No romance, o supremo é devorado pelo poder; no drama, pelos efeitos sociais que o poder desencadeia.
Frases sobre Romances
105 resultadosAo longo da minha experiência foi-me dado observar o comportamento das pessoas, e com isso fiz romances. Eles ficam, no entanto, muito aquém do que aconteceu, porque há uma coisa que se chama a timidez da alma, e o que nos é revelado pode ser-nos proibido também.
No embrião de todos os romances, bule uma inconformidade, late um desejo.
Eu vejo-me a mim próprio como um professor sério, que, ao fim de semana, escreve romances.
Um romance é como a maionese, uma emulsão de elementos bem enlaçados. A chave não é o argumento nem uma grande escrita, mas essa emulsão final sem a qual o romance fracassa.
Quem sabe se o romance não será uma mais perfeita realidade e vida que Deus cria através de nós, que nós – quem sabe – existimos apenas para criar?
Um romance é um espelho que se passeia numa longa via.
Os romances dos homens nunca são poemas. E os romances ou são poemas ou não são nada, são pura recompilação.
-Sei que a senhora gosta de ler – digo.
– Muito. Não se ria se eu disser que o romance mais bonito que li em toda a minha vida foi a Joana Eira de Carlota Bronte. Conhece? Uma jóia. Acho que li esse livro umas vinte vezes. Devorei também todo o Walter Scott e o Alexandre Dumas. Nunca suportei o Zola nem o Flaubert. Mas gostava do Tolstoi. Ah! Leio também os modernos. Estrangeiros e nacionais, naturalmente.
O amor sempre inspirou romances, ou seja, a arte de amar sempre foi romântica.
Poderíamos dizer que o romance é o genero que mais predispõe uma pessoa a um profundo discernimento da vida à nossa volta, em vez de apresentar o nosso próprio pequeno ego como o centro do universo.
Penso, cada vez mais, que um romance tem de contar uma boa história; boa e bem contada. Quanto à Agustina e ao Vergílio Ferreira, estou farto de Faulkners do Minho e de Sartres de Fontanelas, e ainda por cima maus.
O amor agrada mais que o casamento, pelo mesmo motivo que os romances divertem mais que a História.
É necessária muita energia e muita neurose para escrever um romance. Se fôssemos realmente sensatos, faríamos outra coisa.
A verosimilhança de uma obra de arte (de um romance, por exemplo, que é o que mais me importa) é a coerência interna dos seus elementos.
Oí, oí o mal, vem de braços e abraços com o bem num romance astral.
O romance é a chave dos quartos secretos da nossa casa.
Respirar é essencial. Ler o texto, lê-lo em voz alta, muitas vezes, para controlar o ritmo. O ritmo muda de livro para livro. Os meus romances anteriores, de 500 páginas, são como sinfonias de Mahler, enquanto este último, ‘Número Zero’, é como o jazz. Por vezes digo aos meus tradutores: ‘Estás a explicar demasiado e a perder o ritmo.’.
Qual o verdadeiro sentido de um romance ou de um poema? Se se pudesse realmente dizer, o poema ou o romance possivelmente não existiam.
O romance devora hoje todas as formas: estamos quase obrigados a passar por ele.