestos t√™m nas suas ac√ß√Ķes excelentes? √Č por isso que os antigos prescreveram que se procurasse a vida melhor, n√£o a mais agrad√°vel, de forma a que o prazer fosse, n√£o o guia, mas um companheiro da vontade recta e boa. Na verdade, a natureza deve ser o nosso guia: a raz√£o observa-a e consulta-a. Por isso, viver feliz √© o mesmo que viver de acordo com a natureza. Passo a explicar o que quer isto dizer: se conservarmos os nossos dons corporais e as nossas aptid√Ķes naturais com dilig√™ncia, mas tamb√©m com impavidez, tomando-os como bens ef√©meros e fugazes; se n√£o nos tornarmos servos deles, nem nos submetermos a coisas exteriores; se as coisas que s√£o circunstanciais e agrad√°veis ao corpo forem para n√≥s como auxiliares e tropas ligeiras num castro (que obedecem, n√£o comandam); nesta medida, todas estas coisas ser√£o √ļteis √† mente.
N√£o se deixe o homem corromper pelas coisas externas e inalcan√ß√°veis, e admire-se apenas a si pr√≥prio, confiando no seu √Ęnimo e mantendo-se preparado para tudo,

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Al√©m das aptid√Ķes e das qualidades herdadas, √© a tradi√ß√£o que faz de n√≥s aquilo que somos.

A Solid√£o n√£o Constitui Alimento, apenas Jejum

Se n√£o temos aptid√£o para fazer amigos, remodelemo-nos at√© consegui-la. A solid√£o s√≥ vale como rem√©dio, como jejum – n√£o constitui alimento; o car√°cter, como Goethe o viu com tanta clareza, s√≥ se forma no tumulto da vida. Se nos tornamos excessivamente introspectivos, estamos na senda da perdi√ß√£o, ainda que o nosso neg√≥cio seja a psicologia; olhar com persist√™ncia excessiva para dentro de n√≥s mesmos √© provocar o desastre do jogador de t√©nis que conscientemente mede a dist√Ęncia, os √Ęngulos e a for√ßa dos golpes, ou como o pianista que pensa nos dedos. Os amigos s√£o necess√°rios, n√£o s√≥ porque nos ouvem, como porque se riem para n√≥s; atrav√©s dos amigos conseguimos um pouco de objectividade, um pouco de mod√©stia, um pouco de cortesia; com eles tamb√©m aprendemos as regras da vida, tornando-nos melhores jogadores dos jogos que a comp√Ķem.
Se queres ser amado, sê modesto; se queres ser admirado, sê orgulhoso; se queres as duas coisas, usa externamente a modéstia e internamente o orgulho. Mas o próprio orgulho pode ser modesto, raramente se deixando ver, e nunca se deixando ouvir.
N√£o revelar muita agudeza: os epigramas tornam-se odiosos quando farpeiam fundo a carne; e adoptar como lema o De vivis nil nisi bonum.

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O Verdadeiro √ďcio

A verdadeira riqueza √© apenas a riqueza interior da alma, tudo o resto traz mais problemas do que vantagens (Luciano). Algu√©m assim rico interiormente de nada precisa do mundo exterior a n√£o ser um presente negativo, a saber, o √≥cio, para poder cultivar e desenvolver as suas capacidades espirituais e fruir a sua riqueza interior. Portanto, requer propriamente apenas a permiss√£o para ser ele mesmo durante toda a sua vida, a cada dia e a cada hora. Se algu√©m estiver destinado a imprimir, em toda a ra√ßa humana, o tra√ßo do seu esp√≠rito, haver√° para ele apenas uma felicidade e infelicidade, ou seja, a de poder aperfei√ßoar as suas disposi√ß√Ķes e completar as suas obras – ou disso ser impedido. O resto √©-lhe insignificante. Sendo assim, vemos os grandes esp√≠ritos de todos os tempos atribu√≠rem o valor supremo ao √≥cio. Pois este vale tanto quanto o homem. A felicidade parece residir no √≥cio, diz Arist√≥teles, e Di√≥genes La√©rcio relata que S√≥crates louva o √≥cio como a mais bela posse.
Tamb√©m corresponde a isso o facto de Arist√≥teles declarar a vida filos√≥fica como a mais feliz. De modo semelhante, diz na Pol√≠tica: “Poder exercer livremente as pr√≥prias aptid√Ķes, sejam elas quais forem,

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Do Juízo Estético

Toda a arte pressup√Ķe regras na base das quais uma produ√ß√£o, se deve considerar-se art√≠stica, √© representada, em primeiro lugar, como poss√≠vel; mas o conceito das belas-artes n√£o permite derivar o ju√≠zo sobre a beleza da produ√ß√£o de qualquer regra que tenha um conceito como princ√≠pio determinante, em virtude de p√īr como fundamento um conceito do modo por que tal √© poss√≠vel. Assim, a arte do belo n√£o pode inventar ela mesma a regra segundo a qual realizar√° a sua produ√ß√£o. Mas, como sem regra anterior um produto n√£o pode ser art√≠stico, √© necess√°rio que a natureza d√™ a regra de arte ao pr√≥prio sujeito (na concord√Ęncia das suas faculdades), isto √©, as belas-artes s√≥ podem ser o produto do g√©nio.
Da√≠ se conclui: 1¬ļ Que o g√©nio √© o talento de produzir aquilo de que se n√£o pode dar regra determinada, mas n√£o √© a aptid√£o para o que pode ser apreendido consoante uma qualquer regra; portanto, a sua primeira caracter√≠stica √© a originalidade. 2¬ļ Que as suas produ√ß√Ķes, visto que o absurdo tamb√©m pode ser original, devem simultaneamente ser modelos, isto √©, ser exemplares; por consequ√™ncia, n√£o sendo obras de imita√ß√£o, t√™m de ser propostas √† imita√ß√£o das outras,

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S√≥ os homens sagazmente activos, que conhecem as suas aptid√Ķes e as usam com medida e sensatez, poder√£o fazer avan√ßar substancialmente o mundo.

Tudo Est√° ao Nosso Alcance

A vida traz a cada um a sua tarefa e, seja qual for a ocupa√ß√£o escolhida, √°lgebra, pintura, arquitectura, poesia, com√©rcio, pol√≠tica ‚ÄĒ todas est√£o ao nosso alcance, at√© mesmo na realiza√ß√£o de miraculosos triunfos, tudo na depend√™ncia da selec√ß√£o daquilo para que temos aptid√£o: comece pelo come√ßo, prossiga na ordem certa, passo a passo. √Č t√£o f√°cil retorcer √Ęncoras de ferro e talhar canh√Ķes como entrela√ßar palha, t√£o f√°cil ferver granito como ferver √°gua, se voc√™ fizer tudo na ordem correcta. Onde quer que haja insucesso √© porque houve titubeio, houve alguma supersti√ß√£o sobre a sorte, algum passo omitido, que a natureza jamais perdoa. Condi√ß√Ķes felizes de vida podem ser obtidas nos mesmos termos. A atrac√ß√£o que elas suscitam √© a promessa de que est√£o ao nosso alcance. As nossas preces s√£o profetas. √Č preciso fidelidade; √© preciso ades√£o firme. Qu√£o respeit√°vel √© a vida que se aferra aos seus objectivos! As aspira√ß√Ķes juvenis s√£o coisas belas, as suas teorias e planos de vida s√£o leg√≠timos e recomend√°veis: mas voc√™ ser√° fiel a eles? Nem um homem sequer, receio eu, naquele p√°tio repleto de gente, ou n√£o mais que um em mil. E, se tentar cobrar deles a trai√ß√£o cometida,

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Uma besteira repetida por trinta e seis milh√Ķes de bocas n√£o deixa de ser uma besteira. As maiorias t√™m mostrado as mais das vezes uma aptid√£o superior √† servid√£o.

Crueldade e Sofrimento

A crueldade √© constitutiva do universo, √© o pre√ßo a pagar pela grande solidariedade da biosfera, √© inelimin√°vel da vida humana. Nascemos na crueldade do mundo e da vida, a que acrescent√°mos a crueldade do ser humano e a crueldade da sociedade humana. Os rec√©m-nascidos nascem com gritos de dor. Os animais dotados de sistemas nervosos sofrem, talvez os vegetais tamb√©m, mas foram os humanos que adquiriram as maiores aptid√Ķes para o sofrimento ao adquirirem as maiores aptid√Ķes para a frui√ß√£o. A crueldade do mundo √© sentida mais vivamente e mais violentamente pelas criaturas de carne, alma e esp√≠rito, que podem sofrer ao mesmo tempo com o sofrimento carnal, com o sofrimento da alma e com o sofrimento do esp√≠rito, e que, pelo esp√≠rito, podem conceber a crueldade do mundo e horrorizar-se com ela.
A crueldade entre homens, indiv√≠duos, grupos, etnias, religi√Ķes, ra√ßas √© aterradora. O ser humano cont√©m em si um ru√≠do de monstros que liberta em todas as ocasi√Ķes favor√°veis. O √≥dio desencadeia-se por um pequeno nada, por um esquecimento, pela sorte de outrem, por um favor que se julga perdido. O √≥dio abstracto por uma ideia ou uma religi√£o transforma-se em √≥dio concreto por um indiv√≠duo ou um grupo;

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A √önica Realidade Social (2)

As qualidades puramente sociais que governam os homens s√£o o ego√≠smo, a socialidade e a vaidade. Por socialidade entendo o instinto greg√°rio; √© ela que ameniza e limita, sem nunca o eliminar nem essencialmente o alterar, o ego√≠smo, qualidade prim√°ria, que se deriva da pr√≥pria circunst√Ęncia de haver um ego. A vaidade √© a consequ√™ncia do ego√≠smo na sua limita√ß√£o pela sociedade; √© a qualidade social humana mais evidente. Todo o homem quer ser mais que outro, todo o homem quer brilhar. Variam, com as √≠ndoles e as aptid√Ķes, as maneiras em que o homem quer destacar-se, mas cada um tem a sua vaidade.
Seria imposs√≠vel a exist√™ncia da sociedade se nela se n√£o reproduzissem estes fen√≥menos da vida do indiv√≠duo. Por isso a sociedade se divide em na√ß√Ķes, e n√£o √© poss√≠vel ¬ęhumanidade¬Ľ em mat√©ria social. Assim como tem que haver um ego√≠smo individual, tem que haver um ego√≠smo colectivo – √© o que se chama o instinto patri√≥tico. Assim como h√° uma vaidade individual – tem que haver uma vaidade colectiva – √© o que se chama imperalismo.

A aptidão para a felicidade não é igual em todos os homens. Ao que me parece, ela é mais forte nos medíocres, do que nos homens superiores e nos imbecis.