Passagens sobre Natureza

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Frases sobre natureza, poemas sobre natureza e outras passagens sobre natureza para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

N√£o se pode controlar excessivamente ningu√©m porque a experi√™ncia demonstra que quem se convence que est√° preso decide, por alguma absurda raz√£o, fugir. √Č a natureza humana.

J√° Sobre o Coche de √Čbano Estrelado

Já sobre o coche de ébano estrelado,
Deu meio giro a Noite escura e feia,
Que profundo silêncio me rodeia
Neste deserto bosque, à luz vedado!

Jaz entre as folhas Zéfiro abafado,
O Tejo adormeceu na lisa areia;
Nem o mavioso rouxinol gorjeia,
Nem pia o mocho, às trevas acostumado.

Só eu velo, só eu, pedindo à Sorte
Que o fio com que est√° mih’alma presa
√Ä vil mat√©ria l√Ęnguida, me corte.

Consola-me este horror, esta tristeza,
Porque a meus olhos se afigura a Morte
No silêncio total da Natureza.

Sucesso é Realização

O sucesso é a realização de qualquer coisa valiosa para si. Pode ser a paz de espírito e felicidade; união no lar e na família; o gosto pelo trabalho; independência financeira; alegria e satisfação por servir os outros; o desenvolvimento das forças construtivas inerentes ao homem; amar a vida e sentir-se satisfeito com o seu carácter, os seus ideais e os trabalhos realizados.
¬ęTalvez ainda se n√£o tivesse encontrado uma defini√ß√£o de sucesso aplic√°vel a todas as pessoas¬Ľ – escreveu Zu Tavern – ¬ęCada um de n√≥s tem a sua ideia pessoal de sucesso, e essa mesma ideia vai-se modificando com a passagem do tempo. Para alguns, sucesso √© igual a fama; para outros, riqueza em dinheiro; para outros ainda, apenas amor e felicidade.¬Ľ
√Č uma lei da natureza humana realizar, ganjear respeito, ser um trabalhador e construtor activo, deixar o mundo um pouco melhor que o encontrado. O homem foi feito para realizar. A maior satisfa√ß√£o da vida prov√©m da realiza√ß√£o. Isto prova-se pela sua estrutura f√≠sica, mental e moral.
Quando faz qualquer coisa – para os outros ou para o seu pr√≥prio bem – √© feliz e sente-se √ļtil.
O desejo de realizar nasce connosco.

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O Mundo é de Quem não Sente

O mundo é de quem não sente. A condição essencial para se ser um homem prático é a ausência de sensibilidade. A qualidade principal na prática da vida é aquela qualidade que conduz à acção, isto é, a vontade. Ora há duas coisas que estorvam a acção Рa sensibilidade e o pensamento analítico, que não é, afinal, mais que o pensamento com sensibilidade. Toda a acção é, por sua natureza, a projecção da personalidade sobre o mundo externo, e como o mundo externo é em grande e principal parte composto por entes humanos, segue que essa projecção da personalidade é essencialmente o atravessarmo-nos no caminho alhieo, o estorvar, ferir e esmagar os outros, conforme o nosso modo de agir.
Para agir √©, pois, preciso que nos n√£o figuremos com facilidade as personalidades alheias, as suas dores e alegrias. Quem simpatiza p√°ra. O homem de ac√ß√£o considera o mundo externo como composto exclusivamente de mat√©ria inerte – ou inerte em si mesma, como uma pedra sobre que passa ou que afasta do caminho; ou inerte como um ente humano que, porque n√£o lhe p√īde resistir, tanto faz que fosse homem como pedra, pois, como √† pedra, ou se afastou ou se passou por cima.

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A natureza delicia-se com a dieta mais singela e simples. Todos os animais, exceto o homem, restringem-se a um só prato.

O Demónio do Artifício

Não são muitas as pessoas dotadas para a apreensão da Natureza e para a sua utilização imediata. A maior parte gosta de descobrir entre o conhecimento e a utilização uma espécie de castelo nas nuvens, que se entretêm a aperfeiçoar, esquecendo assim ao mesmo tempo o objecto e a respectiva utilização.
Do mesmo modo, n√£o √© f√°cil compreender-se que o que acontece nos grandes dom√≠nios da Natureza √© o mesmo que sucede nos mais pequenos. Mas se a experi√™ncia o indica com prem√™ncia, os indiv√≠duos acabam por aceitar tal ideia de bom grado. H√° um parentesco entre a atrac√ß√£o de fragmentos de palha por uma vareta de √Ęmbar depois de friccionada e a mais terr√≠vel das tempestades. Em certo sentido s√£o o mesmo fen√≥meno. E h√° outros casos em que n√£o temos dificuldade em aceitar essa micromegalogia. Mas rapidamente somos abandonados pelo puro esp√≠rito da Natureza e apodera-se de n√≥s o dem√≥nio do artif√≠cio, que sabe sempre insinuar-se em todos os campos.

Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome.

O Mundo dos Solteiros

Agora a s√©rio: voc√™ conhece algum solteiro verdadeiramente satisfeito com a sua condi√ß√£o de solteiro? Eu n√£o. Conhe√ßo v√°rios solteiros que se dizem satisfeitos com a sua condi√ß√£o de solteiros, mas que de bom grado imediatamente se casariam. N√£o se casam por in√©rcia, por cobardia, muitas vezes por falta de sorte – mas √© por uma vida a dois que suspiram. √Č da natureza humana. Uma coisa √© estar entre casamentos. Outra √© ser solteiro. E o solteiro cool √© uma constru√ß√£o t√£o artificial como o da gordinha ¬ęmuito¬Ľ simp√°tica. Voc√™ conhece alguma gordinha ¬ęmuito¬Ľ simp√°tica em que essa t√£o √≥bvia simpatia n√£o seja excessiva, provavelmente fabricada – e mensageira sobretudo de uma profunda solid√£o? Eu n√£o.

(…) √Č um mundo sombrio, o mundo dos solteiros – um mundo de ansiedades, de cinismo, de ressentimento, de ego√≠smo. Se os solteiros solit√°rios s√£o tristes, ali√°s, os solteiros greg√°rios s√£o-no ainda mais. Voc√™ j√° foi a algum jantar em que os presentes fossem maioritariamente solteiros? Eu j√°. E, sempre que fui, voltei deprimido. Ia deprimido – e deprimido voltei. √ćamos deprimidos – e deprimidos volt√°mos. Todos. Fizemos o que pudemos, claro: troc√°mos palavras, troc√°mos solidariedades, troc√°mos mimos. No fim, nada.

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Apocalipse

Minha divinatória Arte ultrapassa
os séculos efêmeros e nota
Diminui√ß√£o din√Ęmica, derrota
Na atual força, integérrima, da Massa.

√Č a subvers√£o universal que amea√ßa
A Natureza, e, em noite aziaga e ignota,
Destrói a ebulição que a água alvorota
E p√Ķe todos os astros na desgra√ßa!

São despedaçamentos, derrubadas,
Federa√ß√Ķes sid√©ricas quebradas…
E eu s√≥, o √ļltimo a ser, pelo orbe adeante,

Espião da cataclísmica surpresa
A √ļnica luz tragicamente acesa
Na universalidade agonizante!

Aptidão, Vontade, e Acção

No reino da Natureza dominam o movimento e o agir. No reino da liberdade dominam a aptid√£o e o querer. O movimento √© perp√©tuo e, sendo favor√°veis as circunst√Ęncias, manifesta-se necessariamente nos fen√≥menos. As aptid√Ķes, desenvolvendo-se embora em correspond√™ncia com a Natureza, t√™m contudo que ser postas em exerc√≠cio por parte da vontade para poderem elevar-se gradualmente. √Č por isso que nunca temos no exerc√≠cio livre da vontade a mesma certeza que temos na autonomia do agir natural; este √ļltimo √© qualquer coisa que se produz a si mesma enquanto que o primeiro √© produzido.
O exerc√≠cio da vontade, para ser perfeito e eficaz, tem que se adequar: no plano moral, √† consci√™ncia – a uma consci√™ncia sem erro -, e, no dom√≠nio das artes, √† regra – a uma regra que em nenhum lado est√° enunciada. A consci√™ncia n√£o precisa de nenhum patroc√≠nio, porque tem tudo o que lhe √© necess√°rio e porque s√≥ tem que ver com o mundo pessoal interior. O g√©nio tamb√©m n√£o precisaria de nenhuma regra, mas, uma vez que a sua efic√°cia se dirige para o exterior, est√° na depend√™ncia de m√ļltiplas conting√™ncias materiais e temporais, n√£o lhe sendo poss√≠vel escapar a erros que da√≠ decorrem.

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Confiança Audaz

H√° um momento na aprendizagem de cada homem em que este chega √† convic√ß√£o de que a inveja √© ignor√Ęncia; que a imita√ß√£o √© suic√≠dio; que ele tem que se tomar a ele pr√≥prio tanto para melhor, tanto para pior, como a sua parcela; que embora o universo esteja cheio de coisas boas, nenhuma semente de milho nutritiva chegar√° a ele sen√£o atrav√©s da labuta que ele ofere√ßa nesse lote de terreno que lhe foi dado para cultivar. O poder que reside nele √© novo na natureza, e nenhum outro sen√£o ele sabe o que √© que pode fazer, e n√£o o saber√° at√© que o tente. N√£o √© por nada que uma cara, um car√°cter, um facto, causa muito impress√£o nele, e outros n√£o t√™m qualquer efeito. Esta escultura na mem√≥ria n√£o existe sem uma harmonia pr√©-estabelecida. O olho foi colocado onde um raio deve cair, de forma a testemunhar esse raio em particular. N√≥s apenas nos exprimimos pela metade, e temos vergonha da ideia divina que cada um de n√≥s representa. Podemos ser de confian√ßa e de motiva√ß√Ķes boas e proporcionais, e darmo-nos fielmente, mas Deus n√£o ter√° o seu trabalho mais manifesto feito por cobardes. Um homem est√° seguro e tranquilo quando coloca todo o cora√ß√£o no seu trabalho ou outra actividade e faz o seu melhor de acordo consigo pr√≥prio;

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A Esterilidade do √ďdio

O √≥dio √© um sentimento negativo que nada cria e tudo esteriliza: – e, quem a ele se abandona, bem depressa v√™ consumidas na in√©rcia as for√ßas e as faculdades que a Natureza lhe dera para a ac√ß√£o. O √≥dio, quando impotente, n√£o tendo outro objecto directo e nem outra esperan√ßa sen√£o o seu pr√≥prio desenvolvimento – √© uma forma da ociosidade. √Č uma ociosidade sinistra, l√≠vida, que se encolhe a um canto, na treva. (…) Mas que esse sentimento seja secund√°rio na vasta obra que temos diante de n√≥s, agora que acordamos – e n√£o essencial, ou supremo e t√£o absorvente que s√≥ ele ocupe a nossa vida, e se substitua √† pr√≥pria obra.

A Liberdade n√£o Existe na Natureza

A liberdade é uma simples ideia cuja realidade objectiva não pode ser evidenciada de nenhuma maneira segundo as leis da natureza, portanto em nenhuma experiência possível, que, em consequência, justamente porque jamais se pode colocar um exemplo sob ela, segundo alguma analogia, jamais pode ser compreendida nem mesmo apenas percebida.