Cita√ß√Ķes sobre Filmes

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Frases sobre filmes, poemas sobre filmes e outras cita√ß√Ķes sobre filmes para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Estou a fazer filmes há uns bons anos e muito do que levo para o cinema nasce de uma reflexão generosa, de aprendiz, que faço da literatura. Tudo nesta vida que levamos tem uma duração estabelecida, um momento para acabar, incluindo os valores monetários, menos as histórias que contamos. As histórias que os livros nos contam duram para sempre e o mesmo espero das histórias trazidas pelo cinema.

N√£o, n√£o olho para o que fiz. Olho para o que vou fazer. Esta √© a minha ocupa√ß√£o. Quando me perguntam sempre “qual √© o filme que gosta mais”, respondo: √© o que vou fazer agora.

Nem eu nem tu compreendemos o medo. Nunca consegui entender a razão por que, nos filmes e nos desenhos animados, está implícito o medo de fantasmas que apenas pairam e que, às vezes, fazem buu. Compreendo o susto, não compreendo o medo.

Desconfio sempre da imagina√ß√£o. (…) Todos os meus filmes s√£o hist√≥rias de agonia, da agonia no seu sentido primeiro, no sentido grego, “a luta”.

Às vezes acusam-me de que meus os filmes são muito falados. Ora, falados são os filmes americanos, e falam sem dizer nada. Ao menos os meus filmes dizem alguma coisa porque eu escolho textos ricos, bons, profundos, mais difíceis naturalmente. Mas a imagem é formidável.

Hoje, depois de muitas d√©cadas, j√° percebo que a minha voca√ß√£o nesta vida √© dirigir filmes. E os meus filmes falam sobre valores que v√£o al√©m do dinheiro. O meu filme busca saber se existe alma. O tempo… o tempo eu sei que existe. E talvez eu filme como filmo para contemplar o tempo.

A alegria nunca √© constante, nunca √© segura. Desprende-se do dia a dia. N√£o nos deixa neste mundo. A alegria √© um estado √† parte, que ningu√©m consegue tornar real. √Č como um filme em que se est√°. Mesmo para lembrar a alegria √© dif√≠cil. H√° qualquer coisa na alegria que n√£o cola.

Estou Habituado a que Recebam Mal os Meus Filmes

Estou habituado a que recebam mal os meus filmes e isso n√£o me altera, nem altera nada do que penso sobre o cinema. Eu reprovo o pr√©mio da competi√ß√£o. Os √ďscares, por exemplo, at√© porque s√£o dados a filmes de sucesso. Gosto mais dos pr√©mios que s√£o dados ao filme como coisa art√≠stica. Esse pr√©mio de competi√ß√£o est√° bem no futebol, que um mete mais golos que o outro. Mas j√° dizia o Rembrandt quando apresentou o seu quadro “A ronda da noite” √† sociedade ‚Äď fizeram muita tro√ßa, ele veio desconsolad√≠ssimo ‚Äď: “O militar conhece a sua gl√≥ria na vit√≥ria, o comerciante reconhece a sua gl√≥ria nos lucros do com√©rcio, mas o pintor, o artista, onde √© que ele a vai reconhecer?”. N√£o h√° nada que determine exactamente. A arte √© especial. H√° uma s√≥ lei: o tempo. O tempo √© o grande juiz, √© o grande juiz de tudo.

As telenovelas são muito ricas, muito bonitas, e eu gosto da diversidade. Não sou nada contra o filme comercial. A gente dos filmes comerciais é que é sempre contra o cinema como arte. Mas eu não. Sou apologista da variedade, mesmo no cinema artístico. Penso que a personalidade do realizador é que é a marca da originalidade. Não há outra.

brincávamos a cair nos braços um do outro

brinc√°vamos a cair nos
braços um do outro, como faziam
as actrizes nos filmes com o marlon
brando, e depois suspirávamos e ríamos
sem saber que habituávamos o coração à
dor. queríamos o amor um pelo outro
sem hesita√ß√Ķes, como se a desgra√ßa nos
servisse bem e, a ver filmes, ach√°vamos que
o peito era todo em movimento e n√£o
sabíamos que a vida podia parar um
dia. eu ainda te disse que me doíam os
braços e que, mesmo sendo o rapaz, o
cansaço chegava e instalava-se no meu
poço de medo. tu rias e caías uma e outra
vez à espera de acreditares apenas no que
fosse mais imediato, quando os filmes acabavam,
quando percebíamos que o mundo era
feito de dist√Ęncia e tanto tempo vazio, tu
ficavas muito feminina e abandonada e eu
sofria mais ainda com isso. estavas t√£o
diferente de mim como se j√° tivesses
partido e eu fosse apenas um local esquecido
sem significado maior no teu caminho. tu
dizias que se morrêssemos juntos
entraríamos juntos no paraíso e querias
culpar-me por ser triste de outro modo,

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Ontem vi tudo acabado, meu c√©u desastrado, medo, solid√£o, ci√ļme. Hoje contei as estrelas e a vida parece um filme.

Envolvê-la nos Meus Braços

Tr√™s minutos depois de voc√™ ter partido. N√£o, n√£o consigo reprimi-lo. Digo-lhe o que j√° sabe: amo-a. √Č isto que destru√≠ vezes sem conta. Em Dijon, escrevi-lhe cartas longas e apaixonadas (se voc√™ tivesse permanecido na Su√≠√ßa ter-lhas-ia enviado), mas como posso eu envi√°-las para Louveciennes?

Anais, n√£o posso dizer muito agora – encontro-me demasiado alterado. Quase n√£o consegui conversar consigo, porque estava continuamente prestes a levantar-me e a envolv√™-la nos meus bra√ßos. Tinha esperan√ßas de que voc√™ n√£o tivesse de ir jantar a casa… De que pud√©ssemos ir a algum lado jantar e dan√ßar. Voc√™ dan√ßa… J√° sonhei com isso vezes sem conta… Eu a dan√ßar consigo, ou voc√™ a dan√ßar sozinha com a cabe√ßa inclinada para tr√°s e os olhos semicerrados. Algum dia tem de dan√ßar para mim dessa maneira. Esse √© o seu Eu espanhol, o tal sangue andaluz destilado.

Estou sentado no seu lugar e j√° levei aos l√°bios o copo onde voc√™ bebeu. Mas n√£o sei o que dizer. O que voc√™ me leu p√īs-me a cabe√ßa √†s voltas. A sua linguagem √© ainda mais avassaladora do que a minha. Comparado consigo, n√£o passo de um petiz… porque, quando o √ļtero que h√° em si fala,

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As can√ß√Ķes e os poemas ignoram tanto acerca do amor. Como se explica, por exemplo, que n√£o falem dos ser√Ķes a ver televis√£o no sof√°? N√£o h√° explica√ß√£o. O amor tamb√©m √© estar no sof√°, tapados pela mesma manta, a ver s√©ries m√°s ou filmes maus. Talvez chova l√° fora, talvez fa√ßa frio, n√£o importa. O sof√° √© quentinho e fica mesmo √† frente de um aparelho onde passam as s√©ries e os filmes mais parvos que j√° se fizeram. Daqui a pouco come√ßam as televendas, tamb√©m servem.

Antes de ser baleado, sempre suspeitei de estar vendo televisão, em vez de estar vivendo a vida. As pessoas às vezes dizem que a maneira como as coisas acontecem em filmes é irreal, mas na verdade é o modo como as coisas acontecem na vida que é irreal.

Nos filmes, como em qualquer obra de arte, h√° sempre uma grande parte do subconsciente do artista do qual ele n√£o se d√° conta. Por isso, as obras enriquecem com o tempo, a cr√≠tica vai descobrindo partes mais ignoradas e as obras ficam mais ricas do que quando saem. Na verdade, o homem n√£o mudou, apenas aquilo que fez: o progresso. A natureza do homem √© a mesma: a inveja, a vingan√ßa, as paix√Ķes ou o amor s√£o manifesta√ß√Ķes da natureza do homem que n√£o mudaram nada. H√° pessoas que, √†s vezes, mudam de partido. Eu pergunto: tamb√©m mudam de natureza? Ela √© a mesma, e √© nela que est√° todo o bem e o mal do homem.