Passagens sobre Impulsos

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Frases sobre impulsos, poemas sobre impulsos e outras passagens sobre impulsos para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

O amor come√ßa pelo amor. √Č o c√©u. O c√©u foi criado primeiro. A paix√£o √© um simples impulso f√≠sico, material, mensur√°vel, explic√°vel por todas as ci√™ncias da atrac√ß√£o. √Č o mar. O mar est√° mais perto de n√≥s. Podemos chegar ao fundo dele.

O Amor Infinito

Da mulher o que nos comove e enleva √© a parte impoluta que ela tem do c√©u; √© a magia que a fada exercita obedecendo a interno impulso, n√£o sabido dela, n√£o sabido de n√≥s. Ali h√° mensagem de outras regi√Ķes; aqui, no peito arquejante, nos olhos amarados de gozozas l√°grimas, h√° um espirar para o alto, um ir-se o cora√ß√£o avoando desde os olhos, desde o sorriso dela para soberanas e imorredouras alegrias. N√≥s √© que n√£o sabemos nem podemos ver sen√£o o pouquinho desse infinito que nos entre-luz nas gra√ßas do primeiro amor, do segundo amor, de quantos estremecimentos de s√ļbita embriaguez nos fazem crer que despimos o inv√≥lucro de barro e pairamos alados sobre a regi√£o das l√°grimas.

√Č Deus que n√£o quer ou somos n√≥s que n√£o podemos prorrogar a dura√ß√£o ao sonho? Se Deus, que mal faria √† sua divina grandeza que o pequenino guzano o adorasse sempre? Porque vai t√£o r√°pida aquela esta√ß√£o em que o homem √© bom porque ama, e √© caritativo e dadivoso porque tudo sobeja √† sua felicidade? Quando poderam aliar-se um amor puro com a impureza das inten√ß√Ķes? Quais olhos de homem afectivo e como santificado por seu amor recusaram chorar sobre desgra√ßas estranhas?

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Nada lhe posso dar que já não existam em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo.

A Infelicidade do Desejo

Um desejo é sempre uma falta, carência ou necessidade. Um estado negativo que implica um impulso para a sua satisfação, um vazio com vontade de ser preenchido.

Toda a vida é, em si mesma, um constante fluxo de desejos. Gerir esta torrente é essencial a uma vida com sentido. Cada homem deve ser senhor de si mesmo e ordenar os seus desejos, interesses e valores, sob pena de levar uma vida vazia, imoderada e infeliz. Os desejos são inimigos sem valentia ou inteligência, dominam a partir da sua capacidade de nos cegar e atrair para o seu abismo.
A felicidade √©, por ess√™ncia, algo que se sente quando a realidade extravasa o que se espera. A supera√ß√£o das expectativas. Ser feliz √© exceder os limites preestabelecidos, assim se conclui que quanto mais e maiores forem os desejos de algu√©m, menores ser√£o as suas possibilidades de felicidade, pois ainda que a vida lhe traga muito… esse muito √© sempre pouco para lhe preencher os vazios que criou em si pr√≥prio.

Na sociedade de consumo em que vivemos há cada vez mais necessidades. As naturais e todas as que são produzidas artificialmente. Hoje, criam-se carências para que se possa vender o que as preenche e anula.

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Ignorado Ficasse O Meu Destino

Ignorado ficasse o meu destino
Entre pálios (e a ponte sempre à vista),
E anel concluso a chispas de ametista
A frase falha do meu p√≥stumo hino…

Florescesse em meu glabro desatino
O himeneu das escadas da conquista
Cuja preguiça, arrecadada, dista
Almas do meu impulso cristalino…

Meus ócios ricos assim fossem, vilas
Pelo campo romano, e a toga traça
No meu soslaio an√īnimas (desgra√ßa

A vida) curvas sob m√£os intranq√ľilas…
E tudo sem Cleópatra teria
Findado perto de onde raia o dia…

A política de exploração, opressão e terror da ditadura é a política de protecção dos interesses monopolistas. Só eliminando o poder dos monopólios poderão as riquezas nacionais ser aproveitadas em benefício do povo e da nação, poderá ser dado um impulso ao desenvolvimento económico no quadro da liberdade e da democracia, poderá elevar-se o nível de vida das classes trabalhadoras e do povo em geral.

Liberdade com Limites

H√° muitas esp√©cies de liberdade. Umas tem o mundo de menos, outras tem o mundo de mais. Mas ao dizer que pode haver ¬ęde mais¬Ľ de uma certa esp√©cie de liberdade devo apressar-me a acrescentar que a √ļnica esp√©cie de liberdade que considero indesej√°vel √© aquela que permite diminuir a liberdade de outrem, por exemplo, a liberdade de fazer escravos.
O mundo n√£o pode garantir-se a maior quantidade poss√≠vel de liberdade instituindo, pura e simplesmente, a anarquia, pois nesse caso os mais fortes seriam capazes de privar da liberdade os mais fracos. Duvido de que qualquer institui√ß√£o social seja justific√°vel se contribui para diminuir o quantitativo total de liberdade existente no mundo, mas certas institui√ß√Ķes sociais s√£o justific√°veis apesar do facto de coarctarem a liberdade de um certo indiv√≠duo ou grupo de indiv√≠duos.
No seu sentido mais elementar, liberdade significa a ausência de controles externos sobre os actos de indivíduos ou grupos. Trata-se, portanto, de um conceito negativo, e a liberdade, por si só, não confere a uma comunidade qualquer alta valia.
Os Esquim√≥s, por exemplo, podem dispensar o Governo, a educa√ß√£o obrigat√≥ria, o c√≥digo das estradas, e at√© as complica√ß√Ķes incr√≠veis do c√≥digo comercial. A sua vida,

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Soneto Da Sentida Solid√£o

A falta é complemento da saudade,
servida em larga ausência nos ponteiros,
bandeja dos segundos que se evade,
em pasto das desoras, sorrateira.

Estar é seduzir sem muito alarde,
no avaro aqui agora companheiro,
o porto da atenção que se me guarde
o ser presente da sanha viageira.

Partir é sentimento de voltar,
liberta, eu sei, no vento e seu afoite,
navega a sina em rasa preamar;

ela, essa ausente, é dona e meu açoite,
no seu impulso presto em navegar,
vai se enfunando em névoa pela noite.

O Tipo de Homem que Eu Sou

Agora é necessário que eu deva dizer que tipo de homem sou. O meu nome não importa, nem qualquer outro pormenor exterior particular acerca de mim. Do meu carácter alguma coisa deve ser dita.

Toda a constitui√ß√£o do meu esp√≠rito √© de hesita√ß√£o e d√ļvida. Nada √© ou pode ser positivo para mim, todas as coisas oscilam em torno de mim, e eu com elas, uma incerteza para mim pr√≥prio. Tudo para mim √© incoer√™ncia e mudan√ßa. Tudo √© mist√©rio e tudo √© significado. Todas as coisas s√£o ¬ędesconhecidos¬Ľ simb√≥licos do Desconhecido. Consequentemente horror, mist√©rio, medo supra-inteligente.

Pelas minhas próprias tendências naturais, pelo enquadramento da minha juventude, pela influência dos estudos realizados sob o impulso delas (dessas mesmas tendências), por tudo isso eu sou das espécies internas de caráter, auto-centrado, mudo, não auto-suficiente mas auto-perdido. Toda a minha vida tem sido de passividade e sonho. Todo o meu carácter consiste no ódio, no horror de, na incapacidade que permeia tudo o que me é, fisicamente e mentalmente, por actos decisivos, por pensamentos definidos. Eu nunca tive uma resolução nascida de uma auto-determinação, nunca uma traição externa de uma vontade consciente. Nenhum dos meus escritos foi terminado;

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A Vida é uma Busca

A vida √© uma busca ‚ÄĒ uma busca constante, uma busca desesperada, uma busca sem esperan√ßa, uma busca de algo que n√£o se sabe o que √©. H√° um forte impulso para procurar, mas n√£o se sabe o que se procura. E h√° um certo estado de esp√≠rito em que nada daquilo que consegue lhe dar√° qualquer satisfa√ß√£o. A frustra√ß√£o parece ser o destino da humanidade, porque tudo aquilo que se obt√©m perde o sentido no momento exacto em que se consegue. Come√ßa-se novamente a procurar.
A busca continua, quer se consiga alguma coisa ou n√£o. Parece ser irrelevante o que se tem e o que n√£o se tem, pois a busca continua de qualquer maneira. Os pobres andam √† procura, os ricos andam √† procura, os doentes andam √† procura, os que est√£o bem andam √† procura, os poderosos andam √† procura, os est√ļpidos andam √† procura, os sensatos andam √† procura – e ningu√©m sabe exactamente de qu√™.

Essa mesma procura ‚ÄĒ o que √© e porque existe ‚ÄĒ tem de ser compreendida. Parece haver um hiato no ser humano, na mente humana. Na pr√≥pria estrutura da consci√™ncia humana parece haver um buraco, um buraco negro.

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A Hipocrisia do Amor ao Povo

Estes amam o povo, mas n√£o desejariam, por interesse do pr√≥prio amor, que sa√≠sse do passo em que se encontra; deleitam-se com a ingenuidade da arte popular, com o imperfeito pensamento, as supersti√ß√Ķes e as lendas; v√™em-se generosos e sens√≠veis quando se debru√ßam sobre a classe inferior e traduzem, na linguagem adamada, o que dela julgam perceber; √© muito interessante o animal que examinam, mas que n√£o tente o animal libertar-se da sua condi√ß√£o; estragaria todo o quadro, toda a equilibrada posi√ß√£o; em nome da est√©tica e de tudo o resto conv√©m que se mantenha.
H√° tamb√©m os que adoram o povo e combatem por ele mas pouco mais o julgam do que um meio; a meta a atingir √© o dom√≠nio do mesmo povo por que parecem sacrificar-se; bate-lhes no peito um cora√ß√£o de altos senhores; se vieram parar a este lado da batalha foi porque os acidentes os repeliram das trincheiras opostas ou aqui viram maneira mais segura de satisfazer o v√£o desejo de mandar; nestes n√£o encontraremos a frase preciosa, a afectada sensibilidade, o retoque liter√°rio; preferem o estilo de barricada; mas, como nos outros, √© o som do oco tambor ret√≥rico o √ļltimo que se ouve.

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O Meu Car√°cter

Cumpre-me agora dizer que esp√©cie de homem sou. N√£o importa o meu nome, nem quaisquer outros pormenores externos que me digam respeito. √Č acerca do meu car√°cter que se imp√Ķe dizer algo.
Toda a constitui√ß√£o do meu esp√≠rito √© de hesita√ß√£o e d√ļvida. Para mim, nada √© nem pode ser positivo; todas as coisas oscilam em torno de mim, e eu com elas, incerto para mim pr√≥prio. Tudo para mim √© incoer√™ncia e muta√ß√£o. Tudo √© mist√©rio, e tudo √© prenhe de significado. Todas as coisas s√£o ¬ędesconhecidas¬Ľ, s√≠mbolos do Desconhecido. O resultado √© horror, mist√©rio, um medo por de mais inteligente.
Pelas minhas tend√™ncias naturais, pelas circunst√Ęncias que rodearam o alvor da minha vida, pela influ√™ncia dos estudos feitos sob o seu impulso (estas mesmas tend√™ncias) – por tudo isto o meu car√°cter √© do g√©nero interior, autoc√™ntrico, mudo, n√£o auto-suficiente mas perdido em si pr√≥prio. Toda a minha vida tem sido de passividade e sonho. Todo o meu car√°cter consiste no √≥dio, no horror e na incapacidade que impregna tudo aquilo que sou, f√≠sica e mentalmente, para actos decisivos, para pensamentos definidos. Jamais tive uma decis√£o nascida do autodom√≠nio, jamais tra√≠ externamente uma vontade consciente. Os meus escritos,

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As Opini√Ķes

Quando me manifestei com tanto ardor contra a opini√£o, estava ainda sob o seu jugo, sem me aperceber. Queremos ser estimados pelas pessoas que estimamos e, enquanto pude julgar favoravelmente os homens, ou pelo menos certos homens, os ju√≠zos que eles faziam a meu respeito n√£o me podiam ser indiferentes. Via que os ju√≠zos do p√ļblico s√£o muitas vezes justos; mas n√£o via que essa justi√ßa resultava do acaso, que as regras sobre as quais os homens fundamentam as suas opini√Ķes s√£o extra√≠das apenas das suas paix√Ķes ou dos seus preconceitos, que prov√™m deles, e que, mesmo quando ajuizam bem, √© frequente que esses bons ju√≠zos nas√ßam de um mau princ√≠pio, como acontece quando fingem honrar, a prop√≥sito de algum sucesso, o m√©rito de um homem, n√£o por esp√≠rito de justi√ßa, mas para se dar ares de imparcialidade, ao mesmo tempo que caluniam √† vontade esse homem relativamente a outros pontos.
Quando, por√©m, ap√≥s longas e v√£s pesquisas, vi que todos eles, sem excep√ß√£o, se mantinham dentro do sistema mais in√≠quio e absurdo que um esp√≠rito infernal pode inventar; quando vi que, a meu respeito, a raz√£o fora banida de todas as cabe√ßas e a justi√ßa de todos os cora√ß√Ķes;

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O Instinto Trabalhado

S√≥ pode inspirar a ac√ß√£o, servir de credo, o pensamento que se tenha tornado maquinal, instintivo. Perigo de nos analisarmos demasiadamente: as veias vivas do temperamento ficam, dessa maneira, excessivamente dilucidadas e tornadas maquinais, devido √† familiaridade. O que √© preciso, pelo contr√°rio, √© a arte de dar livre curso aos impulsos espirituais, deixando-os agir, mecanicamente, sob o est√≠mulo. H√° o manual do catecismo – por de mais conhecido e posti√ßo – e o maquinal do instinto. √Č preciso favorecer, explorar, reconhecer e apoiar o instinto, sem lhe roubar o vigor por meio da reflex√£o. Mas √© preciso reflectir nele, para o acompanhar na ac√ß√£o e substitu√≠-lo nos momentos de surdez.

Tenho Mais Almas que Uma

Vivem em n√≥s in√ļmeros;
Se penso ou sinto, ignoro
Quem é que pensa ou sente.
Sou somente o lugar
Onde se sente ou pensa.

Tenho mais almas que uma.
H√° mais eus do que eu mesmo.
Existo todavia
Indiferente a todos.
Faço-os calar: eu falo.

Os impulsos cruzados
Do que sinto ou n√£o sinto
Disputam em quem sou.
Ignoro-os. Nada ditam
A quem me sei: eu ‘screvo.

A Dor e o Tédio São os Dois Maiores Inimigos da Felicidade

O panorama mais amplo mostra-nos a dor e o t√©dio como os dois inimigos da felicidade humana. Observe-se ainda: √† medida que conseguimos afastar-nos de um, mais nos aproximamos do outro, e vice-versa; de modo que a nossa vida, na realidade, exp√Ķe uma oscila√ß√£o mais forte ou mais fraca entre ambos. Isso origina-se do facto de eles se encontrarem reciprocamente num antagonismo duplo, ou seja, um antagonismo exterior ou oubjectivo, e outro interior e subjectivo. De facto, exteriormente, a necessidade e a priva√ß√£o geram a dor; em contrapartida, a seguran√ßa e a abund√Ęncia geram o t√©dio. Em conformidade com isso, vemos a classe inferior do povo numa luta constante contra a necessidade, portanto contra a dor; o mundo rico e aristocr√°tico, pelo contr√°rio, numa luta persistente, muitas vezes realmente desesperada contra o t√©dio. O antagonismo interior ou subjectivo entre ambos os sofrimentos baseia-se no facto de que, em cada indiv√≠duo, a susceptibilidade para um encontra-se em propor√ß√£o inversa √† susceptibilidade para o outro, j√° que ela √© determinada pela medida das suas for√ßas espirituais. Com efeito, a obtusidade do esp√≠rito est√°, em geral, associada √† da sensa√ß√£o e √† aus√™ncia da excitabilidade, qualidades que tornam o indiv√≠duo menos suscept√≠vel √†s dores e afli√ß√Ķes de qualquer tipo e intensidade.

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