Cita√ß√Ķes sobre Cristianismo

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A diferen√ßa fundamental entre as duas religi√Ķes da decad√™ncia: o budismo n√£o promete, mas assegura. O cristianismo promete tudo, mas n√£o cumpre nada.

As Desvantagens do Ateísmo

Parece-nos que o homem feliz n√£o colhe vantagem alguma em ser ateu. √Č-lhe t√£o agrad√°vel cismar que os seus dias se prolongar√£o al√©m da vida! Com que desespero n√£o deixaria ele este mundo, se acreditasse separar-se para sempre da felicidade! Debalde sobre a sua cabe√ßa se acumulariam todos os bens do s√©culo, que serviriam apenas para lhe tornar mais tormentoso o nada.
O rico pode tamb√©m contar com que a religi√£o lhe amplie os prazeres, mesclando-os com inexplic√°vel ternura; n√£o se lhe endurecer√° o cora√ß√£o, o gozo, escolho inevit√°vel das grandes prosperidades, n√£o o infastiar√°; que a religi√£o refrigera as sequid√Ķes da alma: √© o que representa esse √≥leo santo com que o cristianismo consagrava a realeza, a inf√Ęncia, e a morte, para as salvar da esterilidade.
O guerreiro arremessa-se ao combate: ser√° ateu esse filho da gl√≥ria? O que busca uma vida infinita consentir√° em termin√°-la? Aparecei sobre as vossas nuvens fulminantes, soldados inumer√°veis, antigas legi√Ķes da p√°tria! Famosas mil√≠cias de Fran√ßa, e agora mil√≠cias do c√©u, aparecei! Dizei aos her√≥is da nossa idade, do alto da cidade santa, que o bravo n√£o cai inteiro no tumulo, e que, ap√≥s ele, permanece alguma coisa mais que um v√£o renome.

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O cristianismo, se for falso, n√£o tem valor; se for verdadeiro, tem valor infinito. A √ļnica coisa que lhe √© imposs√≠vel √© ser ‚Äėmais ou menos‚Äô importante.

Havendo Deus, h√° s√≥ um Deus. Dele, desse Deus √ļnico, √© que teriam provindo as revela√ß√Ķes que levaram ao juda√≠smo, ao cristianismo e ao islamismo. Ora, como essas revela√ß√Ķes, quer no esp√≠rito quer na forma, n√£o s√£o iguais entre si (e deveriam s√™-lo, uma vez que nasceram da mesma fonte), infere-se que Deus √© hist√≥rico, que Deus √© simples Hist√≥ria. Por outras palavras: quando a Hist√≥ria precisa de um Deus, fabrica-o.

O Ideal Quimérico

Tenho grandes suspeitas e muitas reservas maldosas em relação ao que se chama ideal. O meu pessimismo está em ter reconhecido que os grandes sentimentos são uma fonte de infelicidades; ou seja, de estiolamento, de desvalorização do Homem. Sempre que esperamos dum ideal algum progresso, entramos na ilusão: a vitória do ideal tem sofrido, até hoje, um movimento retrógrado.
Cristianismo, revolu√ß√£o, aboli√ß√£o da escravatura, igualdade de direitos, filantropia, amor ao inimigo, justi√ßa, verdade… Tudo grandes palavras, que s√≥ t√™m valor nas batalhas ou nas bandeiras: n√£o como realidades, mas como f√≥rmulas aparatosas, que exprimem o contr√°rio do que dizem.
Afinal, o nosso idealismo quim√©rico faz tamb√©m parte da exist√™ncia, e tamb√©m deve manifestar-se no car√°cter da exist√™ncia; n√£o sendo a fonte da exist√™ncia, nem por isso deixa de estar presente nela. Tanto os nossos pensamentos mais elevados como os mais temer√°rios s√£o fragmentos caracter√≠sticos da realidade. Porque, o nosso pensamento √© feito de caracter√≠sticas da realidade; o nosso pensamento √© feito da mesma subst√Ęncia de todas as coisas.

A Universalidade de uma Opini√£o

A universalidade de uma opinião, tomada seriamente, não constitui nem uma prova, nem um fundamento provável, da sua exactidão. Aqueles que a afirmam devem considerar que: 1) o distanciamento no tempo rouba a força comprobatória dessa universalidade; caso contrário, precisariam de evocar todos os antigos equívocos que alguma vez foram universalmente considerados verdade: por exemplo, estabelecer o sistema ptolemaico ou o catolicismo em todos os países protestantes; 2) o distanciamento no espaço tem o mesmo efeito: caso contrário, a universalidade de opinião entre os que confessam o budismo, o cristianismo e o islamismo os constrangerá.
O que então se chama de opinião geral é, a bem da verdade, a opinião de duas ou três pessoas; e disso nos convenceríamos se pudéssemos testemunhar como se forma tal opinião universalmente válida.
Achar√≠amos ent√£o que foram duas ou tr√™s pessoas a supor ou apresentar e a afirmar num primeiro momento, e que algu√©m teve a bondade de julgar que elas teriam verificado realmente a fundo tais coloca√ß√Ķes: o preconceito de que estes seriam suficientemente capazes induziu, em princ√≠pio, alguns a aceitar a mesma opini√£o: nestes, por sua vez, acreditaram muitos outros, aos quais a pr√≥pria indol√™ncia aconselhou: melhor acreditar logo do que fazer controles trabalhosos.

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N√£o penses que somente o cristianismo seja bom; que somente o budismo seja bom; que somente a seita Tenri seja boa; que somente a seita Konko seja boa; ou que somente a seita Kurozumi seja boa. As sementes da Vida se espalham e germinam nos solos adequados e fazem desabrochar mil flores de ensinamentos sublimes. As sementes da Vida s√£o a Luz Onipresente que, ao se manifestar atrav√©s dos seres humanos e iluminar suas vidas, refrata-se e torna-se religi√Ķes v√°rias, assim como a luz solar se refrata em sete cores do arco-√≠ris. Se a cor violeta rir da vermelha, esta tamb√©m rir√° daquela. Se a cor violeta louvar a vermelha, esta tamb√©m louvar√° aquela.

A Doutrina Perfeita

Muitas vezes as pessoas dirigem-se a mim, dizendo: ¬ęvoc√™, que √© independente¬Ľ. N√£o sou assim; continuamente devo ceder a pequenas f√≥rmulas sofisticadas que corrompem, que d√£o um sentido inverso √† nossa orienta√ß√£o, que fazem com que a transpar√™ncia do cora√ß√£o se turve. Continuamente a nossa inseguran√ßa, o ego√≠smo, o esp√≠rito legalista, a mesquinhez, a vaidade, toda a esp√©cie de circunst√Ęncias que tomam o partido da vida como desfrute √† sensa√ß√£o se sobrep√Ķem √† luz interior. S√≥ a f√© √© independente. S√≥ ela est√° para al√©m do bem e do mal.

Estar para al√©m do bem e do mal aplica-se a Cristo. ¬ęPerdoa ao teu inimigo, oferece a outra face¬Ľ – disse Ele. N√£o √© um conselho para humilhados, n√£o √© um preceito para m√°rtires. Nisso aparece Cristo mal interpretado, a ponto de o cristianismo ter sido considerado uma religi√£o de escravos. Mas esquecemos que Cristo, como Homem, teve a experi√™ncia-limite, uma vis√£o do inconsciente absoluto, o que quer dizer que a sua consci√™ncia foi saturada, para al√©m do bem e do mal. Esse homem que perdoa ao seu inimigo n√£o o faz por contrariedade do seu instinto, por repara√ß√£o dos seus pecados; mas porque n√£o pode proceder de outra maneira.

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Eu acredito no cristianismo como eu acredito no sol, não por aquilo que ele é, mas que através dele eu posso ver tudo ao meu redor.

Um Grande Utensílio de Amor

um grande utensílio de amor
meia laranja de alegria
dez toneladas de suor
um minuto de geometria

quatro rimas sem coração
dois desastres sem novidade
um preto que vai para o sert√£o
um branco que vem à cidade

uma meia-tinta no sol
cinco dias de ang√ļstia no foro
o cigarro a descer o paiol
a trepanação do touro

mil bocas a ver e a contar
uma altura de fazer turismo
um arranha-céus a ripar
meia-quarta de cristianismo

uma prancha sem porta sem escada
um grifo nas linhas da m√£o
uma Ibéria muito desgraçada
um Rossio de solid√£o

A Fronteira entre a Inteligência e o Dogma

A função própria da inteligência exige uma liberdade total, implicando o direito a tudo negar e nenhuma dominação. Sempre que ela usurpa um comando, há excesso de individualismo. Sempre que se encontra tolhida, há uma colectividade opressiva, ou várias.
A Igreja e o Estado devem puni-la, cada um √† sua maneira, quando ela aconselha actos que eles desaprovam. Quando ela permanece no campo da especula√ß√£o puramente te√≥rica, eles t√™m ainda o dever, se for caso disso, de p√īr o p√ļblico de sobreaviso, por todos os meios eficazes, contra o perigo de uma influ√™ncia pr√°tica de certas especula√ß√Ķes na condu√ß√£o das vidas. Mas, sejam quais forem essas especula√ß√Ķes te√≥ricas, Igreja e Estado n√£o t√™m o direito nem de procurar abaf√°-las nem de inflingir aos seus autores quaisquer danos materiais ou morais.
Em especial, não se deve privá-los dos sacramentos se estes os desejarem. Porque, seja o que for que tenham dito, mesmo que tenham negado publicamente a existência de Deus, é possível que não tenham cometido qualquer pecado. Em tal caso, a Igreja deve declarar que se encontram em erro, mas não exigir deles seja o que for que se assemelhe a um desmentido do que afirmaram, nem privá-los do pão da vida.

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Onde Est√£o os Crist√£os?

O homem civilizado construiu um coche, mas perdeu o uso dos p√©s. Sust√©m-se com o aux√≠lio de muletas, mas falta-lhe todo o apoio do m√ļsculo. Possui um belo rel√≥gio de Genebra, mas perdeu a habilidade de calcular as horas pelo sol. Seguro de que obter√° no almanaque n√°utico de Greenwich a informa√ß√£o desejada quando dela carecer, o homem da rua n√£o sabe reconhecer estrela nenhuma no c√©u. N√£o observa o solst√≠cio, nem tampouco o equin√≥cio, e a sua mente n√£o logra visualizar o quadrante do claro calend√°rio do ano. O livro de notas prejudica-lhe a mem√≥ria; as bibliotecas sobrecarregam-lhe a intelig√™ncia; a ag√™ncia de seguros aumenta o n√ļmero de acidentes; e talvez constitua um problema saber se a maquinaria n√£o entorpece, se o refinamento n√£o nos fez perder alguma energia, se o Cristianismo entrincheirado nas institui√ß√Ķes e nos ritos n√£o nos roubou o vigor da vida selvagem. Pois todo est√≥ico era um est√≥ico; mas, na

Conceitos de Perfeição

Nasce o ideal da nossa consci√™ncia da imperfei√ß√£o da vida. Tantos, portanto, ser√£o os ideais poss√≠veis, quantos forem os modos por que √© poss√≠vel ter a vida por imperfeita. A cada modo de a ter por imperfeita corresponder√°, por contraste e semelhan√ßa, um conceito de perfei√ß√£o. √Č a esse conceito de perfei√ß√£o que se d√° o nome de ideal.
Por muitas que pare√ßa que devem ser as maneiras por que se pode ter a vida por imperfeita, elas s√£o, fundamentalmente, apenas tr√™s. Com efeito, h√° s√≥ tr√™s conceitos poss√≠veis de imperfei√ß√£o, e, portanto, da perfei√ß√£o que se lhe op√Ķe.

Podemos ter qualquer coisa por imperfeita simplesmente por ela ser imperfeita; é a imperfeição que imputamos a um artefacto mal fabricado. Podemos, por contra, tê-la por imperfeita porque a imperfeição resida, não na realização, senão na essência. Será quantitativa ou qualitativa a diferença entre a essência dessa coisa imperfeita e a essência do que consideramos perfeição; quantitativa como se disséssemos da noite, comparando-a ao dia, que é imperfeita porque é menos clara; qualitativa como se, no mesmo caso, disséssemos que a noite é imperfeita porque é o contrário do dia.
Pelo primeiro destes critérios, aplicando-o ao conjunto da vida,

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