Cita√ß√Ķes sobre Ensinamento

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Frases sobre ensinamento, poemas sobre ensinamento e outras cita√ß√Ķes sobre ensinamento para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Descobrir os Vícios dos Outros

Eis agora um bom m√©todo para descobrir os v√≠cios de uma pessoa. Come√ßa por conduzir a conversa para os v√≠cios mais correntes, depois aborda mais em particular os que pensas que possam afligir o teu interlocutor. Fica a saber que se mostrar√° extremamente duro na reprova√ß√£o e den√ļncia do v√≠cio de que ele pr√≥prio padece. Assim se v√™em muitas vezes pregadores fustigar com a maior veem√™ncia os v√≠cios que os aviltam.
Para desmascarar um falso, consulta-o acerca de um determinado assunto. Depois, passados alguns dias, volta a falar-lhe nesse mesmo assunto. Se, da primeira vez, te quis induzir em erro, a opinião que desta segunda vez te dará será diferente: quer a Diniva Providência que depressa esqueçamos as nossas próprias mentiras.
Finge-te bem informado acerca de um caso de que, na realidade, não sabes grande coisa, na presença de pessoas das quais tenhas motivos para crer que estão perfeitamente ao corrente: verás que se trairão, ao corrigirem o que disseres.
Quando vires um homem afectado por um grande desgosto, aproveita a ocasi√£o para o lisonjear e consolar. √Č muitas vezes nestas circunst√Ęncias que deixar√° transparecer os seus pensamentos mais secretos e ocultos.
Leva as pessoas –

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Civilização Racional

O nosso conhecimento do valor hist√≥rico de certas doutrinas religiosas aumenta o nosso respeito por elas, mas n√£o invalida a nossa posi√ß√£o, segundo a qual devem deixar de ser apresentadas como os motivos para os preceitos da civiliza√ß√£o. Pelo contr√°rio! Esses res√≠duos hist√≥ricos auxiliaram-nos a encarar os ensinamentos religiosos como rel√≠quias neur√≥ticas, por assim dizer, e agora podemos arguir que provavelmente chegou a hora, tal como acontece num tratamento anal√≠tico, de substituir os efeitos da repress√£o pelos resultados da opera√ß√£o racional do intelecto. Podemos prever, mas dificilmente lamentar, que tal processo de remodela√ß√£o n√£o se deter√° na ren√ļncia √† transfigura√ß√£o solene dos preceitos culturais, mas que a sua revis√£o geral resultar√° em que muitos deles sejam eliminados. Desse modo, a nossa tarefa de reconciliar os homens com a civiliza√ß√£o estar√°, at√© um grande ponto, realizada. N√£o precisamos de deplorar a ren√ļncia √† verdade hist√≥rica quando apresentamos fundamentos racionais para os preceitos da civiliza√ß√£o. As verdades contidas nas doutrinas religiosas s√£o, afinal de contas, t√£o deformadas e sistematicamente disfar√ßadas, que a massa da humanidade n√£o pode identific√°-las como verdade. O caso √© semelhante ao que acontece quando dizemos a uma crian√ßa que os rec√©m-nascidos s√£o trazidos pela cegonha. Aqui, tamb√©m estamos a contar a verdade sob uma roupagem simb√≥lica,

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A União entre o Espírito e a Beleza

H√° uma beleza espiritual e h√° outra beleza que fala aos sentidos. Certas pessoas pretendem que o belo pertence exclusivamente ao campo dos sentidos, separando dele por completo o espiritual, de modo que o nosso mundo apresente uma cis√£o entre os dois. Nisso tamb√©m se baseia o ensinamento ver√≠dico: ¬ęApenas por dois modos a felicidade √© cognosc√≠vel em todo o Universo: a que nos vem das alegrias do corpo e a que nos vem da paz redentora do esp√≠rito¬Ľ. Desta doutrina, no entanto, segue-se que o espiritual n√£o se acha, para o belo, na mesma rela√ß√£o em que o belo se encontra para com o feio e que, s√≥ em certas condi√ß√Ķes, se confunde com este.
O espiritual não é sinónimo de beleza pelo conhecimento e pelo amor do belo, amor este que se exprime em beleza espiritual. Tal amor, em absoluto, não é absurdo ou sem esperança, pois, pela lei da atracção dos opostos, o belo por sua vez anseia pelo espiritual, admirando-o e recebendo-lhe com agrado a corte. Este mundo não está constituído de tal modo que o espírito esteja fadado a amar apenas o espiritual, nem a beleza unicamente votada a procurar o belo. Na verdade,

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Os Mochos

Sob os feixos onde habitam,
Os mochos formam em filas;
Fugindo as rubras pupilas,
Mudos e quietos, meditam.

E assim permanecer√£o
Até o Sol se ir deitar
No leito enorme do mar,
Sob um sombrio edred√£o.

Do seu exemplo, tirai
Proveitoso ensinamento:
‚ÄĒ Fug√≠ do mundo, evitai

O bul√≠cio e o movimento…
Quem atr√°s de sombras vai,
Só logra arrependimento!

Tradução de Delfim Guimarães

O Que Sou e o Que Faço Neste Mundo

Involuntariamente, inconscientemente, nas leituras, nas conversas e at√© junto das pessoas que o rodeavam, procurava uma rela√ß√£o qualquer com o problema que o preocupava. Um ponto o preocupava acima de tudo: por que √© que os homens da sua idade e do seu meio, os quais exactamente como ele, pela sua maior parte, haviam substitu√≠do a f√© pela ci√™ncia, n√£o sofriam por isso mesmo moralmente? N√£o seriam sinceros? Ou compreendiam melhor do que ele as respostas que a ci√™ncia proporciona a essas quest√Ķes perturbadoras? E punha-se ent√£o a estudar, quer os homens, quer os livros, que poderiam proporcionar-lhe as solu√ß√Ķes t√£o desejadas.
(…) Atormentado constantemente por estes pensamentos, lia e meditava, mas o objectivo perseguido cada vez se afastava mais dele. Convencido de que os materialistas nenhuma resposta lhe dariam, relera, nos √ļltimos tempos da sua estada em Moscovo, e depois do seu regresso √† aldeia, Plat√£o e Espinosa, Kant e Schelling, Hegel e Schopenhauer. Estes fil√≥sofos satisfaziam-no enquanto se contentavam em refutar as doutrinas materialistas e ele pr√≥prio encontrava ent√£o argumentos novos contra elas; mas, assim que abordava – quer atrav√©s das leituras das suas obras, quer atrav√©s dos racioc√≠nios que estas lhe inspiravam – a solu√ß√£o do famoso problema,

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‚ÄėS√™ am√°vel para contigo mesmo‚Äô ‚Äď s√£o poucos os que praticam realmente este ensinamento.

Porém, mais insensato é aquele que, com a mente presa à doença, vive se queixando de que não consegue a cura. Se te queixas de doença, é prova de que ainda não compreendeste a Verdade de que a doença não existe. Não fales mal deste ensinamento, quando és tu próprio que não compreendes a Verdade.

Toda a educação se reduz a estes dois ensinamentos: aprender a suportar a injustiça e aprender a suportar o aborrecimento.

N√£o penses que somente o cristianismo seja bom; que somente o budismo seja bom; que somente a seita Tenri seja boa; que somente a seita Konko seja boa; ou que somente a seita Kurozumi seja boa. As sementes da Vida se espalham e germinam nos solos adequados e fazem desabrochar mil flores de ensinamentos sublimes. As sementes da Vida s√£o a Luz Onipresente que, ao se manifestar atrav√©s dos seres humanos e iluminar suas vidas, refrata-se e torna-se religi√Ķes v√°rias, assim como a luz solar se refrata em sete cores do arco-√≠ris. Se a cor violeta rir da vermelha, esta tamb√©m rir√° daquela. Se a cor violeta louvar a vermelha, esta tamb√©m louvar√° aquela.

Religião Cósmica

√Č muito dif√≠cil transmitir este sentimento a algu√©m completamente desprovido dele, especialmente porque n√£o lhe corresponde qualquer concep√ß√£o antropom√≥rfica de Deus.
Os g√©nios religiosos de todos os tempos distinguiram-se por possu√≠rem este tipo de sentimento religioso, que n√£o reconhece nenhum dogma nem nenhum deus concebido √† imagem do homem; por isso n√£o pode existir nenhuma igreja cujos ensinamentos centrais se baseiem nele. Logo, √© precisamente entre os her√©ticos de todos os tempos que encontramos homens cheios deste tipo de sentimento religioso e que foram olhados em muitos casos pelos seus contempor√Ęneos como ateus, por vezes tamb√©m como santos. A esta luz, homens como Dem√≥crito, Francisco de Assis e Spinoza s√£o muito parecidos entre si.
Como pode o sentimento religioso cósmico ser comunicado por uma pessoa a outra se não conduz a nenhuma noção definida de Deus e a nenhuma teologia? Na minha perspectiva, a função mais importante da arte e da ciência consiste em despertar e manter vivo este sentimento em todos os que sejam receptivos a ele.
Chegamos deste modo a uma concep√ß√£o da rela√ß√£o entre ci√™ncia e religi√£o muito diferente da habitual. Quando consideramos o assunto de um ponto de vista hist√≥rico, somos levados a olhar para a ci√™ncia e para a religi√£o como antagonistas irreconcili√°veis e por raz√Ķes bastante √≥bvias.

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O Presente Suport√°vel

Todos n√≥s nascemos na Arc√°dia, todos viemos ao mundo cheios de pretens√Ķes de felicidade e prazer, e conservamos a insensata esperan√ßa de faz√™-las valer, at√© ao momento em que o destino nos aferra bruscamente e nos mostra que nada √© nosso, mas tudo √© dele, uma vez que ele det√©m um direito incontest√°vel n√£o apenas sobre as nossas posses e os nossos ganhos, mas tamb√©m sobre os nossos bra√ßos e as nossas pernas, os nossos olhos e os nossos ouvidos, e at√© mesmo sobre o nosso nariz no centro do rosto.
A experi√™ncia vem em seguida e ensina-nos que a felicidade e o prazer n√£o passam de uma quimera, mostrada √† dist√Ęncia por uma ilus√£o, enquanto que o sofrimento e a dor s√£o reais e manifestam-se directamente por si s√≥, sem a necessidade da ilus√£o e da espera. Se o seu ensinamento se mostra frut√≠fero, deixamos de procurar a felicidade e o prazer e passamos a preocupar-nos apenas em fugir ao m√°ximo do sofrimento e da dor.

Reconhecemos que o melhor que o mundo nos pode oferecer é um presente suportável, tranquilo e sem dor; se isso nos é dado, sabemos apreciá-lo e cuidamos bem para não o estragar ansiando sem trégua alegrias imaginárias ou preocupando-nos temerosos com um futuro sempre incerto que,

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A Tua Vida é Agora

Toda a negatividade √© provocada por uma acumula√ß√£o de tempo psicol√≥gico e de recusa do presente. Mal-estar, ansiedade, tens√£o, stress, preocupa√ß√Ķes – todas as formas de medo – s√£o causados por futuro em demasia e insuficiente presen√ßa. Sentimentos de culpa, arrependimento, ressentimento, injusti√ßas, tristeza, amargura e todas as formas de falta de indulg√™ncia s√£o provocados por passado em demasia e insuficiente presen√ßa.
A maioria das pessoas tem dificuldade em acreditar que seja poss√≠vel um estado de consci√™ncia totalmente livre de negatividade. E no entanto √© esse o estado de liberta√ß√£o para o qual todos os ensinamentos espirituais apontam. √Č a promessa de salva√ß√£o, n√£o num futuro ilus√≥rio, mas j√° aqui e agora.

Poder√°s ter dificuldade em admitir que o tempo seja a causa do teu sofrimento ou dos teus problemas. Acreditas que s√£o provocados por situa√ß√Ķes espec√≠ficas na tua vida e, visto de um ponto de vista convencional, isso √© verdade. Mas at√© teres lidado com a disfun√ß√£o b√°sica da mente “que-faz-os-problemas” – o seu apego ao passado e ao futuro e a nega√ß√£o do Agora – os problemas s√£o na verdade permut√°veis. Se todos os teus problemas ou as consideradas causas do sofrimento ou da infelicidade te fossem milagrosamente retirados hoje,

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O Amor é o Elixir da Juventude

O amor √© um poema. D√≥i e canta c√° dentro. Tem a filosofia das √°rvores, a li√ß√£o do mar, os ensinamentos que as aves recolhem quando migram para l√° dos desertos, de onde h√£o-de regressar mais s√°bias e seguras. O amor √© uma causa. Uma luta excessiva com a divindade dos dias e a sua fogueira obscura. Mas tamb√©m contra o mist√©rio de si mesmo, uma paz que nos d√° o cansa√ßo e a loucura infeliz da felicidade, esse primitivo terror dos sinos que tocam como um aviso aos densos nevoeiros s√ļbitos do mar.

O amor √© uma casa. Erguida com os beijos, com os versos da noite e o gemido das estrelas. Casa cujas paredes vestem o nosso j√ļbilo, a nossa intui√ß√£o, a nossa vontade, sobretudo o nosso instinto e a nossa sabedoria. Onde se acende e brilha a luz suplicante da pele comprometida dos amantes. O amor √© um gigantesco pequeno mist√©rio, uma estranha generosidade que faz com que, quanto mais damos, com mais ficamos para dar.

Só o amor é o elixir da juventude. Não esse que sempre se procurou nas indecifráveis formulas dos antigos livros de magia e de alquimia, mas aquele que está tão perto de nós que,

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Não conheço ninguém que tenha feito mais para a humanidade do que Jesus. De fato, não há nada de errado no cristianismo. O problema são vocês, cristãos. Vocês nem começaram a viver segundo os seus próprios ensinamentos.

Um bom conhecimento da B√≠blia vale mais do que uma educa√ß√£o superior. Quase todas as pessoas que com o trabalho de suas vidas acrescentaram algo para o conjunto das realiza√ß√Ķes humanas… basearam o seu trabalho grandemente nos ensinamentos da B√≠blia.

Lição e aplicação ou teoria e prática precisam uma da outra, entretanto, acreditamos que, se estamos em grande necessidade ou em grande sofrimento, mais valem socorro possível ou o remédio providencial que uma longa série de ensinamentos sobre a caridade, ou sobre a ciência de curar, sem a possível ação imediata que os realize.

A tristeza é um livro sábio que se tem no coração e que nos diz centenas de coisas Рimpede-nos de apodrecer como um cogumelo debaixo de uma árvore; pouco a pouco vai fabricando uma provisão de ensinamentos para a vida.