Cita√ß√Ķes sobre Nascimento

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A liberdade não é um direito do homem concedido pelo céu, e a liberdade de sonhar também não se adquire pelo nascimento: é uma capacidade que há que preservar, uma consciência, sobretudo porque os pesadelos não param de a perturbar.

O verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que lançamos pela primeira vez um olhar inteligente sobre nós mesmos: minhas primeiras pátrias foram os livros. Em menor escala, as escolas.

As mulheres da Grécia contavam sua idade à partir de seu casamento e não de seu nascimento.

N√≥s n√£o somos geniais. N√≥s que n√£o soubemos nos apossar da √ļnica coisa completa que nos √© dada ao nascimento: o g√©nio da vida.

A Essência do Fanatismo

A ess√™ncia do fanatismo consiste em considerar determinado problema como t√£o importante que ultrapasse qualquer outro. Os bizantinos, nos dias que precederam a conquista turca, entendiam ser mais importante evitar o uso do p√£o √°zimo na comunh√£o do que salvar Constantinopla para a cristandade. Muitos habitantes da pen√≠nsula indiana est√£o dispostos a precipitar o seu pa√≠s na ru√≠na por divergirem numa quest√£o importante: saber se o pecado mais detest√°vel consiste em comer carne de porco ou de vaca. Os reaccion√°rios amercianos prefiririam perder a pr√≥xima guerra do que empregar nas investiga√ß√Ķes at√≥micas qualquer indiv√≠duo cujo primo em segundo grau tivesse encontrado um comunista nalguma regi√£o. Durante a Primeira Guerra Mundial, os escoceses sabat√°rios, a despeito da escassez de v√≠veres provocada pela actividade dos submarinos alem√£es, protestavam contra a planta√ß√£o de batatas ao domingo e diziam que a c√≥lera divina, devido a esse pecado, explicava os nossos malogros militares. Os que op√Ķem objec√ß√Ķes teol√≥gicas √† limita√ß√£o dos nascimentos, consentem que a fome, a mis√©ria e a guerra persistam at√© ao fim dos tempos porque n√£o podem esquecer um texto, mal interpretado, do G√©nese. Os partid√°rios entusiastas do comunismo, tal como os seus maiores inimigos, preferem ver a ra√ßa humana exterminada pela radioactividade do que chegar a um compromisso com o mal –

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Gostaria de suprimir as pompas f√ļnebres. Devemos chorar pelo homem, no seu nascimento, e n√£o na sua morte.

A Incomodidade da Grandeza

J√° que n√£o a podemos alcan√ßar, vinguemo-nos falando mal dela. No entanto, n√£o √© inteiramente falar mal de alguma coisa encontrar-lhe defeitos; estes encontram-se em todas as coisas, por belas e desej√°veis que sejam. Em geral, ela possui esta vantagem evidente de se rebaixar quando lhe apraz, e de mais ou menos ter a op√ß√£o entre uma situa√ß√£o e a outra; pois n√£o se cai de todas as alturas; s√£o mais numerosas aquelas das quais se pode descer sem cair. Bem me parece que a valorizamos demais, e valorizamos demais tamb√©m a decis√£o dos que vimos ou ouvimos dizer que a menosprezaram ou que renunciaram a ela por sua pr√≥pria inten√ß√£o. A sua ess√™ncia n√£o √© t√£o evidentemente c√≥moda que n√£o a possamos rejeitar sem milagre. Acho muito dif√≠cil o esfor√ßo de suportar os males; mas em contentar-se com uma medida mediana de fortuna e em fugir da grandeza acho pouca dificuldade. √Č uma virtude, parece-me, a que eu, que n√£o passo de um patinho, chegaria sem muito esfor√ßo. Que devem fazer aqueles que ainda levassem em considera√ß√£o a gl√≥ria que acompanha tal rejei√ß√£o, na qual pode caber mais ambi√ß√£o do que no pr√≥prio desejo e gozo da grandeza, porquanto a ambi√ß√£o nunca se conduz mais √† vontade do que por um caminho desgarrado e inusitado?

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A cria√ß√£o po√©tica √© um mist√©rio indecifr√°vel, como o mist√©rio do nascimento do homem. Ouvem-se vozes, n√£o se sabe de onde, e √© in√ļtil preocuparmo-nos em saber de onde v√™m.

Natal

Mais uma vez, c√° vimos
Festejar o teu novo nascimento,
Nós, que, parece, nos desiludimos
Do teu advento!

Cada vez o teu Reino é menos deste mundo!
Mas vimos, com as m√£os cheias dos nossos pomos,
Festejar-te, ‚ÄĒ do fundo
Da miséria que somos.

Os que à chegada
Te vimos esperar com palmas, frutos, hinos,
Somos ‚ÄĒ n√£o uma vez, mas cada ‚ÄĒ
Teus assassinos.

À tua mesa nos sentamos:
Teu sangue e corpo é que nos mata a sede e a fome;
Mas por trinta moedas te entregamos;
E por temor, negamos o teu nome.

Sob esc√°rnios e ultrajes,
Ao vulgo te exibimos, que te aclame;
Te rojamos nas lajes;
Te cravejamos numa cruz infane.

Depois, a mesma cruz, a erguemos,
Como um farol de salvação,
Sobre as cidades em que ferve extremos
A nossa corrupção.

Os que em leil√£o a arrematamos
Como sagrada pe√ßa √ļnica,
Somos os que jogamos,
Para com√©rcio, a tua t√ļnica.

Tais somos, os que, por costume,
Vimos, mais uma vez,

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Obras-primas n√£o s√£o fruto de um nascimento solit√°rio. Elas s√£o a conseq√ľ√™ncia de v√°rios anos de pensamento em comum, de tal modo que a experi√™ncia da massa est√° por tr√°s de uma √ļnica voz.

Sabemos que VOCÊ, aí de cima, não tem mais como evitar o nascimento e a morte. Mas não pode, pelo menos, melhorar um pouco o intervalo?

O Natal é construído com base num lindo e intencional paradoxo: que o nascimento de uma pessoa sem lar seja celebrado em todos os lares.

O problema mais difícil da aritmética é fazer a data de nascimento de uma mulher coincidir com sua idade atual. A juventude é a época em que temos mais ideais do que idéias.

Não será a morte Рaté, talvez, fisiologicamente vista Рuma espécie de nascimento Рo nascimento, talvez, do que era incompleto numa forma completa ou pura?

Cantar à Maneira de Solao

Pensando-vos estou, filha,
vossa m√£i me est√° lembrando;
enchem-se-me os olhos d’√°goa,
nela vos estou lavando.
Nascestes, filha, antre m√°goa,
para bem inda vos seja,
que no vosso nascimento
vos houve a furtuna enveja.
Morto era o contentamento,
nenh√ľa alegria ouvistes:
vossa m√£i era finada,
nós outras éramos tristes.
Nada em dor, em dor criada,
n√£o sei onde isto h√°-d’ir ter;
vejo-vos, filha, fermosa
c’os olhos verdes crecer.
Não era esta graça vossa
para nacer em desterro,
mal haja a desaventura
que p√īs mais nisto que o erro!

Tinha aqui sua sepultura
vossa mãi, e a mágoa nós;
não éreis vós, filha, não,
para morrerem por vós.
N√£o houve em fados raz√£o,
nem se consente rogar;
de vosso pai hei mor dó,
que de si s’h√°-de queixar.

Eu vos ouvi a vós só
primeiro que outrem ninguém,
n√£o f√īreis v√≥s se eu n√£o fora,
n√£o sei se fiz mal, se bem.

Mas n√£o pode ser, senhora,
para mal nenhum nacerdes,
com este riso gracioso
que tendes sobr’olhos verdes.

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E o mundo a me exigir decis√Ķes para as quais n√£o estou preparada. Decis√Ķes n√£o s√≥ a respeito de provocar o nascimento de fatos mas tamb√©m decis√Ķes sobre a melhor forma de se ser.

Ninguém é responsável pelo seu nascimento, cada um é livre de escolher a morte, portanto de rejeitar o fardo que recebeu sem o ter pedido.