Cita√ß√Ķes sobre Apego

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Frases sobre apego, poemas sobre apego e outras cita√ß√Ķes sobre apego para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

O Meu Coração Desce

O meu coração desce,
Um bal√£o apagado…
_ Melhor fora que ardesse,
Nas trevas, incendiado.
Na bruma fastidienta.
Como um caix√£o √† cova…
_ Porque antes n√£o rebenta
De dor violenta e nova?!
Que apego ainda o sustém?
√Ātomo miserando…
_ Se o esmagasse o trem
Dum comboio arquejando!…

O inane, vil despojo
Da alma egoísta e fraca!
Trouxesse-o o mar de rojo,
Levasse-o a ressaca.

Tempestade!

O meu beliche é tal qual o bercinho,
Onde dormi horas que não vêm mais.
Dos seus embalos j√° estou cheiinho:
Minha velha ama s√£o os vendavaes!

Uivam os ventos! Fumo, bebo vinho.
O vapor treme! Abra√ßo a Biblia, aos ais…
Covarde! Que dir√° teu Av√īzinho,
Que foi moreante? Que dir√£o teus Paes?

Coragem! Considera o que has soffrido,
O que soffres e o que ainda soffrer√°s,
E ve, depois, se accaso é permittido

Tal medo √° Morte, tanto apego ao mundo:
Ah! f√īra bem melhor, v√°s onde v√°s,
Antonio, que o paquete fosse ao fundo!

Ama sempre, fazendo pelos outros o melhor que possas realizar. Age auxiliando. Serve sem apego. E assim vencer√°s.

Amar é um apego natural mas também obriga a que deixemos o outro ser quem é, abrindo mão e permitindo-lhe que parta, ou que fique, sem desejar outra coisa senão que seja radicalmente livre. Aprendendo que há muito mais valor no ato de quem decide ficar do que naquele de quem só está por não poder partir.

No amor que visa √† recompensa e no amor que espera ver o pr√≥ximo contente existe o pego ao ‚Äėeu‚Äô. Enquanto a pessoa tiver pensamentos como ‚ÄėEu fiz isso e aquilo por ele; no entanto, o que ele me fez?‚Äô ainda n√£o est√° livre do apego ao ‚Äėeu‚Äô.

A Vida é uma Montanha Russa

A vida n√£o √© uma linha reta em que algu√©m conquistado ou algo adquirido √© uma seguran√ßa para todo o sempre; a vida √© uma montanha russa e, de vez em quando, sim, √© preciso ficares de pernas para o ar. Tudo passa, tu ficas. Sou t√£o assertivo relativamente a este tema porque sei que √© a depend√™ncia que gera o apego, ou seja, se as pessoas forem independentes √© imposs√≠vel serem apegadas. √Č o ego que as vincula √† ideia de que n√£o s√£o suficientemente boas para dependerem de si mesmas e √© contra esta terr√≠vel armadilha que √© preciso lutar.

Uma m√£e que dependa do bem–estar do filho e que viva para ele √© uma mulher que n√£o encontrar√° for√ßas para lhe esticar o bra√ßo quando ele cair e precisar de uma verdadeira m√£e, pois ser√£o sempre dois a sofrer da mesma epidemia, da mesma dor, da mesma frustra√ß√£o ou desilus√£o; um homem que use e abuse da estabilidade profissional e financeira que conquistou e que dependa disso para, pensa ele, ser o que √©, √© algu√©m que mais tarde ou mais cedo, e num daqueles loopings da vida em que o que era j√° n√£o √©,

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A Individualidade N√£o Se Deixa Representar

Conselho ao intelectual: N√£o deixes que te representem. A fungibilidade das obras e das pessoas e a cren√ßa da√≠ derivada de que todos t√™m de poder fazer tudo revelam-se no seio do estado vigente como grilh√Ķes. O ideal igualit√°rio da representatividade √© uma fraude, se n√£o for sustentado pelo princ√≠pio da revogabilidade e da responsabilidade do rank and file. O mais poderoso √© justamente o que menos faz, o que mais se pode encarregar daquele a que se dedica e sua vantagem arrecada. Parece colectivismo e fica-se apenas pela demasiado boa opini√£o de si mesmo, pela exclus√£o do trabalho, gra√ßas √† disposi√ß√£o do trabalho alheio.
Na produ√ß√£o material est√° solidamente implantada a substituibilidade. A quantifica√ß√£o dos processos laborais diminui tendencialmente a diferen√ßa entre o encargo do director geral e o do empregado de uma esta√ß√£o de servi√ßo. √Č uma ideologia miser√°vel pensar que, nas actuais condi√ß√Ķes, para a admininstra√ß√£o de um trust se requer mais intelig√™ncia, experi√™ncia e prepara√ß√£o do que para ler um man√≥metro. Mas enquanto na produ√ß√£o material h√° um apego tenaz a esta ideologia, o esp√≠rito da que lhe √© contr√°ria cai na submiss√£o. Tal √© a cada vez mais ruinosa doutrina da universitas litterarum, da igualdade de todos na rep√ļblica das ci√™ncias,

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Nos Extremos é que Está a Sabedoria

Pode-se dizer que, muito plausivelmente, h√° uma ignor√Ęncia abeced√°ria que precede o saber e uma outra, doutoral, que se lhe segue, ignor√Ęncia esta que o saber produz e engendra da mesma maneira que desfaz e destr√≥i aqueloutra. Dos esp√≠ritos simples, menos curiosos e menos instru√≠dos, fazem-se bons crist√£os, que, por rever√™ncia e obedi√™ncia, com simplicidade, cr√™em e mant√™m-se submissos √†s leis. √Č nos esp√≠ritos de vigor e capacidade m√©dios que se engendram as opini√Ķes err√≥neas, pois eles seguem a apar√™ncia das suas primeiras impress√Ķes e t√™m pretextos para interpretar como simpleza e estult√≠cia o nosso apego aos antigos usos, considerando que n√≥s a√≠ n√£o cheg√°mos por via do estudo dessas mat√©rias.
Os grandes esp√≠ritos, mais avisados e clarividentes, constituem um outro g√©nero de bons crentes: por meio de uma aturada e escrupulosa investiga√ß√£o, penetram nas Escrituras at√© atingir uma luz mais profunda e abstrusa, e entendem o misterioso e divino segredo da nossa pol√≠tica eclesi√°stica. Vemos, por√©m, alguns, com maravilhoso proveito e com consolida√ß√£o da sua f√©, chegarem, atrav√©s do segundo, a este √ļltimo n√≠vel, como o extremo limite da intelig√™ncia crist√£, e rejubilar na sua vit√≥ria com refrig√©rio, ac√ß√Ķes de gra√ßas, reformas dos costumes e grande mod√©stia. N√£o entendo nesta categoria situar aqueloutros que,

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Pedra de Canto

Ainda ter√°s alento e pedra de canto,
Mito de Pégaso, patada de sangue da mentira,
Para cantar em sílabas ásperas o canto,
De rima em -anto, o pranto,
O amor, o apego, o sossego, a rima interna
Das almas calmas, isto e aquilo, o canto
Do pranto em pedra aparelhada a corpo e escopro,
O estupro de outrora, a triste vida dela, o canto,
Buraco onde te metes, duplamente: com falo,
Falas, f√°-la chorar e ganir, com falo o canto
No buraco de grilo onde anoiteces,
No buraco de falso eremita onde conheces
Teu nada, o dela, o buraco dela, o canto
De pedra, sim, canteiro por cantares e aparelhares
Com ela em rua e cama o falo f√°-la cheia,
Canteiro porque o falo a julga flores, o canto
√Āspero do canteiro de pedra e s√©men que tu √©s
(No buraco do falo falaste),
Tu, falaz√£o de amor, que a amas e conheces.
Amas a quem? Conheces quem? Pobre Hipocrene,
Apolo de pataco, Cam√Ķes binocular, poeta de merda,

Embora isso em sangue dessa pobre alma em ferida:
A dela,

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Dar é Viver

D√°-te.

Dar é viver.

Ningu√©m, por muito pouco que receba, viver√° em alegria se n√£o der nada a ningu√©m. D√°-se um sorriso, uma m√£o, um beijo, um abra√ßo, um conselho, uma ideia, uma palavra, uma hora, duas ou tr√™s, de sil√™ncio ou de ouvidos em alerta para o outro poder desabafar, chorar ou libertar-se. D√°-se boleia, d√£o-se sugest√Ķes, brinca-se, d√°-se o corpo, d√°-se prazer, d√£o-se pistas, d√°-se tanta coisa. Tanta coisa que custa zero mas vale tanto. E quanto mais dermos de n√≥s, mais recebemos. Nem sempre daqueles a quem damos, √© um facto, faz parte da experi√™ncia de aprender a lidar com a expectativa, o apego e a cobran√ßa, mas se dermos de cora√ß√£o, e s√≥ porque nos faz sentir bem, recebemos sempre e quase sempre de onde menos esperamos.

Quando somos incondicionais podemos ser surpreendidos a qualquer momento.

√Č t√£o bom. Sabe t√£o bem. Dar e nunca saber de onde podemos vir a receber. Torna os dias surpreendentes. A vida agiganta-se. Acaba-se a agonia do ¬ętem de ser¬Ľ e de repente √© tudo novidade. √Č como dizer ¬ęAmo-te¬Ľ a algu√©m que amo, e porque o senti naquele instante, e n√£o ficar √† espera de ouvir o mesmo dessa pessoa no segundo a seguir.

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Quando se elimina o apego, torna-se poss√≠vel agir livremente com infinita versatilidade, em quaisquer circunst√Ęncias.

A Tua Vida é Agora

Toda a negatividade √© provocada por uma acumula√ß√£o de tempo psicol√≥gico e de recusa do presente. Mal-estar, ansiedade, tens√£o, stress, preocupa√ß√Ķes – todas as formas de medo – s√£o causados por futuro em demasia e insuficiente presen√ßa. Sentimentos de culpa, arrependimento, ressentimento, injusti√ßas, tristeza, amargura e todas as formas de falta de indulg√™ncia s√£o provocados por passado em demasia e insuficiente presen√ßa.
A maioria das pessoas tem dificuldade em acreditar que seja poss√≠vel um estado de consci√™ncia totalmente livre de negatividade. E no entanto √© esse o estado de liberta√ß√£o para o qual todos os ensinamentos espirituais apontam. √Č a promessa de salva√ß√£o, n√£o num futuro ilus√≥rio, mas j√° aqui e agora.

Poder√°s ter dificuldade em admitir que o tempo seja a causa do teu sofrimento ou dos teus problemas. Acreditas que s√£o provocados por situa√ß√Ķes espec√≠ficas na tua vida e, visto de um ponto de vista convencional, isso √© verdade. Mas at√© teres lidado com a disfun√ß√£o b√°sica da mente “que-faz-os-problemas” – o seu apego ao passado e ao futuro e a nega√ß√£o do Agora – os problemas s√£o na verdade permut√°veis. Se todos os teus problemas ou as consideradas causas do sofrimento ou da infelicidade te fossem milagrosamente retirados hoje,

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Observando os doentes, noto que quase todos pretendem acreditar em Deus se forem curados. Mas eles est√£o invertendo a ordem: ser√£o curados se acreditarem em Deus. Acreditar em Deus significa sintonizar o ‚Äėradiorreceptor mental‚Äô com Deus. Se n√£o sintonizarmos o r√°dio com a emissora, n√£o poderemos ouvir suas transmiss√Ķes. Quem diz que n√£o √© imagem feita de mat√©ria, nem esp√≠rito que possui apegos. Deus verdadeiro √© √ļnico, √© nosso criador e salvador. E para nos comunicarmos com Deus, devemos ajustar nosso ‚Äėreceptor mental‚Äô √† mesma frequ√™ncia dEle.

No seu grau supremo, o amor √© completamente livre do apego ao ‚Äėeu‚Äô. Ele √© totalmente despojado e n√£o se apega a nada.

Sou um animal sentimental, me apego facilmente ao que desperta o meu desejo. Tente me obrigar a fazer o que n√£o quero e ‘c√™ vai logo ver o que acontece (…) (Seren√≠ssima)

Embora as pessoas sintam uma mágoa e sentimento de perda genuínos pela morte dos entes queridos, esta dor está relacionada com o apego ou uma falsa identificação da mente, e não com o amor. Para além disso, uma vida de isolamento e solidão não salva ninguém do apego e do sofrimento.

Confiss√£o

Trinta e nove anos. Meia vida passada, se isto se for aguentando, tomba daqui, tomba dali. E tudo por fazer! Comecei tarde, sem nenhuma prepara√ß√£o, e com defeitos horr√≠veis, que tenho ido limando pouco a pouco, mas que resistem como fortalezas. Nasci afirmativo demais, puritano demais, uno demais, apesar duma timidez confrangedora, duma aceita√ß√£o natural da vol√ļpia e duma dispers√£o aflitiva a cada instante. Tenho medo dum pol√≠cia e sou capaz de enfrentar um ex√©rcito; passo a vida a praticar virtudes que pro√≠bo terminantemente aos outros; escrevo um poema, a dar uma consulta. De maneira que nunca consegui encontrar aquele equil√≠brio criador onde julgo existir o pomar das grandes obras. Debato-me entre for√ßas contradit√≥rias, e ao cabo de cada livro sinto-me insatisfeito e culpado como um pecador que n√£o cumpriu bem a sua penit√™ncia. N√£o tenho ambi√ß√Ķes fora da arte, e, dentro dela, s√≥ desejo conquistar a gl√≥ria de a ter servido humilde e totalmente; mas n√£o consegui ainda dar-lhe tudo, jogar a vida e a morte por ela. Para isso era preciso calcar aos p√©s o homem civil que sou, e n√£o posso. Necessito de ter as minhas contas em dia como qualquer mortal honrado, e afligem-me os assuntos do mundo como casos pessoais.

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Os bons esp√≠ritos simpatizam com os homens de bem, ou suscet√≠veis de se melhorar. Os esp√≠ritos inferiores, com os homens viciosos ou que podem viciar-se. Da√≠ seu apego, resultante da semelhan√ßa de sensa√ß√Ķes.

Anti-Soneto

Ao M√°rio Saa

O nosso drama de portugueses,
O nosso maior drama entre os maiores
Dos dramas portugueses,
√Č este apego heredit√°rio √† Forma:
Ao modo de dizer, aos pontinhos nos ii,
Às vírgulas certas, às quadras perfeitas,
À estilística, à estética, à bombástica,
À chave de ouro do soneto vazio
– Que p√Ķe molezas de escravatura
Por dentro do que pensamos
Do que sentimos
Do que escrevemos
Do que fazemos
Do que mentimos.