Cita√ß√Ķes sobre Natureza

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Frases sobre natureza, poemas sobre natureza e outras cita√ß√Ķes sobre natureza para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

O que chamamos de poder do Homem sobre a Natureza acaba por ser um poder exercido por alguns homens sobre outros tendo a Natureza como instrumento.

J√° o Inverno, expremendo as c√£s nevosas

J√° o Inverno, expremendo as c√£s nevosas,
Geme, de horrendas nuvens carregado;
Luz o aéreo fuzil, e o mar inchado
Investe ao pólo em serras escumosas;

√ď benignas manh√£s!, tardes saudosas,
Em que folga o pastor, medrando o gado,
Em que brincam no ervoso e fértil prado
Ninfas e Amores, Zéfiros e Rosas!

Voltai, retrocedei, formosos dias:
Ou antes vem, vem tu, doce beleza
Que noutros campos mil prazeres crias;

E ao ver-te sentir√° minha alma acesa
Os perfumes, o encanto, as alegrias,
Da estação que remoça a natureza.

Nos EUA √© utilizado um aparelho chamado radio fever machine na cura de certas doen√ßas, elevando-se a temperatura do corpo por meio de eletromagnetismo. √Č um erro considerar a febre como sinal de agravamento da doen√ßa. A for√ßa curativa da Natureza √© que provoca a eleva√ß√£o da temperatura do corpo (febre), e assim cura a doen√ßa. A for√ßa curativa da Natureza √© o mais eficiente radio fever machine.

O Mundo n√£o se Fez para Pensarmos Nele

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para tr√°s…
E o que vejo a cada momento
√Č aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem…

Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras…
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo…

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas n√£o penso nele
Porque pensar √© n√£o compreender …

O Mundo n√£o se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…

Eu n√£o tenho filosofia: tenho sentidos…
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que √© amar …
Amar é a eterna inocência,

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Prazer com Virtude

Que dizer do facto de tanto os homens bons como os maus terem prazer, e de os homens infames terem tanto gosto em cometer actos vergonhosos como os homens honestos t√™m nas suas ac√ß√Ķes excelentes? √Č por isso que os antigos prescreveram que se procurasse a vida melhor, n√£o a mais agrad√°vel, de forma a que o prazer fosse, n√£o o guia, mas um companheiro da vontade recta e boa. Na verdade, a natureza deve ser o nosso guia: a raz√£o observa-a e consulta-a. Por isso, viver feliz √© o mesmo que viver de acordo com a natureza. Passo a explicar o que quer isto dizer: se conservarmos os nossos dons corporais e as nossas aptid√Ķes naturais com dilig√™ncia, mas tamb√©m com impavidez, tomando-os como bens ef√©meros e fugazes; se n√£o nos tornarmos servos deles, nem nos submetermos a coisas exteriores; se as coisas que s√£o circunstanciais e agrad√°veis ao corpo forem para n√≥s como auxiliares e tropas ligeiras num castro (que obedecem, n√£o comandam); nesta medida, todas estas coisas ser√£o √ļteis √† mente.
N√£o se deixe o homem corromper pelas coisas externas e inalcan√ß√°veis, e admire-se apenas a si pr√≥prio, confiando no seu √Ęnimo e mantendo-se preparado para tudo,

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A Partida

Partimos muito cedo — A madrugada
Clara, serena, vaporosa e fresca,
Tinha as nuances de mulher tudesca
De fina carne esplêndida e rosada.

Seguimos sempre afora pela estrada
Franca, poeirenta, alegre e pitoresca,
Dentre o frescor e a luz madrigalesca
Da natureza aos poucos acordada.

Depois, no fim, l√° de algum tempo — quando
Chegamos nós ao termo da viagem,
Ambos joviais, a rir, cantarolando,

Da mesma parte do levante, de onde
Saímos, pois, faiscava na paisagem
O sol, radioso e altivo como um conde.

A Voz

√Č t√£o suave ess’hora,
Em que nos foge o dia,
E em que suscita a Lua
Das ondas a ardentia,

Se em alcantis marinhos,
Nas rochas assentado,
O trovador medita
Em sonhos enleado!

O mar azul se encrespa
Coa vespertina brisa,
E no casal da serra
A luz j√° se divisa.

E tudo em roda cala
Na praia sinuosa,
Salvo o som do remanso
Quebrando em furna algosa.

Ali folga o poeta
Nos desvarios seus,
E nessa paz que o cerca
Bendiz a m√£o de Deus.

Mas despregou seu grito
A alcíone gemente,
E nuvem pequenina
Ergueu-se no ocidente:

E sobe, e cresce, e imensa
Nos céus negra flutua,
E o vento das procelas
J√° varre a fraga nua.

Turba-se o vasto oceano,
Com hórrido clamor;
Dos vagalh√Ķes nas ribas
Expira o v√£o furor,

E do poeta a fronte
Cobriu véu de tristeza;
Calou, à luz do raio,
Seu hino à natureza.

Pela alma lhe vagava
Um negro pensamento,

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Se o desejo escraviza o pensamento, a verdade foge de imediato pela janela mais pr√≥xima. Quando as pessoas abandonam sua natureza essencial pra seguir seus desejos, suas a√ß√Ķes nunca s√£o corretas…

O Existencialista

Dostoievski escreveu: ¬ęSe Deus n√£o existisse, tudo seria permitido¬Ľ. A√≠ se situa o ponto de partida do existencialismo. Com efeito, tudo √© permitido se Deus n√£o existe , fica o homem, por conseguinte , abandonado, j√° que n√£o encontra em si, nem fora de si, uma possibilidade a que se apegue. Antes de mais nada, n√£o h√° desculpas para ele. Se, com efeito, a exist√™ncia precede a ess√™ncia, n√£o ser√° nunca poss√≠vel referir uma explica√ß√£o a uma natureza humana dada e imut√°vel; por outras palavras, n√£o h√° determinismo, o homem √© livre, o homem √© liberdade. Se, por outro lado, Deus n√£o existe, n√£o encontramos diante de n√≥s valores ou imposi√ß√Ķes que nos legitimem o comportamento. Assim, n√£o temos nem atr√°s de n√≥s, nem diante de n√≥s, no dom√≠nio luminoso dos valores, justifica√ß√Ķes ou desculpas. Estamos s√≥s e sem desculpas. √Č o que traduzirei dizendo que o homem est√° condenado a ser livre. Condenado, porque n√£o se criou a si pr√≥prio; e no entanto livre, porque uma vez lan√ßado ao mundo, √© respons√°vel por tudo quanto fizer. O existencialista n√£o cr√™ na for√ßa da paix√£o. N√£o pensar√° nunca que uma bela paix√£o √© uma torrente devastadora que conduz fatalmente o homem a certos actos e que por conseguinte,

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O Sábio Face à Vida

Existe acaso algu√©m a quem possas colocar acima do s√°bio? O s√°bio tem, sobre os deuses, opini√Ķes piedosas. N√£o teme a morte em momento nenhum, considera-a o fim normal da natureza, julga que o termo dos bens √© f√°cil de atingir e de possuir, sabe que os males t√™m uma dura√ß√£o e uma gravidade limitadas; sabe o que √© mister pensar da fatalidade, da qual se constuma fazer uma ama desp√≥tica. Sabe que os acontecimentos nascem, uns da fortuna, outros de n√≥s pr√≥prios, porque a fatalidade √© cega e a fortuna inconstante; que o que vem de n√≥s n√£o est√° submisso a nenhuma tirania, sujeito a reproche e a elogio.
Com efeito, melhor fora acreditar nas narrativas mitol√≥gicas sobre os deuses que tornar-se escravo da fatalidade dos f√≠sicos. A mitologia consente a esperan√ßa de que, honrando os deuses, poderemos disp√ī-los a nosso favor, enquanto a fatalidade √© inexor√°vel. O s√°bio n√£o cr√™, como o vulgo, que a fortuna seja uma divindade, pois um deus n√£o pode agir de maneira desordenada. Nem √©, para ele, uma causa, dada a sua instabilidade. N√£o a admite como causa do bem e do mal, ou da vida feliz; n√£o obstante, sabe que pode trazer grandes bens ou grandes males.

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Amor

Nas largas muta√ß√Ķes perp√©tuas do universo
O amor √© sempre o vinho en√©rgico, irritante…
Um lago de luar nervoso e palpitante…
Um sol dentro de tudo altivamente imerso.

N√£o h√° para o amor rid√≠culos pre√Ęmbulos,
Nem mesmo as conven√ß√Ķes as mais superiores;
E vamos pela vida assim como os noct√Ęmbulos
√† fresca exala√ß√£o sal√ļbrica das flores…

E somos uns completos, célebres artistas
Na obra racional do amor — na heroicidade,
Com essa intrepidez dos s√°bios transformistas.

Cumprimos uma lei que a seiva nos dirige
E amamos com vigor e com vitalidade,
A cor, os tons, a luz que a natureza exige!…

A Meu Pai Morto

Madrugada de Treze de janeiro.
Rezo, sonhando, o ofício da agonia.
Meu Pai nessa hora junto a mim morria
Sem um gemido, assim como um cordeiro!

E eu nem lhe ouvi o alento derradeiro!
Quando acordei, cuidei que ele dormia,
E disse à minha Mãe que me dizia:
“Acorda-o”! deixa-o, M√£e, dormir primeiro!

E saí para ver a Natureza!
Em tudo o mesmo abismo de beleza,
Nem uma n√©voa no estrelado v√©u…

Mas pareceu-me, entre as estrelas flóreas,
Como Elias, num carro azul de glórias,
Ver a alma de meu Pai subindo ao Céu!

Alguns t√™m lampejos de id√©ias geniais e, colocando-as em pr√°tica, tornam-se milion√°rios; outros s√≥ t√™m lampejos de id√©ias infelizes e permanecem na mis√©ria a vida toda. O que decide o destino de uma pessoa √© a natureza desses lampejos ‚Äď id√©ias que surgem repentinamente em determinados momentos.

O trabalho que não pode separar a ideia é um trabalho contra a natureza. A ideia não existe, o que existe é o indivíduo.

O Desgaste da Inveja

De todas as caracter√≠sticas que s√£o vulgares na natureza humana a inveja √© a mais desgra√ßada; o invejoso n√£o s√≥ deseja provocar o infort√ļnio e o provoca sempre que o pode fazer impunemente, como tamb√©m se torna infeliz por causa da sua inveja. Em vez de sentir prazer com o que possui, sofre com o que os outros t√™m. Se puder, priva os outros das suas vantagens, o que para ele √© t√£o desej√°vel como assegurar as mesmas vantagens para si pr√≥prio. Se uma tal paix√£o toma propor√ß√Ķes desmedidas, torna-se fatal a todo o m√©rito e mesmo ao exerc√≠cio do talento mais excepcional.
Por que √© que o m√©dico deve ir ver os seus doentes de autom√≥vel quando o oper√°rio vai para o seu trabalho a p√©? Por que √© que o investigador cient√≠fico pode passar os dias num quarto aquecido, quando os outros t√™m de expor-se √† inclem√™ncia dos elementos? Por que √© que um homem que possui algum talento raro de grande import√Ęncia para o mundo deve ser dispensado do penoso trabalho dom√©stico? Para tais perguntas a inveja n√£o encontra resposta. Afortunadamente, por√©m, h√° na natureza humana um sentimento compensador, chamado admira√ß√£o. Todos os que desejm aumentar a felicidade humana devem procurar aumentar a admira√ß√£o e diminuir a inveja.

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