Cita√ß√Ķes sobre Regime

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Os Malefícios da Rivalidade na Escola

Poucas serão as escolas em que o mestre não anime entre os alunos o espírito de emulação; aos mais atrasados apontam-se os que avançaram como marcos a atingir e ultrapassar; e aos que ocuparam os primeiros lugares servem os do fim da classe de constantes esporas que os não deixam demorar-se no caminho, cada um se vigia a si e aos outros e a si próprio apenas na medida em que se estabelece um desnível com o companheiro que tem de superar ou de evitar.
A mesquinhez de uma vida em que os outros n√£o aparecem como colaboradores, mas como inimigos, n√£o pode deixar de produzir toda a surda inveja, toda a vaidade, todo o despeito que se marcam em linhas principais na psicologia dos estudantes submetidos a tal regime; nenhum amor ao que se estuda, nenhum sentimento de constante enriquecer, nenhuma vis√£o mais ampla do mundo; esfor√ßo de vencer, temor de ser vencido; √© j√° todo o temperamento de ¬ęstruggle¬Ľ que se afina na escola e lan√ßar√° amanh√£ sobre a terra mais uma turma dos que tudo se desculpam.
Quem n√£o sabe combater ou n√£o tem interesse pela luta ficar√° para tr√°s, entre os piores; e √© certamente esta predomin√Ęncia dada ao esp√≠rito de batalha um dos grandes malef√≠cios dos sistemas escolares assentes sobre a rivalidade entre os alunos;

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O Despotismo do Homem Vulgar

A hist√≥ria europ√©ia parece, pela primeira vez, entregue √† decis√£o do homem vulgar como tal. Ou dito em voz activa: o homem vulgar, antes dirigido, resolveu governar o mundo. Esta resolu√ß√£o de avan√ßar para o primeiro plano social produziu-se nele, automaticamente, mal chegou a amadurecer o novo tipo de homem que ele representa. Se, atendendo aos defeitos da vida p√ļblica, estuda-se a estrutura psicol√≥gica deste novo tipo de homem-massa, encontra-se o seguinte: 1¬ļ, uma impress√£o nativa e radical de que a vida √© f√°cil, abastada, sem limita√ß√Ķes tr√°gicas; portanto, cada indiv√≠duo m√©dio encontra em si mesmo uma sensa√ß√£o de dom√≠nio e triunfo que, 2¬ļ, convida-o a afirmar-se a si mesmo tal qual √©, a considerar bom e completo o seu haver moral e intelectual. Este contentamento consigo mesmo leva-o a fechar-se em si mesmo para toda a inst√Ęncia exterior, a n√£o ouvir, a n√£o p√īr em tela de ju√≠zo as suas opini√Ķes e a n√£o contar com os demais. A sua sensa√ß√£o √≠ntima de dom√≠nio incita-o constantemente a exercer predom√≠nio. Actuar√°, pois, como se somente ele e os seus cong√©neres existissem no mundo; portanto, 3¬ļ, intervir√° em tudo impondo a sua vulgar opini√£o, sem considera√ß√Ķes, contempla√ß√Ķes, tr√Ęmites nem reservas; quer dizer,

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Declaração de Amor

Quem é que tem a sorte de ter um amor dele ou dela que ama ou que tem, seja amado ou amada? Tenho eu e conheço muitas pessoas que já têm ou que vão ter. Mas, tal como todos os outros apaixonados e todas as outras apaixonadas, desconfio, com calor na alma, que ninguém tem o amor que eu tenho pela Maria João, meu amor, minha mulher, minha salvação.
O amor sai caro Рmedo de perdê-la, medo do tempo a passar, medo do futuro Рmas paga-se sem se dar por isso. Mentira. Dá-se por isso só nos intervalos de receber, receber, receber e dar, dar, dar.
Basta uma pequena zanga para parecer que todo aquele amor desmoronou: “Onde est√° esse teu apregoado amor por mim (de m√£os nas ancas), agora que eu preciso dele?”
Quanto maior o amor, mais frágil parece. Quanto maior o amor, mais pequeno é o gesto que parece traí-lo. Mas com que alegria nos habituamos a viver nesse regime de tal terror!
Maria João, meu amor: o barulho que faz a felicidade é ouvires-me a perder tempo a resmungar e a pedir que tudo continue exactamente como está, para sempre.

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N√£o √© a paz que lhe interessa. Eles se preocupam √© com a ordem, o regime desse mundo. (…) O problema deles √© manter a ordem que lhes faz serem patr√Ķes. Essa ordem √© uma doen√ßa em nossa hist√≥ria.

Quanto mais o homem simplifica a sua alimentação e se afasta do regime carnívoro, mais sábia é a sua mente.

A Censura Existe Em Todo o Lado

Eu acho que a censura existiu sempre e provavelmente vai existir sempre. Porque a censura para o ser n√£o necessita de ter claramente uma porta aberta com um letreiro, onde se diga que ali h√° pessoas que l√™em livros ou v√£o ver espect√°culos. N√£o! A censura existe de todas as maneiras, porque todas as pessoas, nos diferentes n√≠veis de interven√ß√£o em que se encontram, por boas ou m√°s raz√Ķes, seleccionam, escolhem, apagam, fazem sobressair. E isso s√£o actos de oculta√ß√£o ou de evidencia√ß√£o que, no fundo, em alguns casos, s√£o actos formais de censura.
(Quanto √† censura oficial dos tempos de ditadura) Aquilo que a censura demonstrou e demonstra, em qualquer caso, √© que felizmente os escritores, dependendo das situa√ß√Ķes em que se encontram, s√£o muito mais ricos de meios, de processos de fazer chegar aquilo que querem dizer aos outros, do que se imagina. Evidentemente, numa situa√ß√£o de censura, o escritor √© obrigado a usar a escrita para comunicar isto ou aquilo ou aqueloutro, de uma maneira disfra√ßada, subterr√Ęnea, oculta; mas o que √© importante n√£o √© que a censura o esteja a obrigar a fazer isso. O que √© importante √© que ele seja capaz de o fazer.

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O Homem não está à Altura da sua Obra

Dir-se-ia que a civiliza√ß√£o moderna √© incapaz de produzir uma elite dotada simultaneamente de imagina√ß√£o, de intelig√™ncia e de coragem. Em quase todos os pa√≠ses se verifica uma diminui√ß√£o do calibre intelectual e moral naqueles a quem cabe a responsabiliza√ß√£o da direc√ß√£o dos assuntos pol√≠ticos, econ√≥micos e sociais. As organiza√ß√Ķes financeiras, industriais e comerciais atingiram dimens√Ķes gigantescas. S√£o influenciadas n√£o s√≥ pelas condi√ß√Ķes do pa√≠s em que nasceram, mas tamb√©m pelo estado dos pa√≠ses vizinhos e de todo o mundo. Em todas as na√ß√Ķes produzem-se modifica√ß√Ķes sociais com grande rapidez. Em quase toda a parte se p√Ķe em causa o valor do regime pol√≠tico. As grandes democracias enfrentam problemas tem√≠veis que dizem respeito √† sua pr√≥pria exist√™ncia e cuja solu√ß√£o √© urgente. E apercebemo-nos de que, apesar das grandes esperan√ßas que a humanidade depositou na civiliza√ß√£o moderna, esta civiliza√ß√£o n√£o foi capaz de desenvolver homens suficientemente inteligentes e audaciosos para a dirigirem na via perigosa por que a enveredou. Os seres humanos n√£o cresceram tanto como as institui√ß√Ķes criadas pelo seu c√©rebro. S√£o sobretudo a fraqueza intelectual e moral dos chefes e a sua ignor√Ęncia que p√Ķem em perigo a nossa civiliza√ß√£o.

O Progresso Aumenta a Vida e a Morte

N√£o desconhe√ßo que a velhice constitui, em grande parte, um preconceito aritm√©tico, e que o nosso maior erro consiste em contar os anos que vivemos. Com efeito, tudo nos leva a supor que a Natureza dotou o homem (n√£o falo j√° nas longevidades da B√≠blia) de vida m√©dia mais longa do que aquela que as estat√≠sticas demogr√°ficas acusam, e que, se morremos antes do termo normal da exist√™ncia, √© porque sucumbimos, n√£o a ¬ęmorte natural¬Ľ (a ¬ęmorte fisiol√≥gica¬Ľ, de Metchnickoff), mas a ¬ęmorte violenta¬Ľ, que √© a morte por ac√ß√£o destrutiva dos germes patog√©nicos. Como quer que seja, por√©m, parece-me incontest√°vel que o homem envelhece antes do tempo e morre, em geral, quando ainda n√£o chegou a meio do caminho da vida.

Ser√° o engenho humano capaz de op√īr uma barreira √† marcha inexor√°vel da decrepitude? Talvez. O nosso organismo √© uma m√°quina; gasta-se, como todas as m√°quinas; e, por milagre da Natureza, ainda √© aquela que, funcionando permanentemente, consegue durar mais tempo. Contentemo-nos com a ideia de que o homem de hoje vive mais do que vivia na Antiguidade cl√°ssica e na √©poca medieval, merc√™ do progresso das t√©cnicas, do conforto moderno da exist√™ncia, da observa√ß√£o dos preceitos que a higiene,

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Nem o regime mais repressivo consegue impedir os seres humanos de encontrar formas de comunicar e obter acesso à informação.

O Liberalismo

O regime liberal é aquele em que os direitos da pessoa são apenas considerados inalienáveis aos interesses da comunidade. Por isso, nele se procura assegurar nas leis e na prática o respeito da pessoa mediante o efetivo exercício daqueles direitos, mas não a destruição dela pela anarquia totalitária ou libertária.

(…) Se se entende por liberal todo aquele que acha indispens√°vel que qualquer solu√ß√£o pol√≠tica respeite as liberdades e os direitos fundamentais da pessoa humana, sou efetivamente liberal. Se, por outro lado, se limita a conce√ß√£o de liberalismo ao campo exclusivamente econ√≥mico e se tem como liberal aquele que preconiza a absten√ß√£o do poder pol√≠tico em rela√ß√£o ao campo econ√≥mico e ao campo social, nesse sentido n√£o sou liberal.

A Vida Vazia da Cidade

Instal√°mo-nos, portanto, na cidade. A√≠ toda a vida √© suport√°vel para as pessoas infelizes. Um homem pode viver cem anos na cidade, sem dar por que morreu e apodreceu h√° muito. Falta tempo para o exame de consci√™ncia. As ocupa√ß√Ķes, os neg√≥cios, os contactos sociais, a sa√ļde, as doen√ßas e a educa√ß√£o das crian√ßas preenchem-nos o tempo. T√£o depressa se tem de receber visitas e retribu√≠-las, como se tem de ir a um espect√°culo, a uma exposi√ß√£o ou a uma confer√™ncia.
De facto, na cidade aparece a todo o momento uma celebridade, duas ou três ao mesmo tempo que não se pode deixar de perder. Tão depressa se tem de seguir um regime, tratar disto ou daquilo, como se tem de falar com os professores, os explicadores, as governantas. A vida torna-se assim completamente vazia.

Os regimes autorit√°rios contempor√Ęneos parecem resolver o problema do desemprego √† custa da efici√™ncia e da liberdade.

Formatados pela Sociedade

Idealmente, o que deveria ser dito a todas as crian√ßas, repetidamente, ao longo da sua vida escolar, seria algo como isto: ¬ęEst√°s no processo de ser doutrinado. N√≥s ainda n√£o fomos capazes de desenvolver um sistema de educa√ß√£o que n√£o seja um processo de doutrina√ß√£o. Lamentamos, mas √© o melhor que podemos fazer. O que te estamos a ensinar √© uma am√°lgama dos preconceitos actuais e das escolhas desta cultura em particular. Uma pequena olhada na Hist√≥ria vai-te mostrar o quanto estes s√£o tempor√°rios. Est√°s a ser ensinado por pessoas que conseguiram acomodar-se a um regime de pensamento que foi desenhado pelos seus antecessores. √Č um sistema de auto-perpetua√ß√£o. Aqueles de voc√™s que forem mais robustos e individuais que os outros ser√£o encorajados a sair e a encontrar formas de se educarem a si pr√≥prios ‚Äď a educarem os seus pr√≥prios julgamentos. Aqueles que ficarem t√™m que se lembrar, sempre, e para sempre, que est√£o a ser moldados e modelados para se encaixarem nas necessidades estreitas e particulares desta sociedade¬Ľ.

A construção de um Portugal democrático será gravemente limitada ou mesmo impedida se os monopólios estrangeiros continuarem sendo reis e senhores de Portugal. A construção de um regime democrático deve significar a libertação do imperialismo estrangeiro e a conquista da real independência nacional.

A crise económica, em que estamos profundamente mergulhados, insere-se na crise internacional, que é real; e está na sequência de toda uma política desastrosa vinda do regime anterior.

O desenvolvimento da ind√ļstria moderna, portanto, abala a pr√≥pria base sobre a qual a burguesia assentou seu regime de produ√ß√£o e de apropria√ß√£o. O que a burguesia

As Liberdades Essenciais

As liberdades essenciais s√£o tr√™s: liberdade de cultura, liberdade de organiza√ß√£o social, liberdade econ√≥mica. Pela liberdade de cultura, o homem poder√° desenvolver ao m√°ximo o seu esp√≠rito cr√≠tico e criador; ningu√©m lhe fechar√° nenhum dom√≠nio, ningu√©m impedir√° que transmita aos outros o que tiver aprendido ou pensado. Pela liberdade de organiza√ß√£o social, o homem interv√©m no arranjo da sua vida em sociedade, administrando e guiando, em sistemas cada vez mais perfeitos √† medida que a sua cultura se for alargando; para o bom governante, cada cidad√£o n√£o √© uma cabe√ßa de rebanho; √© como que o aluno de uma escola de humanidade: tem de se educar para o melhor dos regimes, atrav√©s dos regimes poss√≠veis. Pela liberdade econ√≥mica, o homem assegura o necess√°rio para que o seu esp√≠rito se liberte de preocupa√ß√Ķes materiais e possa dedicar-se ao que existe de mais belo e de mais amplo; nenhum homem deve ser explorado por outro homem; ningu√©m deve, pela posse dos meios de produ√ß√£o e de transporte, que permitem explorar, p√īr em perigo a sua liberdade de Esp√≠rito ou a liberdade de Esp√≠rito dos outros. No Reino Divino, na organiza√ß√£o humana mais perfeita, n√£o haver√° nenhuma restri√ß√£o de cultura, nenhuma coac√ß√£o de governo,

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Hoje que tanto se fala em crise, quem n√£o v√™ que, por toda a Europa, uma crise financeira est√° minando as nacionalidades? √Č disso que h√°-de vir a dissolu√ß√£o. Quando os meios faltarem e um dia se perderem as fortunas nacionais, o regime estabelecido cair√° para deixar o campo livre ao novo mundo econ√≥mico.