Frases sobre Literatura

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Frases de literatura escritos por poetas consagrados, filósofos e outros autores famosos. Conheça estes e outros temas em Poetris.

Às vezes, a literatura parece-se com uma operação da Bolsa. As cotizações sobem e descem e muitas vezes só dependem da promoção.

A diferença entre literatura e jornalismo é que o jornalismo é ilegível e a literatura não é lida.

A literatura num país sem liberdade pública é a única tribuna do alto da qual se pode fazer ouvir o grito da sua indignação e da sua consciência.

A literatura é a expressão da sociedade, como a palavra é a expressão do homem.

A memória é o essencial, visto que a literatura está feita de sonhos e os sonhos fazem-se combinando recordações.

O maior inimigo do escritor pode ser a própria literatura. Pior que não escrever um livro, é escrevê-lo demasiadamente.

A primeira condição para se escrever de literatura, é saber dar a impressão de que se escreve sem literatura.

O preço barato do papel é a razão por que as mulheres começaram por ter êxito na literatura, antes de o alcançarem noutras profissões.

A literatura não é a vida e também não é uma imitação da vida. Nada do que entra num livro vem de outro lugar que não seja este mundo mas o romance, ao achar-se feito, entra ele também a influir na vida.

Guimarães Rosa então me disse uma coisa que jamais esquecerei, feliz me senti na hora: disse que me lia, «não para a literatura, mas para a vida». Citou de cor frases e frases minhas e eu não reconheci nenhuma.

Aqui na minha frente a folha branca do papel, à espera; dentro de mim esta angústia, à espera: e nada escrevo. A vida não é para se escrever. A vida — esta intimidade profunda, este ser sem remédio, esta noite de pesadelo que nem se chega a saber ao certo porque foi assim — é para se viver, não é para se fazer dela literatura.

Mesmo que eu observe todos os outros obstáculos (condição física, pais, carácter), obtenho uma desculpa muito boa para não me limitar apenas à literatura apesar de tudo: não posso ousar fazer nada enquanto não tiver um trabalho que me satisfaça plenamente. Isso, é claro, é irrefutável.

Aliás uma pergunta que me fez: o que mais me importava – se a maternidade ou a literatura. O modo imediato de saber a resposta foi eu me perguntar: se tivesse de escolher uma delas, que escolheria? A resposta era simples: eu desistiria da literatura. Nem tem dúvida que como mãe sou mais importante do que como escritora.

Ela era daquela geração que, ao não ter encontrado nada na religião, formou-se a ela própria através da literatura.

Como realizador, estou preso ao contexto. Posso fazer tudo o que quiser, mas sempre dentro do contexto. E do contexto dos filmes da Agustina eu nunca saí. Como do Régio ou do Camilo, também nunca saí. Esse é o meu respeito pelos autores, que é muito forte. Mas eu faço cinema, não faço literatura.

O que nós hoje vemos numa literatura moderna e apressada é uma multiplicação elevada à sétima potência por muitos autores oportunistas, em trabalhos repetitivos da violência pela violência e da pornografia pela pornografia, apenas por estar em moda e de ser de rentabilidade fácil.

As canções, os relatos, os contos populares, pintam em poucas palavras o que a literatura se limita a amplificar e a disfarçar.

Nenhum povo culto pode viver sem literatura. Os indivíduos para viver e satisfazer ao seu destino hão-de comunicar as suas ideias e traduzir na linguagem as manifestações da sua inteligência. A expressão das nações, a sua conversação, o desafogo do seu espírito, é a literatura de cada época e de cada sociedade. Um povo sem letras não vive muito tempo, e se vive, é uma excepção privilegiada.