Cita√ß√Ķes sobre Faculdade

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Frases sobre faculdade, poemas sobre faculdade e outras cita√ß√Ķes sobre faculdade para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Conhecimento sem Paixão seria Castrar a Inteligência

Como investigadores do conhecimento, n√£o sejamos ingratos com os que mudaram por completo os pontos de vista do esp√≠rito humano; na apar√™ncia foi uma revolu√ß√£o in√ļtil, sacr√≠lega; mas j√° de si o querer ver de modo diverso dos outros, n√£o √© pouca disciplina e prepara√ß√£o do entendimento para a sua futura ¬ęobjectividade¬Ľ, entendendo por esta palavra n√£o a ¬ęcontempla√ß√£o desinteressada¬Ľ, que √© um absurdo, sen√£o a faculdade de dominar o pr√≥ e o contra, servindo-se de um e de outro para a interpreta√ß√£o dos fen√≥menos e das paix√Ķes. Acautelemo-nos pois, oh senhores fil√≥sofos!
Desta confabula√ß√£o das ideias antigas acerca de um ¬ęassunto do conheciemnto puro, sem vontade, sem dor, sem tempo¬Ľ, defendamo-nos das mo√ß√Ķes contradit√≥rias ¬ęraz√£o pura¬Ľ, ¬ęespiritualidade absoluta¬Ľ, ¬ęconhecimento subsistente¬Ľ que seria um ver subsistente em si pr√≥prio e sem √≥rg√£o visual, ou um olho sem direc√ß√£o, sem faculdades activas e interpretativas? Pois o mesmo sucede com o conhecimento: uma vista, e se √© dirigida pela vontade, veremos melhor, teremos mais olhos, ser√° mais completa a nossa ¬ęobjectividade¬Ľ. Mas eliminar a vontade, suprimir inteiramente as paix√Ķes – supondo que isso fosse poss√≠vel – seria castrar a intelig√™ncia.

A liberdade é a faculdade de fazer pela sua própria felicidade tudo o que não prejudica a felicidade dos seus associados.

Da mesma maneira que a crian√ßa deve viver de acordo com as ordens do seu mestre, a nossa faculdade de desejar deve conformar-se √†s prescri√ß√Ķes da raz√£o.

Os Animais e o Homem

Desde Montaigne e ainda hoje, entretemo-nos de bom grado com um des√≠gnio que nada tem de caridoso, a meu ver, em comparar os animais com o homem. Querem reduzir a quase nenhuma a dist√Ęncia que separa as suas faculdades; de facto, elas tocam-se, excepto num ponto, que est√° bem pr√≥ximo de ser tudo: √© que um faz por princ√≠pios o que os outros fazem por necessidade e natureza, ou seja, um pensa e os outros parecem pensar.

O Nosso Infinito

H√° ou n√£o um infinito fora de n√≥s? √Č ou n√£o √ļnico, imanente, permanente, esse infinito; necessariamente substancial pois que √© infinito, e que, se lhe faltasse a mat√©ria, limitar-se-ia √†quilo; necess√°riamente inteligente, pois que √© infinito, e que, se lhe faltasse a intelig√™ncia, acabaria ali? Desperta ou n√£o em n√≥s esse infinito a ideia de ess√™ncia, ao passo que n√≥s n√£o podemos atribuir a n√≥s mesmos sen√£o a ideia de exist√™ncia? Por outras palavras, n√£o √© ele o Absoluto, cujo relativo somos n√≥s?
Ao mesmo tempo que fora de n√≥s h√° um infinito n√£o h√° outro dentro de n√≥s? Esses dois infinitos (que horroroso plural!) n√£o se sobrep√Ķem um ao outro? N√£o √© o segundo, por assim dizer, subjacente ao primeiro? N√£o √© o seu espelho, o seu reflexo, o seu eco, um abismo conc√™ntrico a outro abismo? Este segundo infinito n√£o √© tamb√©m inteligente? N√£o pensa? N√£o ama? N√£o tem vontade? Se os dois infinitos s√£o inteligentes, cada um deles tem um princ√≠pio volante, h√° um eu no infinito de cima, do mesmo modo que o h√° no infinito de baixo. O eu de baixo √© a alma; o eu de cima √© Deus.
P√īr o infinito de baixo em contacto com o infinito de cima,

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O Ciclo do Progresso

Da sociedade e do luxo que ela engendra, nascem as artes liberais e mec√Ęnicas, o com√©rcio, as letras, e todas essas inutilidades que fazem florescer a ind√ļstria, enriquecem e perdem os Estados. A raz√£o desse deperecimento √© muito simples. √Č f√°cil ver que, pela sua natureza, a agricultura deve ser a menos lucrativa de todas as artes, porque, sendo o seu produto de uso mais indispens√°vel para todos os homens, o pre√ßo deve estar proporcionado √†s faculdades dos mais pobres. Do mesmo princ√≠pio pode-se tirar a regra de que, em geral, as artes s√£o lucrativas na raz√£o inversa da sua utilidade, e de que as mais necess√°rias, finalmente, devem tornar-se as mais negligenciadas. Por ai se v√™ o que se deve pensar das verdadeiras vantagens da ind√ļstria e do efeito real que resulta dos seus progressos. Tais s√£o as causas sens√≠veis de todas as mis√©rias em que a opul√™ncia precipita, finalmente, as na√ß√Ķes mais admiradas.
√Ä medida que a ind√ļstria e as artes se estendem e florescem, o cultivador desprezado, carregado de impostos necess√°rios √† manuten√ß√£o do luxo, e condenado a passar a vida entre o trabalho e a fome, abandona o campo para ir procurar na cidade o p√£o que devia levar para l√°.

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Ninguém desenvolverá alguma vez as faculdades da sua inteligência, se, pelo menos, não intercalar alguns momentos de solidão na sua vida.

Não há Descoberta sem Violência

Devemos a quase totalidade das nossas descobertas às nossas violências, à exacerbação do nosso desequilíbrio. Mesmo Deus, na medida em que nos intriga, não é no mais íntimo de nós que o discernimos, mas antes no limite exterior da nossa febre, no ponto preciso em que, confrontando-se a nossa ira com a sua, se produz um choque, um encontro tão ruinoso para Ele como para nós. Ferido pela maldição que se liga aos actos, o violento só força a sua natureza, só se ultrapassa a si próprio, para a ela regressar, furioso e agressor, seguido pelas suas empresas, que o punem por as ter feito nascer. Não há obra que não se volte contra o seu autor: o poema esmagará o poeta, o sistema o filósofo, o acontecimento o homem de acção. Destrói-se quem, respondendo à sua vocação e cumprindo-a, se agita no interior da história; apenas se salva aquele que sacrifica dons e talentos para, desprendido da sua qualidade de homem, poder repousar no ser. Se aspiro a uma carreira metafísica, não posso por preço algum conservar a minha identidade: terei de liquidar o menor resíduo que dela possa guardar; se, pelo contrário, escolho a aventura de um papel histórico,

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A Felicidade Provém da Plena Posse das Suas Faculdades

O √≥dio √† raz√£o, t√£o frequente nos nossos dias, √© devido em grande parte ao facto dos movimentos da raz√£o n√£o serem concebidos duma forma suficientemente fundamental. O homem dividido contra si mesmo procura est√≠mulos e distrac√ß√Ķes; ama as paix√Ķes fortes, n√£o por raz√Ķes profundas, mas porque moment√Ęneamente elas lhe permitem evadir-se de si pr√≥prio e afastam dele a dolorosa necessidade de pensar.
Toda a paix√£o √© para ele uma forma de intoxica√ß√£o, e desde que n√£o pode conceber uma felicidade fundamental, a intoxica√ß√£o parece-lhe o √ļnico al√≠vio para o seu sofrimento. Isso, no entanto, √© o sintoma duma doen√ßa de ra√≠zes profundas. Quando n√£o h√° tal doen√ßa, a felicidade prov√©m da plena posse das suas faculdades. √Č nos momentos em que o esp√≠rito est√° mais activo, em que menos coisas s√£o esquecidas que se sentem alegrias mais intensas. Esta √©, sem d√ļvida, uma das melhores pedras de toque da felicidade. A felicidade que exige intoxica√ß√£o de n√£o importa que esp√©cie, √© falsa e n√£o d√° qualquer satisfa√ß√£o. A felicidade que satisfaz verdadeiramente √© acompanhada pelo completo exerc√≠cio das nossas faculdades e pela compreens√£o plena do mundo em que vivemos.

O Inferno de Ser Eu

Ficarei o Inferno de ser Eu, a Limita√ß√£o Absoluta, Expuls√£o-Ser do Universo long√≠nquo! Ficarei nem Deus, nem homem, nem mundo, mero v√°cuo-pessoa, infinito de Nada consciente, pavor sem nome, exilado do pr√≥prio mist√©rio, da pr√≥pria Vida. Habitarei eternamente o deserto morto de mim, erro abstracto da cria√ß√£o que me deixou atr√°s. Arder√° em mim eternamente, inutilmente, a √Ęnsia (est√©ril) do regresso a ser.
N√£o poderei sentir porque n√£o terei mat√©ria com que sinta, n√£o poderei respirar alegria, ou √≥dio, ou horror, porque n√£o tenho nem a faculdade com que o sinta, consci√™ncia abstracta no inferno do n√£o conter nada, n√£o-Conte√ļdo Absoluto, [Sufoca√ß√£o] absoluta e eterna! Oco de Deus, sem universo, (…).

O Conceito de Nós Próprios

Cada homem, desde que sai da nebulose da inf√Ęncia e da adolesc√™ncia, √© em grande parte um produto do seu conceito de si mesmo. Pode dizer-se sem exagero mais que verbal, que temos duas esp√©cies de pais: os nossos pais, propriamente ditos, a quem devemos o ser f√≠sico e a base heredit√°ria do nosso temperamento; e, depois, o meio em que vivemos, e o conceito que formamos de n√≥s pr√≥prios – m√£e e pai, por assim dizer, do nosso ser mental definitivo.
Se um homem criar o h√°bito de se julgar inteligente, n√£o obter√° com isso, √© certo, um grau de intelig√™ncia que n√£o tem; mas far√° mais da intelig√™ncia que tem do que se julgar est√ļpido. E isto, que se d√° num caso intelectual, mais marcadamente se d√° num caso moral, pois a plasticidade das nossas qualidades morais √© muito mais acentuada que a das faculdades da nossa mente.
Ora, ordinariamente, o que é verdade da psicologia individual Рabstraindo daqueles fenómenos que são exclusivamente individuais Рé também verdade da psicologia colectiva. Uma nação que habitualmente pense mal de si mesma acabará por merecer o conceito de si que anteformou. Envenena-se mentalmente.
O primeiro passo passou para uma regeneração,

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Entendo por razão, não a faculdade de raciocinar, que pode ser bem ou mal utilizada, mas o encadeamento das verdades que só pode produzir verdades, e uma verdade não pode ser contrária a outra.

Uma Pessoa

Uma pessoa √© esse sujeito cujas ac√ß√Ķes s√£o suscept√≠veis de imputa√ß√£o. A personalidade moral nada mais √© do que a liberdade de um ser razo√°vel sob as leis morais. Em compensa√ß√£o, a personalidade psicol√≥gica n√£o passa da faculdade de ser consciente da sua exist√™ncia como id√™ntica atrav√©s de diferentes estados. Segue-se que uma pessoa n√£o pode ser submetida a outras leis que n√£o √†quelas que ela pr√≥pria se confere (ou sozinha, ou pelo menos a si mesma ao mesmo tempo que com outros).

Do Livre Arbítrio

A ideia de livre arb√≠trio, na minha opini√£o, tem o seu princ√≠pio na aplica√ß√£o ao mundo moral da ideia primitiva e natural de liberdade f√≠sica. Esta aplica√ß√£o, esta analogia √© inconsciente; e √© tamb√©m falsa. √Č, repito, um daqueles erros inconscientes que n√≥s cometemos; um daqueles falsos racioc√≠nios nos quais tantas vezes e t√£o naturalmente ca√≠mos. Schopenhauer mostrou que a primitiva no√ß√£o de liberdade √© a “aus√™ncia de obst√°culos”, uma no√ß√£o puramente f√≠sica. E na nossa concep√ß√£o humana de liberdade a no√ß√£o persiste. Ningu√©m toma um idiota, ou louco por respons√°vel. Porqu√™? Porque ele concebe uma coisa no c√©rebro como um obst√°culo a um verdadeiro ju√≠zo.
A ideia de liberdade é uma ideia puramente metafísica.
A ideia prim√°ria √© a ideia de responsabilidade que √© somente a aplica√ß√£o da ideia de causa, pela refer√™ncia de um efeito √† sua Causa. “Uma pessoa bate-me; eu bato √†quela em defesa.” A primeira atingiu a segunda e matou-a. Eu vi tudo. Essa pessoa √© a Causa da morte da outra.” Tudo isto √© inteiramente verdade.
Assim se vê que a ideia de livre arbítrio não é de modo algum primitiva; essa responsabilidade, fundada numa legítima mas ignorante aplicação do princípio de Causalidade é a ideia realmente primitiva.

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Escravo de Si Mesmo

A suposi√ß√£o de que a identidade de uma pessoa transcende, em grandeza e import√Ęncia, tudo o que ela possa fazer ou produzir √© um elemento indispens√°vel da dignidade humana. (…) S√≥ os vulgares consentir√£o em atribuir a sua dignidade ao que fizeram; em virtude dessa condescend√™ncia ser√£o ¬ęescravos e prisioneiros¬Ľ das suas pr√≥prias faculdades e descobrir√£o, caso lhes reste algo mais que mera vaidade estulta, que ser escravo e prisioneiro de si mesmo √© t√£o ou mais amargo e humilhante que ser escravo de outrem.