Cita√ß√Ķes sobre Prazos

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Frases sobre prazos, poemas sobre prazos e outras cita√ß√Ķes sobre prazos para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

O essencial n√£o √© fazer muita coisa no menor prazo; √© fazer muita coisa apraz√≠vel ou √ļtil.

A Vis√£o do Universo

Existem certas pessoas – e eu sou uma delas – que pensam que a coisa mais pr√°tica e importante acerca de um homem ainda √© a sua vis√£o do universo. Pensamos que, para uma senhoria considerando se deve aceitar um pensionista, √© importante saber a sua renda, por√©m mais importante ainda √© conhecer a sua filosofia. Pensamos que, para um general prestes a combater um inimigo, √© importante saber os n√ļmeros do inimigo, por√©m mais importante √© conhecer a filosofia do inimigo. Pensamos que a quest√£o n√£o √© saber se a teoria do cosmos afecta ou n√£o as coisas, mas se, no longo prazo, qualquer outra coisa as afecta.

Foi Contigo que Aprendi a Amar

Foi contigo que aprendi a cidade,
sílaba a sílaba,
pedra, aço e lascas de cristal.

A cidade dos p√°ssaros interditos
na ocasionalidade
de um galho por acaso.

A cidade das buganvílias
viol√°ceas de medo,
excrescentes de lirismo.

A cidade dos p√£es calcetados
e dos meninos que, de
fome, os apetecem.

A cidade das culatras
inevit√°veis
para o alvo que lhes sobra.

A cidade protestada a prazo
de um dia
de nunca mais.

A cidade geometrizada
na infalibilidade
dos seus labirintos.

Foi contigo, foi.
Foi contigo que aprendi a amar
desordenadamente.

A filosofia de uma pessoa não é melhor expressa em palavras; ela é expressa pelas escolhas que a pessoa faz. A longo prazo, moldamos nossas vidas e moldamos a nós mesmos. O processo nunca termina até que morramos. E, as escolhas que fizemos são, no final das contas, nossa própria responsabilidade.

Não te Arruínes, Alma, Enriquece

Centro da minha terra pecadora,
alma gasta da própria rebeldia,
porque tremes l√° dentro se por fora
vais caiando as paredes de alegria?

Para quê tanto luxo na morada
arruinada, arrendada a curto prazo?
Herdam de ti os vermes? Na jornada
do corpo te consomes ao acaso?

Não te arruínes, alma, enriquece:
vende as horas de escória e desperdício
e compra a eternidade que mereces,

sem piedade do servo ao teu serviço.
Devora a Morte e o que de nós terá,
que morta a Morte nada morrer√°.

Tradução de Carlos de Oliveira

A Morte Sendo Amor

Quantas vezes subi com a pedra às costas
para depois descer com o mesmo fardo
torneio em que sou alvo do meu dardo
próprio, a sangrar nas távolas de apostas.

N√£o me sei vencedor. Tampouco guardo
as dores, ou fraturas mais expostas.
Sei que vou quando chego e n√£o me tardo.
Lição que é nascitura e de ocasos

na transversal em curva me celebro
o vencedor, o torto sem atrasos.
Eis aí a certeza derradeira

que chega invit√°vel sem ter prazos:
vivi todas subidas e descidas
amortecendo o amor sem as feridas

Evitar o perigo não é, a longo prazo, tão seguro quanto se expor ao perigo. A vida é uma aventura ousada ou, então, não é nada.

Pode-se ficar alegre consigo mesmo durante certo tempo, mas a longo prazo a alegria tem de ser compartilhada por duas pessoas.

A Imortalidade

Ser imortal √© coisa sem import√Ęncia. Excepto o homem, todas as criaturas o s√£o, porque ignoram a morte. O divino, o terr√≠vel, o incompreens√≠vel, √© considerar-se imortal. J√° notei que, embora desagrade √†s religi√Ķes, essa convic√ß√£o √© rar√≠ssima. Israelitas, crist√£os e mu√ßulmanos professam a imortalidade, mas a venera√ß√£o que dedicam ao primeiro s√©culo prova que apenas cr√™em nele, e destinam todos os outros, em n√ļmero infinito, para o premiar ou para o castigar.

Mais razo√°vel me parece o c√≠rculo descrito por certas religi√Ķes do Indost√£o. Nesse c√≠rculo, que n√£o tem princ√≠pio nem fim, cada vida √© uma consequ√™ncia da anterior e engendra a seguinte, mas nenhuma determina o conjunto… Doutrinada por um exerc√≠cio de s√©culos, a rep√ļblica dos homens imortais tinha conseguido a perfei√ß√£o da toler√Ęncia e quase do desd√©m. Sabia que num prazo infinito ocorrem a qualquer homem todas as coisas. Pelas suas passadas ou futuras virtudes, qualquer homem √© credor de toda a bondade, mas tamb√©m de toda a trai√ß√£o pelas suas inf√Ęmias do passado ou do futuro. Assim como nos jogos de azar as cifras pares e √≠mpares permitem o equil√≠brio, assim tamb√©m se anulam e se corrigem o engenho e a estupidez.

(…) Ningu√©m √© algu√©m,

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A nossa geração tem que escolher o que ela valoriza mais: lucros de curto prazo ou habitabilidade de longo prazo no nosso lar planetário?

Nunca te esqueças de formular o teu desejo. Creio que não se cumprem, mas há desejos a longo prazo que duram toda a vida, de modo que não se podia esperar o seu cumprimento.

Toda a família realmente viva segrega um certo ritual sem o qual se arrisca a longo prazo a perder o seu convívio secreto.

Ai Flores do Verde Pino

__ Ai flores, ai flores do verde pino,
se sabedes novas do meu amigo!
Ai Deus, e u é?

__ Ai flores, ai flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado!
Ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amigo,
aquel que mentiu do que p√īs comigo!
Ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amado,
aquel que mentiu do qui mi √° jurado!
Ai Deus, e u é?

__ V√≥s me perguntardes polo voss’amigo,
e eu bem vos digo que √© san’vivo.
Ai Deus, e u é?

V√≥s me perguntardes polo voss’amado,
e eu bem vos digo que √© viv’e sano.
Ai Deus, e u é?

E eu bem vos digo que √© san’vivo
e seera vosc’ant’o prazo sa√≠do.
Ai Deus, e u é?

E eu bem vos digo que √© viv’ e sano
e seera vosc’ant’o prazo passado
Ai Deus, e u é?

A educação é claramente o fator que irá conduzir melhorias na economia a longo prazo. No futuro, software e tecnologia irão permitir que as pessoas aprendam muito com seus colegas.

A Luta de Classes Acabou

A luta de classes esfumou-se, dissolveu-se, a democracia tem funcionado como um diluente social: toda a gente vive, compra e acorre ao hipermercado, ao balc√£o do bar e aos concertos pagos pelo munic√≠pio na pra√ßa central, e todos falam ao mesmo tempo, vozes que se misturam como nas tumultuosas reuni√Ķes no cine Tivoli evocadas pelo meu pai, j√° n√£o se distingue o que est√° em cima do que est√° em baixo, est√° tudo enredado, confuso, e, por√©m, reina uma misteriosa ordem, eis a democracia. Mas, de s√ļbito, desde h√° um par de anos, parece desenhar-se uma ordem mais expl√≠cita, menos insidiosa. A nova ordem √© bem vis√≠vel, com os n√≠veis superior e inferior bem definidos: alguns transportam com orgulho sacos repletos de compras e cumprimentam sorridentes os vizinhos √† porta do centro comercial, outros remexem nos contentores onde os empregados do hipermercado lan√ßaram as embalagens de carne fora de prazo, a fruta e as verduras pisadas, os past√©is industriais caducados. Lutam entre si por esses alimentos.

(…) Trivial, a luta de classes? Ent√£o n√£o era isso que determinava, que impregnava e condicionava tudo? O grande motor da hist√≥ria universal? N√£o era nisso que acreditavam o meu pai e os seus camaradas,

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A longo prazo os homens acertam apenas para aquilo que apontam. Por isso, embora falhem imediatamente, seria melhor que apontassem para algo mais alto.