Cita√ß√Ķes sobre Liga√ß√£o

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Frases sobre liga√ß√£o, poemas sobre liga√ß√£o e outras cita√ß√Ķes sobre liga√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A Inconst√Ęncia no Amor e na Amizade

N√£o pretendo justificar aqui a inconst√Ęncia em geral, e menos ainda a que vem s√≥ da ligeireza; mas n√£o √© justo imputar-lhe todas as transforma√ß√Ķes do amor. H√° um encanto e uma vivacidade iniciais no amor que passa insensivelmente, como os frutos; n√£o √© culpa de ningu√©m, √© culpa exclusiva do tempo. No in√≠cio, a figura √© agrad√°vel, os sentimentos relacionam-se, procuramos a do√ßura e o prazer, queremos agradar porque nos agradam, e tentamos demonstrar que sabemos atribuir um valor infinito √†quilo que amamos; mas, com o passar do tempo, deixamos de sentir o que pens√°vamos sentir ainda, o fogo desaparece, o prazer da novidade apaga-se, a beleza, que desempenha um papel t√£o importante no amor, diminui ou deixa de provocar a mesma impress√£o; a designa√ß√£o de amor permanece, mas j√° n√£o se trata das mesmas pessoas nem dos mesmos sentimentos; mant√™m-se os compromissos por honra, por h√°bito e por n√£o termos a certeza da nossa pr√≥pria mudan√ßa.
Que pessoas teriam começado a amar-se, se se vissem como se vêem passados uns anos? E que pessoas se poderiam separar se voltassem a ver-se como se viram a primeira vez? O orgulho, que é quase sempre senhor dos nossos gostos,

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Empatia com as Fraquezas

A admiração que um discípulo deve ao seu mestre oculta muitas vezes, e nem sempre de modo consciente, uma certa satisfação sentida pela observação das suas fraquezas, pelas quais ele se lhe sente ligado, justificado nas próprias fraquezas e dispensado de produzir qualquer outra prova legitimando a sua ligação.

Olhar para as Coisas com alguma Dist√Ęncia

Percorrendo as ruas fui descobrindo coisas espantosas que l√° ocorriam desde sempre, disfar√ßadas sob uma m√°scara t√©nue de normalidade: um vi√ļvo que, depois de se reformar, passava as tardes sentado no carro, a porta aberta, a perna esquerda fora, a direita dentro; um sujeito t√£o magro que se podia tomar por uma figura de cart√£o, ideia refor√ßada por andar de bicicleta e, sobretudo, por nela carregar o papel√£o que recolhia nos contentores do lixo; a mulher que, com uma regularidade cronom√©trica, vinha √† janela, olhava para um lado e para o outro, como se aguardasse h√° muito a chegada de algu√©m. Eram tr√™s exemplos de situa√ß√Ķes que – creio ser esta a melhor formula√ß√£o – aconteciam desde sempre e pela primeira vez. Se olharmos para as coisas com alguma dist√Ęncia, retirando-as do contexto, deixando-nos contaminar pela estranheza, tudo, tudo mesmo, adquire uma aura macabra e repetitiva, singular, reconhec√≠vel, que se mistura com a subst√Ęncia dos sonhos, a mat√©ria das mentes perturbadas. Penso sempre, n√£o sei porque, que talvez a resposta esteja naquela revista antiga que n√£o resistiu √†s tra√ßas: nos sobreviventes de Hiroxima, no clar√£o absoluto que os cegou, no mundo irreal em que foram condenados a viver a partir desse momento,

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Captar a Essência

Para perceberes tudo o que existe para lá do óbvio, é necessário estares atento aos sinais e que te permitas sentir para lá do normal. E isso só é possível se te alienares da matemática da mente e da racionalidade do que vês e do que ouves.

Conhe√ßo perfeitamente a magia de saber ouvir a intui√ß√£o. E sim, refiro-me a magia porque √© necess√°rio alienarmo-nos do vis√≠vel para lhe termos acesso. Quem apenas se limita a acreditar no que v√™, nunca lhe achar√° sentido. A interpreta√ß√£o do que acontece √† nossa volta tem m√ļltiplas faces, por√©m existe uma ou outra que nos transcende para outros patamares de entendimento. Na vida tudo acontece ao mesmo tempo e com as mais variadas pessoas, no entanto podemos captar a ess√™ncia do que verdadeiramente acontece e que n√£o √© vis√≠vel se estivermos despertos. E estar desperto √© estar consciente, atento ao mais pequeno sinal que a vida ou os outros nos d√£o.

As maiores oportunidades, assim como as grandes tomadas de consciência, nascem dessa ligação ao invisível, dessa passagem para lá do óbvio. As peças encaixam-se quando transcendes a matriz do que te foi ensinado para o mundo daquilo que é sentido.

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A Humildade é a Base da Sociedade

A humildade oferece a todos, mesmo ao que se desespera na solid√£o, a rela√ß√£o mais forte com o semelhante, e, na realidade, imediatamente, mas, com certeza, s√≥ no caso da humildade completa e duradoura. Ela √© capaz disso por ser ao mesmo tempo a verdadeira linguagem da ora√ß√£o e a mais s√≥lida das liga√ß√Ķes. A rela√ß√£o com o semelhante √© a rela√ß√£o da prece; a rela√ß√£o consigo mesmo, a rela√ß√£o do esfor√ßo para alcan√ßar algo; a energia para esse esfor√ßo √© extra√≠da da ora√ß√£o.

Podes conhecer outra coisa que não seja a fraude? Fosse ela um dia obstruída, tu de modo nenhum poderias olhar para lá a não ser que quisesses tranformar-te numa estátua de sal.

Os Laços Afetivos

Criar intimidade entre si e outra pessoa não implica perder a sua noção de Eu nem diluir-se no outro. Para criar efetivamente laços com outra pessoa, ambos têm de manter a sua integridade e individualidade. Caso contrário, o resultado será uma amálgama disfuncional. Para estabelecer uma analogia com o corpo humano, as células dos olhos criam uma ligação entre si para permitir a visão. Cada célula tem de se articular com todas as outras e isso implica que cada uma delas mantenha a sua estrutura e função individuais ao serviço da operação mais complexa da visão. Quando estabelecemos laços com outros, estamos simplesmente a ser aquilo que somos enquanto partilhamos um objetivo ou atividade comuns.

√Č t√£o simples quanto isso. Talvez saia com um grupo de pessoas para garantir um parecer favor√°vel na reuni√£o da tarde e entretanto desenvolva um sentimento de camaradagem e acabem por ir jantar fora e partilhar as vossas hist√≥rias. Esta √© uma experi√™ncia de cria√ß√£o de la√ßos afetivos. Ao contr√°rio de certos medos que possamos ter do que possa levar-nos a perder a identidade, a cria√ß√£o de la√ßos afetivos saud√°veis fortalece a nossa confian√ßa e autoestima.

Pessoas Estranhas

As pessoas s√£o estranhas. Algumas pessoas s√£o. Elas ser√£o conduzidas a descobrir coisas, mesmo que as mais triviais. Eles come√ßar√£o a relacion√°-las, sabendo contudo que podem estar enganadas. Voc√™ v√™ essas pessoas com blocos de notas, a raspar a sujidade das l√°pides, a lerem microfilmes, apenas pela esperan√ßa de encontrarem o fio √† meada, fazendo liga√ß√Ķes, resgatando qualquer coisa do lixo.

√Ä primeira vista, n√£o existe nada de caracteristicamente humano nas emo√ß√Ķes, uma vez que √© bem claro que os animais tamb√©m t√™m emo√ß√Ķes. No entanto, h√° qualquer coisa de muito caracter√≠stico no modo como as emo√ß√Ķes est√£o ligadas √†s ideias, aos valores, aos princ√≠pios e aos ju√≠zos complexos que s√≥ os seres humanos podem ter, sendo nessa liga√ß√£o que reside a nossa ideia bem leg√≠tima de que a emo√ß√£o humana √© especial. A emo√ß√£o humana n√£o se reduz ao prazer sexual ou ao pavor de r√©pteis. Tem a ver, igualmente, com o horror de testemunhar o sofrimento e com a satisfa√ß√£o de ver cumprida a justi√ßa.

Quem n√£o Dava a Vida por um Amor?

O essencial √© amar os outros. Pelo amor a uma s√≥ pessoa pode amar-se toda a humanidade. Vive-se bem sem trabalhar, sem dormir, sem comer. Passa-se bem sem amigos, sem transportes, sem caf√©s. √Č horr√≠vel, mas uma pessoa vai andando.
Apresentam-se e arranjam-se sempre alternativas. √Č f√°cil.
Mas sem amor e sem amar, o homem deixa-se desproteger e a vida acaba por matar.
Philip Larkin era um poeta pessimista. Disse que a √ļnica coisa que ia sobreviver a n√≥s era o amor. O amor. Vive-se sem paix√£o, sem correspond√™ncia, sem resposta. Passa-se sem uma amante, sem uma casa, sem uma cama. √Č verdade, sim senhores.
Sem um amor não vive ninguém. Pode ser um amor sem razão, sem morada, sem nome sequer. Mas tem de ser um amor. Não tem de ser lindo, impossível, inaugural. Apenas tem de ser verdadeiro.
O amor é um abandono porque abdicamos, de quem vamos atrás. Saímos com ele. Atiramo-nos. Retraímo-nos. Mas não há nada a fazer: deixamo-lo ir. Mai tarde ou mais cedo, passamos para lá do dia a dia, para longe de onde estávamos. Para consolar, mandar vir, tentar perceber, voltar atrás.
O amor é que fica quando o coração está cansado.

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A Fronteira Entre a Amizade e o Amor

Há na pura amizade um prazer a que não podem atingir os que nasceram medíocres. A amizade pode subsistir entre pessoas do mesmo sexo a diferentes, isenta mesmo de toda a materialidade. Uma mulher, entretanto, olha sempre um homem como um homem; e reciprocamente, um homem olha uma mulher como uma mulher; essa ligação não é paixão nem pura amizade: constitui uma classe aparte.
O amor nasce bruscamente, sem outra reflexão, por temperamento, ou por fraqueza: um detalhe de beleza nos fixa, nos determina. A amizade, pelo contrário, forma-se pouco a pouco, com o tempo, pela prática, por um longo convívio. Quanta inteligência, bondade, dedicação, serviços e obséquios, nos amigos, para fazer, em anos, muito menos do que faz, às vezes, num minuto, um rosto bonito e uma bela mão!
O tempo, que fortalece as amizades, enfraquece o amor. Enquanto o amor dura, subsiste por si, e √†s vezes pelo que parece dever extingui-lo: caprichos, rigores, aus√™ncia, ci√ļme; a amizade, pelo contr√°rio, precisa de alento: morre por falta de cuidados, de confian√ßa, de aten√ß√£o. √Č mais comum ver um amor extremo que uma amizade perfeita.
O amor e a amizade excluem-se um ao outro. Aquele que teve a experiência de um grande amor descuida a amizade;

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A Superficialidade dos Grandes Espíritos

N√£o h√° nada de mais perigoso para o esp√≠rito do que a sua rela√ß√£o com as grandes coisas. Algu√©m deambula por uma floresta, sobe a um monte e v√™ o mundo estendido a seus p√©s, olha para um filho que lhe colocam pela primeira vez nos bra√ßos, ou desfruta da felicidade de assumir uma posi√ß√£o invejada por todos. Perguntamos: o que se passa nele em tais momentos? Ele pr√≥prio certamente pensa que s√£o muitas coisas, profundas e importantes; mas n√£o tem presen√ßa de esp√≠rito suficiente para, por assim dizer, as tomar √† letra. O que h√° de admir√°vel, diante dele e fora dele, que o encerra numa esp√©cie de gaiola magn√©tica, arranca os pensamentos do seu interior. O seu olhar perde-se em mil pormenores, mas ele tem a secreta sensa√ß√£o de ter esgotado todas as muni√ß√Ķes. L√° fora, esse momento inspirado, solar, profundo, essa grande hora, recobre o mundo com uma camada de prata galvanizada que penetra todas as folhinhas e veias; mas na outra extremidade em breve se come√ßa a notar uma certa falta de subst√Ęncia interior, e nasce a√≠ uma esp√©cie de grande ¬ęO¬Ľ, redondo e vazio. Este estado √© o sintoma cl√°ssico do contacto com tudo o que √© eterno e grande,

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Preciso de Ti para Ser Eu

Ser quem sou passa por ser capaz de criar liga√ß√Ķes ao outro, com o outro e para o outro. S√≥ h√° pessoas porque h√° rela√ß√Ķes. A minha exist√™ncia √© constitu√≠da pelos caminhos que sonho, construo e percorro, ao lado de outras pessoas que, como eu, sonham, constroem e percorrem os seus caminhos. Vontades distintas, din√Ęmica comum. Seguimos, cada um pelos seus princ√≠pios, cada um para os seus fins.

O amor leva o ser do seu autor ao ser do que é amado. Amar é ser e ser é amar. Partilhar-se com o outro e com o mundo, num milagre de multiplicação em que quanto mais se dá, mais se tem para dar, mais se é.

Um pequeno erro na base leva a potenciais trag√©dias nas conclus√Ķes. H√° quem parta do princ√≠pio que o amor √© rec√≠proco. Ora, essa ideia simples acaba por ser origem de enormes trag√©dias pessoais. O amor n√£o √© rec√≠proco, √© pessoal, nasce no mais √≠ntimo da nossa identidade. N√£o √© metade de nada, √© um todo. Precisa do outro como fim, n√£o como princ√≠pio.
O amor √© bondade generosa. √Č dar o bem. Dar-se. Conseguir ser fonte de amor √© o maior dos bens que se pode alcan√ßar.

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Novos Valores para a Sociedade

Se pensarmos na nossa vida e na nossa actua√ß√£o, em breve notaremos que quase todas as nossas aspira√ß√Ķes e ac√ß√Ķes est√£o ligadas √† exist√™ncia de outros homens. Reparamos que, em toda a nossa maneira de ser, somos semelhantes aos animais que vivem em comum. Comemos os alimentos produzidos por outros homens, usamos vestu√°rio que outros homens fabricaram e habitamos casas que outros constru√≠ram. A maior parte das coisas que sabemos e em que acreditamos foi-nos transmitida por outros homens, por meio duma linguagem que outros criaram. A nossa faculdade mental seria muito pobre e muito semelhante √† dos animais superiores se n√£o existisse a linguagem, de modo que teremos de concordar que, aquilo que nos distingue em primeiro lugar dos animais, o devemos √† nossa vida na comunidade humana. O homem isolado ‚ÄĒ entregue a si desde o nascimento ‚ÄĒ manter-se-ia, na sua maneira de pensar e de sentir, primitivo como um animal, dum modo que dificilmente podemos imaginar. O que cada um √© e significa, n√£o o √© t√£o-s√≤mente como ser isolado, mas como membro duma grande comunidade humana, que determina a sua exist√™ncia material e espiritual desde o nascimento √† morte.
Aquilo que um homem leva para a sua comunidade depende,

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O Espelho dos Relacionamentos

A ideia do espelho dos relacionamentos √© que procuramos subconscientemente nos outros o que precisamos de ver e de compreender em n√≥s mesmos de modo a alcan√ßarmos a integridade, o equil√≠brio e a cura. O outro √© um espelho atrav√©s do qual podemos perceber os aspetos da nossa personalidade em que precisamos de trabalhar. √Č por isso que, de um ponto de vista espiritual, √© in√ļtil tentarmos mudar o comportamento dos outros como base da nossa pr√≥pria felicidade. √Č t√£o f√ļtil como tentar transformar a nossa imagem atrav√©s do reflexo no espelho ou mesmo trocando de espelho.

Quanto mais identificamos os outros como uma express√£o do amor e n√£o pelos seus comportamentos, mais f√°cil √© evitarmos uma atitude defensiva e dar √†s coisas demasiada import√Ęncia. Isso permite-nos ouvir, aprender e crescer atrav√©s de todos os nossos relacionamentos, criando assim uma base mais profunda de amor e de liga√ß√£o entre os seres humanos. √Č assim que usamos o espelho dos relacionamentos para crescer emocional e espiritualmente.
Um relacionamento pode perder o interesse pelas mais diversas raz√Ķes. Talvez possa dever-se a um desejo subconsciente de a terminar ou porque j√° cumpriu a sua miss√£o e agora ambos est√£o preparados para algo mais.

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Dar um passo pode ser fruto de uma decis√£o complexa. H√° a possibilidade de seguir para a direita ou para a esquerda, posso continuar em frente ou voltar para tr√°s, desfazer. Cada escolha lan√ßar√° uma cadeia de resultados. Mal comparado, √© como acordar na esta√ß√£o S√®vres-Lecourbe e n√£o ter mapa do metro, nunca ter estado ali, n√£o saber sequer onde se est√°, n√£o saber sequer o que √© o metro. Ter de aprender tudo. Ao fim de um tempo, com sorte, conversando com pedintes cegos, tocadores de concertina, talvez se consiga chegar √† conclus√£o que se quer ir para a esta√ß√£o Ourcq, esse √© o lugar onde se poder√° ser feliz, mas como encontrar o caminho sem mapa, sem conhecer linhas e liga√ß√Ķes? √Č poss√≠vel arrastar a vida inteira no metro de Paris e nunca passar por Ourcq. √Č tamb√©m poss√≠vel passar por l√° e n√£o reconhecer que √© ali que se quer sair.

Mais do que Amor

O amor veio afirmar todas as coisas velhas de cuja exist√™ncia apenas sabia sem nunca ter aceito e sentido. O mundo rodava sob seus p√©s, havia dois sexos entre os humanos, um tra√ßo ligava a fome √† saciedade, o amor dos animais, as √°guas das chuvas encaminhavam-se para o mar, crian√ßas eram seres a crescer, na terra o broto se tornaria planta. N√£o poderia mais negar… o qu√™? ‚ÄĒ perguntava-se suspensa. O centro luminoso das coisas, a afirma√ß√£o dormindo em baixo de tudo, a harmonia existente sob o que n√£o entendia.

Erguia-se para uma nova manh√£, docemente viva. E sua felicidade era pura como o reflexo do sol na √°gua. Cada acontecimento vibrava em seu corpo como pequenas agulhas de cristal que se espeda√ßassem. Depois dos momentos curtos e profundos vivia com serenidade durante largo tempo, compreendendo, recebendo, resignando-se a tudo. Parecia-lhe fazer parte do verdadeiro mundo e estranhamente ter-se distanciado dos homens. Apesar de que nesse per√≠odo conseguia estender-lhes a m√£o com uma fraternidade de que eles sentiam a fonte viva. Falavam-lhe das pr√≥prias dores e ela, embora n√£o ouvisse, n√£o pensasse, n√£o falasse, tinha um olhar bom ‚ÄĒ brilhante e misterioso como o de uma mulher gr√°vida.

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A Felicidade Vem do Compromisso

A felicidade vem do compromisso. Alguns pensam que n√£o, que uma pessoa mais solta, sem liga√ß√Ķes nem obriga√ß√Ķes, √© mais feliz! Ser√°? Ela faz o que lhe apetece e n√£o o que quer. Fica escrava das ondas, das emo√ß√Ķes, vai para onde puxa o que ‘est√° a dar’ e n√£o para onde quer e deve. Estar solto n√£o √© o mesmo que ser livre. E comprometer-se livra-nos da escravid√£o das fantasias e dos apetites.

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O Poder do Discurso

Por mais que aparentemente o discurso seja pouco importante, as interdi√ß√Ķes que o atingem logo e depressa revelam a sua liga√ß√£o com o desejo e com o poder. E o que h√° de surpreendente nisso, j√° que o discurso – como a psican√°lise nos demostrou – n√£o √© simplesmente o que manifesta (ou oculta) o desejo; √© tamb√©m o que √© o objecto do desejo; e j√° que – a hist√≥ria n√£o cessa de nos indicar – o discurso n√£o √© simplesmente o que traduz as lutas ou os sistemas de domina√ß√£o, mas aquilo por que, aquilo pelo que se luta, o poder do qual procuramos apoderar-nos.

Que seja doce a espera pelas mensagens, liga√ß√Ķes e recadinhos bonitinhos. que seja (mais do que) doce a voz ao falar no telefone.